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Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do algodão – MAIS SOJA

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Depois de atingirem um pico em maio deste ano, os preços médios do algodão em pluma vêm, desde então, registrando quedas mensais consecutivas – já são seis meses seguidos de baixa, levando a média de novembro ao menor patamar desde setembro de 2009, em termos reais (IGP-DI de out/25).

Esse cenário é resultado da maior oferta nacional, da demanda interna retraída e do enfraquecimento também nos valores internacionais. Ainda que as exportações continuem apresentando excelente desempenho, os estoques de passagens devem permanecer elevados.

A média de novembro foi de R$ 3,4505/lp, com baixa de 1,91% em relação à de outubro/25, de 12,5% sobre novembro/24 e a menor desde setembro/09, quando esteve em R$ 3,4089/lp, em termos reais. Em dólar, a média mensal doméstica foi de US$ 0,6444/lp, valor 2% acima do primeiro vencimento da Bolsa de Nova York (ICE Futures, US$ 0,6321/lp), mas 14,3% inferior ao Índice Cotlook A (US$ 0,7523/lp). Ao longo de novembro (de 31 de outubro a 28 de novembro), o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) acumulou queda de 0,23%, fechando a R$ 3,4779/lp no dia 28. Ainda, a cotação ficou, em média, 1,2% abaixo da paridade de exportação no mês.

Em novembro, agentes já começavam a se programar para o recesso de final de ano e adquiriam a matéria-prima de forma pontual. Para os manufaturados, empresas continuaram apontando para demanda pontual. Vale considerar que o consumo global de têxtil também está desaquecido.

Entre vendedores, os que tinham maior necessidade de caixa e/ou que buscavam liquidar lotes aceitaram valores menores nas efetivações de negócios. Ainda assim, a dificuldade de acordo quanto ao preço e/ou à qualidade dos lotes disponibilizados também limitou a maior liquidez.

Vale considerar que diante dos grandes volumes contratados e das remunerações mais atrativas do que as vendas no mercado spot, além dos embarques dos contratos a termo, agentes buscaram realizar novas programações, tanto para o início de 2026 quanto envolvendo lotes da próxima temporada.

Já no campo, as atenções estiveram voltadas ao início do cultivo da nova temporada, com avaliação das perspectivas climáticas para o novo cultivo. Quanto ao beneficiamento do algodão, dados da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) mostram que, até 27 de novembro, já chegou em 81,73% da safra 2024/25 no País. Em Mato Grosso, o percentual era de 79%, e, na Bahia, de 92%.

A Conab (Companhia Nacional de Abasteciemento) mantém suas projeções de oferta para a nova temporada em linha com as registradas em 2025. Nos dados divulgados em novembro, a Companhia estimou a produção nacional de pluma em 4,03 milhões de toneladas na safra 2025/26, 1,2% inferior à de 2024/25.

Porém, como os estoques iniciais de janeiro/26 devem ser elevados, a disponibilidade interna deve ficar 6,5% acima da registrada em 2025, para 6,8 milhões de toneladas. Deste total, a Companhia estima que 730 mil toneladas sejam consumidas internamente e 3,06 milhões de toneladas, exportadas. Mesmo assim, em dezembro/26, os estoques finais devem superar 3 milhões de toneladas, um recorde. Vale destacar que as exportações seguem a todo vapor. Em novembro, os embarques somaram 402,5 mil toneladas, superando em 34,4% a quantidade escoada em todo mês de novembro do ano passado e 36,9% a de outubro/25, sendo este o maior volume embarcado em um mês de novembro e ficando apenas 3,2% inferior ao recorde exportado em janeiro/25 (415,6 mil toneladas), conforme apontam dados da Secex.

Já os preços médios de exportação ficaram em US$ 0,7214/lp no mês, retração de 2% sobre os de outubro/25 e 11,8% abaixo/acima dos de novembro/24 (US$ 0,8176/lp). Trata-se do menor valor desde janeiro/21 (US$ 0,7040/lp).

MERCADO INTERNACIONAL – A paridade de exportação (FAS) calculada pelo Cepea caiu 4,1% entre 31 de outubro e 28 de novembro, para R$ 3,4633/lp (US$ 0,6495/lp) no porto de Santos (SP) e para R$ 3,4738/lp (US$ 0,6515/lp) no de Paranaguá (PR). Isso porque o Índice Cotlook A teve baixa de 3,17% no mês, passando para US$ 0,7495/lp no dia 28, enquanto o dólar se desvalorizou 0,91% frente ao Real no mesmo período, cotado em R$ 5,332 também no dia 28. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), de 31 de outubro a 28 de novembro, o vencimento Dez/25 caiu 4,01%, para US$ 0,6291/lp; o Mar/26 recuou 3,03%, para US$ 0,6471/lp; Maio/26 registrou baixa de 2,92%, para US$ 0,6592/lp; e Jul/26, de 2,98%, para US$ 0,6696/lp.

