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Com R$ 817 mi investidos, Governo de MT prepara megaedital de R$ 600 mi para a agricultura familiar

O Governo do Estado tem consolidado uma política pública voltada ao fortalecimento da agricultura familiar, com investimentos históricos que ultrapassam R$ 817 milhões. Por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), os recursos têm chegado aos produtores em forma de máquinas, implementos agrícolas, patrulhas mecanizadas, sistemas de irrigação, mudas, insumos, equipamentos e programas voltados ao incentivo da produção e à geração de renda no campo.
Entre os resultados recentes está a conclusão do Fundaaf Inclusão Rural 2.0, que destinou R$ 21,4 milhões para promover a inclusão produtiva de agricultores familiares. O Governo também mantém aberto, até 31 de julho, o edital de chamamento público do Fundaaf – Incentivo Produtivo, que disponibiliza R$ 76,7 milhões para fomentar projetos produtivos. Outra iniciativa estratégica é o MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, que está em fase de conclusão do edital e prevê cerca de R$ 600 milhões em investimentos destinados ao fortalecimento de associações e cooperativas da agricultura familiar.
Essas ações são desenvolvidas de forma integrada entre a Seaf e a Empaer, sob a orientação do governador Otaviano Pivetta, que tem priorizado o fortalecimento da agricultura familiar. A atuação conjunta garante que as políticas públicas cheguem de forma eficiente aos produtores, contribuindo para o aumento da produtividade, da renda e da qualidade de vida das famílias rurais.
Nesta entrevista, a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, fala sobre os resultados alcançados e os próximos passos das políticas públicas voltadas ao setor.
1. A agricultura familiar vive um momento de grandes investimentos. O que esse volume de recursos representa para os produtores?
Andreia Fujioka: O Governo do Estado entende que fortalecer a agricultura familiar é investir diretamente no desenvolvimento dos municípios, na segurança alimentar e na geração de oportunidades para milhares de famílias, evitando o êxodo rural e criando condições para que os jovens permaneçam no campo. Os mais de R$ 817 milhões investidos demonstram esse compromisso. São recursos que chegam aos produtores por meio de equipamentos, implementos, sistemas de irrigação, insumos, mudas e programas que aumentam a capacidade de produção, melhoram a renda e proporcionam mais qualidade de vida no campo. Temos visto exemplos de famílias totalmente envolvidas com o trabalho na propriedade rural, o que demonstra que essas ações estão cumprindo seu propósito.
2. Como a parceria entre a Seaf e a Empaer contribui para que esses investimentos tenham resultados efetivos?
Andreia Fujioka: Essa integração é um dos pilares do sucesso das políticas públicas do Governo do Estado para a agricultura familiar. A Seaf trabalha na formulação e execução dos programas e investimentos, enquanto a Empaer leva assistência técnica e extensão rural aos produtores, acompanhando todo o processo de implantação dos projetos. Além disso, desenvolve pesquisas voltadas às necessidades da produção em Mato Grosso, como o estudo realizado para as regiões Norte e Noroeste, desenvolvido ao longo de cinco anos por pesquisadores da Empaer e apresentado durante a Rota do Café. Essa atuação conjunta garante que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e que os agricultores tenham o suporte necessário para produzir mais e melhor.
3. O Fundaaf Inclusão Rural 2.0 foi realizado em 2025. Qual é o balanço desse programa?
Andreia Fujioka: O balanço é extremamente positivo. O programa investiu R$ 21,4 milhões para promover a inclusão produtiva de agricultores familiares em diversas regiões de Mato Grosso. Conseguimos apoiar famílias que precisavam de incentivo para ampliar suas atividades, fortalecer a produção e gerar mais renda. Essa experiência mostra que políticas públicas bem estruturadas fazem diferença na vida das pessoas e fortalecem o desenvolvimento rural. Para se ter uma ideia, 85% dos 3.589 projetos foram validados.
4. O edital do Fundaaf – Incentivo Produtivo está aberto. Qual é a expectativa da Seaf?
Andreia Fujioka: As melhores. O Governo do Estado está disponibilizando R$ 76,7 milhões para apoiar projetos que fortaleçam a produção da agricultura familiar. O edital permanece aberto até 31 de julho e representa uma oportunidade importante para fomentar o desenvolvimento do setor. Desse total, R$ 52,85 milhões serão destinados ao incentivo à produção e R$ 23,85 milhões ao fortalecimento das agroindústrias. Dessa forma, será possível ampliar a produção, agregar valor aos produtos e gerar desenvolvimento econômico nas comunidades rurais.
