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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Supermercado do mundo: Paraná expande produção agropecuária entre 2018 e 2025 – MAIS SOJA

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A estratégia de apostar na vocação do Paraná para produzir alimentos gerou frutos. O Estado, segundo maior produtor nacional de grãos, atrás apenas do Mato Grosso, e maior produtor de carnes, com liderança na avicultura e piscicultura, assistiu a um grande salto de produção em algumas culturas de 2018 a 2025.

Um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que todas as principais culturas de grãos e da pecuária do Paraná tiveram saltos expressivos na produção nos últimos sete anos.

“Esse resultado é fruto de estímulos ao setor, crédito e ampliação da infraestrutura energética baseada em fontes renováveis, estradas novas e um porto mais eficiente. O Paraná precisava apostar naquilo que é competitivo. Temos as maiores cooperativas da América Latina e centenas de agroindústrias e produtores que dedicam seu trabalho na produção de alimentos. Esse crescimento ajudou o PIB do Paraná e gerou dividendos para milhares de famílias”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“O Paraná conseguiu criar bons ambientes de negócios nos últimos anos, desburocratizou licenças, instalou redes trifásicas no campo e estamos em pleno ciclo de novos investimentos com a formatação dos Fundo de Investimento Agrícola do Paraná. Com esses investimentos públicos, criamos as condições ideais para atração de investimentos privados e para posicionar o Paraná, que já exporta alimentos para mais de 190 territórios, um dos grandes supermercados do mundo”, complementou.

A soja, principal cultura do Paraná, saltou de 19.035.720 toneladas para 22.212.100 toneladas, patamar recorde de toda a série histórica. O aumento foi de 16,6% em sete anos. No milho (primeira e segunda safras, cujas produções acontecem entre setembro e dezembro e janeiro e março), o aumento foi ainda maior, saindo de 12.760.610 toneladas para 20.865.600 toneladas, aumento de 63,5%.

O plantio de feijão, que tem o Paraná como maior produtor nacional, saltou de 635.086 toneladas para 736.500 toneladas, chegando ao patamar de 860.843 toneladas em 2024, maior valor da série. O aumento foi de 15,9% entre 2018 e 2025. A arroz, que ajuda a completar o PF do brasileiro, teve produção ampliada de 137.328 toneladas para 148.700 toneladas, salto de 8,2%.

Essa também foi a realidade em outros segmentos da produção agropecuária. A safra de aveia saltou de 175.114 toneladas em 2018 para 257.200 toneladas em 2025, aumento de 46,8%. A produção de batata variou de 813.173 toneladas para 864.900 toneladas, maior patamar da série, com salto de 6,3%. A cevada foi de 219.232 toneladas para 492.900 toneladas, variação superior a 100%, e a produção de centeio saiu de 4.455 toneladas para 6.500 toneladas.

Na pecuária, cuja medição é trimestral, o Paraná ampliou a participação nacional em escala de milhões de unidades nos últimos sete anos. Na produção de frangos, o salto foi de 449 milhões de unidades no 4º trimestre 2018 para 588 milhões de unidades no 4º trimestre 2025, um aumento de 30%. O Paraná produz mais de 2 bilhões de frangos por ano e já tem cerca de 34% do mercado nacional.

A produção de suínos saiu de 2,3 milhões de unidades para 3,1 milhões de unidades. O Paraná é o segundo maior produtor e encurtou a distância para Santa Catarina nos últimos anos. Em relação aos bovinos, a evolução foi de 387 mil unidades para 432 mil unidades. Na piscicultura o salto também é relevante: de 123 mil toneladas em 2018 para 273 mil toneladas em 2025. Na produção de leite o salto é igualmente relevante, saindo de 842 milhões de litros de leite no 4º trimestre 2018 para 1,1 bilhão de litros no 4º trimestre 2025.

Fonte: AEN-PR

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Sustentabilidade

Calagem do solo e custos: o perigo das soluções “mágicas” – MAIS SOJA

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O agricultor vive um momento bastante desafiador. O mercado apresenta um conjunto de situações que tornam difíceis as tomadas de decisão – como elevação dos custos e dos insumos.

Nesse cenário, surgem soluções “mágicas” ou que prometem milagres no cultivo. Em contraponto, profissionais pregam a adoção de técnicas consagradas de calagem do solo, com produtos já comprovados cientificamente.

Essa postagem tem o objetivo de proteger o patrimônio do agricultor, trazendo-o de volta para a ciência do solo de forma prática. Fique conosco até o final e saiba mais!

. 5 pontos para o agricultor ficar de olho

1. A armadilha: o “barato que sai caro”

Precisamos desmistificar as promessas de calcários em outros formatos que não sejam pó. Sim, há produtos diferenciados, em outros formatos. Porém, não se trata de calcários, dentro do que é preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Também surgem fórmulas “superconcentradas”, que prometem substituir calcário. As mensagens enchem os olhos, com a promessa de reduzir custos na aplicação e no frete.

