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Imea eleva projeção de soja para 50,5 mi/t em Mato Grosso

A produção de soja deve alcançar 50,517 milhões de toneladas nesta safra 2025/26 em Mato Grosso. É o que aponta a nova perspectiva para a temporada do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo o levantamento, o aumento de 7,06% em relação ao estimado em dezembro decorre da produtividade, cujas projeções foram elevadas para 64,73 sacas por hectare de média.
A nova estimativa de safra 2025/26 foi divulgada nesta segunda-feira (2) e aponta manutenção na área de 13,008 milhões de hectares, extensão 1,67% superior ao registrado no ciclo passado.
Os ajustes observados no relatório se referem a produtividade e produção. De acordo com o Imea, a produtividade foi elevada 7,06% no comparativo com dezembro, impulsionada pelas condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento das lavouras nos últimos dias. Apesar de positivo o incremento, ao se comparar com o ciclo 2024/25 há uma queda de 2,36%.
“Para as próximas semanas, o cenário permanece majoritariamente favorável, com expectativa de bom ritmo de colheita. As previsões meteorológicas atuais não indicam volumes expressivos de chuva, reduzindo o risco de perdas operacionais e de impacto relevante na produtividade”, frisa o Imea.
O Instituto reforça ainda que eventuais revisões “negativas” podem ocorrer ao longo dos trabalhos de colheita da soja “caso haja uma mudança significativa no padrão climático, especialmente relacionada à ocorrência de chuvas persistentes durante o período de colheita”.
Apesar do ajuste para cima na produção, motivado pela produtividade, este ainda não foi “suficiente” para ultrapassar o volume consolidado da safra 2024/25 de 50,893 milhões de toneladas.
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Homem usa drone como ‘helicóptero’ no interior do Pará; veja vídeo

O piloto de drone agrícola Hudson Vinícius viralizou nas redes sociais após aparecer utilizando um drone de grande porte como meio de transporte no interior do Pará.
O equipamento não está habilitado para o transporte de pessoas, e seu uso para essa finalidade impõe sérios riscos de segurança. O drone utilizado no vídeo foi desenvolvido para pulverização de lavouras e dispersão de insumos.
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Segundo Hudson, o registro é real e foi publicado para rebater comentários que apontavam o uso de inteligência artificial ou montagem no vídeo.
A cena gerou ampla repercussão nas redes sociais, com discussões sobre limites de segurança no uso de drones no agronegócio.
O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) informou que apresentou denúncia formal à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em relação às infrações e aos prováveis riscos registrados no vídeo.
“A entidade repudia de maneira veemente a atitude registrada no vídeo, que não apenas evidencia riscos à segurança das pessoas e ao meio ambiente, como confronta diretamente os princípios de responsabilidade, profissionalismo e compromisso com a segurança que norteiam o setor aeroagrícola brasileiro”, informa nota do Sindag.
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Custo elevado de produção pressiona algodão e área recua 8% em Mato Grosso

Os custos elevados de produção seguem pressionando a rentabilidade das lavouras de algodão em Mato Grosso. Motivo que impulsiona uma redução de 8,06% na área no atual ciclo em relação à safra 2024/25. Diante disso, as perspectivas apontam um decréscimo de 15,16% na produção de pluma.
As projeções constam em relatório divulgado na segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo o levantamento, a previsão é semear 1,42 milhões de hectares nesta safra 2025/26 com a fibra. Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso recentemente, até o dia 30 de janeiro 67,75% da extensão projetada já havia recebido as sementes.
A queda na área é observada “em todas as regiões”, pontua o Instituto. A mais acentuada é na região Nordeste de 84,3 mil hectares para 60,6 mil, retração de 28,04%. Já na região Norte 15,55%, devendo a área ficar em 21,4 mil hectares. Na região Centro-Sul do estado a previsão é de 10,81%.
Produção de algodão recua em mais de 15%
Em relação à produtividade, conforme o Imea, foi mantida a metodologia de média ponderada das safras anteriores, ficando em 290,88 arrobas por hectare, 7,69% inferior ao observado na safra 2024/25.
Com isso, considerando a menor projeção de área de cultivo, a produção de algodão em caroço foi estimada em 6,21 milhões de toneladas, queda de 15,13% no comparativo com a safra passada, quando 7,32 milhões de toneladas foram colhidas.
Já a produção de pluma ficou prevista na nova revisão em 2,56 milhões de toneladas, volume 15,16% abaixo das 3,01 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25.
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Operação CNPJ na Cela desarticula esquema de fraude fiscal no setor de grãos em Mato Grosso

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação CNPJ na Cela. A ação visa desarticular um grupo criminoso envolvido em um esquema de sonegação fiscal na comercialização de grãos. Ao todo, são cumpridas 50 ordens judiciais, incluindo nove mandados de busca e apreensão em Rondonópolis e Várzea Grande, além de 21 ordens de suspensão do exercício de atividades econômicas das empresas e do registro profissional de um contador.
As investigações da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) revelaram que a organização utilizava cadastros regulares para simular capacidade operacional inexistente. O grupo captava dados de pessoas humildes ou com vínculos com o sistema prisional para criar empresas “fantasmas”. Em um dos casos mais graves, as diligências constataram que uma dessas empresas possuía como sede oficial o endereço de uma penitenciária em Rondonópolis.
A operação é um desdobramento da “Inter Partes”, da Polícia Civil de Mato Grosso, e integra o programa estadual Tolerância Zero Contra Facções Criminosas. Além da fraude tributária, os investigadores identificaram indícios de participação de integrantes de organizações criminosas no esquema. O Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Mato Grosso foi o responsável por deferir os mandados, que incluem o afastamento de sigilo de dados telemáticos.
Segundo a Defaz, o papel do contador era fundamental para a “engenharia da fraude”, conferindo uma aparência de legalidade às transações que não possuíam lastro físico ou econômico. O Cira-MT, que coordena os trabalhos, reúne o Ministério Público, Polícia Civil, Sefaz, PGE e a Controladoria Geral do Estado.
Escárnio contra a fiscalização
O delegado João Paulo Firpo Fontes, responsável pelo inquérito, classifica o uso de um presídio como sede de empresa como um atestado de audácia dos criminosos. “A investigação descortinou o esquema, demonstrando que tal audácia não será tolerada pelo Estado”.
O delegado titular da Defaz, Walter de Melo Fonseca Júnior, reforça que o uso de “laranjas” dificultava a identificação dos verdadeiros líderes.“A participação ativa do contador na engenharia da fraude, com o objetivo de conferir aparência de legalidade, demonstra a astúcia dos investigados em ocultar as práticas ilícitas”.
Impacto na economia e arrecadação
A atuação conjunta é vista como essencial para manter o equilíbrio no setor de grãos, pilar da economia mato-grossense. O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére afirma que a integração das instituições protege a sociedade. “Tal integração fortalece o combate ao crime organizado e protege a sociedade mato-grossense“.
Para o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Luiz Gallo, o esquema feria a livre concorrência. “A utilização de empresas de fachada não apenas lesa o erário, mas fere a livre concorrência, prejudicando o produtor e o empresário que atuam dentro da legalidade. O cruzamento de dados e a atuação integrada do Cira permitem que identifiquemos essas simulações, garantindo o monitoramento e a fiscalização do setor de grãos, vital para nossa economia”.
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