5. O projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade prevê um dos maiores investimentos já realizados na agricultura familiar. O que ele representa para o Estado?
Andreia Fujioka: O MT Produtivo representa um novo patamar de investimentos na agricultura familiar. Estamos falando de aproximadamente R$ 600 milhões destinados ao fortalecimento das associações e cooperativas, promovendo o desenvolvimento sustentável, o incentivo à produção, o acesso a tecnologias e a melhoria da infraestrutura produtiva. É uma iniciativa que vai impulsionar diversas cadeias produtivas e ampliar as oportunidades para os agricultores familiares em todo o Estado. O edital está sendo elaborado por uma equipe específica do projeto. Antes do início dessa elaboração, duas equipes percorreram 23 municípios realizando palestras sobre a iniciativa, que contemplará 61 municípios. O objetivo é construir o edital de forma democrática e alinhada às necessidades dos produtores.
6. Um dos objetivos desses programas é atender públicos prioritários. Como essa inclusão será promovida?
Andreia Fujioka: Todas essas ações têm um forte compromisso com a inclusão social. Queremos ampliar as oportunidades para povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas, mulheres e jovens rurais, fortalecendo seu protagonismo e sua participação nas atividades produtivas. São políticas públicas pensadas para reduzir desigualdades, promover o desenvolvimento e garantir que ninguém fique para trás.
7. Qual é a perspectiva da Seaf e do Governo do Estado para o futuro da agricultura familiar?
Andreia Fujioka: Acreditamos na força da agricultura familiar. Sob a liderança do governador Otaviano Pivetta, nosso compromisso é garantir que as políticas de investimento avancem para fortalecer a produção, incentivar a organização dos produtores e ampliar o acesso à tecnologia, ao crédito, aos mercados e à assistência técnica. Queremos uma agricultura familiar cada vez mais forte, sustentável, competitiva e capaz de gerar renda, e dessa maneira diminuir a evasão nas propriedades rurais. Então, nosso foco é expandir cada vez mais oportunidades e desenvolvimento para todas as regiões de Mato Grosso.
Com Assessoria
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TSE proíbe Meta de restringir postagens sobre candidatos à Presidência sob pena de multa

Decisão unânime atende a pedido da campanha de Lula, que relatou bloqueio na geração de imagens por inteligência artificial
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, nesta sexta-feira (16) manter a decisão individual do ministro Marco Aurélio Belizze que proibiu a Meta de restringir a entrega de postagens que envolvem os candidatos à Presidência da República. 
Os votos foram proferidos pelos ministros Floriano de Azevedo Marques, André Mendonça, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Nunes Marques e Dias Toffoli, além da manifestação de Belizze.
Pela decisão do TSE, o Facebook, uma das plataformas operadas pela Meta, deve abster-se de aplicar medidas de redução de distribuição, exclusão de recomendação e restrição de buscas.
Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 500 mil.
A decisão foi proferida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informar ao TSE que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitiam a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.
Outro lado
Após o PT denunciar as falhas, a Meta declarou que a recomendação de candidatos foi proibida, conforme determinação do TSE. A plataforma também informou que tomou medidas adicionais para restringir as recomendações.
“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmou a empresa.
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TSE altera local de votação de mais de 4,3 mil seções no 2º turno; veja como consultar

Mudanças ocorreram por obras, acessibilidade ou danos causados por chuvas; eleitor deve conferir o endereço atualizado pelo celular ou internet
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alterou o local de votação de 4.352 seções eleitorais neste 2º turno. Isso corresponde a apenas 0,87% das seções do país. 
Mesmo assim, o TSE alerta os eleitores para que confiram com antecedência se a sua seção está entre as que mudaram de endereço.
A consulta pode ser feita no aplicativo e-título ou no portal do TSE, no menu “autoatendimento eleitoral”.
De acordo com o TSE, as mudanças ocorreram por motivos práticos, como reforma de última hora em locais de votação e melhoria de acessibilidade em algumas seções. Houve também casos em que o local de votação sofreu danos por causa das fortes chuvas e ventos.
