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24 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Cercospora: cuidados tardios podem comprometer produtividade da soja em até 20% – MAIS SOJA

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A cercospora é uma doença foliar que não preocupava muito produtores de soja no Brasil, mas seu impacto tem se intensificado com a adoção de cultivares mais produtivas e compactas. Nesse novo cenário, a perda de folhas representa queda direta na produtividade. Discreta no início, a cercospora se instala nas folhas inferiores, formando manchas arroxeadas que facilmente passam despercebidas, confundidas com envelhecimento natural ou deficiência nutricional. Quando os sintomas se tornam visíveis, o prejuízo já está instalado — e pode chegar a até 20% da produção, segundo a Embrapa.

A doença é uma ameaça silenciosa e compromete a lavoura antes mesmo de ser percebida. “Com a mudança no perfil das plantas de soja, que hoje são mais densas e menos tolerantes à perda de área foliar, o impacto da cercospora se tornou mais evidente. No passado, a desfolha era tolerada. Hoje, cada folha importa. E perder folhas para a doença significa perder sacas por hectare”, comenta Patrícia Guerra, gerente Sênior de Marketing Cultivo e Portfólio Soja da BASF Soluções para Agricultura.

Por se manifestar de forma discreta e progressiva, por desconhecimento, muitas vezes a cercospora não recebe a atenção necessária no campo. Produtores tendem a priorizar no planejamento o controle de doenças mais conhecidas, como a ferrugem e a mancha-alvo, enquanto os danos da cercospora avançam de forma irreversível. “Na prática, a manifestação começa muito antes do que se imagina. Os danos iniciais, embora sutis, afetam o potencial produtivo de forma definitiva. Por isso, o manejo deve ser feito ao longo de todo o ciclo da soja”, reforça Patrícia.

Além de comprometer a produtividade, a cercospora pode estar presente desde o início da safra. Uma pesquisa da Embrapa Soja revela que até 16% das sementes aparentemente saudáveis já carregam o fungo, o que significa que muitas lavouras começam o ciclo com a doença instalada. E os prejuízos vão além da queda no rendimento: as lesões nas folhas reduzem a capacidade fotossintética da planta e prejudicam o enchimento dos grãos. O resultado são sementes menores, mais leves, com menor teor de proteína e óleo, além da mancha púrpura — que afeta diretamente a aparência, aumenta o percentual de descarte, e se não tratada afeta o vigor e a germinação, impactando tanto a comercialização quanto o uso na safra seguinte.

Para enfrentar esse desafio, especialistas recomendam práticas como o uso de sementes sadias e tratadas, rotação de culturas com gramíneas e aplicação antecipada de fungicidas. “Combinar diferentes tipos de fungicidas e aplicar de forma eficiente e no momento certo é essencial para proteger a lavoura e evitar perdas”, orienta Ana Claudia Ruschel Mochko, da Fundação MS para a Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias.

Tecnologias que protegem a soja do plantio à colheita

Proteger a lavoura contra doenças foliares exige planejamento e visão de longo prazo. Pensando nisso, a BASF Soluções para Agricultura desenvolveu o conceito Escudo Verde, uma abordagem integrada que ajuda o agricultor a enfrentar os principais desafios sanitários da soja, como ferrugem asiática, mancha-alvo e cercospora. “Nosso objetivo é proteger cada folha, desde o baixeiro até o ponteiro, formando um verdadeiro escudo verde contra as doenças”, explica Caio Santilli, gerente de fungicidas da BASF.

Dentro dessa estratégia, fungicidas como Belyan®, Blavity® e Keyra® são posicionados em diferentes momentos do ciclo da soja para garantir proteção contínua contra doenças foliares. Cada solução foi desenvolvida para oferecer eficácia e segurança agronômica, permitindo ajustes conforme as condições da lavoura e da região, dentro de um manejo integrado que prioriza produtividade e sustentabilidade.

Além das tecnologias promissoras em campo, a companhia investe continuamente em pesquisa para antecipar problemas e oferecer soluções que transformem o manejo. Entre as inovações em desenvolvimento, dois fungicidas que contam com uma tecnologia inédita – um modo de ação pesquisado e pensado para o mercado brasileiro, o que pode redefinir o controle de ferrugem da soja no Brasil. Além destes, a empresas também está estudando um novo grupo de fungicidas para auxiliar os produtores brasileiros no controle de manchas foliares.

“Estamos prontos para escrever o próximo capítulo da agricultura com soluções que colocam o produtor no centro, transformam o manejo e trazem visibilidade para problemas que muitas vezes passam despercebidos. Nosso compromisso é unir ciência, tecnologia e proximidade com o campo para garantir que cada decisão seja mais assertiva e cada safra mais produtiva”, reforça Patrícia Guerra.

Complementando esse portfólio, ferramentas digitais como o xarvio® ajudam a tornar o manejo mais eficiente, indicando o momento ideal para aplicação com base em dados reais de campo. Essa integração entre tecnologia e estratégia é essencial para proteger cada folha e garantir produtividade.

Com investimento anual superior a €915 milhões em pesquisa e desenvolvimento, a BASF reafirma seu compromisso com a inovação e com a sustentabilidade da agricultura, atuando como parceira do agricultor na construção de lavouras mais produtivas e resilientes. “Esse esforço posiciona a BASF como a melhor parceira do agricultor ao longo de toda a sua jornada no campo, contribuindo não apenas para a rentabilidade das lavouras, mas também para a sustentabilidade e longevidade dos sistemas produtivos”, finaliza Patrícia.

