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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Glifosato afeta a nodulação da soja ? – MAIS SOJA

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O glifosato é um dos herbicidas mais utilizados no manejo e controle de plantas daninhas em soja, especialmente em cultivares consideradas tolerantes (Roundup Ready – RR), em que é possível utilizar o glifosato na pós-emergência da cultura. Sobretudo, embora apresente grande aptidão para uso na cultura da soja, dependendo das condições de ambiente, manejo e cultivar, o glifosato pode desencadear alguns efeitos indesejados na soja, afetando características fisiológicas da planta como a nodulação.

A boa nodulação da soja é indispensável para a obtenção de altas produtividades. Através da fixação biológica de nitrogênio (FBN) que ocorre nos nódulos das raízes, todo o nitrogênio requerido pela soja para boas produtividades é fornecido para a cultura, por meio da simbiose que ocorre entre planta e bactérias fixadoras de nitrogênio.

Visando altas produtividades, o ideal é que durante o período de V3 – V4 a planta de soja apresente pelo menos 10 nódulos viáveis, com tamanho igual ou superior a 2 mm (Hungria & Nogueira, 2020). Quando a soja atingir o período do florescimento, a soja deve apresentar de 15 e 30 nódulos viáveis para que sua exigência de nitrogênio seja suprida.

Figura 1. Raiz de soja nodulada (A) e corte de nódulo (B), mostrando a coloração rósea interna indicativa de atividade da nitrogenase, pela presença de leg-hemoglobina funcional.
Fotos: Mariangela Hungria (A) e Marco Antonio Nogueira (B)
Glifosato e a nodulação da soja

A influência do glifosato na nodulação da soja tem sido analisada por diversos estudos ao longo dos anos, principalmente após a difusão do glifosato como ferramenta de manejo na pós-emergência da cultura. Analisando os efeitos causados pelas aplicações de glifosato sobre 20 cultivares de soja RR, Oliveira Junior et al. (2008) observaram diferenças significativas, expressando redução do número de nódulos em função da utilização do glifosato em diferentes modalidade de aplicação (tabela 1), mas com variação de acordo com a cultivar.

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Tabela 1. Modalidades de aplicação com glifosato, doses (kg e.a. ha-1), épocas de aplicação e estádios de desenvolvimento da soja.
Fonte: Oliveira Junior et al. (2008)

Os resultados apresentados pelos autores indicam que a resposta da soja ao glifosato, no que se refere à nodulação, depende diretamente do nível de tolerância de cada cultivar. Observou-se que determinados grupos de cultivares mais sensíveis apresentaram maior redução no número de nódulos quando submetidos à aplicação única em dose menor, em comparação aos demais grupos. Em aplicações sequenciais com dose mais elevada, esse mesmo conjunto de cultivares sensíveis, ampliado por outras que também demonstraram baixa tolerância, novamente exibiu as maiores reduções na nodulação.

Já na aplicação única em dose maior, as cultivares se distribuíram em três grupos distintos: um grupo mais afetado, um grupo intermediário (que apresentou redução moderada no número de nódulos) e um grupo menos afetado. Esses resultados evidenciam que a interferência do glifosato na nodulação da soja não é uniforme, variando conforme o grupo de cultivares e seu respectivo nível de tolerância ao herbicida (Oliveira Junior et al., 2008).

Quadro 1. Produção relativa de número de nódulos (NN) em 20 variedades de soja RR, em função de cinco modalidades de aplicação com glifosato.
Fonte: Oliveira Junior et al. (2008)

De acordo com Oliveira Junior et al. (2008), todas as doses e modalidades de aplicação de glifosato causaram redução em todas as variáveis avaliadas (incluindo nodulação), quando comparado a testemunha, além disso, os autores destacam que os efeitos do glifosato sobre a soja RR são dependentes de fatores como variedade, grupo de maturação, época de aplicação e dose. Estudos mais recentes corroboram o observado por Oliveira Junior et al. (2008).  Conforme observado por Ferreira et al. (2022), sob determinadas condições, a aplicação de glifosato pode reduzir a nodulação da soja.

