Sustentabilidade
NY fecha com ganhos no algodão, com suporte em aumento nos preços na China e na expectativa de menor área nos EUA – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta terça-feira.
O algodão subiu nesta terça com o mercado tentando acompanhar as recentes altas nos preços na China, com investidores também precificando expectativas de uma área plantada menor de algodão nos Estados Unidos. O mercado ainda lidou com a volatilidade do petróleo, que oscilou entre os territórios positivo e negativo.
As exportações brasileiras de algodão somaram 452,491 mil toneladas em dezembro (22 dias úteis), com média diária de 20,567 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 707,371 milhões, com média de US$ 32,153 milhões. As informações são do Ministério da Economia.
Em relação à igual período do ano anterior, houve um alta de 28,2% no volume diário exportado (16,803 mil toneladas diárias em dezembro de 2024). Já a receita diária teve valorização de 14,2% (US$ 29,502 milhões diários em dezembro de 2024).
Os contratos com entrega em março/2026 fecharam o dia a 65,06 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,41 centavo, ou de 0,6%. Maio/2026 fechou a 66,43 centavos, valorização de 0,44 centavo, ou de 0,7%.
Fonte: Lessandro Carvalho – Safras News
Sustentabilidade
Da crise à soja com IA: como José Bisneto transformou dificuldade em frente de produção

Na história de José Bisneto, a soja entrou muito depois. Antes dela vieram os canaviais de Pernambuco, as usinas da família, as viagens pelas estradas do Nordeste e uma sucessão de crises que, em vez de interromper sua trajetória, acabaram abrindo novas portas.
Hoje, sua produção de cana, açúcar e álcool divide espaço, em proporções semelhantes, com a produção de grãos, como soja e milho. No campo, a experiência acumulada ao longo de décadas se encontra com agricultura de precisão, dados e inteligência artificial.
Mas, antes de chegar à soja, foi preciso aprender a recomeçar. “Eu nasci dentro de uma usina e me criei, cresci dentro de uma usina. Então, conhecia tudo e sempre fui um empolgado com a cana-de-açúcar, o processo industrial. Todo esse setor me encantava”, conta.
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Pernambucano, nasceu em uma família de usineiros e cresceu entre máquinas, canaviais e o movimento das usinas. Nos anos 1980, a usina da família quebrou, em meio a mais uma crise do setor sucroenergético.
Foi nesse período que Bisneto encontrou uma nova oportunidade. Com o avanço do álcool combustível, novas destilarias surgiam no Nordeste, muitas delas comandadas por pecuaristas que tinham terra, mas não tinham experiência na fabricação de álcool. Ele começou a comprar melaço, subproduto da fabricação de açúcar, e revendê-lo às novas destilarias.
O comércio cresceu e o levou a percorrer o Nordeste. Até que uma das usinas para as quais havia comprado antecipadamente toda a produção de melaço da safra seguinte quebrou. O dinheiro já estava comprometido. A produção, paga. Restava decidir o que fazer.
A resposta foi assumir a usina. “Os donos me chamaram para explicar que tinham quebrado, que não havia solução e que eu estava com toda a safra comprada e paga antecipadamente. Então não restou outra alternativa a não ser assumir a usina.”
O pontapé para a produção de soja
A experiência acumulada dentro das usinas ajudou na recuperação da produção. Em 1989, veio a segunda usina, em Sergipe. Mais tarde, diante das dificuldades de produzir cana no Nordeste, Bisneto levou sua experiência para o Centro-Sul, onde passou a atuar também em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
“A partir de 1950, a produção do Sul e Sudeste cresceu de uma maneira muito grande. Para quem tinha o conhecimento das dificuldades que a gente tinha no Nordeste, para mim foi muito entusiasmante começar a produzir no Centro-Sul.”
“Eu resolvi diversificar porque o nosso balanço final estava no vermelho, sempre no vermelho. Aproveitei algumas terras, como nós já tínhamos muitas terras nessas usinas, e comecei a produzir soja. Era um aprendizado. Comecei a produzir soja e me entusiasmei.”
