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15 de maio de 2026

Sustentabilidade

Adapar orienta produtores e adota medidas para evitar introdução do Caruru-Gigante – MAIS SOJA

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está desenvolvendo um conjunto de ações para a prevenção e combate à praga Amaranthus palmeri (Caruru-gigante). O planejamento e execução das ações acontecem após a detecção da planta pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, na região de São José do Rio Preto. Os vestígios foram identificados no mês de janeiro em uma plantação de soja e a confirmação laboratorial aconteceu em 3 de fevereiro.

A estratégia da defesa agropecuária do Paraná é a adoção de medidas preventivas rigorosas para evitar a introdução desta espécie no Estado. O Caruru-Gigante é uma espécie de planta agressiva e de fácil difusão. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao reconhecer a possibilidade de dispersão, editou a Portaria SDA/MAPA n° 1.119/2024, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Praga Quarentenária Presente Amaranthus palmeri.

Até o momento foram definidas quatro medidas de prevenção e controle para que não haja a introdução do Caruru-Gigante no território paranaense. A fiscalização direta é uma delas. Serão realizadas vistorias nas propriedades e locais de recebimento de maquinários vindos de outros estados. O objetivo é identificar precocemente a presença de plantas similares ao caruru-gigante.

Outra medida de caráter preventivo é a educação sanitária. Durante as inspeções, os servidores da agência devem orientar produtores e operadores sobre a obrigatoriedade da limpeza rigorosa do maquinário. Esta ação tem o objetivo de mitigar o risco de dispersão de sementes para novas áreas. A portaria nª 129 de 2024 da Adapar orienta sobre os trabalhos de inspeção de máquinas e implementos agrícolas.

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Também é parte da estratégia a coleta de amostras. O procedimento acontece imediatamente após a constatação de casos suspeitos e segue os protocolos para coleta de amostras. As amostras são encaminhadas ao Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME), vinculado à Adapar, para a análise laboratorial definitiva.

Fazendo uso de ferramentas de biologia molecular, o CDME promove a distinção taxonômica entre as diversas espécies que compõem o gênero Amaranthus. O objetivo é detectar precocemente a praga quarentenária e identificar as espécies mais comuns nas áreas produtivas. São realizados exames de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), uma técnica laboratorial molecular de alta precisão que amplifica segmentos específicos de DNA ou RNA para detectar microrganismos (vírus, bactérias) ou mutações genéticas.

O apoio operacional é o passo final a ser adotado e está presente principalmente nas etapas de reconhecimento e coleta de material para os testes. O objetivo é que os fiscais e assistentes de fiscalização de defesa agropecuária do Paraná prestem suporte técnico às equipes locais. Os servidores também devem atuar na vigilância das divisas estaduais, agindo como primeira barreira de defesa agropecuária.

O chefe da Divisão de Sanidade de Cultivos Agrícolas e Florestais, Marcílio Martins Araújo, explicou os riscos que a praga carrega. “É uma planta de grande capacidade de competição com outras plantas cultivadas, de difícil controle e com uma capacidade de multiplicação e dispersão muito eficiente, o que o torna uma ameaça fitossanitária para o Brasil, e todas as unidades da federação. O potencial de multiplicação de uma planta fêmea pode alcançar cifras de 600.000 até 1.000.000 de sementes, que formam um banco de sementes persistentes, podendo permanecer vários anos no solo”, explica o engenheiro agrônomo.

Além da facilidade na criação de um banco de sementes, a planta também tem germinação escalonada, o que é preocupante, pois as sementes germinam em fluxos ao longo das safras, o que torna o controle com apenas uma aplicação de herbicida insuficiente.

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O crescimento acelerado de dois a três centímetros por dia pode sufocar as culturas cultivadas invadidas. Além disso, ao contrário de outras espécies do Estado que são monoicas, ou seja, apresentam órgãos reprodutores femininos e masculinos no mesmo indivíduo, o Caruru-Gigante é uma planta dioica – possui plantas machos e fêmeas separadas, o que favorece a variabilidade genética e a resistência. A vigilância constante é fundamental para evitar a dispersão desta praga em nossas unidades da federação.