Dentre as principais hipóteses relacionadas a causa, destacam-se a relação da nodulação com o fitormônio etileno. A molécula do glifosato inibi a enzima 5-enolpiruvilshiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), a qual é catalisadora das reações de síntese dos aminoácidos aromáticos fenilalanina, tirosina e triptofano. No entanto, além de inibição direta dessa enzima, essa molécula também atua influenciando o metabolismo vegetal, em processos, como a inibição da síntese de clorofila, estimula a produção de etileno, reduz a síntese de proteínas e o aumento da concentração do ácido indol-acético (IAA), prejudiciais ao crescimento e sobrevivência da planta (Gazziero et al., 2016).

Em plantas tolerantes como a soja RR, essa interferência no metabolismo não é suficiente para levar a planta à morte, entretanto, efeitos adversos podem ser observados, sendo um deles, a redução da nodulação em cultivares consideradas mais sensíveis. Tal fato decorre em função da produção endógena de etileno, que pode prejudicar a nodulação da soja, contudo, em alguns casos, a inibição da nodulação por etileno, pode ser compensada pela produção de rizobiotoxina por Bradyrhizobium elkanii. Tal mecanismo de limitação da produção de etileno não é conhecido em outras espécies de rizóbios, logo, plantas de soja inoculadas com estirpes de B. japonicum podem ter sua nodulação mais afetada do que as inoculadas com estirpes de B. elkanii (Mattos et al., 2019).

Nesse contexto, além do adequado posicionamento de herbicidas em soja, definir as bactérias fixadoras de nitrogênio que irão compor a inoculação da soja, bem como a coinoculação, são estratégias de manejo que podem mitigar os efeitos do glifosato na nodulação da soja. De forma conjunta, a adubação da cultura com micronutrientes essenciais para a FBN como Cobalto e Molibdênio pode contribuir para uma melhor e mais eficiente nodulação das plantas.

Em síntese, dependendo da cultivar, a aplicação de glifosato pode estimular a planta a elevar a produção de etileno, prejudicando a nodulação da soja, e consequentemente afetando o número de nódulos viáveis da FBN. Sobretudo, vale destacar que essa condição não é uniforme e depende da cultivar.

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Referências:

FERREIRA, M. M. et al. GM SOYBEAN NODULATION AND YIELD IN RESPONSE TO GLYFOSATE APPLICATIONS AND CO-INOCULATION. Rev. Bras. Cienc. Agrar. 2022. Disponível em: < https://agraria.pro.br/ojs32/index.php/RBCA/article/view/v17i4a2623/1493 >, acesso em: 03/12/2025.

GAZZIERO, D. L. P. et al. A ERA GLYPHOSATE: AGRICULTURA, MEIO AMBIENTE E HOMEM. CAP. 1, “A MOLÉCULA DE GLYPHOSATE”, 2016. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1048102 >, acesso em: 03/12/2025.

HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO. Tecnologias de Produção de Soja, sistemas de produção, 17, cap. 8. Embrapa Soja, Londrina – PR, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 03/12/2025.

HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DO NITROGÊNIO. Bioinsumos na cultura da soja, cap. 8. Embrapa, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 03/12/2025.

OLIVEIRA JUNIOR, R. S. INFLUÊNCIA DO GLYPHOSATE SOBRE A NODULAÇÃO E O CRESCIMENTO DE CULTIVARES DE SOJA RESISTENTE AO GLYPHOSATE. Planta Daninha, 2008. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pd/a/ZTqTNsSGh6fsfycyyTBjhJN/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 03/12/2025.

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TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

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Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.

Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Como dobrar a produção de soja? – MAIS SOJA

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Enquanto a média nacional da soja patina nas 60 sacas por hectare, um método baseado na construção do perfil do solo através da saturação de magnésio está reescrevendo o teto produtivo no Brasil. A técnica, que fundamentou o recorde de 135,49 sc/ha da Agro Mallon no CESB 2025, será revelada pelo consultor Leandro Barcelos na série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja“.

Com o objetivo de entregar independência técnica ao produtor, as aulas mostram como destravar a absorção de nutrientes e garantir resiliência hídrica. As inscrições para o treinamento online são limitadas e se encerram nesta terça-feira, dia 05/05.

Método inédito

Diferentemente de abordagens que buscam apenas tornar o cálculo de calagem mais preciso, o método desenvolvido por Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma: não se trata apenas de neutralizar o pH, mas de desenhar a arquitetura química do perfil do solo. Com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar a produtividade, a proposta rompe com o modelo tradicional baseado em cálcio e recomendações padronizadas, ao introduzir um cálculo por saturação na CTC em diferentes camadas do solo, permitindo que a planta desenvolva raízes mais profundas e aumente sua resistência a períodos de estresse hídrico.

