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Sustentabilidade

Em sessão volátil, Chicago fecha em baixa no trigo seguindo ampla oferta – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (6) em baixa, em um pregão marcado por elevada volatilidade e ausência de direção definida ao longo do dia. O tom negativo foi reforçado pela disputa acirrada pela demanda internacional e pela valorização do dólar frente a outras moedas, fator que reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado externo. Esses elementos limitaram qualquer tentativa de sustentação mais consistente das cotações, mesmo diante de fatores pontuais de suporte.

Entre os elementos de apoio, o mercado encontrou algum respaldo em movimentos de recuperação técnica, após quedas registradas em cinco dos seis pregões anteriores. Além disso, o avanço do quadro de seca nas Planícies norte-americanas e o aumento das tensões na região do Mar Negro, área estratégica para o comércio global de grãos, estiveram no radar dos investidores ao longo da sessão.

De acordo com a consultoria SovEcon, a estimativa de exportações de trigo da Rússia para a safra 2025/26 foi revisada para cima em 4 mil toneladas, elevando o total projetado para 44,6 milhões de toneladas. Segundo a Interfax, o ajuste reflete o ritmo acelerado dos embarques e a melhora nas margens de exportação, reforçando a percepção de oferta abundante no mercado internacional.

Os contratos com entrega em março de 2026 fecharam cotados a US$ 5,10 1/2 por bushel, baixa de 2,00 centavos, ou 0,39%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2026 encerraram a US$ 5,21 1/4 por bushel, queda de 2,25 centavos, ou 0,42%.

Fonte: Luciana Abdur – Safras News



 

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Sustentabilidade

Soja/Ceema: Mercado da soja oscila com tensão geopolítica e expectativa de plantio nos EUA – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 20/03/2026 e 26/03/2026

A cotação da soja, em Chicago, após atingir a US$ 12,13/bushel no dia 12/03 (para o primeiro mês cotado), a mais alta cotação desde o início de junho de 2024, recuou, chegando a US$ 11,55 nos dias 16 e 24 de março. Todavia, na sequência voltou a subir, fechando a quinta-feira (26) em US$ 11,73/bushel.

Sob pressão das idas e vindas da guerra no Oriente Médio, o mercado espera com atenção o relatório de intenção de plantio nos EUA, previsto para o próximo dia 31/03. Existe forte tendência de uma redução na área a ser semeada com soja em 2026 naquele país. Caso isso se confirme, o movimento tende a ser baixista para as cotações da oleaginosa logo
adiante, caso a guerra não traga outras novidades.

Enquanto isso, no Brasil, os preços pouco se movimentaram, com o saco de 60 quilos registrando, na semana, valores médios entre R$ 98,00 e R$ 119,00 nas diferentes praças nacionais. Um mês atrás tais preços estiveram entre R$ 99,00 e R$ 117,00. Aqui no Rio Grande do Sul, as principais praças praticaram R$ 117,00/saco. Até o dia 19/03 a colheita da soja no Brasil chegava a 68% da área semeada, contra 80% na mesma época do ano anterior.

Ao mesmo tempo, o câmbio se mantém entre R$ 5,20 e R$ 5,25 na média deste mês de março, segurando os preços. O próprio óleo de soja, que disparou em Chicago após o início do conflito no Oriente Médio, se estabilizou em valores um pouco mais baixos nos últimos dias, embora tenha fechado a quinta-feira (26) em forte alta, atingindo a 68,02 centavos de dólar por libra-peso.

Dito isso, nos EUA, na semana encerrada em 19/03, este país embarcou 1,1 milhão de toneladas de soja, acumulando, no atual ano comercial, 29,2 milhões de toneladas, ou seja, 27% a menos do que o exportado na mesma época do ano anterior.

Por sua vez, as importações chinesas de soja dos EUA caíram nos dois primeiros meses de 2026, em relação ao ano anterior, já que a maioria das remessas, após uma trégua comercial no final de outubro, ainda não chegou. O maior importador de soja do mundo comprou 1,49 milhão de toneladas de soja estadunidense em janeiro e fevereiro, consolidando um recuo de 83,7% em relação aos 9,13 milhões de toneladas do ano anterior.

O mercado espera que Trump e Xi Jinping, presidente da China, se reúnam para dar mais clareza aos negócios entre os dois países (cf. Alfândega da China). Já as importações de soja procedentes do Brasil cresceram 82,7% no bimestre, atingindo a 6,56 milhões de toneladas no bimestre. Entretanto, o mercado está preocupado com o fato de que os controles fitossanitários mais rigorosos do Brasil e o prolongado desembaraço alfandegário da China possam diminuir o ritmo das chegadas nos próximos meses.

Enfim, os chineses importaram 3,27 milhões de toneladas da Argentina no primeiro bimestre do ano, contra apenas 111.603 toneladas no mesmo período do ano anterior. Na prática, a suspensão temporária dos impostos de exportação (as retenciones) na Argentina, em setembro passado, levou a um aumento nas compras de soja pela China (cf. JCI).