HISTÓRICO

O Caruru-Gigante foi identificado no Brasil, de forma oficial, em 2015. Os primeiros registros aconteceram em áreas de produção de algodão, soja e milho no estado de Mato Grosso. A notificação foi realizada por técnicos do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). A planta daninha exótica apresenta alta resistência a herbicidas e se espalhou para outros estados, como é o caso do Mato Grosso do Sul e, mais recentemente, em São Paulo.

A espécie é nativa da América do Norte e centro-sul dos Estados Unidos. A primeira aparição no Brasil confirmou a resistência ao glifosato, herbicida que atua sobre uma ampla gama de ervas daninhas, sendo relevante na produção de frutas, hortaliças, nozes e culturas resistentes, como milho e soja. É eficaz no controle de ervas daninhas invasoras e nocivas.

Desde a sua introdução no território brasileiro, a praga foi monitorada, com relatos posteriores em Mato Grosso do Sul, em 2022, e São Paulo, em 2026. A confirmação da incidência da praga resulta em prejuízos em diversas culturas e na economia da região afetada.

Fonte: AEN-PR

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FONTE

Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná

Site: AEN-PR

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Sustentabilidade

Fundamentos internacionais começam a mostrar viés mais construtivo ao mercado de arroz – MAIS SOJA

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A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul, associada ao avanço praticamente final da colheita no Brasil, mantém o mercado físico abastecido e limita movimentos mais consistentes de recuperação nas cotações. “Ao mesmo tempo, parte dos agentes passa a monitorar com maior atenção fatores internacionais que podem alterar gradualmente o equilíbrio global ao longo do segundo semestre”, destaca o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

No Brasil, a colheita nacional já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos, consolidando uma produção estadual próxima de 7,9 milhões de toneladas (base casca) e uma safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, ressalta Oliveira.

Nesse ambiente, as cotações seguem trabalhando com viés pressionado, embora ainda relativamente sustentadas pela postura defensiva dos produtores mais capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências orbitam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos, enquanto Campanha e Depressão Central operam entre R$ 56 e R$ 58. Nas regiões de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios permanecem entre R$ 62 e R$ 65.

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O início da temporada já apresenta déficit na balança comercial do arroz, com importações superiores às exportações, reforçando a necessidade de retomada mais consistente do fluxo exportador para equilíbrio do mercado doméstico.

Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar elementos potencialmente mais construtivos. “Chicago já opera perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos globais”, exemplifica.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou redução de área e produção mundial para 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores frente à temporada anterior. “Além disso, os riscos climáticos voltam a ganhar relevância”, acrescenta o consultor.

O retorno das discussões envolvendo El Niño, aliado às ondas de calor na Índia, excesso de chuvas em Bangladesh, custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, amplia o monitoramento sobre a capacidade produtiva global nas próximas temporadas, avalia o analista.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24, queda de 2,29% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo era de 4,40%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 21,16%.

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Autor/Fonte:  Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

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Sustentabilidade

Colheita do milho deve começar com atenção voltada às condições climáticas no Estado – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 deve começar no final de maio, em meio a um cenário de atenção para às condições climáticas no Estado. A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), órgão ligado à Semadesc, indica temperaturas acima da média e distribuição irregular das chuvas entre os meses de junho a agosto de 2026, fatores que podem influenciar diretamente o andamento das operações no campo; a umidade dos grãos, e a logística de escoamento da produção.

Com a aproximação da entrada das máquinas nas lavouras, produtores rurais acompanham as condições meteorológicas para definir estratégias de colheita e transporte da produção. Em períodos de maior calor e baixa umidade, o ritmo das operações tende a acelerar, favorecendo a secagem natural dos grãos. Por outro lado, a ocorrência de chuvas isoladas pode provocar paralisações pontuais e impactar o fluxo logístico.

