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Mercado de arroz segue travado com início da colheita no Rio Grande do Sul

O mercado de arroz em casca continua apresentando baixa movimentação, refletindo principalmente a postura cautelosa dos produtores e o início da colheita da nova safra em parte do Rio Grande do Sul. Levantamentos do Cepea indicam que o ambiente de negócios permanece travado, com ritmo lento nas negociações e dificuldade de convergência entre preços pedidos e valores ofertados.
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De acordo com o centro de pesquisas, a baixa fluidez das transações também está relacionada à existência de estoques adquiridos a custos inferiores. Esse fator, segundo analistas, tem retardado a aceitação imediata das indústrias aos preços atualmente praticados no mercado. Com margens pressionadas, compradores demonstram maior resistência, aguardando melhores oportunidades ou ajustes nas cotações.
Apesar do cenário de curto prazo ainda marcado por cautela, agentes de mercado avaliam que a redução gradual desses estoques, prevista para as próximas semanas, pode alterar a dinâmica das negociações. A expectativa é de que a necessidade de reposição por parte das indústrias aumente, o que tende a favorecer um maior alinhamento entre vendedores e compradores e, consequentemente, destravar parte dos negócios.
Enquanto isso, o comportamento do mercado doméstico segue fortemente influenciado pelo cenário externo. A maior atratividade das exportações tem contribuído para redirecionar parte da oferta, ao mesmo tempo em que se observa avanço das importações. Esse contexto amplia a complexidade da formação de preços no mercado interno, mantendo os agentes atentos aos movimentos do comércio internacional.
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Agro Mato Grosso
Desafios internacionais e logísticos: como economia de Mato Grosso mantém crescimento em 2026

Agronegócio e investimentos na indústria seguem impulsionando o PIB do estado. Economistas apontam resiliência da atividade econômica mato-grossense apesar das incertezas internacionais e dos gargalos logísticos.
Com um terço de toda a safra recorde de grãos do ano passado, a economia de Mato Grosso deve permanecer em expansão neste ano puxada pelo agronegócio e pelos investimentos em agroindústria, apesar dos desafios internacionais na pauta exportadora e dos gargalos logísticos para escoar a produção agrícola.
Isso acontece apesar do recuo no Produto Interno Bruto (PIB), que soma todos os bens e serviços produzidos, previsto para ficar em torno de 2,2% neste ano, de acordo com estimativa da pesquisa mensal Resenha Regional do Banco do Brasil. Em 2025, o PIB do estado alcançou 6,4%.
“O estado tende a continuar sua trajetória de crescimento em 2026. Mas saiu de 6,4% para caminhar em 2,2% neste ano, porque o ano passado teve uma safra extraordinária, e neste ano tem um cenário de correção de safra. A gente estima que o PIB agropecuário de 18,5% no estado, muito robusto, então é natural que tenha um recuo, mas tem compensações em outros segmentos”, afirmou.
Um desses setores é o de energia. A economia brasileira vive um momento de transição energética forte, segundo Lopes. “Ano passado foi implementada a nova composição da gasolina, então o percentual de álcool saiu de 27% para 30%, o que coloca Mato Grosso no centro dessa transição pela capacidade de biocombustível. Há um processo de diversificação na economia em andamento”, disse.
Essa diversificação no estado também passa pelo aumento da indústria e dos serviços. A pesquisa aponta ainda que a produção de etanol deve se consolidar como referência nacional em biorrefinarias, que segue em expansão no estado, enquanto a produção agrícola deve recuar por causa da redução na safra.
Em janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou uma queda de 1,8% na safra de grãos comparada com a registrada em 2025, saindo de 346,1 milhões de toneladas para 339,8 milhões de toneladas.

