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21 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Glifosato afeta a nodulação da soja ? – MAIS SOJA

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O glifosato é um dos herbicidas mais utilizados no manejo e controle de plantas daninhas em soja, especialmente em cultivares consideradas tolerantes (Roundup Ready – RR), em que é possível utilizar o glifosato na pós-emergência da cultura. Sobretudo, embora apresente grande aptidão para uso na cultura da soja, dependendo das condições de ambiente, manejo e cultivar, o glifosato pode desencadear alguns efeitos indesejados na soja, afetando características fisiológicas da planta como a nodulação.

A boa nodulação da soja é indispensável para a obtenção de altas produtividades. Através da fixação biológica de nitrogênio (FBN) que ocorre nos nódulos das raízes, todo o nitrogênio requerido pela soja para boas produtividades é fornecido para a cultura, por meio da simbiose que ocorre entre planta e bactérias fixadoras de nitrogênio.

Visando altas produtividades, o ideal é que durante o período de V3 – V4 a planta de soja apresente pelo menos 10 nódulos viáveis, com tamanho igual ou superior a 2 mm (Hungria & Nogueira, 2020). Quando a soja atingir o período do florescimento, a soja deve apresentar de 15 e 30 nódulos viáveis para que sua exigência de nitrogênio seja suprida.

Figura 1. Raiz de soja nodulada (A) e corte de nódulo (B), mostrando a coloração rósea interna indicativa de atividade da nitrogenase, pela presença de leg-hemoglobina funcional.
Fotos: Mariangela Hungria (A) e Marco Antonio Nogueira (B)
Glifosato e a nodulação da soja

A influência do glifosato na nodulação da soja tem sido analisada por diversos estudos ao longo dos anos, principalmente após a difusão do glifosato como ferramenta de manejo na pós-emergência da cultura. Analisando os efeitos causados pelas aplicações de glifosato sobre 20 cultivares de soja RR, Oliveira Junior et al. (2008) observaram diferenças significativas, expressando redução do número de nódulos em função da utilização do glifosato em diferentes modalidade de aplicação (tabela 1), mas com variação de acordo com a cultivar.

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Tabela 1. Modalidades de aplicação com glifosato, doses (kg e.a. ha-1), épocas de aplicação e estádios de desenvolvimento da soja.
Fonte: Oliveira Junior et al. (2008)

Os resultados apresentados pelos autores indicam que a resposta da soja ao glifosato, no que se refere à nodulação, depende diretamente do nível de tolerância de cada cultivar. Observou-se que determinados grupos de cultivares mais sensíveis apresentaram maior redução no número de nódulos quando submetidos à aplicação única em dose menor, em comparação aos demais grupos. Em aplicações sequenciais com dose mais elevada, esse mesmo conjunto de cultivares sensíveis, ampliado por outras que também demonstraram baixa tolerância, novamente exibiu as maiores reduções na nodulação.

Já na aplicação única em dose maior, as cultivares se distribuíram em três grupos distintos: um grupo mais afetado, um grupo intermediário (que apresentou redução moderada no número de nódulos) e um grupo menos afetado. Esses resultados evidenciam que a interferência do glifosato na nodulação da soja não é uniforme, variando conforme o grupo de cultivares e seu respectivo nível de tolerância ao herbicida (Oliveira Junior et al., 2008).

Quadro 1. Produção relativa de número de nódulos (NN) em 20 variedades de soja RR, em função de cinco modalidades de aplicação com glifosato.
Fonte: Oliveira Junior et al. (2008)

De acordo com Oliveira Junior et al. (2008), todas as doses e modalidades de aplicação de glifosato causaram redução em todas as variáveis avaliadas (incluindo nodulação), quando comparado a testemunha, além disso, os autores destacam que os efeitos do glifosato sobre a soja RR são dependentes de fatores como variedade, grupo de maturação, época de aplicação e dose. Estudos mais recentes corroboram o observado por Oliveira Junior et al. (2008).  Conforme observado por Ferreira et al. (2022), sob determinadas condições, a aplicação de glifosato pode reduzir a nodulação da soja.

Dentre as principais hipóteses relacionadas a causa, destacam-se a relação da nodulação com o fitormônio etileno. A molécula do glifosato inibi a enzima 5-enolpiruvilshiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), a qual é catalisadora das reações de síntese dos aminoácidos aromáticos fenilalanina, tirosina e triptofano. No entanto, além de inibição direta dessa enzima, essa molécula também atua influenciando o metabolismo vegetal, em processos, como a inibição da síntese de clorofila, estimula a produção de etileno, reduz a síntese de proteínas e o aumento da concentração do ácido indol-acético (IAA), prejudiciais ao crescimento e sobrevivência da planta (Gazziero et al., 2016).

Em plantas tolerantes como a soja RR, essa interferência no metabolismo não é suficiente para levar a planta à morte, entretanto, efeitos adversos podem ser observados, sendo um deles, a redução da nodulação em cultivares consideradas mais sensíveis. Tal fato decorre em função da produção endógena de etileno, que pode prejudicar a nodulação da soja, contudo, em alguns casos, a inibição da nodulação por etileno, pode ser compensada pela produção de rizobiotoxina por Bradyrhizobium elkanii. Tal mecanismo de limitação da produção de etileno não é conhecido em outras espécies de rizóbios, logo, plantas de soja inoculadas com estirpes de B. japonicum podem ter sua nodulação mais afetada do que as inoculadas com estirpes de B. elkanii (Mattos et al., 2019).

Nesse contexto, além do adequado posicionamento de herbicidas em soja, definir as bactérias fixadoras de nitrogênio que irão compor a inoculação da soja, bem como a coinoculação, são estratégias de manejo que podem mitigar os efeitos do glifosato na nodulação da soja. De forma conjunta, a adubação da cultura com micronutrientes essenciais para a FBN como Cobalto e Molibdênio pode contribuir para uma melhor e mais eficiente nodulação das plantas.

