Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve iniciar semana com lentidão na comercialização – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana apresentando lentidão na comercialização do cereal. Além da postura retraída por parte dos produtores na fixação de oferta, a queda significativa do dólar frente ao real também deve influenciar negativamente os negócios. O quadro ocorre mesmo com o avanço na Bolsa de Chicago, outro importante formador de cotações.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes nesta sexta-feira. Mais uma vez, como destaca o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado teve um ritmo lento na comercialização. Segue a expectativa pelas chuvas em regiões produtoras, e a forte valorização do dólar travou as negociações.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 70,00/73,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 69,50/72,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/64,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 70,00/72,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 72,00/75,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 69,50/71,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 64,00/65,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/62,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 58,00/64,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,45 por bushel, alta de 0,25 centavo de dólar, ou 0,05%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado registra mais um pregão no vermelho, pressionado pela expectativa de ampla oferta global. Ao mesmo tempo, o cereal reage à possibilidade de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevar os estoques finais da safra 2025/26. O relatório de oferta e demanda de dezembro será divulgado na próxima terça-feira (9), às 14h. A queda do petróleo em Nova York reforça o quadro negativo.
* Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que os estoques finais de passagem da safra 2025/26 norte-americanos devem ser indicados em 2,166 bilhões de bushels, frente aos 2,154 bilhões de bushels indicados no mês passado.
* Para a safra global 2025/26, os estoques finais de passagem devem ser apontados em 281,3 milhões de toneladas, volume similar ao indicado em novembro. A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2024/25 fiquem em 290,6 milhões de toneladas, abaixo das 291,7 milhões de toneladas indicadas em novembro.
* Na sexta-feira (5), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,44 3/4, com baixa de 2,50 centavos, ou 0,55%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,52 1/4 por bushel, recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,49%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com baixa de 0,56%, cotado a R$ 5,4032. O Dollar Index registra desvalorização de 0,04% a 98,95 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços firmes. Xangai, +0,54%. Japão, +0,18%.
* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, -0,22%. Frankfurt, +0,32%. Londres, -0,02%.
* O petróleo opera com baixa. Janeiro do WTI em NY: US$ 59,53 o barril (-0,91%).
AGENDA
– A ANFAVEA divulga, às 11h, os dados de produção, exportação e importação de veículos referentes a novembro, e um balanço sobre o Salão do Automóvel.
– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13h.
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados preliminares de dezembro.
– Dados de comercialização de soja, milho e algodão do MT – Imea, 16h.
– Relatório de condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 18h.
– China: O índice de preços ao consumidor de novembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.
– China: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.
—-Terça-feira (9/12)
– Alemanha: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 4h pelo Destatis.
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
– Relatório de oferta e demanda mundial e dos EUA para grãos – USDA/Wasde, 14h.
– Primeiro dia de reunião do Copom.
—–Quarta-feira (10/12)
– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA e o INPC referentes a novembro.
– Dados trimestrais de abate no Brasil – IBGE, 9h.
– EUA: O índice de preços ao consumidor de novembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
– EUA: A decisão de política monetária, junto com as projeções para a economia, será publicada às 16h pelo FED.
– Segundo dia de reunião do Copom e atualização da Selic.
– Japão: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 20h50 pelo BOJ.
—–Quinta-feira (11/12)
– China: O saldo da balança comercial de novembro será publicado à meia-noite pela alfândega.
– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 7h pela AIE.
– O IBGE divulga, às 9h, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a novembro.
– Nova projeção para a safra brasileira de grãos em 2025/26 – Conab, 9h.
– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado às 10h pela OPEP.
– EUA: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
– Exportações semanais de grãos dos EUA pendentes referentes à semana do dia 11/11 – USDA, 10h30
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (12/12)
– Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de novembro será publicada às 4h pelo Destatis.
– Reino Unido: A leitura mensal do PIB de outubro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Pedro Carneiro / Safras News
Sustentabilidade
Milho/MT: Imea mantém area projetada em 7,39 mi de ha, 1,83% superior à temporada passada – MAIS SOJA

Em fev/26, o Imea manteve as estimativas para a safra de milho 25/26 em MT frente à divulgação anterior. A área permaneceu projetada em 7,39 mi de ha, 1,83% superior à temporada passada, sustentada pela maior demanda interna pelo cereal, e os avanços nas exportações do estado. Quanto à produtividade, o cenário é de incerteza, uma vez que as condições climáticas ao longo do ciclo serão determinantes para o desempenho final, motivo pelo qual o Instituto manteve como referência a média das últimas três safras, estimada em 116,61 sc/ha, 8,38% inferior ao observado no ciclo anterior, marcado por rendimento recorde.
