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23 de outubro de 2026

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Mercado de arroz segue travado com início da colheita no Rio Grande do Sul

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O mercado de arroz em casca continua apresentando baixa movimentação, refletindo principalmente a postura cautelosa dos produtores e o início da colheita da nova safra em parte do Rio Grande do Sul. Levantamentos do Cepea indicam que o ambiente de negócios permanece travado, com ritmo lento nas negociações e dificuldade de convergência entre preços pedidos e valores ofertados.

De acordo com o centro de pesquisas, a baixa fluidez das transações também está relacionada à existência de estoques adquiridos a custos inferiores. Esse fator, segundo analistas, tem retardado a aceitação imediata das indústrias aos preços atualmente praticados no mercado. Com margens pressionadas, compradores demonstram maior resistência, aguardando melhores oportunidades ou ajustes nas cotações.

Apesar do cenário de curto prazo ainda marcado por cautela, agentes de mercado avaliam que a redução gradual desses estoques, prevista para as próximas semanas, pode alterar a dinâmica das negociações. A expectativa é de que a necessidade de reposição por parte das indústrias aumente, o que tende a favorecer um maior alinhamento entre vendedores e compradores e, consequentemente, destravar parte dos negócios.

Enquanto isso, o comportamento do mercado doméstico segue fortemente influenciado pelo cenário externo. A maior atratividade das exportações tem contribuído para redirecionar parte da oferta, ao mesmo tempo em que se observa avanço das importações. Esse contexto amplia a complexidade da formação de preços no mercado interno, mantendo os agentes atentos aos movimentos do comércio internacional.

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Plantio direto reforça legado do Paraná na conservação do solo

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O Dia Nacional do Plantio Direto, celebrado nesta sexta-feira (23), marca uma das principais transformações da agricultura brasileira. A tecnologia começou a ganhar forma no Norte do Paraná, a partir da busca de agricultores e pesquisadores por alternativas de produção que reduzissem a erosão e preservassem o solo. Com o avanço da pesquisa e da extensão rural, o sistema se consolidou como referência em produção sustentável.

O Sistema Plantio Direto se baseia em três princípios: mínimo revolvimento do solo, cobertura permanente com palha ou plantas vivas e rotação de culturas. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a integração dessas práticas contribui para reduzir perdas de solo e água, melhorar as condições físicas, químicas e biológicas do solo e dar suporte à sustentabilidade da agropecuária.

Na prática, o modelo também pode reduzir operações mecanizadas e consumo de combustível, além de favorecer maior eficiência no uso dos recursos produtivos e melhores condições para manter a produtividade ao longo do tempo. A preservação da matéria orgânica e a melhora da estrutura do solo ainda ampliam a infiltração e o armazenamento de água.

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A trajetória do plantio direto no Brasil está diretamente ligada ao Paraná. Em 1972, o agricultor Herbert Bartz realizou, em Rolândia, a primeira semeadura comercial de soja sem preparo convencional do solo registrada na América Latina. Nos anos seguintes, a técnica avançou para outras regiões do estado e ganhou escala com a participação de produtores e pesquisadores.

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O antigo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), hoje integrado ao IDR-Paraná, intensificou os estudos a partir de 1976 para adaptar o sistema às condições de solo e clima das regiões produtoras. O trabalho envolveu manejo e fertilidade do solo, mecanização agrícola, fitotecnia, plantas de cobertura e controle de pragas e doenças.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 33 milhões de hectares eram cultivados com a tecnologia no Brasil, o equivalente a 62% da área destinada à produção de grãos. Rafael Fuentes Llanillo, pesquisador sênior do IDR-Paraná e coordenador de relações internacionais da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP), afirma que, em 2026, a área sob plantio direto no país está em torno de 45 milhões de hectares, o equivalente a 65% da área total destinada a lavouras temporárias.

No cenário internacional, o sistema alcançou cerca de 300 milhões de hectares, segundo Llanillo. Para o IDR-Paraná, a continuidade da pesquisa, da assistência técnica e da adoção correta dos princípios do plantio direto segue central para ampliar os ganhos agronômicos, econômicos e ambientais da tecnologia.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Mapa inclui tomate industrial irrigado no zoneamento de risco climático

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira (23), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 378, que inclui o tomate destinado ao processamento industrial irrigado no Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). O estudo indica os períodos mais favoráveis ao plantio em diferentes municípios e estabelece parâmetros para mitigação de riscos climáticos na cultura.

