Sustentabilidade
Adapar orienta produtores e adota medidas para evitar introdução do Caruru-Gigante – MAIS SOJA

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está desenvolvendo um conjunto de ações para a prevenção e combate à praga Amaranthus palmeri (Caruru-gigante). O planejamento e execução das ações acontecem após a detecção da planta pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, na região de São José do Rio Preto. Os vestígios foram identificados no mês de janeiro em uma plantação de soja e a confirmação laboratorial aconteceu em 3 de fevereiro.
A estratégia da defesa agropecuária do Paraná é a adoção de medidas preventivas rigorosas para evitar a introdução desta espécie no Estado. O Caruru-Gigante é uma espécie de planta agressiva e de fácil difusão. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao reconhecer a possibilidade de dispersão, editou a Portaria SDA/MAPA n° 1.119/2024, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Praga Quarentenária Presente Amaranthus palmeri.
Até o momento foram definidas quatro medidas de prevenção e controle para que não haja a introdução do Caruru-Gigante no território paranaense. A fiscalização direta é uma delas. Serão realizadas vistorias nas propriedades e locais de recebimento de maquinários vindos de outros estados. O objetivo é identificar precocemente a presença de plantas similares ao caruru-gigante.
Outra medida de caráter preventivo é a educação sanitária. Durante as inspeções, os servidores da agência devem orientar produtores e operadores sobre a obrigatoriedade da limpeza rigorosa do maquinário. Esta ação tem o objetivo de mitigar o risco de dispersão de sementes para novas áreas. A portaria nª 129 de 2024 da Adapar orienta sobre os trabalhos de inspeção de máquinas e implementos agrícolas.
Também é parte da estratégia a coleta de amostras. O procedimento acontece imediatamente após a constatação de casos suspeitos e segue os protocolos para coleta de amostras. As amostras são encaminhadas ao Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME), vinculado à Adapar, para a análise laboratorial definitiva.
Fazendo uso de ferramentas de biologia molecular, o CDME promove a distinção taxonômica entre as diversas espécies que compõem o gênero Amaranthus. O objetivo é detectar precocemente a praga quarentenária e identificar as espécies mais comuns nas áreas produtivas. São realizados exames de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), uma técnica laboratorial molecular de alta precisão que amplifica segmentos específicos de DNA ou RNA para detectar microrganismos (vírus, bactérias) ou mutações genéticas.
O apoio operacional é o passo final a ser adotado e está presente principalmente nas etapas de reconhecimento e coleta de material para os testes. O objetivo é que os fiscais e assistentes de fiscalização de defesa agropecuária do Paraná prestem suporte técnico às equipes locais. Os servidores também devem atuar na vigilância das divisas estaduais, agindo como primeira barreira de defesa agropecuária.
O chefe da Divisão de Sanidade de Cultivos Agrícolas e Florestais, Marcílio Martins Araújo, explicou os riscos que a praga carrega. “É uma planta de grande capacidade de competição com outras plantas cultivadas, de difícil controle e com uma capacidade de multiplicação e dispersão muito eficiente, o que o torna uma ameaça fitossanitária para o Brasil, e todas as unidades da federação. O potencial de multiplicação de uma planta fêmea pode alcançar cifras de 600.000 até 1.000.000 de sementes, que formam um banco de sementes persistentes, podendo permanecer vários anos no solo”, explica o engenheiro agrônomo.
Além da facilidade na criação de um banco de sementes, a planta também tem germinação escalonada, o que é preocupante, pois as sementes germinam em fluxos ao longo das safras, o que torna o controle com apenas uma aplicação de herbicida insuficiente.
O crescimento acelerado de dois a três centímetros por dia pode sufocar as culturas cultivadas invadidas. Além disso, ao contrário de outras espécies do Estado que são monoicas, ou seja, apresentam órgãos reprodutores femininos e masculinos no mesmo indivíduo, o Caruru-Gigante é uma planta dioica – possui plantas machos e fêmeas separadas, o que favorece a variabilidade genética e a resistência. A vigilância constante é fundamental para evitar a dispersão desta praga em nossas unidades da federação.
HISTÓRICO
O Caruru-Gigante foi identificado no Brasil, de forma oficial, em 2015. Os primeiros registros aconteceram em áreas de produção de algodão, soja e milho no estado de Mato Grosso. A notificação foi realizada por técnicos do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). A planta daninha exótica apresenta alta resistência a herbicidas e se espalhou para outros estados, como é o caso do Mato Grosso do Sul e, mais recentemente, em São Paulo.
A espécie é nativa da América do Norte e centro-sul dos Estados Unidos. A primeira aparição no Brasil confirmou a resistência ao glifosato, herbicida que atua sobre uma ampla gama de ervas daninhas, sendo relevante na produção de frutas, hortaliças, nozes e culturas resistentes, como milho e soja. É eficaz no controle de ervas daninhas invasoras e nocivas.
Desde a sua introdução no território brasileiro, a praga foi monitorada, com relatos posteriores em Mato Grosso do Sul, em 2022, e São Paulo, em 2026. A confirmação da incidência da praga resulta em prejuízos em diversas culturas e na economia da região afetada.
Fonte: AEN-PR
Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná
Site: AEN-PR
Sustentabilidade
Ceema/Trigo: Recuo das cotações externas contrapõe cenário de alta no mercado nacional – MAIS SOJA

