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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Performance de fungicidas no tratamento de sementes para o controle de Cercospora spp. – MAIS SOJA

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Embora seja tradicionalmente classificado como uma doença de final de ciclo (DFC) da soja, o crestamento foliar de cercospora, causado pelo fungo Cercospora kikuchii, pode iniciar sua infecção ainda nas fases iniciais do desenvolvimento da cultura. Apesar de seus sintomas se manifestarem predominantemente no final do ciclo, a infecção precoce do patógeno na planta pode comprometer o desempenho fisiológico e resultar em perdas significativas de produtividade.

Na parte aérea da planta, os sintomas incluem o surgimento de pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas difusas, as quais coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em severo crestamento e desfolha prematura (Henning et al., 2014). Já nas sementes, o sintoma característico é a formação de manchas púrpuras no tegumento.

Figura 1. Sintomas típicos de mancha púrpura causada por (Cercospora kikuchii) em sementes de soja.
Foto: INTA Informa
Os danos variam em decorrência da suscetibilidade da cultivar e severidade da doença, podendo representar perdas de produtividade de até 50% em casos mais severos (Araujo Junior, 2021). Embora estudos demonstrem que a mancha púrpura não reduz significativamente atributos fisiológicos das sementes como germinação, a ponto de afetar o estabelecimento da cultura, é consenso que sementes infectadas são uma das fontes de inoculo da doença (Dorneles et al., 2021). Logo, a aquisição de sementes com boa qualidade sanitária, assim como o tratamento de sementes com fungicidas são estratégias importantes para reduzir os danos ocasionados pela doença em soja.

Para tanto, é preciso posicionar adequadamente os fungicidas no tratamento de sementes, dando preferência por princípios ativos de maior performance, principalmente quando o foco é reduzir a incidência do crestamento foliar de cercospora. Analisando a eficiência do tratamento de sementes de soja com fungicidas no controle dos principais fungos de sementes e habitantes do solo, na safra 2023/2024, Utiamada et al. (2024) observaram que, dentre os tratamentos avaliados (tabela 1), todos os tratamentos com fungicidas apresentaram menores incidências nas sementes em relação à testemunha.

Tabela 1. Fungicidas utilizados nos experimentos de tratamento de sementes de soja (nome comercial e ingrediente ativo), doses do produto comercial (p.c.), do ingrediente ativo (i.a.) e volume de calda (mL/100 kg de sementes), safra 2023/2024.
Fonte: Utiamada et al. (2024)

Contudo, os maiores controles foram verificados com os tratamentos tiofanato metílico + mancozebe (T14 – 94%), mancozebe (T15 – 93%), ciclobutrifluram + fludioxonil + metalaxil-M + difenoconazol (T10 – 89%), carboxina + tiram + ipconazol (T5 – 89%), tiofanato metílico + clorotalonil (T7 – 86%) e tiofanato metílico + fluazinam (T9 – 86%), enquanto que os menores controles foram observados nos tratamentos com os fungicidas ipconazol (T6 – 51%) e fluxapiroxade (T12 – 52%). Para os demais fungicidas avaliados os controles variaram de 56% (T3 – piraclostrobina + tiofanato metílico + fipronil) a 76% (T8 – tiofanato metílico + fluazinam) (Utiamada et al., 2024).

Tabela 2. Incidência de Cercospora spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2023/2024.
Fonte: Utiamada et al. (2024)

Embora não representem recomendações diretas de manejo, os resultados apresentados por Utiamada et al. (2024) fornecem subsídios importantes para orientar técnicos e produtores no posicionamento de fungicidas utilizados no tratamento de sementes, sobretudo quando o objetivo é mitigar o crestamento foliar de cercospora originado de sementes infectadas. Nesse sentido, fungicidas de maior performance, como Vitavax Ultra + Rancona 450 SC, Tiofanil FS e Certeza N, todos devidamente registrados para o tratamento de sementes de soja, configuram alternativas importantes para a redução da presença de cercospora em lotes contaminados, reforçando sua relevância no contexto de estratégias integradas de proteção inicial da cultura.


Veja mais: Mancha púrpura compromete a germinação das sementes de soja?


Referências:

ARAÚJO JÚNIOR, I. P. CONTROLE QUÍMICO DE MANCHAS FOLIARES EM DIFERENTES CULTIVARES DE SOJA. Universidade Federal de Uberlândia, Dissertação de Mestrado, 2021. Disponível em: < https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/33377/4/ControleQuimicoManchasSoja.pdf >, acesso em: 27/11/2025.

DORNELES, K. R. et al. QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA COM MANCHA PÚRPURA. ACSA, Patos-PB, v.17, n.1, p. 23-28, janeiro-março, 2021. Disponível em: < http://revistas.ufcg.edu.br/acsa/index.php/ACSA/article/view/1251/pdf >, acesso em: 27/11/2025.

HENNING, A. A. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa, Documentos, n. 256, ed. 5, 2014. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/105942/1/Doc256-OL.pdf >, acesso em: 27/11/2025.

UTIAMADA, C. M. et al. Eficiência do tratamento de sementes de soja com fungicidas, no controle dos principais fungos de sementes e de solo, safra 2023/2024: resultados sumarizados dos experimentos cooperativos. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 210, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1169704/1/Circ-Tec-210.pdf >, acesso em: 27/11/2025.

 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.

* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.

* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.

* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.

* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.

* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).

AGENDA

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

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Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.

Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.

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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.

De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.

Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.

Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

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As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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