O método de Barcelos fundamentou o recorde da Agro Mallon (Fazenda Santa Bárbara, Canoinhas/SC) no 17º Desafio do CESB (2025), com a marca histórica de 135,49 sc/ha. “O produtor aprendeu a olhar para o cálcio, mas esqueceu que o magnésio é o motor da clorofila e da absorção de fósforo. Sem o equilíbrio correto entre esses elementos, você pode aplicar o melhor adubo do mundo no sulco ou a lanço, que a planta não conseguirá processar”, afirma Barcelos.

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O Fim do “Voo às Cegas” na Adubação

O especialista alerta que a calagem convencional, muitas vezes aplicada apenas para elevar o pH do solo, tornou-se um dos maiores desperdícios financeiros do agronegócio. “O foco exclusivo no Cálcio ignora que o Magnésio é o fator limitante oculto na maioria das fazendas. Mesmo em solos considerados ‘corrigidos’, a falta de equilíbrio de bases trava o motor da clorofila e impede a absorção de fósforo, pago a peso de ouro”, explica o agrônomo.

Para romper essa barreira, a proposta de Barcelos substitui as receitas de balcão pelo cálculo por saturação de Magnésio na CTC (%Mg/CTC), analisando rigorosamente tanto a camada de 0 a 20 cm quanto a de 20 a 40 cm. Essa construção de perfil em profundidade é o que elimina a “barreira invisível” que condena a soja a explorar apenas a superfície. Além disso, Barcelos traz um alerta decisivo sobre a eficiência do insumo. “O carbonato de Magnésio tem maior dificuldade de dissociação que o de Cálcio. Se você não domina essa dinâmica química, o investimento fica parado na superfície e não vira produtividade”, explicou.

Dominar a química do perfil do solo permite que a planta nasça forte o suficiente para suportar janelas críticas de estresse hídrico, acessando reservas de água que o manejo comum não alcança. Segundo Barcelos, essa autonomia técnica é o que garante a segurança do produtor diante de um calendário agrícola apertado.

“Não adianta investir fortunas em fertilizantes de última geração se a porta de entrada da planta está bloqueada. É o paradoxo que vejo em todo o Brasil, lavouras morrendo de sede com água disponível logo abaixo, simplesmente porque o perfil do solo foi tratado como um depósito de insumos e não como um sistema biológico vivo”, pontua Leandro.

O Caso do CESB 2025

A prova de fogo desse manejo ocorreu na safra 2024/2025. Sob a consultoria de Leandro Barcelos e o uso do Método da ARDS (A Raiz da Solução), o produtor Charles Adriano Breda (gestor da fazenda AgroMallon) conseguiu colher mais de 135 sacas por hectare, mesmo enfrentando 18 dias de veranico.

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A resiliência hídrica, segundo o método, é fruto direto da correção do perfil do solo. Quando o magnésio e o cálcio estão em equilíbrio, a planta consegue aprofundar o sistema radicular para acessar o CAD (Capacidade de Água Disponível) em camadas de até 1,5 metros de profundidade.

“Um segredo técnico que poucos dominam é a relação entre Potássio e Magnésio. Muitos tentam aumentar o K para ganhar peso de grão, mas sem o Magnésio adequado na CTC, ocorre a inibição competitiva. O resultado? O produtor gasta com adubo, o nutriente compete entre si e a planta perde produtividade. O equilíbrio é o que destrava o sistema.”

Resultados Reais

A metodologia defendida por Leandro Barcelos é validada no campo por produtores de várias regiões do país, que transformaram o manejo em resultados históricos, mesmo sob pressão climática.