Lembre-se: o calcário agrícola é vendido acompanhado de documentação que apresenta suas características, como a granulometria, por exemplo. A autorização do MAPA também é citada nessa documentação e pode ser checada no site do ministério.

2. A matemática do solo gera neutralização real

A correção da acidez é uma reação química que depende de quantidade, ou seja, massa. Para neutralizar o alumínio tóxico e elevar o pH de um hectare de área plantada ou pastagem, o solo precisa de volume real de Cálcio e Magnésio.

O Cálcio é essencial para os tecidos da planta. Já o Magnésio surge na clorofila e garante a energia da lavoura.

3. O tripé da calagem tradicional

O calcário traz vários benefícios, mas há 3 principais: fornecimento de Cálcio e Magnésio, melhoria do ambiente para as raízes da planta e aumento da eficiência dos fertilizantes, como os conhecidos NPK.

4. Alerta: prejuízo duplo à vista!

O agricultor não perde apenas o dinheiro investido quando se socorre do produto “milagreiro”, mas perde também o potencial produtivo da safra inteira porque o solo continuará ácido.

E, em algum momento, esse desequilíbrio trará prejuízos.

5. “Mas o que devo ficar de olho nos produtos que corrigem a acidez do solo?”

A orientação é seguir um “passo a passo” que ajuda a identificar eventuais falhas. Exigir o PRNT e o registro no Mapa é uma ação necessária. Fazer a análise do solo é fundamental.

Em resumo

A aplicação de calcário permanece como a prática mais segura, barata e eficiente para o bolso do produtor.

Em momentos de custos altos, a melhor estratégia é errar menos.

Proteger o seu solo com o calcário e a orientação técnica correta é a única garantia de que todo esforço se transformará em sacas colhidas no final da temporada.

Esse vídeo do pesquisador Heitor Cantarella, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), aborda medidas simples que podem ser adotadas.

Fonte: Abracal

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Sustentabilidade

Conheça os vencedores do Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!

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Mauricio Buffon entrega prêmio Personagem Soja Brasil | Foto: Junner Schmidt

E chegou o momento de conhecer os vencedores do Personagem Soja Brasil 25/26. A premiação realizada em Campo Grande (MS) reconheceu produtores e pesquisadores que se destacam pelo trabalho, pela inovação e pela contribuição ao desenvolvimento do agro brasileiro.

Na categoria pesquisador por voto popular, o troféu foi entregue pelo presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, ao vencedor Leandro Paiola, pesquisador da Supra Pesquisa e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A entrega foi realizada por Rafael Scapini, gerente comercial da Ihara.

“Todos merecem ser premiados. Nosso agro só é o que é porque temos pesquisadores e produtores que fazem a diferença. Agradeço à minha família pelo apoio e a todos que fazem parte dessa caminhada. Ninguém faz nada sozinho, construímos resultados a partir de interações e conexões”, afirmou Leandro Paiola.

Produtores homenageados

Na categoria produtor por voto popular, o presidente da Aprosoja MS, Jorge Michel, apresentou o vencedor João Damasceno. Ele destacou que todos os indicados já representam uma conquista pelo trabalho desenvolvido no campo.

“Todos já são ganhadores só de serem indicados. O reconhecimento valoriza produtores que fazem a diferença e ajudam a fortalecer o agro brasileiro”, afirmou Jorge Michel.

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, entregou o prêmio ao vencedor da categoria produtor pela comissão julgadora. A homenagem reconheceu a trajetória e a dedicação dos produtores que representam a força do campo.

A vencedora foi Maira Lelis, que agradeceu o reconhecimento e destacou a emoção de representar produtores e pesquisadores do setor. Ela explicou que a premiação simboliza a importância da ciência, da pesquisa e da tecnologia para o avanço do agro.

“É uma honra muito grande estar aqui. Estou emocionada, meu coração está saltitando. Poder representar tantos produtores e pesquisadores, levar o agro que transforma, que inova e mostrar que somos produtores responsáveis é uma alegria muito grande. Se não fosse a ciência e a pesquisa, hoje o agro do Brasil não estaria nesses patamares”, afirmou.

Maira também ressaltou que acompanha de perto a evolução dentro da fazenda e como as novas tecnologias contribuem para uma produção mais sustentável. “Estamos na quarta geração dentro da fazenda e vemos toda essa inovação chegando ao campo. Junto com as tecnologias conseguimos fazer um agro mais sustentável”, concluiu.

Premiação se faz pela coletividade

A premiação também contou com homenagens especiais na categoria pesquisador e produtor. Subiram ao palco Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja, e Carlos Eduardo Carnieletto, produtor com atuação em manejo integrado de pragas.