Sobre BASF Soluções para Agricultura

Tudo o que fazemos, fazemos por amor à agricultura. A agricultura é fundamental para fornecer alimentos saudáveis e acessíveis suficientes para uma população em rápido crescimento, ao mesmo tempo em que reduz os impactos ambientais. É por isso que trabalhamos com parceiros e especialistas para integrar nossos compromissos de sustentabilidade em todas as nossas decisões de negócio. Com €919 milhões em 2024, investimos em uma sólida estrutura de P&D, combinando ideias inovadoras com ações práticas no campo. Nossas soluções são desenvolvidas para os diversos sistemas produtivos. Conectamos sementes e biotecnologias, soluções de proteção de cultivos, ferramentas digitais e iniciativas de sustentabilidade com o objetivo de contribuir com agricultores, agricultoras e outros elos da cadeia produtiva para que tenham os melhores resultados. Com equipes especializadas nos laboratórios, campo, escritório e produção, nós fazemos tudo o que está ao nosso alcance para construir um futuro sustentável na agricultura. Em 2024 nossa área gerou vendas de €9.8 bilhões. Para mais informações, por favor visite www.agriculture.basf.com ou nossos canais nas redes sociais.

Sobre a BASF

Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: queremos ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 112 mil colaboradores e colaboradoras do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos de Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de € 65,3 bilhões de euros em 2024. As ações da companhia são negociadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Mais informações em www.basf.com.

Fonte: Assessoria de Imprensa BASF



 

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Chicago perde força e deve manter comercialização de soja contida – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de negócios contidos, reflexo da perda de força na Bolsa de Mercadoria de Chicago. Por lá, pesa um movimento de realização de parte dos lucros acumulados na última semana. Por aqui, o dólar abriu com leve alta frente ao real, mas encontra dificuldade de romper a casa de R$ 5,15. Se não ocorrerem novidades, o produtor deve seguir em cima do muro,

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou a semana com movimentos contidos em termos de volume comercializado, apesar da manutenção de preços firmes tanto nos portos quanto na indústria. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o basis permanece bastante fortalecido, mas o spread entre as ofertas dos compradores e as pedidas dos vendedores segue elevado.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por volatilidade. Silveira destaca que o Crop Tour surpreendeu ao projetar uma produtividade maior para a safra norte-americana, depois de algumas amostras ao longo da semana apresentarem resultados menos favoráveis. Por outro lado, houve grandes reportes de vendas da safra nova dos Estados Unidos, de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, com a China respondendo por cerca da metade desse volume.

“O dólar apresentou recuos firmes, enquanto os prêmios compensaram parte desses ajustes”, observa Silveira. De maneira geral, as cotações oscilaram entre a estabilidade e leves quedas, sem alterar os bons patamares de preços observados atualmente.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 147,00 para R$ 146,50, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 148,00 para R$ 147,50. Em Cascavel (PR), as cotações permaneceram em R$ 144,00. Em Rondonópolis (MT), os preços seguiram em R$ 138,00, enquanto em Dourados (MS) a saca permaneceu em R$ 135,50. Já em Rio Verde (GO), a cotação continuou em R$ 138,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 153,50 para R$ 155,00. Em Rio Grande (RS), as referências recuaram de R$ 155,00 para R$ 154,50.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com perdas. A posição novembro/26 do grão recuava 0,40%, cotada a US$ 12,34 1/2 por bushel.

* O mercado busca realizar parte dos ganhos acumulados na semana anterior, quando avançou mais de 3%. A pressão sobre os preços é reforçada pela queda do petróleo em Nova York, enquanto investidores aguardam detalhes das novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, que serão apresentados pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,14%, a R$ 5,1495. O Dollar Index registra alta de 0,11%, a 98,981 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. China, -0,59%. Japão, -0,74%.

* As bolsas na Europa operam sem sentido definido. Paris, -0,09%. Frankfurt, -0,03%. Londres, +0,02%.

* O petróleo opera em forte baixa. Outubro do WTI em NY: US$ 85,32 o barril (-1,99%).

AGENDA

—–Segunda-feira (24/08)

12:00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA.

15:00 – Balança comercial parcial de agosto/MDIC.

17:00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA.

—-Terça-feira (25/08)

03:00 – Alemanha: Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

—–Quarta-feira (26/08)

09:00 – IPCA-15 de agosto/IBGE.

09:30 – EUA: PIB – 2ª estimativa (2º trimestre).

09:30 – EUA: Índice PCE (julho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

—–Quinta-feira (27/08)

08h30 – Zona do Euro: Ata da última reunião de política monetária.

09:00 – Pnad de julho/IBGE.

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (28/08)

04:55 – Alemanha: Dados do mercado de trabalho de agosto, incluindo desemprego.

08:00 – IGP-M de agosto/FGV.

09:00 – Índice de Preços ao Produtor de julho/IBGE.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– Dados de julho do Caged/Ministério do Trabalho.

Autor/Fonte: Rodrigo Ramos – rodrigo@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Retração vendedora e cenário externo sustentam preços – MAIS SOJA

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O milho segue em valorização no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. Segundo o Cepea, as altas no mercado internacional e as preocupações com o clima nos próximos meses influenciam os avanços dos preços no Brasil.

Neste contexto, de acordo com o Centro de Pesquisas, produtores reduziram o interesse em negociar tanto no spot quanto para entrega futura e exportação. Nos Estados Unidos, expectativas de queda na produtividade das lavouras, o que pode reduzir a oferta global do cereal, elevaram expressivamente as cotações internacionais. As perspectivas desfavoráveis para a produção na União Europeia e as incertezas sobre o conflito no Mar Negro também dão suporte aos preços futuros.

Pesquisadores do Cepea ressaltam ainda que, refletindo as preocupações com a oferta nas próximas semanas e aguardando valorizações mais expressivas, vendedores limitam o volume de mercadoria para negociações, enquanto compradores indicam necessidade de aumentar os valores para compra, no intuito de recompor estoques.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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