A maior parte das alterações de endereço de seções foram nos estados de São Paulo (982 seções), Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312).
Primeiro turno
Segundo dados do TSE, no 1º turno das eleições, 1.904 urnas foram substituídas, o que corresponde a 0,35% das urna. Em nenhum local foi necessário fazer votação manual.
O 2º turno das eleições ocorre no próximo dia 25 de 8h às 17h.
Desta vez os eleitores votam apenas para presidente da República. No Distrito Federal e a mais cinco estados também terão disputa para governador: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: ariranhas ‘expulsam’ onça-pintada durante encontro em rio no Pantanal de MT

Registro feito em Porto Jofre mostra grupo de ariranhas reagindo à aproximação de uma onça-pintada; bióloga explica o comportamento de defesa da espécie.
Um grupo de ariranhas reagiu à tentativa de ataque de uma onça-pintada e fez o felino sair do rio na região de Porto Jofre, em Poconé, no Pantanal mato-grossense. O vídeo foi gravado na quarta-feira (14) pelo guia de turismo e fotógrafo de vida selvagem Mateus Rauber, durante um passeio com turistas estrangeiros (assista abaixo).
Nas imagens, a onça-pintada macho conhecido como Makala se aproxima do grupo. Segundo Rauber, o felino avistou os animais enquanto subia o rio e deu a volta para persegui-los. As ariranhas, que desciam pelo curso d’água, ainda não haviam percebido sua presença.
De acordo com o guia, as ariranhas surpreenderam a onça ao reagir coletivamente. Antes do confronto, ele já havia alertado aos turistas sobre a dificuldade que o animal poderia enfrentar.
“Ele deu a volta e foi atrás delas. Mal sabia ele que as ariranhas são conhecidas como as [outras] onças da água e ele que estava no habitat delas. Foi uma surpresa enorme ver que ele teve a coragem de seguir em frente”, contou.
🦦🐾Vida em grupo favorece espécie
A presidente do Projeto Ariranhas, a bióloga Caroline Leuchtenberger, explicou que a vida em grupo é uma estratégia de defesa das ariranhas contra predadores, incluindo a onça-pintada.
“A onça-pintada é o principal predador natural das ariranhas e pode predar inclusive indivíduos adultos. Uma das grandes vantagens das ariranhas é justamente o fato de viverem em grupo, o que permite que elas se defendam melhor”, disse.
Quando percebem a aproximação de uma onça e têm condições de reagir, as ariranhas podem se organizar para tentar afastar o predador e defender o território. No episódio registrado, a reação do grupo fez a onça Makala sair da água.
O desfecho mostra que a defesa coletiva funcionou naquela situação, embora não garanta o mesmo resultado em todos os encontros.
🦦🛡️ Proteção dos filhotes é coletiva
A cooperação entre as ariranhas vai além da defesa contra predadores. Segundo Caroline, integrantes do grupo compartilham tarefas relacionadas ao cuidado com os filhotes, como proteção e alimentação, o que favorece o desenvolvimento dos animais nos primeiros meses de vida.
“Os indivíduos se revezam em diferentes atividades, como cuidar, proteger e alimentar os filhotes. De maneira geral, grupos maiores tendem a ter mais sucesso na criação dos filhotes, justamente porque contam com mais indivíduos para compartilhar essas tarefas”, destacou.
A organização coletiva também ajuda a defender o território e a manter o acesso a recursos importantes para a sobrevivência e a reprodução da família.
🔊🚨 Vocalizações alertam sobre ameaças
Segundo Caroline, a espécie emite cerca de 15 sons distintos, que variam conforme o contexto e ajudam na comunicação entre os integrantes do grupo.
“Nesse episódio com a onça-pintada, por exemplo, elas emitiram vocalizações de alerta e alarme, que ajudaram a organizar o grupo para enfrentar aquela ameaça”, explicou.
Embora encontros entre onças-pintadas e ariranhas ocorram com certa frequência no Pantanal mato-grossense, para Caroline, esses registros de situações em que o grupo consegue afugentar o felino são raros.
No encontro registrado em Porto Jofre, os sons também contribuíram para organizar a reação coletiva do grupo diante da aproximação da onça-pintada, que deixou a água após avançar contra os animais.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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