RITMO INDUSTRIAL – Dados do IBGE mostram que, entre setembro e outubro de 2025, a produção industrial do setor de fabricação de produtos têxteis recuou apenas 0,8%, mas, na comparação anual (outubro/25 frente a outubro/24), avançou 5,9%. O segmento de confecção de artigos de vestuário e acessórios registrou elevação de 3,8% no mês, mas caiu 1,1% no ano. Entre os segmentos têxteis, o de tecelagem (exceto vestuário) segue crescente, com alta de 20,6% no comparativo anual, no entanto, esta foi a menor variação positiva do setor desde novembro/24. Para os demais, o setor de malharia e tricotagem recuou 6,3%, enquanto a fabricação de tecidos de malha e a preparação e fiação de fibras têxteis caíram 4,8% e 5,1%, respectivamente. Já a fabricação de artefatos têxteis (exceto vestuário) teve baixa de 0,6%; e a de vestuário e acessórios, 1,1%.

CAROÇO DE ALGODÃO – Na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do caroço de algodão recuaram em novembro, mas ainda estiveram acima dos praticados no ano anterior. O enfraquecimento nos valores está relacionado à menor demanda do período, especialmente com as precipitações da época. Dados do Cepea mostram que, em novembro, em Lucas do Rio Verde (MT), a média do caroço foi de R$ 850,03/t, retração de 4,1% frente à de outubro/25, porém, elevação de 4,2% em relação a novembro/24; em Primavera do Leste (MT), a média foi de R$ 957,24/t, baixa de 2,5% na comparação mensal, mas alta de 4,5% na anual; em Campo Novo do Parecis (MT), de R$ 902,78/t, retração mensal de 2,3% e avanço anual de 9,2%; em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.191,15/t, aumentos de 1,8% no mês e de 10% no ano; e em São Paulo (SP), de R$ 1.356,28/t, recuo de 5,1% e alta de 6,1%, nesta ordem.

Confira o Agromensal novembro/2025 do Algodão completo, clicando aqui!

Fonte: CEPEA



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS NOVEMBRO/2025

Site: CEPEA

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Chicago fecha em baixa no milho seguindo queda do petróleo e dólar forte – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com os preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela forte queda do petróleo em Nova York, associada à redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. A valorização do dólar frente a outras moedas complementou o quadro negativo.

Além disso, as chuvas recentes no oeste da Argentina melhoraram a umidade do solo, embora a Bolsa de Buenos Aires destaque que novas precipitações ainda serão necessárias nas próximas semanas para evitar perdas de rendimento. O quadro de demanda aquecida pelo produto dos Estados Unidos limitou uma maior queda.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.136.352 toneladas na semana encerrada no dia 29 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, haviam atingido 1.547.064 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.260.984 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro de 2025, as inspeções somam 32.611.083 toneladas, contra 21.761.284 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,25 3/4, com baixa de 2,50 centavos, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,33 1/2 por bushel, recuo de 2,25 centavos ou 0,51% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)

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O milho no Brasil: produção, usos e relevância cultural – MAIS SOJA

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Omilho é um dos grãos mais estratégicos para a segurança alimentar global, destacando-se por
sua adaptabilidade ao cultivo em diferentes escalas — desde pequenas áreas familiares até grandes lavouras tecnificadas. No Brasil, mais de 1 milhão de produtores estão envolvidos com essa cultura, distribuídos por praticamente todos os municípios do país. A produção varia de sistemas de subsistência, com baixo uso de insumos, até operações de alta tecnologia voltadas à exportação.

Exportação

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, com uma produção estimada em 128
milhões de toneladas em 2025, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Um exemplo que evidencia essa relevância é o estado de Mato Grosso, que deverá colher cerca de 50 milhões de toneladas, volume equivalente a toda a produção da Argentina. No cenário internacional, o Brasil ocupa a segunda posição entre os maiores exportadores do grão, com cerca de 34 milhões de toneladas embarcadas.

