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Flávia Moretti nega apoio a Pivetta e diz que posição será definida nas convenções

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que os investimentos anunciados pelo Governo de Mato Grosso para o município não representam, neste momento, apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Pivetta esteve em Várzea Grande nesta sexta-feira (3), onde assinou convênios e ordens de serviço para a execução de obras, entre elas a construção de um novo Hospital e Pronto-Socorro e de um mercado municipal.
Apesar da parceria administrativa, Flávia ressaltou que a relação institucional com o governo estadual não deve ser confundida com alinhamento eleitoral.
“Eu sou uma prefeita que pega dinheiro do PT [governo federal] e do governo do Estado. Eu peço, se me atenderem, eu aceito. A minha posição sobre as eleições sairá nas convenções partidárias”, afirmou.
Durante a agenda, o governador também firmou acordos com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), para obras de microrrevestimento asfáltico em bairros da Capital e para a construção de um centro de permanência para idosos.
Flávia Moretti e Abilio Brunini são filiados ao Partido Liberal (PL), legenda que deverá lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso. Na semana passada, ao comentar o anúncio de novos investimentos, Pivetta afirmou acreditar que poderá contar com o apoio político dos prefeitos das duas maiores cidades do estado.
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Com R$ 2 bilhões, Governo de MT tira 28 cidades da estrada de chão e interliga regiões

Mais de 20 rodovias estaduais foram asfaltadas desde 2019. Secretário destaca novos polos econômicos, mas alerta para gargalo em rodovia federal
O Governo de Mato Grosso passou a integrar 28 municípios à malha rodoviária asfaltada, desde 2019, após a conclusão de obras de asfaltamento em rodovias estaduais. Os investimentos na infraestrutura de acesso a essas cidades, que somam mais de R$ 2 bilhões, criaram novos polos de oportunidades econômicas em diferentes regiões do Estado.
Essas cidades, que antes estavam isoladas e dependentes de estradas de terra, entraram no mapa logístico e passaram a contar com acesso permanente durante todo o ano. Com isso, moradores ganharam mais facilidade para se deslocar, enquanto produtores rurais passaram a ter condições mais seguras e eficientes para escoar a produção.
As rodovias asfaltadas também reduziram o isolamento de municípios localizados em diferentes regiões de Mato Grosso e fortaleceram a integração econômica desses locais com o restante do Estado. O acesso por asfalto facilita a chegada de mercadorias, amplia o acesso a serviços públicos e cria condições para a atração de novos investimentos e oportunidades de desenvolvimento.
“Durante décadas, esses municípios conviveram com dificuldades de acesso, especialmente durante o período chuvoso. Mas essa realidade mudou e os investimentos do Estado garantiram ligações asfaltadas, reduzindo distâncias e trazendo mais segurança para quem depende das estradas”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Com a ampliação da malha rodoviária asfaltada e a construção de novas pontes, Mato Grosso fortaleceu sua integração territorial e criou condições para um desenvolvimento mais equilibrado entre as diferentes regiões do Estado.
Entre os municípios cuja conexão depende exclusivamente de rodovias estaduais asfaltadas, resta apenas a conclusão de um trecho da MT-170, em Colniza.