Segundo o Mapa, o zoneamento orienta produtores, instituições financeiras e seguradoras na tomada de decisões e contribui para o planejamento da atividade agrícola. As datas de plantio previstas no Zarc devem ser observadas por quem pretende acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR) e o crédito rural.

O estudo foi direcionado ao tomate para processamento industrial irrigado, sistema recomendado para esse segmento. De acordo com os responsáveis pelo trabalho, a escolha se deve à padronização do modelo produtivo no país, baseado em irrigação, cultivares híbridas de crescimento determinado e colheita mecanizada. No Brasil, 40% da produção de tomate é destinada ao uso industrial e 60% ao consumo fresco. Em 2025, a produção nacional voltada ao processamento industrial somou 1,88 milhão de toneladas.

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A cadeia está concentrada no Cerrado, com plantios entre fevereiro e meados de abril. Goiás responde por 65% da produção, seguido por Minas Gerais, com 17%, São Paulo, com 16%, e Pernambuco, com 2%. A produção se caracteriza por lavouras irrigadas de grande escala, elevada mecanização e integração com agroindústrias.

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O pesquisador da Embrapa Hortaliças Marcos Braga afirma que, mesmo com irrigação, a cultura permanece sujeita a oscilações extremas de temperatura, excesso de chuva, inadequação de solo e de cultivares. O estudo definiu janelas de plantio com faixas de risco de 20%, 30% e 40% de probabilidade de perda de produção, detalhadas por município, tipo de solo, ciclo da cultivar e decêndio do ano. Foram avaliados cultivos com ciclo de até 120 dias e de 121 dias ou mais.

Entre os parâmetros considerados, o cenário ideal para a cultura reúne temperaturas entre 20°C e 27°C. Máximas acima de 35°C na floração podem reduzir produtividade e qualidade. Temperaturas mínimas abaixo de 3°C e médias abaixo de 19°C em período crítico também afetam o desenvolvimento. O trabalho avaliou ainda o excesso de chuva no início e no fim do ciclo, com referência a acumulados superiores a 240 mm nos primeiros 40 dias e acima de 90 mm na maturação e colheita.

Os resultados do zoneamento para o tomate industrial irrigado estão disponíveis no Painel de Indicadores do Zarc, nas portarias oficiais por estado e no aplicativo Zarc Plantio Certo, para Android e iOS.

Fonte: gov.br

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Bolsa de Rosário eleva estimativa da safra de trigo da Argentina para 23,8 milhões de toneladas

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A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou de 21 milhões para 23,8 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de trigo da Argentina em 2026/27. Segundo a entidade, o volume projetado seria o segundo maior dos últimos 17 anos, abaixo apenas do recorde de 28,5 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior. O rendimento médio nacional foi estimado em 3,53 toneladas por hectare.

A BCR informou que a nova projeção para o trigo coloca a safra 2026/27 como a terceira melhor marca de rendimento médio desde 2010. Ao mesmo tempo, a bolsa observou que as condições climáticas registradas em outubro seguem no radar dos produtores.

De acordo com a entidade, o mês tem sido marcado por temperaturas baixas, menor incidência de radiação solar e chuvas abaixo do esperado. Esse quadro, segundo a bolsa, pode comprometer o desenvolvimento das plantas e limitar os rendimentos.

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Para o milho, a estimativa é de uma área plantada de 10,6 milhões de hectares e produção de cerca de 67,5 milhões de toneladas. Mesmo com a perspectiva de uma safra expressiva, a área representa recuo de 3,6% em relação aos 11 milhões de hectares do ciclo anterior.

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No caso da soja, o plantio começa sob incertezas climáticas. A Bolsa de Rosário afirmou que os produtores acompanham com perplexidade o comportamento do fenômeno El Niño, que até agora não se apresentou como esperado. As temperaturas baixas também têm dificultado o início dos trabalhos, com relatos de frio ainda excessivo para a semeadura.

A área destinada à oleaginosa foi estimada em 16,7 milhões de hectares, alta de 2% sobre o ciclo anterior. Se as condições climáticas permanecerem dentro da normalidade, a produção argentina poderá alcançar 47,8 milhões de toneladas, projetou a entidade.

As projeções da Bolsa de Rosário indicam expectativa de produção elevada para trigo, milho e soja na Argentina em 2026/27, enquanto o clima de outubro segue como um fator acompanhado pelos produtores no início do ciclo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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