Ademais, andamento da colheita da soja tem favorecido o progresso na semeadura do milho, que segue acima do registrado na safra passada, contudo a produtividade ainda apresenta incertezas, em função das variáveis ao longo do ciclo. Diante da manutenção da área e do rendimento, a produção de milho para a safra 25/26 em MT ficou estimada em 51,72 mi de t, queda de 6,70% ante a safra 24/25.
Confira os principais destaques do boletim:
- AUMENTO: com oscilações negativas no dólar norte-americano, a cotação em Chicago subiu 0,89% ante a última semana, e fechou na média de US$ 4,29/bu.
- REDUÇÃO: com a elevação no nível de oferta regional, em especial no sul do país, a precificação do milho na B3 retraiu 1,76% no comparativo semanal, e ficou na média de R$ 68,71/sc.
- RECUO: pautado pela manutenção das taxas de juros nos EUA e no Brasil, mantendo o diferencial de juros em favor do real, o dólar Ptax caiu 2,08% em relação à última semana.
Na última semana, o preço médio do milho disponível no estado fechou em R$ 46,66/sc, com recuo de 1,30% ante a semana anterior.
O movimento foi influenciado pela maior oferta no estado e por um mercado mais lento nas últimas semanas. A queda do dólar também reduziu a atratividade das exportações, limitando o suporte das vendas externas aos preços no mercado doméstico. No mercado interno, embora o setor de etanol de milho siga como um importante demandante, as indústrias operam, em sua maioria, com estoques mais confortáveis, o que reduz a necessidade de aquisições mais intensas no curto prazo.
Dessa forma, o ambiente de negócios seguiu menos aquecido, com menor volume de negociações. Para as próximas semanas, o mercado deve seguir atento aos desdobramentos do câmbio, à evolução da demanda industrial e ao avanço da semeadura do milho, que tende a reforçar as expectativas de oferta, fatores que podem influenciar pontualmente a formação dos preços no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Soja/MT: Colheita avança no estado e chega à 24,97% da área total semeada – MAIS SOJA

Em fev/26, o Imea manteve a projeção da área de soja em Mato Grosso para a safra 25/26 em 13,01 milhões de ha, alta de 1,67% em relação à safra 24/25. Com o avanço da colheita e a incorporação das informações mais recentes de campo, a estimativa de produtividade foi revisada para cima, alcançando 64,73 sc/ha, alta de 7,06% em relação ao relatório de dez/25. Apesar da preocupação inicial em áreas com cultivares precoces, a melhora das condições climáticas e o bom desempenho das áreas já colhidas resultaram na revisão positiva da produtividade.
Embora o rendimento projetado seja 2,36% inferior ao recorde registrado na safra passada, o potencial produtivo da temporada permanece muito próximo ao do ciclo anterior, sustentado pelos bons rendimentos das áreas já colhidas. Por fim, com a manutenção da área e o aumento na produtividade, a produção de soja para a safra 25/26 foi projetada em 50,52 milhões de t, volume que aponta para um desempenho 0,76% abaixo do consolidado na temporada 24/25.
Confira os principais destaques do boletim:
- QUEDA: o preço da soja no indicador Cepea apresentou decréscimo de 3,52% frente à semana anterior, pautado pela baixa nos prêmios de exportação.
- RECUO: o dólar registrou desvalorização de 2,08% no comparativo semanal, motivada pela manutenção de juros internos no Brasil.
- REDUÇÃO: o preço da soja em grão caiu 2,53% em relação à semana passada, encerrando o período na média de R$ 100,02/sc.
A colheita da soja para a safra 25/26 em MT atingiu 24,97% da área prevista para o ciclo, avanço de 11,09 p.p. ante a semana passada.
Apesar das chuvas pontuais ao longo do período, a retirada da oleaginosa das lavouras no estado segue em ritmo acelerado, com avanço de 12,77 p.p. frente à safra 24/25 e 12,40 p.p. acima da média dos últimos cinco anos.
Esse cenário é pautado pelas janelas de tempo mais firme e maior presença de sol em algumas localidades do estado, o que permitiu o avanço das máquinas nas áreas prontas. Em relação às regiões de Mato Grosso, a Oeste, Médio-Norte e Noroeste seguem sendo as mais avançadas, com 36,70%, 35,41% e 30,08% da área colhida, respectivamente. Por fim, para a próxima semana, as projeções do NOAA indicam acumulados entre 65 mm e 75 mm na maior parte do estado, o que, se confirmado, pode limitar o avanço da colheita em algumas regiões.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Soja/BR: Colheira avança no país e chega à 11,4% da área total – MAIS SOJA

Em MT, a colheita avança com intensidade e é favorecida pela ocorrência de períodos de tempo seco. As produtividades têm superado as estimativas iniciais. No RS, o calendário de plantio foi ampliado e a operação de plantio segue nas áreas colhidas de milho 1ª safra.
