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16 de maio de 2026

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Soja no RS é devastada pela estiagem e produtor relata lavoura ‘praticamente morta’; assista ao vídeo

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Reprodução Canal Rural

A estiagem prolongada já provoca impactos severos nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, especialmente na região norte do estado. Na divisa com Santa Catarina, produtores relatam mais de 40 dias com chuvas irregulares e insuficientes, cenário que comprometeu de forma irreversível parte das áreas cultivadas.

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De acordo com relato do produtor Fernando, de Caiçara (RS), há lavouras praticamente perdidas, que não devem sequer cobrir os custos de produção, mesmo que volte a chover nos próximos dias. Segundo ele, a realidade se repete em grande parte do território gaúcho, evidenciando um cenário de quebra relevante na safra.

Vai chegar chuva?

A previsão indica retorno da chuva a partir do fim de semana, com volumes entre 30 e 50 milímetros e risco de temporais com rajadas que podem superar 100 km/h em áreas do Estado. No entanto, os acumulados previstos são considerados insuficientes para reverter os danos já consolidados, especialmente em lavouras em fase de enchimento de grãos.

Entre os dias 21 e 25 de fevereiro, a tendência é de novo predomínio de tempo quente e seco em praticamente todo o Rio Grande do Sul, reforçando o risco de aprofundamento das perdas. Para os próximos 30 dias, o cenário aponta chuvas irregulares, com volumes mais consistentes apenas no fim do mês e início de março, possivelmente tarde demais para áreas já comprometidas.

O impacto negativo na soja já está consolidado. A estiagem prolongada ocorreu justamente em um momento crítico do ciclo, após um início de safra que teve suporte pontual das chuvas. A irregularidade das precipitações no Estado foi intensificada pela concentração da umidade no Brasil Central, em meio a episódios recorrentes da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), enquanto o Sul enfrentava déficit hídrico.

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Ao mesmo tempo, o excesso de chuva no Sudeste e no Centro-Oeste mantém o alerta para temporais, alagamentos e deslizamentos. Minas Gerais e Rio de Janeiro seguem com o risco elevado devido ao solo saturado, e novos episódios de chuva intensa ainda podem provocar transtornos nas próximas 48 horas.

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Já está em clima de Copa? Veja onde comprar e trocar suas figurinhas em Cuiabá e VG

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Fort Atacadista disponibiliza álbum oficial do mundial e cria espaços de interação entre torcedores em Cuiabá e Várzea Grande

O Fort Atacadista já entrou no clima da Copa do Mundo FIFA 2026 e passou a comercializar o álbum oficial e os pacotes de figurinhas do torneio em suas unidades de Cuiabá e Várzea Grande. Além da venda, a rede também disponibiliza espaços exclusivos para troca de figurinhas, incentivando a interação entre clientes e fãs de futebol.

Os produtos estão disponíveis enquanto durarem os estoques, com os seguintes valores: pacote com sete figurinhas por R$ 7,00, álbum brochura por R$ 24,90 e blister com 84 figurinhas por R$ 84,00.

A iniciativa acompanha a movimentação gerada pelo lançamento oficial do álbum no Brasil, tradicional febre entre colecionadores e apaixonados pelo esporte. A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho, com jogos sediados no Canadá, Estados Unidos e México.

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Considerado um dos grandes símbolos do mundial, o álbum atravessa gerações e reúne crianças, jovens e adultos em torno da experiência de colecionar, completar páginas e trocar figurinhas repetidas. Neste ano, a expectativa é de mais uma forte mobilização entre os torcedores.

Em Mato Grosso, a rede está presente em Cuiabá, com unidades na Avenida Miguel Sutil, na Rodovia Emanuel Pinheiro (saída para Chapada dos Guimarães) e na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no bairro Coxipó. Em Várzea Grande, as lojas estão localizadas nas avenidas da FEB e Júlio Campos.

Com Assessoria 

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El Niño deve durar pelo menos 9 meses e afetar todo o ciclo da soja 26/27

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Boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), publicado na quinta-feira (14), comprovou o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial pelos últimos seis meses seguidos, configuando o El Niño.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, reforça que o fenômeno deve iniciar sua atuação em junho deste ano e durar, ao menos, até fevereiro de 2027, compreendendo toda a safra 2026/27 de soja.

“A NOAA mostra que ainda existe uma chance de 37% de, no final do ano, o fenômeno virar um Super El Niño”, ressalta.

Segundo o especialista, o produtor precisará ter muita atenção no período seco, para o risco de focos de incêndio e, principalmente, cautela na semeadura, visto que são previstas ondas de calor intensas na primavera, com atrasos na chuva.

