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Otaviano Pivetta diz que aposta na vitória de Flávio Bolsonaro “para economia virar a chave”

Governador vê maior estímulo para investimento no Brasil em uma economia liberal e Mato Grosso seria um dos centros dos aportes financeiros
O governador reeleito Otaviano Pivetta diz torcer pela vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da campanha presidencial para “virar a chave” da economia. O Brasil precisaria apostar de novo na liberação de investimentos para voltar a crescer.
“Eu torço para que ele vença, e tudo vai melhorar. Nós vamos virar a chave da economia, para uma economia liberal, que vai permitir o Brasil voltar a crescer nos próximos anos”, disse.
Pivetta disse acreditar Flávio colocará a política econômica brasileira nos rumos adotados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Ele fez comparação, por exemplo, entre a média da inflação nos anos de governo de Bolsonaro e a que foi atingida no atual mandato do presidente Lula.
“Imagina se atingir uma inflação baixa, juros baixos novamente… isso vai ser muito bom, porque o Brasil vai atrair muitos investimentos, e Mato Grosso deve ser um dos principais centros desses investimentos”, comentou.
Jair Bolsonaro encerrou o último ano de mandato com média inflacionária em 5,79% em 2022. O patamar mais alto foi em 2021, quando a inflação ficou em 10,06%. Nos dois primeiros anos (2019 e 2020), a média não ultrapassou 4,5%.
No terceiro mandato de Lula, a inflação oscilou entre 4,6% e 4,2%. Mas os juros permaneceram altos. Hoje ele está em 13,75%. Esse nível foi atingido no fim do governo de Bolsonaro. Nos três anos anteriores do governo anterior, o juro ficou abaixo de 6,5%.
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Reforma para o Estado estratégico e eficiência pública na era digital

Na Era Digital, o tempo do Estado burocrático não é o tempo da vida. A população pede respostas rápidas a seus problemas e a ineficiência acaba gerando descrença na política e na própria democracia. Por isso, há algum tempo tenho defendido a reengenharia constitucional como a necessária e radical reconfiguração estrutural das instituições estatais originadas há praticamente três séculos.
Um Estado leve, porém forte, necessário e dotado de lógica pública, que seja ágil, mas que não se reduza a interesses empresariais. É preciso, pois, transformar as estruturas e preservar as finalidades públicas, notadamente a concretização dos direitos fundamentais.
Com efeito, a Constituição de 1988, inspirada no Estado de Bem-Estar europeu, trouxe um arquétipo estatalista que rapidamente se mostrou esgotado: o grande avanço na salvaguarda dos direitos fundamentais não veio acompanhado de estruturas fiscalmente sustentáveis e capazes de garantir sua efetividade.
A reforma gerencial-fiscalista de 1995, atrelada a uma noção rudimentar de Estado-empresário, esbarrou na cultura política avessa ao planejamento de longo prazo e na resistência burocrática a ações orientadas pelo desempenho. Somam-se novos desafios: o advento da Era Digital, cidadãos cada vez mais ansiosos, impacientes e (des)informados, os limites internos e externos à soberania nacional e a exigência de atuação em rede e de participação social na produção normativa.
Daí ser imprescindível a adoção de uma lógica pós-burocrática radicalmente inovadora, digital e conectada com as demandas contemporâneas: um Estado enquanto Centro de Inteligência e Governança Estratégica, pautado por uma racionalidade pública, de operação não exclusivamente estatal, mas sem se render à lógica privada. Seu compromisso não é com a estrutura, mas com os resultados. A partir dessa base, ouso, então, enunciar alguns elementos norteadores de uma adequada reforma administrativa.
Estado estratégico
A primeira característica desse modelo é a prioridade no nível estratégico. Ao lado dos mandatários eleitos, um corpo de executivos públicos de alta qualificação forma um conselho de governança no Poder Executivo, cuja missão é analisar dados, avaliar diagnósticos, planejar, estabelecer indicadores e monitorar o cumprimento das metas, executadas na própria gestão pública ou por meio de parcerias com a iniciativa privada.
As inovações de governo digital ou govtech deixam de ser meros instrumentos a facilitar as medidas executivas e adquirem forte assento no nível estratégico de decisão, priorizando a inteligência de dados e as evidências.
Estado regulador
Assegurada a atuação direta do Estado em atividades essenciais, que demandam garantias igualmente públicas, os demais serviços públicos não necessariamente teriam execução estatal. Tampouco se submeteriam à razão mercadológica. Em palavras ligeiras, a ideia de Estado-Regulador indica um Estado enxuto, mas efetivo.
Evitando atuar diretamente na execução de políticas públicas, ele estabelece normas e regula as atividades delegadas à iniciativa privada em prol do desenvolvimento. Regulação e monitoramento são imprescindíveis para bons resultados, com controle dos agentes, políticas de integridade (compliance) e responsabilização de agentes públicos e privados (accountability). Nesse quesito, não há grandes novidades: a inovação é aliar essa regulação a um modelo de governança estratégica e inteligência pública ditando os rumos do futuro.
Estado indutor do desenvolvimento
O modelo proposto não se restringe à regulação tradicional: atua também como indutor do desenvolvimento. Superando as dicotomias da modernidade entre Estado e sociedade civil, opera dialeticamente com a esfera privada, sem recair na leitura desenvolvimentista clássica, que credita ao Estado o papel de motor da história, e sem atribuir exclusividade aos mecanismos de mercado. O novo Estado induz, provoca, gera incentivos e estabelece punições. Indica caminhos e constrói meios em conjunto com a sociedade. Para tanto, há de ser interativo, adotando mecanismos de construção colaborativa tanto na formulação das políticas quanto na de seu arcabouço regulatório, tendência revelada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Considerações finais
Estratégico, regulador, indutor do desenvolvimento e interativo: eis um conjunto de diretrizes para orientar as reformas administrativas em prol de resultados, a reelaboração dos marcos regulatórios e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Afinal, na Era Digital se tornou urgente que as instituições funcionem e forneçam respostas às necessidades da população, de modo a possibilitar a efetividade dos direitos fundamentais, resgatar a legitimidade da política e preservar importantes postulados da democracia liberal.
Marco Marrafon é advogado, Professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Doutor e Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná – UFPR com estudos doutorais na Università degli Studi di Roma Tre – Itália e Coordenador do LabDIa – Laboratório de Direito e Inteligência Artificial do PPGD/UERJ
Agro Mato Grosso
VÍDEO: avião é incendiado após perseguição e tentativa de interceptação pela FAB em MT