Veja a lista das obras realizadas:
- MT-100, com 68 km interligando os municípios de Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho e Torixoréu até Barra do Garças e Alto Araguaia. Investimento de R$ 76,1 milhões;
- MT-326, com 112 km ligando Cocalinho a Nova Nazaré. Investimento de R$ 177,8 milhões;
- MT-270/110, com 41 km ligando Tesouro até Guiratinga. Investimento de R$ 56,7 milhões;
- MT-110, com 52 km ligando Novo São Joaquim e Campinápolis até Nova Xavantina. Investimento de R$ 47,3 milhões;
- MT-140 com 91,13 km ligando Nova Brasilândia e Planalto da Serra até Campo Verde. Investimento de R$ 122,1 milhões;
- MT-343 com 142 km ligando Porto Estrela até Cáceres e Barra do Bugres. Investimento de R$ 114,7 milhões;
- MT-175, com 19 km ligando Reserva do Cabaçal até Araputanga. Investimento de R$ 13,1 milhões;
- MT-423, finalizando a ligação União do Sul até Cláudia. Investimento de R$ 4,4 milhões;
- MT-320 finalizando a ligação de Marcelândia até Nova Santa Helena. Investimento de R$ 16,3 milhões;
- MT-410 com 35 km ligando Tabaporã até a MT-220. Investimento de R$ 38,4 milhões;
- MT-208, com 59 km ligando Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde até Alta Floresta. Investimento de R$ 70,5 milhões;
- MT-249/492 com 81 km ligando Nova Maringá até São José do Rio Claro. Investimento de R$ 47,1 milhões;
- MT-313 com 23 km ligando Rondolândia até a divisa com Rondônia. Investimento de R$ 30,6 milhões;
- MT-413 com 94 km ligando Santa Terezinha até a BR-158. Investimento de R$ 49 milhões;
- MT-322 com 56 km ligando Novo Santo Antônio até Serra Nova Dourada. Investimento de R$ 66,8 milhões;
- MT-322 com 36,6 km ligando Bom Jesus do Araguaia até a BR-158. Investimento de R$ 74,3 milhões.
- MT-206 ligando Apiacás até Paranaíta. Investimento de R$ 160 milhões.
- MT-129 ligando Gaúcha do Norte até Paranatinga. Investimento de R$ 143 milhões.
- MT-322 e 340 ligando São José do Xingu até a BR-158. Investimento de R$ 116,2 milhões.
- MTs-170/208/418, garantindo ligações para Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu e Juruena em um investimento de mais de R$ 600 milhões.
BR-158
Doze municípios também dependem de obras do Governo Federal em um trecho de aproximadamente 200 km da BR-158, que contorna a Terra Indígena Marãiwatsédé.
Alto Boa Vista, Serra Nova Dourada, Canabrava do Norte, Porto Alegre do Norte, Santa Cruz do Xingu, São Félix do Araguaia, Vila Rica, Confresa, Santa Terezinha, Novo Santo Antônio, São José do Xingu e Luciara só estarão totalmente conectados por asfalto quando as obras da BR-158 forem concluídas.
Desses municípios, Alto Boa Vista e Serra Nova Dourada dependem exclusivamente da BR-158 para contar com ligação asfaltada. Já Luciara depende de outras obras, mas esbarra em questões ambientais, uma vez que a cidade é cercada por territórios indígenas.
No caso de São Félix do Araguaia, a cidade também depende de obras federais na BR-242. No entanto, o Governo do Estado está asfaltando a MT-100 entre São Félix do Araguaia e Novo Santo Antônio para garantir uma alternativa de ligação por asfalto.
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Programa Soja Legal promove uma produção mais sustentável e reforça confiança no agro de MT

Ao atender às demandas ligadas a sustentabilidade, os produtores não só seguem exigências globais, mas também posicionam o setor com credibilidade
O agronegócio brasileiro tem se consolidado como uma referência mundial quando o assunto é produção sustentável, especialmente em estados como Mato Grosso, onde produtividade e preservação caminham lado a lado.
Diferente de grandes concorrentes internacionais, o Brasil opera sob uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e ainda consegue alcançar altos índices de eficiência no campo, demonstrando que é possível produzir mais alimentos sem ampliar áreas de cultivo.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luiz Pedro Bier, o país possui vantagens competitivas únicas, como o clima tropical, que permite até duas safras por ano e, em áreas irrigadas, até três.
“Toda a tecnologia e técnica que foi necessária para que a gente fosse o maior produtor de soja, um dos maiores de milho, excelentes produtores de algodão, de carne de gado, ela foi desenvolvida por quem está aqui, porque não existe lugar nenhum do mundo com essa eficiência em clima tropical. Então nós temos a grande vantagem de produzir duas safras por ano”, destacou.