Ao contrário da soja, cuja exportação se concentra fortemente na China, o milho brasileiro possui um perfil de e exportação diversificado. Entre os principais destinos estão Egito (África), Irã (Oriente Médio), Japão (Ásia) e Espanha (Europa), o que demonstra sua competitividade e versatilidade no mercado global.

Internamente, o milho apresenta uma ampla gama de usos, abrangendo consumo humano, alimentação animal e aplicações industriais. Aproximadamente 60% do milho consumido no Brasil é destinado à produção de ração animal, com destaque para o setor avícola, que utiliza cerca de 32% desse volume, e o setor de suínos, responsável por 15%. Um segmento em crescimento constante é o de alimentação pet, que já responde por cerca de 1,7% do consumo interno. O dado é relevante, considerando que o Brasil possui a segunda maior população de animais de estimação do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Etanol de milho

Outro setor que vem se destacando é o da produção de etanol a partir do milho. Em 2013, a
produção nacional era de apenas 30 mil metros cúbicos. Dez anos depois, esse volume ultrapassou 8 milhões de metros cúbicos, e a expectativa é de que dobre até 2030. Atualmente, existem 25 usinas de etanol de milho em operação no Brasil, distribuídas nos estados de Mato Grosso (11), Goiás (7), Mato Grosso do Sul (3), Alagoas (1), Maranhão (1), Paraná (1) e São Paulo (1). Um aspecto importante dessa cadeia é a produção de subprodutos, como o DDG (Distillers Dried Grains), um farelo proteico utilizado na alimentação animal.

DDG

Atualmente, o Brasil produz cerca de 5 milhões de toneladas de DDG, das quais aproximadamente 3 milhões são originadas no Mato Grosso. Embora a maior parte seja consumida internamente, a assinatura de um acordo em maio de 2025 permitiu a exportação de DDG para a China, abrindo novas oportunidades de mercado e reforçando a sustentabilidade econômica do setor de biocombustíveis.

A indústria também se beneficia da versatilidade do milho. Estima-se que mais de 500 produtos industriais utilizem o grão como matéria-prima. Entre os exemplos estão o ácido lático, o ácido cítrico e o sorbitol, amplamente utilizados nas indústrias farmacêutica e cosmética. O amido de milho é empregado na fabricação de papel, tecidos e alimentos, enquanto o ácido polilático (PLA), extraído do milho, é usado na produção de plásticos biodegradáveis. Além disso, compostos derivados do milho integram a formulação de pneus, contribuindo para aumentar o atrito com o solo.

Consumo

Apesar dessa diversidade de aplicações, o consumo direto de milho pela população brasileira ainda é relativamente baixo, representando apenas 3% do consumo interno total. O consumo per capita no Brasil é de cerca de 12 kg por habitante ao ano, enquanto na China o índice chega a 30 kg, nos Estados Unidos a 28 kg, na União Europeia a 42 kg, e no México a 63 kg por habitante ao ano.

Isso indica um amplo espaço para crescimento no consumo humano direto do cereal, especialmente considerando seus benefícios nutricionais. O milho é fonte de fibras, ajuda na regulação do intestino, contribui para o controle da glicemia e do colesterol, é energético e fortalece o sistema imunológico.

Valor cultural do grão

Além dos aspectos produtivos e industriais, o milho tem profundo valor cultural para a sociedade
brasileira. Cultivado nas Américas muito antes da chegada dos europeus, seu ancestral, o teosinto, foi domesticado há cerca de 9 mil anos no atual território do México. A planta espalhou-se pela América Central, chegou ao norte da América do Sul há cerca de 6 mil anos, e foi levada à Europa, África e Ásia após o início da colonização.

No Brasil, o milho tem papel central nas festas juninas, sendo a base de pratos típicos como pamonha, canjica, curau, bolo, pipoca, milho cozido e cuscuz, além de estar associado a danças, trajes e músicas tradicionais. A
festa, além de celebrar a colheita, reforça laços comunitários e preserva tradições que atravessam gerações.

O milho também está fortemente ligado à herança africana no Brasil. Durante o período colonial, era base da alimentação nas senzalas. A sabedoria culinária africana transformou o milho em alimento nutritivo e símbolo de resistência, por meio de pratos como mingaus, pamonhas, bolos e cuscuz, muitos dos quais permanecem vivos na culinária popular brasileira. Essa herança reforça o valor simbólico e histórico do milho como alimento de identidade nacional.

