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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Soja no RS é devastada pela estiagem e produtor relata lavoura ‘praticamente morta’; assista ao vídeo

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Reprodução Canal Rural

A estiagem prolongada já provoca impactos severos nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, especialmente na região norte do estado. Na divisa com Santa Catarina, produtores relatam mais de 40 dias com chuvas irregulares e insuficientes, cenário que comprometeu de forma irreversível parte das áreas cultivadas.

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De acordo com relato do produtor Fernando, de Caiçara (RS), há lavouras praticamente perdidas, que não devem sequer cobrir os custos de produção, mesmo que volte a chover nos próximos dias. Segundo ele, a realidade se repete em grande parte do território gaúcho, evidenciando um cenário de quebra relevante na safra.

Vai chegar chuva?

A previsão indica retorno da chuva a partir do fim de semana, com volumes entre 30 e 50 milímetros e risco de temporais com rajadas que podem superar 100 km/h em áreas do Estado. No entanto, os acumulados previstos são considerados insuficientes para reverter os danos já consolidados, especialmente em lavouras em fase de enchimento de grãos.

Entre os dias 21 e 25 de fevereiro, a tendência é de novo predomínio de tempo quente e seco em praticamente todo o Rio Grande do Sul, reforçando o risco de aprofundamento das perdas. Para os próximos 30 dias, o cenário aponta chuvas irregulares, com volumes mais consistentes apenas no fim do mês e início de março, possivelmente tarde demais para áreas já comprometidas.

O impacto negativo na soja já está consolidado. A estiagem prolongada ocorreu justamente em um momento crítico do ciclo, após um início de safra que teve suporte pontual das chuvas. A irregularidade das precipitações no Estado foi intensificada pela concentração da umidade no Brasil Central, em meio a episódios recorrentes da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), enquanto o Sul enfrentava déficit hídrico.

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Ao mesmo tempo, o excesso de chuva no Sudeste e no Centro-Oeste mantém o alerta para temporais, alagamentos e deslizamentos. Minas Gerais e Rio de Janeiro seguem com o risco risco elevado devido ao solo saturado, e novos episódios de chuva intensa ainda podem provocar transtornos nas próximas 48 horas.

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Sustentabilidade

Semeadura do milho atinge 78% no RS em ritmo desigual entre as regiões – MAIS SOJA

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A semeadura de milho avança em ritmo desigual. Há áreas próximas da conclusão e outras, especialmente de autoconsumo, ainda em início de implantação. Na média estadual, o índice alcança 78%. Nas lavouras estabelecidas, predomina o estágio de desenvolvimento vegetativo (98%), com boa resposta após a melhora temporária da disponibilidade de radiação solar em parte do período. A fase reprodutiva teve início em 2% das áreas, que já se encontram em floração.

As temperaturas amenas e a nebulosidade ainda retardam o crescimento em algumas regiões, especialmente nas áreas implantadas mais cedo. A umidade do solo tem permitido a realização da adubação nitrogenada em cobertura. As plantas apresentaram crescimento mais vigoroso, folhas verde-escuras, colmos espessos e bom enraizamento.

Os temporais com granizo ocorridos no final de setembro provocaram falhas de estande e danos foliares em algumas regiões e comprometimento irreversível do potencial produtivo nos talhões mais danificados. Porém, houve recuperação satisfatória das áreas menos atingidas.

A incidência de cigarrinhas continua baixa em diversas áreas, e o manejo fitossanitário se concentra no controle do inseto e de percevejos, além de doenças fúngicas. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura avançou para leste, na Campanha e nos municípios limítrofes da Fronteira Oeste. As lavouras estabelecidas ainda apresentam limitação de crescimento em função das baixas temperaturas e da reduzida incidência de sol. Prosseguem as aplicações de adubação nitrogenada, de herbicidas, de inseticidas e de fungicidas.

Na de Caxias do Sul, a semeadura apresentou avanço limitado pela elevada umidade do solo. As baixas temperaturas e a nebulosidade persistente restringiram a radiação, retardando o desenvolvimento inicial.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 95% da área foi semeada, e as lavouras estão integralmente em estádio vegetativo. A melhora da radiação favoreceu o desenvolvimento, que vinha sendo limitado pelo excesso de chuva e pela baixa luminosidade. O estado fitossanitário está bom, e há baixa infestação de percevejos e cigarrinhas. Na de Ijuí, a área semeada segue em 92% da projetada. As plantas estão bem desenvolvidas e vigorosas. Nas áreas mais precoces, algumas lavouras atingem as fases de V10 a V12, e mais de 5% se encontram próximas da formação do pendão.

Na de Passo Fundo, a semeadura atingiu 90% da área prevista. Os cultivos estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces recebem adubação nitrogenada.

Na de Pelotas, apenas 9% da área prevista foi semeada. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo, com crescimento lento em razão das temperaturas mais baixas.