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AML promove diálogo entre o deputado Emanuelzinho e estudantes sobre desigualdade e identidade brasileira

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No projeto “Casa Aberta”, parlamentar discute as raízes coloniais da economia e a importância do pensamento crítico para a juventude

A Academia Mato-grossense de Letras (AML) promoveu um encontro entre o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho), estudantes, professores e representantes de projetos culturais para discutir sobre seu livro “Desconstruindo o atraso brasileiro: Por que o Brasil ainda não é o que pode ser”. A atividade, realizada na noite de quinta-feira (14), integrou o projeto “Casa Aberta”, iniciativa da AML voltada à aproximação entre literatura, pensamento crítico e sociedade.

Durante o diálogo, Emanuelzinho defendeu que o Brasil ainda mantém uma estrutura econômica semelhante à colonial, baseada na exportação de matérias-primas sem transformação industrial. Em linguagem acessível aos estudantes presentes, o parlamentar explicou que o país continua enviando produtos brutos para o exterior enquanto outros países agregam valor e lucram com a industrialização.

“O Brasil tem uma atividade que é basicamente ainda colonial. A gente extrai ouro e vende, extrai café e vende, planta soja e vende. Mas os produtos que exigem transformação ficam em outros países. Esse é um problema muito grave”, afirmou.

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Ao exemplificar o raciocínio, o deputado citou o mercado do café. “A gente vende o café por um valor muito baixo e os países desenvolvidos transformam isso em produtos sofisticados, colocam marca, propaganda e vendem de volta para nós por um valor muito mais caro. Todo o emprego e toda a construção econômica ficam lá fora”, disse.

Conforme o autor, o livro nasceu de um processo de reflexão sobre os fatores históricos e estruturais que mantêm o Brasil em posição de desigualdade econômica. “Eu busco desconstruir o atraso brasileiro no meu livro. Foi um trabalho de muita pesquisa, de ouvir pessoas, escrever e reescrever. O livro não foi feito de um dia para o outro”, destacou.

O parlamentar também afirmou que a obra representa uma forma de perpetuar ideias além da atuação política institucional. “O mandato pode acabar, mas as ideias continuam. Todo livro é uma espécie de marca na história, um registro na eternidade, ainda que seja lido por poucas pessoas”, declarou.

Durante o encontro, Emanuelzinho respondeu perguntas dos estudantes sobre colonialismo, racismo estrutural e identidade nacional. Ao abordar o processo de colonização, afirmou que a imposição cultural europeia provocou impactos profundos na formação brasileira.

“Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram povos com costumes, línguas e formas de viver diferentes. Ao tentar impor uma verdade, houve um processo de desconfiguração da identidade social brasileira”, pontuou.

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Ele também relacionou o processo histórico às disputas econômicas internacionais. “Existe uma disputa por mercado que precisa se sustentar em discursos. Primeiro vieram teorias racistas, depois modelos econômicos que vendem a ideia de que todos ganham da mesma forma, mas há muitos interesses envolvidos nisso”, argumentou.

A presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, explicou que o encontro integra o projeto “Casa Aberta”, criado para ampliar o alcance social e cultural da instituição.

“Nós criamos o projeto Casa Aberta, em que absorvemos movimentos culturais, criamos produtos literários e damos visibilidade para diversas manifestações artísticas”, afirmou.

Luciene destacou ainda que a proposta busca aproximar diferentes segmentos sociais da literatura e do pensamento crítico. “Eu acredito na articulação de todas as forças políticas a serviço das letras mato-grossenses. Trazer Emanuelzinho para dialogar aqui não foi apenas trazer um político, mas alguém que representa um pensamento e uma identidade ligada a terra”, declarou.

Para a presidente, a presença de estudantes e representantes de coletivos culturais fortalece o papel social da Academia. “Achei importante que crianças e jovens desconstruíssem imagens pré-fabricadas e tivessem contato com alguém que está começando a caminhar pelas letras”, disse.

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Entre os participantes esteve o Instituto Cultural Casarão das Artes, do bairro Pedra 90, em Cuiabá. O representante do projeto, Vinny Hoffman, destacou a importância de levar crianças e adolescentes para ocupar espaços culturais historicamente distantes da periferia.

“A gente começou entendendo que não bastava às pessoas conhecerem o Pedra 90. As próprias crianças precisavam conhecer esses espaços e sentir que pertencem a eles”, afirmou.

Segundo Vinny, o contato com ambientes culturais amplia horizontes e fortalece o sentimento de pertencimento. “Muitos não se sentiam acolhidos em espaços como teatro e academia de letras. Através da arte e das apresentações, esse pertencimento começou a ficar mais vivo”, completou.

O participante Bob Almeida, que já havia acompanhado o lançamento da obra, avaliou positivamente a iniciativa. “Quanto mais incentivarmos os jovens à leitura, principalmente de um livro que explica momentos históricos do Brasil, mais importante será para essa nova geração entender os problemas do país”, afirmou.

Para ele, o encontro contribuiu para estimular reflexão crítica entre os adolescentes. “Achei fantástica a iniciativa. É importante que eles participem, reflitam e compreendam como determinados problemas históricos continuam impactando o Brasil até hoje”, concluiu.D

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Com Assessoria 

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