  • Eduardo Primon (Minas Gerais): O engenheiro agrônomo e produtor no Cerrado Mineiro, relata que o manejo focado nos pilares da raiz e fisiologia permitiu elevar a média global da fazenda de 70 para 90,5 sacas por hectare. Para ele, a planta precisa estar pronta para o “embate” contra o clima. “A soja é igual a um atleta de alta performance; qualquer manejo errado ou ‘tropeço’ no meio do caminho impede que se chegue às 100 sacas. Preparamos a planta para o estresse antes mesmo do plantio, o que nos garantiu recordes de 107 sacas em áreas monitoradas, mesmo com o clima adverso”, destaca Primon.
  • Márcio Natalli (Rio Grande do Sul): Em Boa Vista do Incra (RS), Natalli transformou a realidade da sua produção ao investir na construção do perfil do solo, elevando a sua média de 60 para 90 sacas por hectare. “Enquanto a vizinhança sentia o veranico, a nossa soja continuava verde e a procurar água no fundo. O salto para as 90 sacas é o resultado direto de um sistema radicular que trabalha onde o manejo comum não alcança. Sem raiz, não há teto produtivo que se sustente”, afirma o produtor.
  • Francisco Luçardo (Goiás): O produtor conseguiu romper a barreira das 70 sacas, atingindo o patamar das 100 sacas por hectare através do ajuste nutricional profundo. “Não basta apenas colocar adubo; é preciso garantir que o solo esteja equilibrado em profundidade para que a planta consiga absorver tudo o que oferecemos. Quando ajustamos esse equilíbrio, o investimento finalmente se transforma em produtividade real e grão no armazém”, resume Luçardo.
Capacitação e Independência Técnica

Para Leandro Barcelos, o papel do consultor estratégico é entregar o conhecimento certo que permita ao produtor retomar as rédeas da própria lavoura. “O produtor precisa parar de ficar na mão do balcão de vendas e de aceitar pacotes prontos. A lucratividade máxima só vem quando ele conquista a sua independência técnica, que é saber olhar para a análise de solo e decidir, com critério, o que e quando aplicar”, pontua.

A série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja” precede o evento presencial ARDS Experience e serve como porta de entrada para o Treinamento A Raiz da Solução 2.0. O programa é focado em construir um perfil de solo resiliente, respeitando o custo-benefício e a realidade financeira de cada fazenda.

As inscrições para a série gratuita estão na reta final e podem ser realizadas pelo link abaixo até terça-feira (05/05) clique aqui

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Quem é Leandro Barcelos?

Especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás da conquista do último campeonato nacional de produtividade de soja do CESB 2025. Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural e caminhoneiro a gerente de fazenda, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil. Sempre considerando o tempo necessário de cada fazenda para chegar às altas produtividades. Evoluir significa Transformar, ou seja, usar o mesmo dinheiro no local e forma certa , transforma a produtividade gerando mais lucro. Assim, a Raiz é a solução e produtividade é que paga conta.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA caem quase 30%, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos Estados Unidos caiu 29,5% na semana encerrada em quarta-feira (30), totalizando 450.145 toneladas.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório semanal de inspeção de embarques. No mesmo período, milho e trigo registraram aumento nas inspeções.

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Segundo o USDA, o milho somou 2,03 milhões de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 22,4% frente à semana anterior. Já o trigo alcançou 434.204 toneladas, avanço de 17,4% na mesma comparação.

O relatório indica, portanto, comportamento distinto entre os principais grãos embarcados pelos Estados Unidos no fechamento de abril. Enquanto milho e trigo ganharam ritmo semanal nos portos, a soja apresentou desaceleração nas inspeções, dado que serve como referência para o fluxo efetivo de exportações.

No acumulado do ano comercial, o milho mantém desempenho acima do registrado no ciclo anterior. As inspeções do cereal estão 30,5% superiores às observadas no mesmo período do ano passado. No caso do trigo, o avanço acumulado é de 12%.

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A soja segue em direção oposta. De acordo com o USDA, o volume inspecionado no ano comercial está 23,5% abaixo do verificado em igual intervalo da temporada passada. Esse resultado mostra perda de ritmo nos embarques do grão norte-americano ao longo do ciclo atual.

O ano-safra considerado pelo USDA começa em 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja. O relatório não detalha, neste recorte, os destinos das cargas nem os fatores específicos para a variação semanal por produto.

Os dados reforçam que o monitoramento semanal das inspeções segue relevante para medir a competitividade dos grãos dos Estados Unidos no mercado externo. Nas próximas divulgações, a atenção deve permanecer sobre a soja, diante do recuo semanal e da defasagem acumulada no ano comercial.

O post Inspeções de soja para exportação nos EUA caem quase 30%, aponta USDA apareceu primeiro em Canal Rural.

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