Fernando Adegas explicou que o reconhecimento representa um trabalho coletivo envolvendo diferentes profissionais e instituições. “É um grande prazer participar deste prêmio. Esse reconhecimento individual é um prêmio coletivo para todos que estão comigo, pesquisadores, universidades, instituições de pesquisa e a Embrapa”, afirmou.

Carlos Eduardo Carnieletto falou sobre a emoção de receber a homenagem e destacou a importância da família e dos parceiros nessa trajetória. “É uma satisfação enorme. Nunca sonhei em estar em um lugar como esse. Agradeço ao meu pai, minha mãe, que começaram essa história no interior do Paraná, e a todos os parceiros que fizeram parte dessa caminhada”, concluiu.

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Sustentabilidade

Coinoculação: uma estratégia eficiente para o aumento de produtividade da soja – MAIS SOJA

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O nitrogênio (N) é o nutriente mais requerido pela soja, desempenhando papel fundamental na formação de proteínas, no crescimento vegetativo e na definição do potencial produtivo da cultura. Sua deficiência pode limitar significativamente o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. Embora a adubação nitrogenada seja uma alternativa para suprir a demanda de N, seu uso em soja apresenta baixa viabilidade econômica, já que por meio da fixação biológica de nitrogênio (FBN) bactérias fixadoras de N, do gênero Bradyrhizobium, são capazes de fornecer todo o nitrogênio necessário para boas produtividades, via simbiose.

Além da inoculação padrão com bactérias do gênero Bradyrhizobium, estudos demonstram que a coinoculação da soja, com o uso adicional de bactérias do gênero Azospirillum tem demonstrado grande viabilidade técnicas e econômica para a cultura da soja, principalmente pelos bons resultados decorrentes da FBN e do estímulo ao crescimento radicular promovido pelo Azospirillum. Conforme observado por  Santos et al., (2024), a coinoculação da soja o uso combinado dessas bactérias contribui de forma efetiva para o melhor desenvolvimento vegetal, especialmente do sistema radicular da planta.

Ganhos na produtividade

Embora os benefícios da coinoculação na produtividade da soja sejam amplamente relatados, principalmente quando comparada a cultivos sem inoculação ou apenas inoculados, os ganhos proporcionados em relação à adubação mineral ainda constituem uma importante linha de investigação. Avaliando parâmetros biométricos e produtivos de plantas de soja submetidas à inoculação, coinoculação e adubação com fertilizantes químicos no Cerrado Sul-Mato-Grossense, Barboza & Costa (2026) observaram que a coinoculação promoveu incremento de aproximadamente 8,5% na produtividade da cultura, equivalente a um aumento de cerca de 3,5 sacas ha⁻¹ em comparação à adubação química (Tabela 1).

Tabela 1. Avaliação da Inoculação com bactéria fixadora de nitrogênio, Bradyrhizobiume da coinoculação com Bradyrhizobium+ Azospirillum na cultura da soja, na cultivar Brasmax 65i65 Intacta.
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p<0,05). AP: altura de planta; AV: altura de inserção da primeira vagem; NV: número de vagens; NG: número de grãos; M100: massa de 100 grãos; PROD: produtividade; CV: coeficiente de variação. *Adubação química consistiu no uso de 200 kg ha-1 do fertilizante N-P-K 07-40-02.
Fonte: Barboza & Costa (2026)

Os resultados obtidos por Barboza & Costa (2026) corroboram os dados reportados na literatura, incluindo os ensaios conduzidos pela Embrapa, que evidenciam incrementos médios de produtividade de 8% com a inoculação tradicional e de 16% com a coinoculação utilizando Bradyrhizobium + Azospirillum (Prando et al., 2019). Esses resultados reforçam o potencial da coinoculação como uma estratégia eficiente para otimizar a contribuição da fixação biológica de nitrogênio e favorecer o desempenho produtivo da soja, inclusive em ambientes de Cerrado.

Confira o estudo completo desenvolvido por Barboza & Costa (2026) clicando aqui!



Referências:

BARBOZA, A. F.; COSTA, F. A. EFEITO DA COINOCULAÇÃO DE Bradyrhizobiume Azospirillumna PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA NO CERRADO SUL-MATO-GROSSENSE. Research, Society and Development, 2026. Disponível em: < https://rsdjournal.org/rsd/article/view/51133/40113 >, acesso em: 18/06/2026.

PRANDO, A. M. et al. COINOCULAÇÃO DA SOJA COM Bradyrhizobium e Azospirillum NA SAFRA 2018/2019 NO PARANÁ. Embrapa, Circular Técnica, n. 156, 2019. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1117312/1/Circtec156.pdf >, acesso em: 18/06/2026.

SANTOS, A. L. G. et al. IMPORTÂNICA DAS TÉCNICAS DE INOCULAÇÃOE COINOCULAÇÃO NA CULTURA DA SOJA. Scientific Electronic Archives, 2024. Disponível em: < https://scientificelectronicarchives.org/index.php/SEA/article/view/2019 >, acesso em: 18/06/2026.

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