Queda ocorreu há cerca de 80 km da área urbana da cidade, na Fazenda Monte Azul.
Um avião de pequeno foi incendiado na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta sexta-feira (23). A queda da aeronave ocorreu a cerca de 80 km da área urbana da cidade, na região Fazenda Monte Azul.
Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista abaixo).
Segundo o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), as equipes estavam acompanhando uma ocorrência de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal e Polícia Militar, por suspeita de tráfico de drogas aéreo.
Durante a ação, houve a tentativa de interceptação da aeronave suspeita pela FAB. No entanto, segundo o Gefron, o avião desceu em uma pista clandestina e os ocupantes atearam fogo.
Nenhum suspeito foi localizado pelas equipes. Também não foram localizadas vítimas no local. O caso é investigado.
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Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução
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Polícia Civil prende mãe em flagrante após agressão contra filha de 11 anos em Paranatinga

Menina procurou a delegacia acompanhada da avó materna; policiais constataram escoriações no pescoço da vítima
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (22.10), uma mulher de 28 anos suspeita de agredir a própria filha, de 11 anos, durante uma discussão doméstica em Paranatinga.
A vítima foi à delegacia acompanhada da avó materna, que confirmou as agressões.
Em depoimento ao delegado do caso, a menina relatou que a mãe a atacou no pescoço. A equipe policial constatou marcas e escoriações na região mencionada pela menor.
Diante dos fatos, foi determinada a prisão em flagrante pelo crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica e familiar contra a criança.
Após a denúncia, a mãe se apresentou na Delegacia de Polícia de Paranatinga. Como a denúncia já estava em andamento, ela foi detida e autuada em flagrante delito pelo crime.
Com a finalização do auto de prisão em flagrante, a suspeita foi encaminhada para a audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário.
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