No PR, a colheita avança no oeste do estado. Em algumas regiões, o calor e a redução de precipitações afetam o potencial produtivo e aceleram o ciclo da soja. Em GO, a colheita das áreas de sequeiro acelera no sudoeste do estado, com produtividades variadas e relatos de grãos leves.
Há registros de perdas de qualidade de grão devido ao excesso de chuvas. Em MS, a restrição hídrica das lavouras em algumas áreas no sul do estado provoca redução do potencial produtivo. Nas demais regiões, o desenvolvimento da oleaginosa é considerado satisfatório.
Em MG, as lavouras continuam com bom desenvolvimento, mas o excesso de chuvas atrasa a colheita nas áreas irrigadas. Em SP, as chuvas frequentes favorecem o desenvolvimento da cultura. Na BA, a colheita avança nas áreas irrigadas, obtendo-se grãos de boa qualidade.
No TO, a colheita avança nas áreas irrigadas e de sequeiro, com boas produtividades sendo
obtidas. Os bons volumes de chuvas favorecem o desenvolvimento das lavouras em desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos. No MA, as precipitações mais frequentes ajudaram na recuperação de áreas afetadas pelo estresse hídrico em algumas áreas no sul do estado. A colheita na região já foi iniciada.
Nas demais regiões, o plantio avança e as lavouras têm se estabelecido em boas condições. No PI, o plantio se aproxima da finalização e a maioria das áreas apresenta bom desenvolvimento.
Em SC, as lavouras semeadas precocemente já entraram em maturação, com algumas áreas já dessecadas. Entretanto, grande parte da cultura se encontra no estádio de enchimento de grãos e apresenta bom desenvolvimento, apesar do aumento da pressão de doenças.
No PA, o plantio se aproxima da finalização nos polos de Paragominas e Santarém, e as áreas já semeadas apresentam bom desenvolvimento. Já nos polos da BR-163 e Redenção, a colheita avança com produtividades satisfatórias.
Previsão Agrometeorológica (02/02/2026 a 09/02/2026)
N-NE: As chuvas continuarão a ocorrer na maior parte da região Norte, com maiores acumulados no Centro-Sul do AM, metade sul do PA e do TO. No Matopiba e nas demais regiões produtoras do MA, PI e em parte do Centro-Sul da BA, as chuvas previstas favorecerão a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. No restante da região Nordeste, são previstos menores acumulados, que ainda podem ser insuficientes para a recuperação da umidade no solo e um maior avanço na semeadura.
CO: As chuvas continuarão frequentes e bem distribuídas na região, o que favorecerá o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra, sem impactos significativos nos trabalhos de colheita e semeadura. Os maiores volumes de chuva deverão ocorrer em áreas de MT e GO.
SE: Há previsão de chuvas significativas em SP, RJ, Triângulo e Sul de MG. Nas demais áreas, os volumes serão menores. No geral, a regularidade e a distribuição das chuvas favorecerão o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra, sem impactos significativos nos trabalhos de campo, além de beneficiar o crescimento da cana-de-açúcar e a granação dos frutos do café.
S: Há previsão de chuvas no início da semana em SC e no PR, podendo ser intensas no Norte paranaense. Chuvas esparsas ainda deverão ocorrer no decorrer da semana em outras áreas, mantendo as condições de umidade favoráveis para o manejo e o desenvolvimento das lavouras. No RS, a ausência de precipitações e as altas temperaturas deverão causar restrição hídrica em partes do estado.

Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Business23 horas agoImea: Colheita da soja e plantio do milho avançam mais que o ano passado em MT
Business19 horas agoBrasil já registra 144 casos de ferrugem asiática na safra 25/26
Sustentabilidade6 horas agoChicago fecha em baixa no trigo sob influência da ampla oferta global – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoFundos elevam aposta na alta da soja na CBOT até 27 de janeiro
Sustentabilidade22 horas agoCNA, Embrapa e Epagri estimam perdas de US$ 25,8 bilhões provocadas pela cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA
Business10 horas agoEmbrapa usa satélites para mapear banana e pupunha e fortalecer a agricultura familiar
Sustentabilidade18 horas agoChicago fecha em baixa no milho seguindo queda do petróleo e dólar forte – MAIS SOJA
Sustentabilidade21 horas agoCasos de ferrugem-asiática em lavouras comerciais chegam a 260 na safra 2025/2026 – MAIS SOJA
















