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3 de julho de 2026

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Anec revisa para cima estimativa de embarques de soja em fevereiro

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Foto: Claudio Neves/ Portos do Paraná

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para cima a estimativa de embarques de soja do Brasil em fevereiro, que agora pode alcançar até 12,41 milhões de toneladas. Na semana anterior, a projeção era de 11,42 milhões de toneladas.

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Complexo soja e milho

A entidade também elevou as previsões para outros produtos do complexo soja e para o milho. Os embarques de milho foram ajustados para 953.217 toneladas, ante 793 mil toneladas estimadas na semana passada. No caso do farelo de soja, a nova previsão é de 1,92 milhão de toneladas, acima das 1,63 milhão de toneladas projetadas anteriormente. Para o trigo, a estimativa subiu para 258.951 toneladas, frente às 139,3 mil toneladas previstas há uma semana.

8 a 14 de fevereiro

Para a semana entre 8 e 14 de fevereiro, o line-up aponta embarques de 3,37 milhões de toneladas de soja, com maior concentração nos portos de Santos (1,35 milhão de toneladas), Paranaguá (720,7 mil toneladas) e Barcarena (471,1 mil toneladas).

Os embarques de milho no período devem somar 330.861 toneladas, liderados por Rio Grande (180,7 mil toneladas) e São Luís (58 mil toneladas). Já o farelo de soja tem previsão de 574.822 toneladas, com destaque para Paranaguá (190 mil toneladas) e Santos (175 mil toneladas).

Na semana anterior, foram embarcadas 1,53 milhão de toneladas de soja, 277,6 mil toneladas de farelo e 431,3 mil toneladas de milho. Os principais volumes de soja saíram pelos portos de Santos (552,9 mil toneladas) e Barcarena (342,6 mil toneladas). No milho, a maior movimentação ocorreu em São Francisco do Sul (134,3 mil toneladas) e Rio Grande (116,5 mil toneladas).

A Anec ressalta que as projeções de fevereiro baseiam-se no cronograma de embarques atual e podem sofrer alterações conforme as condições logísticas e climáticas nos portos.

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Flávia Moretti nega apoio a Pivetta e diz que posição será definida nas convenções

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que os investimentos anunciados pelo Governo de Mato Grosso para o município não representam, neste momento, apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Pivetta esteve em Várzea Grande nesta sexta-feira (3), onde assinou convênios e ordens de serviço para a execução de obras, entre elas a construção de um novo Hospital e Pronto-Socorro e de um mercado municipal.

Apesar da parceria administrativa, Flávia ressaltou que a relação institucional com o governo estadual não deve ser confundida com alinhamento eleitoral.

“Eu sou uma prefeita que pega dinheiro do PT [governo federal] e do governo do Estado. Eu peço, se me atenderem, eu aceito. A minha posição sobre as eleições sairá nas convenções partidárias”, afirmou.

Durante a agenda, o governador também firmou acordos com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), para obras de microrrevestimento asfáltico em bairros da Capital e para a construção de um centro de permanência para idosos.

Flávia Moretti e Abilio Brunini são filiados ao Partido Liberal (PL), legenda que deverá lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso. Na semana passada, ao comentar o anúncio de novos investimentos, Pivetta afirmou acreditar que poderá contar com o apoio político dos prefeitos das duas maiores cidades do estado.

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Tirzepatida, emagrecimento e pele: o que precisamos conversar além da balança

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Nos últimos meses, poucas medicações geraram tanta conversa quanto a tirzepatida. Ela chegou com uma reputação impressionante pelo que pode fazer no controle do diabetes e na perda de peso. Mas dentro do consultório, uma pergunta aparece com frequência cada vez maior: “Doutora, e a minha pele?”

Faz todo sentido. Quando a gente perde peso de forma significativa, e às vezes bem rápida, o corpo inteiro precisa se adaptar. A pele, que é o maior órgão que temos, não fica de fora dessa história.

A ciência começa a confirmar o que já vemos na prática. Quando a gordura vai embora rápido demais, a pele nem sempre acompanha no mesmo ritmo. Pode aparecer flacidez, o rosto pode ficar com aspecto mais cansado, os sulcos ficam mais visíveis. Não porque a medicação esteja envelhecendo a pele, mas porque aquela gordura que sumiu também sustentava os tecidos por baixo.

É uma surpresa que muita gente não espera. O paciente celebra os resultados, e com razão. Mas às vezes se depara com um reflexo no espelho que ainda não reconhece completamente. Essa sensação precisa ser acolhida, não ignorada.