A cotação do trigo em Chicago, para o primeiro mês cotado, voltou a ceder abaixo dos US$ 6,00/bushel, registrando, na semana, até US$ 5,85. Posteriormente, o mercado melhorou um pouco, fechando o dia 25/06 (quinta-feira) em US$ 5,91/bushel, contra US$ 6,05 uma semana antes.
Com o anúncio da trégua na guerra entre EUA e Irã, mesmo com a continuidade, em alguns momentos, do fechamento do estreito de Ormuz, o mercado cede. A pressão da colheita no Hemisfério Norte, embora a menor produção nos EUA, vem provocando tais recuos no curto prazo.
Já os embarques semanais de trigo estadunidense foram de 393.150 toneladas, ficando dentro das projeções do mercado. Com isso, o total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, supera em 15% o total embarcado no mesmo período do ano anterior.
E aqui no Brasil, com a falta de produto de qualidade superior e o encarecimento das importações devido a desvalorização do Real (R$ 5,18 por dólar na semana), os preços se mantêm em alta. Tanto é verdade que no Rio Grande do Sul e no Paraná o saco do produto girou entre R$ 70,00 e R$ 71,00 nas principais praças dos dois estados maiores produtores do cereal. Além disso, a forte redução de área semeada nesta nova safra, a qual deve superar os 20% no país, adiciona mais um componente na alta dos preços.
Dito isso, o plantio da safra de trigo 2026 segue avançando no Brasil e chegava a 75% do total previsto no início da presente semana. De acordo com dados da Conab, o plantio supera a média histórica, que é de 64% neste momento do ano. Até o dia 19/06 o plantio já havia sido concluído em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, seguidos por Goiás (99%), Paraná (84%), Rio Grande do Sul (63%) e Santa Catarina (23,9%). Ao mesmo tempo, a colheita desta safra já começou, com os produtores goianos tendo colhido 25% do total cultivado no estado, porém, o volume corresponde à apenas 0,7% do total brasileiro.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Risco de neve e transbordamentos marcam o início de julho; confira a previsão do tempo

A frente fria continua em atuação na região Sul nesta sexta-feira (3), mantendo o alerta para temporais em importantes áreas produtoras de soja no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica chuvas volumosas, rajadas intensas de vento e possibilidade de queda de granizo.
O maior risco está concentrado no noroeste e norte do Rio Grande do Sul, onde o acumulado de chuva pode provocar transbordamentos de rios. A tendência é de que as precipitações comecem a perder força na metade sul do estado a partir deste sábado (4).
Enquanto isso, as regiões Sudeste e Centro-Oeste seguem sob influência de uma massa de ar seco, mantendo o tempo firme, quente e com baixa umidade. O frio deve avançar para o Sudeste ao longo do fim de semana, mas sem previsão de geadas.
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No Sul, as temperaturas permanecem baixas. Nesta sexta-feira (3), os termômetros podem se aproximar de 0°C em áreas de baixada do Rio Grande do Sul. A nebulosidade reduz o potencial para geadas mais amplas, embora o frio continue intenso.
A massa de ar polar segue influenciando a região Sul e mantém condições favoráveis para geadas, principalmente nas áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Também há possibilidade de neve nas serras gaúcha e catarinense.
No restante do país, a chuva permanece concentrada principalmente em Roraima. Segundo a previsão, as maiores mudanças no padrão das precipitações devem ocorrer apenas na segunda quinzena de julho.
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Sustentabilidade
Farsul alerta produtores sobre novas diretrizes no Crédito Rural – MAIS SOJA

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiu, por meio de sua Assessoria Jurídica, nesta quarta-feira (01/07/2026), um alerta aos produtores rurais referente à entrada em vigor da Resolução CMN n° 5.314, de 25 de junho de 2026. A normativa altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), especificamente no que se refere às regras para a prorrogação, ou alongamento, das operações de crédito.
O que muda na prática? Com a nova redação do item 2-6-4 do MCR, as instituições financeiras passam a ter autorização, por sua conveniência e decisão, para prorrogar operações de crédito mantendo os encargos financeiros originalmente pactuados. Para que o pedido seja analisado, o mutuário deve comprovar a dificuldade temporária de pagamento, que pode ser motivada por:
- Dificuldades na comercialização dos produtos;
- Frustração de safras por fatores adversos;
- Ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das explorações;
- Problemas no fluxo de caixa causados pelo impacto acumulado de perdas em safras anteriores devido a eventos climáticos.
Nesses casos, cabe à própria instituição financeira atestar a necessidade da prorrogação e verificar a capacidade de pagamento do produtor.
Orientações da Assessoria Jurídica Embora a alteração amplie a margem de decisão dos bancos na análise dos pedidos administrativos, a Assessoria Jurídica da Farsul destaca pontos cruciais para a classe produtora:
- Aplicação: O entendimento da federação é de que a mudança se aplica apenas a contratos firmados a partir desta data, 01/07/2026.
- Direito do Produtor: A Farsul reforça que permanecem vigentes os princípios constitucionais e as leis do crédito rural. Segundo o entendimento dos tribunais, caso o produtor comprove os requisitos necessários, o alongamento da dívida é um direito garantido, e não uma mera liberalidade do banco.
- Formalização: O produtor deve protocolar o pedido de prorrogação junto à instituição financeira, instruindo-o com documentos que comprovem a incapacidade temporária de pagamento – como laudos técnicos agronômicos – preferencialmente antes do vencimento da parcela ou da operação.
A Farsul ressalta que a medida surge em um cenário de preocupação do setor, marcado por perdas climáticas sucessivas, aumento do endividamento e desafios no acesso ao crédito. A entidade segue à disposição dos produtores para orientações adicionais.
Confira a Nota Técnica na íntegra, clicando aqui.
Fonte: Farsul
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