Agricultura familiar

Por fim, destaca-se o papel da agricultura familiar na produção de milho. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE (2017), aproximadamente 70% dos produtores de milho no Brasil pertencem à agricultura familiar, cultivando uma área total de cerca de 3,2 milhões de hectares.

A produção nesses estabelecimentos é geralmente voltada ao autoconsumo, à alimentação animal e à comercialização local, especialmente na forma de milho verde. O milho, nesses contextos, é elemento essencial para a segurança alimentar e para a manutenção do sistema produtivo rural, sustentando criações de galinhas, suínos e bovinos, além de gerar renda nas pequenas feiras regionais.

Outra diferença observada entre as produções de larga escala e da agricultura familiar é a adoção da biotecnologia. Ainda que não haja nenhuma restrição para sua utilização na agricultura familiar, ainda há uma prevalência no uso de sementes crioulas. As tecnologias modernas aplicadas à genética do milho, como os eventos transgênicos, contribuem significativamente para o aumento da produtividade, a redução do uso de defensivos químicos e a maior resistência a pragas, doenças e estresses climáticos, como seca e calor.

Isso se traduz em maior eficiência no uso de recursos naturais e maior estabilidade na produção, especialmente em áreas de grande escala. Diante desse panorama, o milho se consolida como um produto estratégico não apenas pelo seu peso econômico, mas também por seu valor cultural, nutricional, social e ambiental, com papel
decisivo no fortalecimento da agricultura familiar e na construção da soberania alimentar no Brasil.

Artigo escrito pelo Diretor Técnico, Daniel Rosa.

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Sustentabilidade

StoneX revisa para cima produção brasileira de grãos 25/26

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Foto: RR Rufino/ Embrapa

A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima suas estimativas para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, com destaque para a soja. Segundo relatório divulgado nesta semana, a consultoria agora projeta a colheita da oleaginosa em 181,6 milhões de toneladas, avanço de 4 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior.

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O crescimento da produção decorre de ajustes tanto na área cultivada, estimada em 48,7 milhões de hectares, quanto na produtividade média nacional, projetada em 3,73 toneladas por hectare. De acordo com a StoneX, o cenário segue favorável, mesmo com algumas regiões apresentando maior variabilidade ao longo do ciclo.

“Com a colheita avançando, as perspectivas seguem bastante positivas, apesar de algumas áreas apresentarem maior variabilidade, em função das irregularidades climáticas ocorridas ao longo do ciclo”, destaca a especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi.

Milho também tem revisão positiva

Para o milho de primeira safra, a consultoria também elevou suas projeções. A produção do ciclo 2025/26 pode alcançar 26,6 milhões de toneladas, alta de 2,3% frente à estimativa anterior e pouco mais de 1 milhão de toneladas acima do volume registrado na safra 2024/25.

A revisão foi motivada, principalmente, por ajustes positivos de produtividade em estados do Nordeste e no Paraná. No Sul do país, a expectativa é de rendimento médio elevado, podendo atingir 11,5 toneladas por hectare na safra paranaense. Já no milho verão, os estados do Norte e Nordeste seguem com ciclo mais tardio, mantendo o clima como ponto de atenção.

No caso do milho segunda safra, a revisão foi mais moderada. A produção estimada passou de 105,8 milhões para 106,3 milhões de toneladas. Houve aumento de área no Tocantins e no Pará, enquanto Maranhão e Piauí registraram redução, reflexo da cautela dos produtores em relação ao período ideal de plantio.

Oferta, demanda e estoques

No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve inalteradas as estimativas de consumo de soja para o ciclo 2025/26. Ainda assim, com o avanço da colheita, a expectativa é de que as compras chinesas da oleaginosa brasileira ganhem relevância nos próximos meses.

“O maior importador mundial cumpriu os termos iniciais do acordo com os Estados Unidos, mesmo com a soja norte-americana menos competitiva. A expectativa é que a China volte seu foco para o Brasil a partir de agora”, explica Ana Luiza.

Com isso, o aumento da produção de soja deve resultar em estoques finais mais elevados, já que não houve crescimento correspondente da demanda.

Em relação ao milho, as projeções de consumo também permaneceram inalteradas, mas o impacto do aumento da produção foi compensado pela redução dos estoques iniciais, reflexo do forte ritmo de exportações no ciclo anterior.

“Com o encerramento do ano-safra 2024/25 no final de janeiro, os embarques brasileiros de milho devem somar cerca de 42 milhões de toneladas, com dados oficiais previstos para divulgação no início de fevereiro”, conclui a especialista.

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