É justamente por isso que, quando a tirzepatida é utilizada com o objetivo de emagrecimento, o acompanhamento dermatológico merece começar junto com o tratamento, e não apenas quando as queixas estéticas aparecem. Muitas pessoas esperam atingir o peso desejado para então procurar soluções para a flacidez ou para as mudanças no rosto. Na prática, porém, costumamos observar resultados muito melhores quando esse cuidado é iniciado desde o começo. Enquanto o organismo responde à perda de peso, já é possível investir em protocolos que estimulem o colágeno, melhorem a qualidade da pele e preservem o suporte das estruturas faciais. É muito mais eficaz acompanhar essa transformação do que esperar que ela aconteça por completo para só depois tentar corrigir seus efeitos.

Por outro lado, a tirzepatida também traz boas notícias para a pele. Um metabolismo mais equilibrado tende a melhorar a cicatrização, reduzir infecções recorrentes, fortalecer a barreira cutânea e aliviar o ressecamento e a coceira tão comuns no diabetes.

Há ainda relatos iniciais de melhora em doenças como hidradenite supurativa, psoríase e algumas formas de queda de cabelo ligadas à resistência à insulina. Ainda é cedo para transformar isso em recomendação, mas é uma janela que vale acompanhar.

Sobre reações cutâneas durante o tratamento, na maioria das vezes elas são leves, localizadas no ponto de aplicação e passageiras. Reações mais sérias são raras, mas sempre merecem avaliação médica.

A mensagem principal é que a tirzepatida não é apenas uma ferramenta de emagrecimento. Ela promove mudanças importantes no organismo e precisa ser acompanhada de forma igualmente completa, com atenção à nutrição, à preservação da massa muscular e também à saúde da pele. Cuidar da pele durante esse processo não é apenas uma questão estética. É parte de um tratamento que busca bem-estar, naturalidade e qualidade de vida. Afinal, emagrecer é importante, mas se reconhecer no espelho e se sentir bem com a própria imagem também faz parte da saúde.

Cíntia Procópio é dermatologista, especialista em rejuvenescimento com naturalidade.

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Indústria de Mato Grosso cresce 56% com ações do Governo do Estado

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Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país. Impulsionado pelo crescimento da produção agropecuária, pela ampliação da infraestrutura e por políticas de incentivo aos investimentos, o Estado tem registrado um avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos.

Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) mostra que o número de estabelecimentos industriais em atividade no Estado cresceu 56,4% entre 2019 e 2025, passando de 10,8 mil para 16,89 mil unidades. O aumento demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios e a expansão da capacidade produtiva estadual, especialmente em segmentos ligados à transformação de matérias-primas produzidas no próprio território mato-grossense.

Segundo o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o crescimento da indústria é resultado de um conjunto de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura do Estado. 

“Mato Grosso produz muito e tem avançado na verticalização da sua produção. O Estado tem feito a sua parte, sem atrapalhar quem quer investir, produzir e gerar empregos. Temos investido em infraestrutura, ampliado a oferta de energia, garantido segurança jurídica e criado um ambiente favorável aos negócios. O resultado é o crescimento da indústria, a agregação de valor à nossa produção e mais riqueza ficando em Mato Grosso”.

O avanço da indústria tem contribuído para diversificar a economia estadual e agregar valor à produção local, ampliando a participação do setor industrial na geração de riqueza e no desenvolvimento regional.

Incentivos impulsionam novos investimentos

Parte desse crescimento é sustentado por políticas públicas voltadas à atração de investimentos e à expansão da atividade produtiva. Entre os principais instrumentos está o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Desde 2020, o acesso aos incentivos fiscais oferecidos pelo programa passou a ocorrer por meio de adesão simplificada, reduzindo etapas burocráticas e tornando mais ágil a entrada das empresas no sistema de benefícios.

O número de empresas participantes do programa saltou de 591 em 2020 para 1.778 em 2025, crescimento de 200,8% no período.

Os investimentos realizados pelas empresas beneficiadas também avançaram. Em cinco anos, o volume aplicado no Estado passou de R$ 6,39 bilhões para R$ 10,7 bilhões, aumento de 67,4%.

Na avaliação de Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, os resultados refletem os avanços promovidos no Prodeic, que passou a operar com um modelo mais ágil e menos burocrático para as empresas interessadas em investir no Estado. 

“Quando o empresário encontra regras claras, segurança jurídica e menos burocracia, ele investe mais. Os resultados observados nos últimos anos mostram que a simplificação do Prodeic tem contribuído para atrair novos empreendimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria mato-grossense”, afirmou.