O que começou como uma alternativa para enfrentar uma crise ganhou outra dimensão. A soja passou a dividir espaço com a cana e, com o tempo, se tornou uma atividade tão importante quanto ela. A entrada nos grãos também trouxe uma nova forma de trabalhar a terra, combinando a experiência acumulada no campo com agricultura de precisão, dados e, mais recentemente, inteligência artificial.
A IA como aliada
Hoje, a agricultura de precisão permite que os insumos sejam aplicados de acordo com aquilo que cada pedaço do solo realmente precisa. Na prática, isso significa tomar decisões diferentes para cada talhão, considerando características específicas da área. A inteligência artificial levou esse processo um passo adiante.
Em uma das experiências, dados de diferentes safras foram cruzados considerando época de plantio, variedades, tipos de solo e produtividade de cada talhão. O resultado foi um mapa de decisões sobre qual variedade plantar, em qual área e em qual momento.
Com o apoio da IA Gemini, do Google, o grupo consegue identificar a variedade ideal de soja para cada área da fazenda, considerando solo, clima e produtividade histórica. A ferramenta funciona como complemento ao trabalho dos agrônomos, reunindo informações que seriam difíceis de analisar de forma conjunta.
“São milhares e milhares de dados que não dá para você calcular. A IA cruzou todos esses dados para, no fim, me dar o seguinte resultado: talhão tal, você precisa plantar na primeira quinzena de outubro com a variedade tal.”
Para Bisneto, o avanço da inteligência artificial não significa deixar as decisões do campo nas mãos da tecnologia. Ele vê a ferramenta como uma aliada do profissional, capaz de organizar e cruzar uma quantidade de informações que seria difícil analisar de outra forma. A decisão, porém, continua dependendo de quem conhece a terra, entende o negócio e sabe interpretar os resultados.
“Ela faz todos esses cálculos, mas a cabeça do engenheiro agrônomo e de gente estudiosa vai usar a inteligência artificial. Ela será usada a serviço do profissional, e não o profissional a serviço da IA”, aponta.
É nessa parceria que Bisneto vê o futuro da tecnologia no campo. A inteligência artificial pode ajudar a encontrar padrões, comparar informações e apontar possibilidades, mas não substitui a experiência de quem trabalha com a terra. Para ele, a tecnologia deve estar a serviço do profissional, ampliando sua capacidade de análise e ajudando na tomada de decisão.
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Sustentabilidade
Soja: por que o manejo de nematoides está ampliando seu foco no Brasil – MAIS SOJA

O Brasil cultiva mais de 49 milhões de hectares de soja e lidera a produção mundial da oleaginosa. Ao mesmo tempo, os nematoides seguem entre os principais desafios fitossanitários da cultura, causando prejuízos bilionários à produção todos os anos. Nesse cenário, cresce o interesse por soluções capazes de fortalecer a planta desde o início do ciclo, aumentando sua capacidade de responder aos estresses e preservar o potencial produtivo da lavoura.
Se, por décadas, boa parte das estratégias esteve concentrada no controle do patógeno, uma nova geração de tecnologias amplia esse conceito ao direcionar o olhar para outro protagonista da lavoura: a própria planta e sua capacidade de manter a performance diante dos desafios da safra.
Esse movimento ganha espaço no mercado com tecnologias como o Teikko™, primeiro nematicida bioquímico para tratamento de sementes de soja introduzido no Brasil pela PI AgSciences. Mais do que incorporar uma nova ferramenta ao manejo, a tecnologia reforça uma abordagem que complementa as estratégias tradicionais de controle dos nematoides ao priorizar o fortalecimento fisiológico da cultura. Ele atua de dentro para fora e ativa as defesas naturais da planta, promovendo melhor arranque e desenvolvimento em condições de pressão de nematoides.
No campo, essa estratégia é percebida por características valorizadas pelo produtor, como maior vigor, raízes mais saudáveis, melhor uniformidade da lavoura, redução do amarelecimento e maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo. Esses benefícios também são percebidos pelos pesquisadores.