Ele também reforça que o Código Florestal brasileiro é um dos mais exigentes do mundo, o que coloca o país à frente em termos de sustentabilidade. Nesse cenário, Bier enfatiza que o produtor rural tem papel fundamental na preservação ambiental, inclusive dentro de áreas privadas.
“Nós temos um código florestal extremamente rígido, é o mais rigoroso que existe no mundo. A grande maioria dos países nem tem código florestal. E o Brasil é um exemplo disso. Ele tem um ativo que são as florestas que realmente são uma riqueza nacional. E nós agricultores, todo o agro brasileiro faz parte dessa paisagem, protegendo, cuidando das florestas mesmo em área privada”, afirma Bier.
Nesse contexto, iniciativas como o programa Soja Legal, da Aprosoja MT, surgem como ferramentas importantes para fortalecer ainda mais as boas práticas no campo. Segundo Luiz Pedro Bier, o programa atua diretamente nas propriedades, realizando diagnósticos e orientando os produtores sobre melhorias necessárias. A proposta é promover avanços nas áreas ambiental, social e econômica.
“O programa Soja Legal vem, neste caminho, tentando melhorar as práticas do produtor mato-grossense, fazendo diagnósticos e apontando onde são possíveis melhorias, tanto na questão trabalhista, na questão de segurança, sugestionando ao produtor o que ele pode fazer, o que ele pode melhorar e quais são as melhorias mais urgentes que precisam ser feitas na propriedade. É um programa que tem a intenção de guiar o produtor para que cada vez ele se torne mais profissional. A gente trabalha na sustentabilidade como um todo, na parte ambiental, protegendo e cuidando das nossas florestas, na parte social, cuidando dos nossos funcionários e, na parte econômica, valorizando o produto e a produção do estado”, explicou.
Na prática, produtores mato-grossenses já incorporam essas diretrizes no dia a dia. Em Lucas do Rio Verde, a produtora Denise Hasse destaca que a sustentabilidade começa com a responsabilidade sobre a própria terra. Ela afirma que adota manejo adequado de fertilizantes e defensivos, além de trabalhar com plantio direto e rotação de culturas.
“Hoje, nós só fazemos plantio direto, além de rotação de culturas. Nós atuamos com soja e milho dentro da propriedade, e o manejo é totalmente sustentável. Também temos 82% de preservação ambiental dentro dessa área. Então, o que era um solo pobre, virou um solo rico, através do manejo adequado de todos esses anos”, pontuou.
Denise também ressalta o investimento em energia solar, o respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o cuidado com o bem-estar dos colaboradores. “Hoje, nós temos todas as APPs respeitadas, dentro de todas as normas ambientais, seguindo todos os critérios de sustentabilidade. Temos um cuidado social com todos os nossos funcionários, onde a gente leva treinamento, desenvolvimento, cuida das famílias que estão envolvidas dentro da propriedade rural. Temos energia solar que ajuda a cuidar do meio ambiente, para deixar um ambiente mais sustentável para as próximas gerações. E na lavoura a gente faz todo o treinamento para que não tenha desperdício de produtos, que os produtos sejam aplicados somente quando necessário”, comenta a produtora.
A produtora Stephane Anção, de Nova Mutum, reforça que a sustentabilidade no campo vai além da lavoura e envolve uma gestão integrada que considera aspectos ambientais, econômicos e sociais. Ela destaca que a adoção de tecnologias, como a agricultura de precisão, trouxe mais eficiência à produção, aliada a práticas como o plantio direto e a rotação de culturas, mas pondera que o conceito precisa ser mais amplo dentro das propriedades.