Os reflexos dessa expansão também podem ser observados no mercado de trabalho. O número de empregos vinculados às empresas participantes do programa cresceu de 59.942 em 2020 para 80.483 em 2025, representando aumento de 34,3%.

Riqueza gerada pela indústria

Um dos indicadores que ajudam a medir a importância da indústria para a economia é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa a riqueza efetivamente gerada pelos setores produtivos. O VAB é um dos componentes utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).

No caso da indústria, o chamado PIB Industrial é formado pela soma da riqueza gerada por quatro grandes segmentos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e os serviços industriais de utilidade pública (SIUP), que incluem atividades como fornecimento de energia elétrica, gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2023, e divulgados no Anuário da Indústria de Mato Grosso 2026, do Observatório de Mato Grosso, da Fiemt, o Estado registrou um PIB industrial de R$ 36,85 bilhões. O resultado correspondeu a 1,52% da indústria nacional e colocou o Estado na 14ª posição entre as unidades da federação.

A maior parcela dessa riqueza foi gerada pelas indústrias de transformação, segmento responsável por converter matérias-primas em produtos industrializados. Em 2023, esse setor movimentou R$ 21,03 bilhões, o equivalente a 57,08% de todo o PIB industrial mato-grossense.

Em Mato Grosso, fazem parte desse segmento atividades bastante presentes no dia a dia da população, como frigoríficos, usinas de etanol de milho, indústrias de processamento de soja e fábricas do setor têxtil ligadas ao algodão. Essas empresas transformam a produção do campo em produtos com maior valor agregado, fortalecendo a economia estadual.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a industrialização tem papel estratégico na diversificação da economia mato-grossense, ao permitir que uma parcela cada vez maior da riqueza gerada pela produção local permaneça no Estado. 

“Mato Grosso já é uma potência na produção agropecuária, e o avanço da indústria permite que essa produção seja transformada aqui, gerando mais valor, empregos e renda para a população. Quando agregamos valor às matérias-primas dentro do Estado, fortalecemos as cadeias produtivas e ampliamos as oportunidades de desenvolvimento nos municípios”, declarou.

Na sequência aparece o setor da construção civil, com R$ 9,41 bilhões e participação de 25,54% no PIB industrial estadual. Os serviços industriais de utilidade pública responderam por R$ 5,60 bilhões, representando 15,20% do total, enquanto as indústrias extrativas registraram R$ 803,91 milhões, correspondendo a 2,18%.

Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso ocupou a 13ª posição nacional nas indústrias de transformação, a 10ª colocação na construção civil, a 15ª nos serviços industriais de utilidade pública e a 12ª nas atividades extrativas.

Avanço no mercado de trabalho

Os reflexos da expansão industrial também podem ser observados no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizado para monitorar a geração de empregos formais no país desde 2020, o setor industrial – que engloba a indústria e a construção civil – registrou crescimento de 36% no número de empregos formais entre 2020 e 2026, consolidando-se como o segundo segmento que mais ampliou postos de trabalho no Estado nesse período.

O setor que liderou essa expansão foi o de serviços, com crescimento de 42% no mesmo intervalo: a participação passou de 33% (242.381 empregos) em 2020 para 36% (344.546 empregos) em 2026, um aumento de mais de 102 mil postos formais.

Em 2020, a indústria respondia por 155.285 empregos formais, o equivalente a 21% do total de vínculos com carteira assinada em Mato Grosso. Em 2026, o setor passou a concentrar 211.715 trabalhadores, representando 22% do emprego formal estadual.

O avanço de um ponto percentual na participação da indústria ocorreu em um cenário de crescimento do emprego formal em toda a economia mato-grossense. Ainda assim, o setor foi responsável pela criação de mais de 56 mil postos de trabalho no período, ampliando sua presença no mercado de trabalho estadual.

Entre os segmentos industriais que mais empregam em Mato Grosso estão a fabricação de produtos alimentícios, responsável por 64.910 postos de trabalho, o equivalente a 31% dos empregos do setor, seguida pela construção civil, com 57.407 trabalhadores (27%).

Também se destacam a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 12.362 empregos (6%); as indústrias extrativas, com 10.345 postos de trabalho (5%); a fabricação de produtos minerais não metálicos, com 9.351 empregos (4%); e a fabricação de produtos de madeira, com 8.389 trabalhadores (4%). Juntos, esses segmentos concentram 77% dos empregos da indústria mato-grossense.

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