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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Com crescimento da área plantada, sorgo ganha protagonismo na safra 2025/26 – MAIS SOJA

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O sorgo vive um momento de consolidação no Brasil. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2024/25 o país cultivou 1,632 milhão de hectares. Para a temporada 2025/26, a expectativa é de um crescimento expressivo de 11,3% na área plantada, que pode alcançar 1,816 milhão de hectares.

Segundo Pedro Lima, engenheiro agrônomo e Gerente de Marketing da Advanta Seeds, esse avanço tende a ser ainda maior e está relacionado a alguns fatores. O primeiro é o fator agronômico. Boa parte do milho safrinha, principal cultivo de inverno no Brasil, após a soja, vem entrando em uma zona de risco climático agrícola. “O milho é um cultivo consagrado, mas, em algumas regiões e janelas de plantio, pode ter seu potencial comprometido devido ao encurtamento do período ideal de semeadura”, explica.

Nesse cenário, a janela de risco do milho acaba se tornando uma oportunidade para o sorgo. “Por que o produtor arriscaria com o milho nessas situações, se tem a opção do sorgo, uma cultura que aproveita melhor a janela de plantio e compõe a safra com mais segurança? Além disso, quando bem manejado, o sorgo apresenta boas produtividades e maior tolerância ao estresse climático, pois demanda menos água e suporta temperaturas mais elevadas”, reforça o engenheiro agrônomo.

O segundo fator, de acordo com o especialista, era a liquidez da cultura. Até pouco tempo, muitos produtores evitavam substituir o milho pelo sorgo na safrinha devido à baixa procura e à dificuldade de comercialização do grão. “Faltava liquidez, que era o principal ponto. O agricultor até podia cultivar o sorgo, mas não sabia quanto nem quando iria vender, além de não ter confiança ou conhecimento técnico suficiente sobre a cultura”, lembra Lima.

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Nos últimos anos, porém, esse cenário vem mudando. “À medida que o produtor percebe que pode, por exemplo, fechar contratos futuros com preço definido, ele passa a entender melhor o equilíbrio entre investimento e retorno, o que aumenta a atratividade do sorgo”, acrescenta.

Demanda do mercado

Historicamente, cerca de 96% do sorgo produzido no Brasil é destinado à ração animal. Mais recentemente, no entanto, a demanda tem se ampliado, especialmente para a produção de etanol.“No Brasil, o sorgo vem sendo considerado uma matéria-prima relevante para algumas usinas. Já nos Estados Unidos, por exemplo, ele é misturado ao milho na produção de etanol, sem segregação”, explica Lima.

Outro mercado promissor é a exportação, com destaque para a China. “Os chineses já compram grandes volumes de soja e milho do Brasil, e a tendência é que, com o aumento da oferta, o mesmo ocorra com o sorgo. Quando há uma demanda clara e consistente, toda a cadeia se profissionaliza”, ressalta o Gerente de Marketing da Advanta Seeds. “Somando esse movimento aos fatores agronômicos e aos investimentos em tecnologia, a tendência de crescimento da cultura é muito forte”, completa.

Regiões potenciais

Entre as regiões com maior potencial para a expansão do sorgo no Brasil, Lima destaca os estados das regiões Norte e Nordeste, especialmente o MATOPIBAPA — sigla que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Pará. Essas áreas apresentam menor aptidão para o milho, porém oferecem condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do sorgo.

Outras regiões também se mostram estratégicas, como Mato Grosso do Sul, devido às condições climáticas favoráveis, seguido por Minas Gerais e Goiás. “São áreas tradicionalmente produtoras de sorgo, com elevado nível de tecnificação e onde se concentram algumas das maiores médias de produtividade da cultura no Brasil. A tendência é de expansão”, afirma.

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Novas tecnologias

Durante muitos anos, o sorgo careceu de avanços tecnológicos, baseando-se em híbridos desenvolvidos há mais de duas décadas, o que gerava desconfiança entre os produtores. Esse cenário, no entanto, vem mudando com o investimento de grandes players do mercado, como a Advanta Seeds.

A empresa atua globalmente há mais de 50 anos em melhoramento genético de diversas culturas e tem trabalhado para elevar o sorgo a um novo patamar no Brasil. Entre as inovações está o sorgo igrowth, uma tecnologia que auxilia de forma eficaz no controle de plantas daninhas e gera benefícios inclusive para as culturas subsequentes.