“Sustentabilidade não gira só em torno do campo. É uma construção que envolve o ambiental, o econômico e o social dentro da fazenda, evoluindo ano após ano. Hoje, além do manejo no campo, a gente precisa de uma gestão eficiente também no escritório, organizando recursos financeiros e documentos, porque isso traz retorno econômico e também sustentabilidade para o negócio”, explicou.
Stephane também chama atenção para iniciativas voltadas à redução da pegada de carbono e para a importância das parcerias no setor. Segundo ela, o produtor rural também exerce um papel importante para a sociedade ao participar de projetos e testes que contribuem para o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis.
“A gente participa de projetos voltados à redução da pegada de carbono e aprende muito com essas parcerias. Isso fortalece não só a propriedade, mas todo o sistema produtivo, porque é um crescimento conjunto”, afirmou.
No campo social, a produtora destaca o investimento no desenvolvimento humano dentro das fazendas, com capacitação e valorização dos colaboradores. “Hoje as propriedades buscam cada vez mais oferecer condições dignas de trabalho e desenvolvimento. Lá na fazenda, por exemplo, trabalhamos inteligência emocional há anos, o que trouxe pertencimento e crescimento profissional para os colaboradores. Isso também é sustentabilidade”, pontuou.
Outro ponto central, segundo Stephane, é a governança e a sucessão familiar, fundamentais para garantir a continuidade da produção ao longo das gerações. “Se o agricultor focar só na terra, ele perde outras áreas importantes. A sustentabilidade também está na governança, em como passar esse bastão. Nós vivemos uma sucessão intergeracional, com diferentes idades trabalhando juntas, e isso precisa estar alinhado com valores e propósito”, disse.
Ela resume o conceito como um equilíbrio entre diferentes frentes dentro da propriedade. “Sustentabilidade é cuidar das pessoas, da terra e da parte econômica do processo. É entender que o agro não é só lavoura, mas um conjunto de responsabilidades. Quando a gente cuida disso, constrói um legado para as próximas gerações”, concluiu.
Combinando tecnologia, responsabilidade ambiental e gestão eficiente, Mato Grosso se consolida como um modelo de produção agrícola sustentável. A experiência dos produtores e o apoio de programas como o Soja Legal mostram que o agro brasileiro não apenas atende às exigências globais, mas também pode servir de referência internacional na construção de um sistema produtivo mais equilibrado e duradouro.
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PM prende trio e apreende arma, munições e 60 porções de drogas em Sorriso

Suspeitos foram flagrados em motocicleta e levaram policiais até esconderijos; terceiro envolvido foi preso na UPA
Policiais militares do 3º Comando Regional prenderam, na noite desta quinta-feira (2.7), três homens suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em Sorriso. Na ação, as equipes apreenderam 60 porções de substância análogas à maconha, cocaína, uma arma de fogo, 43 munições e duas motocicletas.
Os policiais militares do 12º Batalhão realizavam o patrulhamento tático pela Avenida Porto Alegra, quando identificaram dois homens, em atitude suspeita, em uma motocicleta Yamaha XT 660.
Durante abordagem, com o passageiro do veículo, os policiais localizaram duas grandes porções de maconha. Questionado, o suspeito informou que havia mais entorpecentes em sua residência.
No imóvel, a equipe encontrou novas porções do mesmo entorpecente e cocaína, além de munições calibre .22 e uma balança de precisão. O suspeito indicou que havia um revólver calibre .38 guardado no quarto de seu pai, além de outras diversas munições já deflagradas.
Em seguida, o condutor da motocicleta também informou que mantinha drogas em sua residência. As equipes se deslocaram ao novo endereço e apreenderam mais 20 porções pequenas e uma porção maior de substância análoga à maconha.
De acordo com o relato dos suspeitos, um terceiro homem teria intermediado a aquisição dos entorpecentes, sendo o mesmo localizado e detido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Diante dos fatos, o trio foi conduzido à delegacia, junto do material apreendido, para demais providências cabíveis.
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