E aqui no Brasil, enquanto o quadro mais lógico indica uma colheita final entre 175 e 178 milhões de toneladas, dadas as quebras climáticas no Sul do país, o Rally da Safra, promovido pela Agroconsult, aponta um volume recorde 184,7 milhões de toneladas. Este número se deve à melhoria da produtividade em grande parte do país, a qual compensaria as quebras no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, a produtividade média no país ficará em 62,7 sacos/hectare, com 4,6% de aumento sobre o ano anterior.

Entre os destaques positivos da safra 2025/26 estão Mato Grosso, maior produtor brasileiro, e a Bahia. Somente o Mato Grosso, por este levantamento, produziria 51,3 milhões de toneladas. Lembrando que a Conab espera uma colheita de 177,8 milhões de toneladas. Se o analista privado estiver correto, os estoques finais, neste atual ano comercial, saltam para 14 milhões de toneladas, com potencial para pressionar ainda mais os preços para baixo.

Fonte: Ceema



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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Sustentabilidade

Endividamento: falta apenas um gesto – MAIS SOJA

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Nas últimas safras, agricultores de norte a sul do Brasil amargaram perdas de produção, preços baixos combinados a custos de produção elevados e crédito para plantar a safra com juros elevadíssimos. Como o Brasil não tem um seguro rural eficiente, o resultado foi uma inadimplência recorde, contração do Plano Safra e ameaça de tomada de propriedades e bens dos agricultores por parte dos bancos.

Os agricultores sabem que buscar uma solução para o endividamento agrícola é prioridade máxima para as entidades do setor. E mesmo com intensa pressão sobre o governo por uma solução, que até o momento ela não veio.

Mas o Senado Federal pode ajudar a socorrer os produtores que estão em dificuldade para honrar seus compromissos e poder plantar a próxima safra. E neste momento, o que falta é apenas um gesto, uma decisão, um movimento assertivo na direção de aliviar a angústia dos agricultores endividados.

Este gesto é a indicação de um senador para relatar o projeto de lei 5122, de 2023, que trata da renegociação das dívidas dos produtores que se encontram nesta situação lastimável.

Por isso, pedimos que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal indique, urgentemente, um relator para o PL 5122.

Desta forma, poderemos, ao menos, levar a opinião pública a entender a realidade enfrentada pelo produtor rural e, assim, dialogar com o Governo para encontrarmos uma solução que mantenha o nosso agricultor na atividade.

Fonte: Aprosoja Brasil

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Sustentabilidade

Milho/Ceema: Mercado do milho oscila em Chicago e mantém viés de alta no Brasil – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 20/03/2026 e 26/03/2026

As cotações do milho, em Chicago, após alcançarem US$ 4,69/bushel na terceira semana de março, iniciaram a presente semana (a quarta do mês) em baixa, com o bushel fechando em US$ 4,59 na segunda-feira (23). O valor da semana anterior (4,69) não era visto desde 28/04/2025 naquela bolsa. Mas o fechamento desta quinta-feira (26) melhorou, ficando em US$ 4,67/bushel.

Ainda nos EUA, os embarques de milho na semana encerrada em 19/03 atingiram a 1,7 milhão de toneladas, somando um total de 44,6 milhões de toneladas no atual ano comercial, o que representa 38% acima do mesmo período do ano anterior.

E aqui no Brasil os preços pouco se alteraram, porém, existe um leve viés de alta. Todavia, muitas praças estiveram sem cotação. Daquelas que indicaram preços, os valores giraram entre R$ 52,00 e R$ 69,00/saco, enquanto no Rio Grande do Sul as principais praças locais permaneceram em R$ 56,00/saco.

O plantio da safrinha atingiu a 97% no Centro-Sul brasileiro, enquanto nossas exportações do cereal atingiram a 784.176 toneladas nos primeiros 15 dias úteis de março, sendo que a média diária representa 14% acima da registrada no mês de março do ano passado. O preço pago por tonelada caiu 5,5% ficando em US$ 227,10 em março de 2026 contra os US$ 240,30 de março de 2025.

Dito isso, existem preocupações sobre a capacidade de o Brasil manter esse fluxo de exportações aquecido ao longo do ano, principalmente diante dos conflitos envolvendo o Irã, que foi o principal comprador de milho brasileiro no ano passado, atingindo pouco mais de 9 milhões de toneladas. Assim, o mercado interno brasileiro continua sendo o principal consumidor de nosso milho.

De forma geral, e dentro da atual realidade de mercado, os preços do milho no Brasil se mantêm firmes. Muitos produtores estão retraídos, esperando o desenrolar da guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre o custo de transporte e de produção no país.

Aqui a Agroconsult estima uma redução de 7,6% na safrinha, o que resultaria em uma colheita de 114,5 milhões de toneladas nesta segunda safra nacional. Muito irá depender do clima no mês de abril sobre as regiões de produção. A área total da segunda safra estaria sendo esperada em 18,5 milhões de hectares, com crescimento de 2,5%. Assim, somando-se a primeira safra, atingiria a 141,6 milhões de toneladas, ou seja, acima do que vem sendo indicado pela Conab.

Fonte: Ceema



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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