“A previsão climática exige atenção principalmente para o planejamento das operações no campo. Durante a colheita, o produtor também precisa redobrar os cuidados com a prevenção de incêndios, principalmente em áreas com grande volume de palhada seca. Temperaturas elevadas e baixa umidade favorecem a propagação do fogo”, destaca o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

A expectativa é de avanço gradual da colheita durante junho e julho, período considerado estratégico para armazenagem, transporte e comercialização da safra sul-mato-grossense.

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O monitoramento climático ganhou ainda mais relevância após os impactos registrados nas últimas safras em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS,  executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o milho segunda safra 2023/2024 sofreu perdas provocadas pelo estresse hídrico em diversas regiões do Estado. Mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses registraram impactos relacionados à falta de chuva, resultando em redução no potencial produtivo das lavouras.

“Nos últimos anos, o produtor rural enfrentou períodos prolongados de estiagem e irregularidade climática que afetaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornou uma ferramenta importante para o planejamento das operações no campo”, pontua Gabriel.

Outro ponto acompanhado pelo setor produtivo é a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Os modelos climáticos indicam 92% de chance de formação do fenômeno no trimestre junho-julho-agosto, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026.

A presença do El Niño pode provocar mudanças no padrão climático do Estado, como temperaturas acima da média, períodos mais secos e aumento da variabilidade das chuvas, impactando diretamente as operações no campo e o planejamento agrícola.

Milho

Segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa para o milho segunda safra 2025/2026 é de área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare e produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas.

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Até o momento, o milho segunda safra apresenta predominância de lavouras em boas condições no Estado, cenário que mantém expectativa positiva para a safra sul-mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado finalizou a semana

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta sexta-feira (15). Mesmo com a forte valorização do dólar ao longo do dia, as cotações registraram poucas alterações, pressionadas pelas novas perdas em Chicago.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a combinação entre a queda na Bolsa e a postura retraída do produtor voltou a limitar a comercialização.

“Chicago teve novamente uma tela vermelha, o produtor ficou afastado do mercado e houve pouco movimento nas negociações”, afirma.

O analista destaca que o ritmo perdeu força na reta final da semana, após momentos mais positivos nos dias anteriores. “Na semana houveram bons negócios, mas de quinta até hoje o mercado ficou travado”, resume.

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Cotações médias da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 124
  • Santa Rosa (RS): R$ 125
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 108
  • Dourados (MS): R$ 111
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 129
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A frustração do tão aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping colocou o mercado nos menores níveis em duas semanas. Assim, a perda semanal ficou em 2,57% na posição março.

“O encontro finalmente ocorreu, mas com efeito negativo para os contratos. Na quinta, os contratos caíram acentuadamente, movimento que se estendeu na sexta. Tudo por conta da falta de informações precisas sobre possíveis novas compras de soja norte-americana por parte dos chineses. Essa expectativa vinha sustentando as cotações ao longo do ano”, detalha o analista.

Trump se limitou a dizer que os agricultores estudunidenses ficarão satisfeitos com os acordos comerciais firmados com a China durante sua visita oficial a Pequim. Segundo ele, a China comprará bilhões de dólares em soja de seu país.

Contudo, ele não apresentou detalhes sobre novos contratos, volumes ou prazos relacionados às compras anunciadas.

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Silveira ressalta que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, manteve o mesmo tom evasivo. Greer disse que Washington espera acordos envolvendo “dezenas de bilhões de dólares” em compras agrícolas chinesas ao longo dos próximos três anos.

De acordo com Greer, os entendimentos não envolvem apenas soja, mas um conjunto mais amplo de produtos agropecuários americanos. Ele ainda ressaltou que a China continua cumprindo o acordo firmado em outubro do ano passado para a importação de 25 milhões de toneladas anuais de soja dos Estados Unidos.

O representante comercial afirmou que a maior parte das novas compras deverá ocorrer mais adiante ao longo do ano.

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Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 11,77 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,76 1/2 por bushel, com retração de 13,25 centavos de dólar ou 1,11%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,54% a US$ 334,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,88 centavos de dólar, com ganho de 0,22 centavo ou 0,29%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,58%, sendo negociado a R$ 5,0663 para venda e a R$ 5,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0176 e a máxima de R$ 5,0816. Na semana, a valorização ficou em 3,5%.

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