“Como empresa, estamos bem posicionados para levar inovação aos produtores. Nosso foco é o melhoramento contínuo das tecnologias, visando atender à crescente demanda que está por vir”, finaliza Lima.

 Fonte: Assessoria de imprensa Advanta



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Sustentabilidade

Semeadura do milho atinge 78% no RS em ritmo desigual entre as regiões – MAIS SOJA

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A semeadura de milho avança em ritmo desigual. Há áreas próximas da conclusão e outras, especialmente de autoconsumo, ainda em início de implantação. Na média estadual, o índice alcança 78%. Nas lavouras estabelecidas, predomina o estágio de desenvolvimento vegetativo (98%), com boa resposta após a melhora temporária da disponibilidade de radiação solar em parte do período. A fase reprodutiva teve início em 2% das áreas, que já se encontram em floração.

As temperaturas amenas e a nebulosidade ainda retardam o crescimento em algumas regiões, especialmente nas áreas implantadas mais cedo. A umidade do solo tem permitido a realização da adubação nitrogenada em cobertura. As plantas apresentaram crescimento mais vigoroso, folhas verde-escuras, colmos espessos e bom enraizamento.

Os temporais com granizo ocorridos no final de setembro provocaram falhas de estande e danos foliares em algumas regiões e comprometimento irreversível do potencial produtivo nos talhões mais danificados. Porém, houve recuperação satisfatória das áreas menos atingidas.

A incidência de cigarrinhas continua baixa em diversas áreas, e o manejo fitossanitário se concentra no controle do inseto e de percevejos, além de doenças fúngicas. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura avançou para leste, na Campanha e nos municípios limítrofes da Fronteira Oeste. As lavouras estabelecidas ainda apresentam limitação de crescimento em função das baixas temperaturas e da reduzida incidência de sol. Prosseguem as aplicações de adubação nitrogenada, de herbicidas, de inseticidas e de fungicidas.

Na de Caxias do Sul, a semeadura apresentou avanço limitado pela elevada umidade do solo. As baixas temperaturas e a nebulosidade persistente restringiram a radiação, retardando o desenvolvimento inicial.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 95% da área foi semeada, e as lavouras estão integralmente em estádio vegetativo. A melhora da radiação favoreceu o desenvolvimento, que vinha sendo limitado pelo excesso de chuva e pela baixa luminosidade. O estado fitossanitário está bom, e há baixa infestação de percevejos e cigarrinhas. Na de Ijuí, a área semeada segue em 92% da projetada. As plantas estão bem desenvolvidas e vigorosas. Nas áreas mais precoces, algumas lavouras atingem as fases de V10 a V12, e mais de 5% se encontram próximas da formação do pendão.

Na de Passo Fundo, a semeadura atingiu 90% da área prevista. Os cultivos estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces recebem adubação nitrogenada.

Na de Pelotas, apenas 9% da área prevista foi semeada. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo, com crescimento lento em razão das temperaturas mais baixas.

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Na de Santa Rosa, cerca de 90% da área foi semeada. Estão 97% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo e 3% em fase reprodutiva. As áreas atingidas por granizo e ventos apresentam diferentes níveis de recuperação, com perdas irreversíveis nos talhões mais danificados. A incidência de cigarrinha continua baixa.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,57%, passando de R$ 62,95 para R$ 62,59. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Arroz/RS: Preparo do solo e semeadura avançam com a redução da umidade nos campos – MAIS SOJA

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A semeadura de arroz avançou de forma lenta e desigual, condicionada principalmente pela redução da umidade dos solos e pela recuperação das condições de tráfego das máquinas. Observou-se intenso esforço de mão de obra nas lavouras para a manutenção e o adequado funcionamento dos sistemas de drenagem em razão dos elevados volumes de precipitação registrados nas três semanas anteriores.

No período, as baixas temperaturas contribuíram para o retardamento dos processos de germinação e emergência da cultura. Em algumas áreas, essa condição resultou na formação de estandes de plantas desuniformes, dificultando a definição do momento adequado para a execução de práticas de manejo subsequentes, como a aplicação de herbicidas, a adubação nitrogenada de cobertura e o início da irrigação.