Ainda assim, o agro continua sustentando a economia do estado em todos os sentidos, de acordo com Lopes. “Quase 40% da economia do estado acontece da porteira para dentro, com a agricultura e pecuária, e tem a cadeia da indústria altamente dependente do agro, quase 50% da produção industrial do estado depende de alimentos e 10% é de biocombustível, tudo voltado ao agro”, explicou.
Enquanto no cenário internacional, o estado também mantém um papel fundamental. Para o economista-chefe do Banco do Brasil Marcelo Rebelo, a participação de Mato Grosso no cenário da economia mundial possui grande relevância, especialmente na alimentação.
“Tenho dificuldade de enxergar a economia mundial sem Mato Grosso. A questão da segurança alimentar é um tema cada vez mais relevante sob o aspecto mundial. Até 2050 vamos ter incremento por demanda de alimentos, como África e Ásia que tem dificuldade em produzir esse produto, e quem vai lidar com isso são os grandes produtores de alimentos, com Brasil, o que inclui Mato Grosso com grande destaque. Então, eu não tenho dúvidas em colocar que quando a gente pensa em incremento populacional, camadas que demandam muito alimento, o peso da economia mato-grossense é muito relevante”, analisou.
Já o professor de economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Fernando Henrique Dias explicou que o estado passa por um momento de pleno emprego, o que explica esse crescimento econômico.
“O grande diferencial é que enquanto a economia nacional deve crescer 2% e 2,5%, Mato Grosso deve superar essa média nacional, essa é a grande diferença, impulsionado pelo agronegócio e pelos investimentos na cadeia produtiva”, afirmou.
Nos próximos anos, a expectativa de Lopes é que a economia mato-grossense passe por uma integralização para expandir ainda mais. “Quanto mais a economia de Mato Grosso se integrar com outras economias regionais e resolver esses gargalos logísticos, mais o estado continuará seu processo de crescimento e atração de pessoas de fora para ocupar espaços na economia local”, finalizou.
Business
Excesso de recuperações judiciais no agro faz crédito ficar mais caro, alerta executivo de banco

O avanço dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio acendeu um sinal de alerta no sistema financeiro. Em entrevista à Safras News durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), o diretor de Agronegócios do Bradesco, Roberto França, afirmou que a movimentação tem sido excessiva em algumas regiões produtoras, o que já provoca reflexos no mercado de crédito.
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Segundo o executivo, o uso demasiado do mecanismo jurídico acabou impondo um freio ao ambiente financeiro. Na avaliação de França, a intensificação desses pedidos amplia a percepção de risco, aumenta a insegurança entre os agentes e pressiona o custo do crédito de forma generalizada. “Com mais risco e mais incerteza, o crédito tende a ficar mais caro para todos”, destacou.
O banco observa, ainda, situações em que a recuperação judicial é adotada mais por orientação jurídica do que por uma necessidade econômica efetiva do produtor rural. De acordo com França, houve distorções no uso do instrumento em determinadas praças, movimento que passou a ser acompanhado com maior atenção por autoridades e órgãos reguladores.
Para a instituição, o atual cenário no campo não configura, necessariamente, uma crise de atividade econômica, mas reflete sobretudo os efeitos do aumento do custo da alavancagem financeira. Nesse contexto, o encarecimento do crédito e a maior seletividade nas concessões tendem a ganhar relevância nas decisões de investimento e financiamento do setor.
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Abate de bovinos em Mato Grosso registra recorde em janeiro

Mato Grosso enviou para o abate 641,04 mil bovinos em janeiro. O volume é considerado recorde para o mês e 5,45% superior ao registrado em dezembro de 2025.
Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), 310,55 mil cabeças enviadas para a indústria frigorífica mato-grossense eram fêmeas, 21,36% a mais que o observado em dezembro.
Em termos de participação nos abates, as fêmeas avançaram 6,35 pontos percentuais frente ao último mês de 2025. Em contrapartida, ao se comparar com janeiro do ano passado, os abates de fêmeas caíram 5,86%, o que sinaliza um início de movimento de redução nos envios para os abates.
Já o número de machos enviados para o gancho somou 330,49 mil cabeças, queda de 6,13%.
“O aumento dos abates no período foi impulsionado pelo descarte de matrizes vazias da estação de monta, aliado à maior entrada de animais terminados no mercado”, explica o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal.
De acordo com análise do Imea, a expectativa para fevereiro é de recuo no envio de animais para a indústria. O motivo é um menor número de dias úteis no mês e do feriado de Carnaval.
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