“A Fundação MS trabalha com o Teikko™, bioquímico que atua contra vários nematoides. Foram realizados trabalhos em São Gabriel do Oeste, em Ponta Porã e Maracaju e houve uma grande redução de 80 a 90 por cento em nematoides que afetam a cultura agrícola, dependendo da situação e área de produção. Com isso é possível concluir que esse bioquímico tem respondido muito bem na redução populacional, devido a ter um ativador de resistência”, explica Andressa Brida, pesquisadora da Fundação MS.
Além dos benefícios agronômicos, a tecnologia também oferece praticidade operacional. Por não utilizar organismos vivos em sua formulação, proporciona maior flexibilidade de armazenamento e manejo, facilitando sua adoção em diferentes sistemas de produção.
“Os nematoides podem causar perdas superiores a 10% na produtividade anualmente. É uma dor muito latente para o produtor, que sente esse impacto diretamente no bolso todos os anos. Na prática, isso significa que, a cada dez anos, o produtor pode perder o equivalente a uma safra inteira por conta desse problema”, conta Gabriel Dutra, especialista em desenvolvimento de mercado.
Para a PI AgSciences, essa evolução só acontece de forma consistente quando ciência, inovação e campo caminham juntos. Por isso, a empresa atua em parceria com pesquisadores, consultores, distribuidores, cooperativas, revendas e produtores rurais para acelerar a adoção de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais eficiente, resiliente e sustentável. Recentemente, vários encontros foram realizados em diversas regiões do país com consultores de elite, exatamente para ampliar o debate sobre a evolução do manejo de nematoides.
“O produtor brasileiro convive com desafios cada vez mais complexos e precisa de tecnologias que entreguem valor de forma consistente no sistema produtivo. A PI AgScienceslidera a ciência de uma linha de produtos que é a mais nova fronteira tecnológica na proteção de cultivos. Teikko™ nasce justamente dessa busca por novas respostas a um problema relevante para a soja brasileira. Mais do que disponibilizar uma nova solução, ele é a escolha inteligente para o manejo de nematoides no país, combinando inovação, conhecimento científico e resultados no campo”, destaca Jonas Cuzzi, Head Brasil da PI AgSciences.
Sobre a PI AgSciences
A PI AgSciences é a unidade de soluções para agricultura da PI Industries, grupo global de ciências da vida com mais de 80 anos de atuação e presença em mais de 40 países. A companhia desenvolve tecnologias agrícolas com base em ciência, pesquisa e inovação, com foco em oferecer soluções para os principais desafios da agricultura moderna. PI AgSciences – Reimagining a Healthier Planet.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Milho fecha em alta em Chicago com preocupações sobre oferta global – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelas preocupações em torno da oferta global do produto. As tensões na região do Mar Negro geraram dúvidas sobre a capacidade da Ucrânia de manter suas exportações com o aumento dos conflitos com a Ucrânia. Na Europa, o serviço de monitoramento de safras MARS reduziu pelo segundo mês consecutivo sua previsão para a produtividade do milho da União Europeia, após o calor e a seca continuarem prejudicando as lavouras. No Brasil, o temor esteve no quadro climático complicado previsto para a produção de grãos em razão do fenômeno El Niño.
Para a safra norte-americana houve indicativo de que a produtividade do cereal fique abaixo da prevista pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Na semana passada a Pro Farmer projetou um rendimento médio do milho dos Estados Unidos em 173,2 bushels por acre, abaixo dos 180,7 bushels por acre previstos pelo USDA.
O recuo do petróleo em Nova York, a valorização do dólar em relação a outras moedas e o desempenho mais fraco na demanda para o cereal estadunidense limitaram os ganhos de serem mais expressivos no pregão.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.296.271 toneladas na semana encerrada no dia 20 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.944.870 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.338.532 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro de 2025, as inspeções somam 82.281.525 toneladas, contra 65.559.108 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,15 1/2, alta de 7,00 centavos, ou 1,37% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,30 1/4, avanço de 6,75 centavos, ou 1,28% por bushel em relação ao fechamento anterior.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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