A área projetada de cultivo pelo IRGA para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as operações de preparo do solo e a semeadura estão avançados. Porém, no período, evoluíram em ritmo mais lento, à medida que os níveis de umidade do solo foram se reduzindo. A menor disponibilidade de radiação solar, associada aos ventos frios, também tem limitado o desenvolvimento inicial das plantas, causando amarelecimento de plantas em parte das lavouras.

Na região da Campanha, o tempo seco favoreceu diretamente as operações, proporcionando melhores condições de acesso às áreas de cultivo. Em Dom Pedrito, estimase que pouco mais de 5.000 hectares, de um total projetado de aproximadamente 34.000 hectares para a safra, já tenham sido semeados. Em Aceguá, cuja área cultivada está estimada em 6.514 hectares, aproximadamente 1.300 hectares já foram implantados.

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Nos municípios com menor expressão em área cultivada, como em Hulha Negra, Candiota, Lavras do Sul e Caçapava do Sul, a expectativa é de concentração das operações de semeadura nas próximas semanas, desde que as condições meteorológicas e de umidade do solo sigam favoráveis.

Na de Pelotas, a semeadura alcançou 54% da área prevista. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo, com crescimento lento devido às temperaturas mais baixas. Grande parte das áreas se encontra sistematizada e preparada para a continuidade do plantio.

Na de Santa Maria, pouco mais de 15% da área prevista foi semeada. A inundação de lavouras em várzeas dos principais rios e o prognóstico de recorrência de chuvas aumentaram a possibilidade de redução da área cultivada.

Na de Soledade, as chuvas frequentes continuam restringindo o preparo e a semeadura, tanto no sistema pré-germinado quanto em solo seco. Apenas 12% da área prevista foi implantada.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,12%, passando de R$ 80,27 para R$ 80,37.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

CEEMA: Pressão da colheita nos EUA e avanço do plantio no Brasil mantêm cotações da soja em queda – MAIS SOJA

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As cotações da soja continuaram recuando durante esta semana, salvo na quinta-feira (22) quando o bushel, para o primeiro mês cotado, registrou pequena recuperação, fechando o pregão em US$ 12,53, após US$ 12,45 na véspera. Uma semana antes o bushel da oleaginosa esteve cotado a US$ 12,63. Aliás, desde o dia 28/09 a soja rompeu o piso dos US$ 13,00/bushel e não mais retornou. O fechamento do dia 21/10, inclusive, foi o mais baixo desde o dia 25 de agosto passado.

A pressão da colheita estadunidense e o avanço do plantio da nova safra sulamericana se fazem presentes. Ao mesmo tempo, houve avanços na possibilidade de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, enquanto no Oriente Médio não surgiram novidades suficientes para agitar o mercado.

Quanto a colheita nos EUA, até o dia 18/10 a mesma atingia a 64% da área semeada, contra 46% na semana anterior e contra 65% na média histórica. E do lado da demanda, dados divulgados pelas autoridades aduaneiras chinesas também mostraram que o país importou 360.900 toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, depois de não registrar compras da origem norte-americana no mesmo mês do ano passado. Apesar da recuperação, o ritmo das aquisições e a concorrência com a soja sul-americana permanecem entre os fatores monitorados pelo mercado.

No Brasil, com o câmbio recuando para R$ 5,02 em momentos da semana, os preços cederam mais um pouco, com as principais praças gaúchas trabalhando em R$ 135,00/saco. Já no restante do país, os preços oscilaram entre R$ 131,00 e R$ 139,00/saco.

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Segundo a Conab, o plantio da soja atingiu a 30,1% da área esperada até o dia 16/10, ficando acima da média de 26,4%. Em seu relatório de outubro, a Conab avança uma projeção de área semeada, para 2026/27, de 49,3 milhões de hectares no país. A produção final esperada, em clima normal, seria de 181,6 milhões de toneladas, a partir de uma produtividade média de 61,4 sacos/hectare. Para o Rio Grande do Sul, a projeção de área é de 6,74 milhões de hectares, o que resultaria em uma produção de 20,2 milhões de toneladas, contra 18,6 milhões no ano anterior, atingida que foi por problemas climáticos. A produtividade média gaúcha alcançaria apenas 50 sacos/ha.

Paralelamente, as exportações brasileiras de farelo de soja, nos 11 primeiros dias úteis de outubro, registraram um aumento de 2,6% na média diária, em relação a outubro de 2025. Nesse momento, o preço médio do farelo de soja exportado está 25,2% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


 

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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