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Na de Santa Rosa, cerca de 90% da área foi semeada. Estão 97% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo e 3% em fase reprodutiva. As áreas atingidas por granizo e ventos apresentam diferentes níveis de recuperação, com perdas irreversíveis nos talhões mais danificados. A incidência de cigarrinha continua baixa.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,57%, passando de R$ 62,95 para R$ 62,59. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Arroz/RS: Preparo do solo e semeadura avançam com a redução da umidade nos campos – MAIS SOJA

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A semeadura de arroz avançou de forma lenta e desigual, condicionada principalmente pela redução da umidade dos solos e pela recuperação das condições de tráfego das máquinas. Observou-se intenso esforço de mão de obra nas lavouras para a manutenção e o adequado funcionamento dos sistemas de drenagem em razão dos elevados volumes de precipitação registrados nas três semanas anteriores.

No período, as baixas temperaturas contribuíram para o retardamento dos processos de germinação e emergência da cultura. Em algumas áreas, essa condição resultou na formação de estandes de plantas desuniformes, dificultando a definição do momento adequado para a execução de práticas de manejo subsequentes, como a aplicação de herbicidas, a adubação nitrogenada de cobertura e o início da irrigação.

A área projetada de cultivo pelo IRGA para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as operações de preparo do solo e a semeadura estão avançados. Porém, no período, evoluíram em ritmo mais lento, à medida que os níveis de umidade do solo foram se reduzindo. A menor disponibilidade de radiação solar, associada aos ventos frios, também tem limitado o desenvolvimento inicial das plantas, causando amarelecimento de plantas em parte das lavouras.

Na região da Campanha, o tempo seco favoreceu diretamente as operações, proporcionando melhores condições de acesso às áreas de cultivo. Em Dom Pedrito, estimase que pouco mais de 5.000 hectares, de um total projetado de aproximadamente 34.000 hectares para a safra, já tenham sido semeados. Em Aceguá, cuja área cultivada está estimada em 6.514 hectares, aproximadamente 1.300 hectares já foram implantados.

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Nos municípios com menor expressão em área cultivada, como em Hulha Negra, Candiota, Lavras do Sul e Caçapava do Sul, a expectativa é de concentração das operações de semeadura nas próximas semanas, desde que as condições meteorológicas e de umidade do solo sigam favoráveis.

Na de Pelotas, a semeadura alcançou 54% da área prevista. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo, com crescimento lento devido às temperaturas mais baixas. Grande parte das áreas se encontra sistematizada e preparada para a continuidade do plantio.

Na de Santa Maria, pouco mais de 15% da área prevista foi semeada. A inundação de lavouras em várzeas dos principais rios e o prognóstico de recorrência de chuvas aumentaram a possibilidade de redução da área cultivada.

Na de Soledade, as chuvas frequentes continuam restringindo o preparo e a semeadura, tanto no sistema pré-germinado quanto em solo seco. Apenas 12% da área prevista foi implantada.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,12%, passando de R$ 80,27 para R$ 80,37.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

CEEMA: Pressão da colheita nos EUA e avanço do plantio no Brasil mantêm cotações da soja em queda – MAIS SOJA

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As cotações da soja continuaram recuando durante esta semana, salvo na quinta-feira (22) quando o bushel, para o primeiro mês cotado, registrou pequena recuperação, fechando o pregão em US$ 12,53, após US$ 12,45 na véspera. Uma semana antes o bushel da oleaginosa esteve cotado a US$ 12,63. Aliás, desde o dia 28/09 a soja rompeu o piso dos US$ 13,00/bushel e não mais retornou. O fechamento do dia 21/10, inclusive, foi o mais baixo desde o dia 25 de agosto passado.

A pressão da colheita estadunidense e o avanço do plantio da nova safra sulamericana se fazem presentes. Ao mesmo tempo, houve avanços na possibilidade de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, enquanto no Oriente Médio não surgiram novidades suficientes para agitar o mercado.

Quanto a colheita nos EUA, até o dia 18/10 a mesma atingia a 64% da área semeada, contra 46% na semana anterior e contra 65% na média histórica. E do lado da demanda, dados divulgados pelas autoridades aduaneiras chinesas também mostraram que o país importou 360.900 toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, depois de não registrar compras da origem norte-americana no mesmo mês do ano passado. Apesar da recuperação, o ritmo das aquisições e a concorrência com a soja sul-americana permanecem entre os fatores monitorados pelo mercado.

No Brasil, com o câmbio recuando para R$ 5,02 em momentos da semana, os preços cederam mais um pouco, com as principais praças gaúchas trabalhando em R$ 135,00/saco. Já no restante do país, os preços oscilaram entre R$ 131,00 e R$ 139,00/saco.

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Segundo a Conab, o plantio da soja atingiu a 30,1% da área esperada até o dia 16/10, ficando acima da média de 26,4%. Em seu relatório de outubro, a Conab avança uma projeção de área semeada, para 2026/27, de 49,3 milhões de hectares no país. A produção final esperada, em clima normal, seria de 181,6 milhões de toneladas, a partir de uma produtividade média de 61,4 sacos/hectare. Para o Rio Grande do Sul, a projeção de área é de 6,74 milhões de hectares, o que resultaria em uma produção de 20,2 milhões de toneladas, contra 18,6 milhões no ano anterior, atingida que foi por problemas climáticos. A produtividade média gaúcha alcançaria apenas 50 sacos/ha.

Paralelamente, as exportações brasileiras de farelo de soja, nos 11 primeiros dias úteis de outubro, registraram um aumento de 2,6% na média diária, em relação a outubro de 2025. Nesse momento, o preço médio do farelo de soja exportado está 25,2% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


 

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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