Em síntese, dependendo da cultivar, a aplicação de glifosato pode estimular a planta a elevar a produção de etileno, prejudicando a nodulação da soja, e consequentemente afetando o número de nódulos viáveis da FBN. Sobretudo, vale destacar que essa condição não é uniforme e depende da cultivar.

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Referências:

FERREIRA, M. M. et al. GM SOYBEAN NODULATION AND YIELD IN RESPONSE TO GLYFOSATE APPLICATIONS AND CO-INOCULATION. Rev. Bras. Cienc. Agrar. 2022. Disponível em: < https://agraria.pro.br/ojs32/index.php/RBCA/article/view/v17i4a2623/1493 >, acesso em: 03/12/2025.

GAZZIERO, D. L. P. et al. A ERA GLYPHOSATE: AGRICULTURA, MEIO AMBIENTE E HOMEM. CAP. 1, “A MOLÉCULA DE GLYPHOSATE”, 2016. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1048102 >, acesso em: 03/12/2025.

HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO. Tecnologias de Produção de Soja, sistemas de produção, 17, cap. 8. Embrapa Soja, Londrina – PR, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 03/12/2025.

HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DO NITROGÊNIO. Bioinsumos na cultura da soja, cap. 8. Embrapa, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 03/12/2025.

OLIVEIRA JUNIOR, R. S. INFLUÊNCIA DO GLYPHOSATE SOBRE A NODULAÇÃO E O CRESCIMENTO DE CULTIVARES DE SOJA RESISTENTE AO GLYPHOSATE. Planta Daninha, 2008. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pd/a/ZTqTNsSGh6fsfycyyTBjhJN/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 03/12/2025.

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El Niño será o pesadelo da soja? Calor de 42°C, veranico e chuva irregular ameaçam safra; saiba onde

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Imagem gerada por IA

O início do plantio da soja na safra 2026/27 exige atenção redobrada dos produtores diante dos efeitos do El Niño sobre o clima brasileiro. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o fenômeno pode favorecer uma combinação de chuva irregular, temperaturas elevadas e eventos meteorológicos mais extremos ao longo do ciclo.

Müller explica que o aquecimento dos oceanos interfere na atmosfera e aumenta a quantidade de vapor de água disponível, elevando também a energia para a formação de eventos meteorológicos mais intensos.

“Se eu tenho mais calor, tenho mais vapor de água indo para a atmosfera, consequentemente, mais energia. E essa energia é toda transferida para, muitas vezes, eventos climáticos mais extremos e com mais frequência”, comenta.

Chuva deve firmar a partir de outubro

Para o Centro-Oeste, Müller aponta que as chuvas devem ganhar força a partir da segunda quinzena de outubro. O cenário é especialmente importante para Mato Grosso, onde parte das áreas produtoras ainda precisa recuperar a umidade do solo.

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“Mato Grosso como um todo não está com reposição íntegra do solo. Precisa chover 100, 150 milímetros para desdar esse mapa de Mato Grosso”, diz.

O meteorologista também destaca que a distribuição da chuva pode ser bastante irregular entre as regiões. Em áreas como Ipiranga do Norte, Sinop e Sorriso, em Mato Grosso, ele identifica uma condição de transição, com diferenças na disponibilidade de precipitação.

Segundo Müller, o produtor precisa acompanhar de perto essa distribuição porque o comportamento das chuvas não será necessariamente uniforme durante o início da safra.

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Novembro acende alerta para veranico e calor

Novembro também exige atenção. Müller comenta que algumas regiões podem enfrentar períodos de veranico, justamente em uma fase importante para o desenvolvimento das lavouras.

Ao mesmo tempo, o Centro-Oeste pode registrar temperaturas muito elevadas. A previsão apresentada pelo meteorologista indica possibilidade de marcas entre 40°C e 42°C em algumas áreas.

A combinação entre calor intenso e períodos de menor precipitação aumenta a atenção sobre a disponibilidade de água no solo durante o estabelecimento das lavouras.

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Sul pode enfrentar excesso de chuva

Enquanto o Centro-Oeste chama atenção pela possibilidade de chuva irregular e temperaturas elevadas, o cenário é diferente no Sul.

Müller aponta possibilidade de excesso de chuva em áreas do Paraná e de Santa Catarina. Já no Norte, a tendência apresentada é de precipitação abaixo da média acompanhada de temperaturas elevadas.

Além das condições para as lavouras, o cenário de chuva no Norte também pode trazer impactos para a logística de transporte de grãos pelo Arco Norte.

O meteorologista também comenta sobre o uso de anos anteriores para tentar antecipar o comportamento climático da safra atual. “O clima nunca é igual. A similaridade é uma ferramenta para você agregar numa explicação oficial de previsão. Mas ela não pode ser levada a ferro e fogo”, afirma.

Por isso, Müller reforça a necessidade de acompanhar a evolução das condições meteorológicas durante o plantio. “De uma forma geral, cautela nesse início de plantio. Chuvas firmando a partir de 15 de outubro”, diz.

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Estresse hídrico pode comprometer

O alerta climático também chama atenção para os possíveis efeitos do estresse hídrico sobre as lavouras. Nesse contexto, Reinaldo Bonnecarrere, vice-presidente da Elicit Plant para Brasil e América Latina, comenta que os impactos do estresse podem começar antes mesmo de os sinais aparecerem de forma evidente na lavoura.

“Quando vemos a folha murchando ou mudando de aspecto, muitas vezes ela já passou por uma série de alterações fisiológicas”, afirma.

Bonnecarrere explica que o impacto não depende apenas da quantidade de chuva, mas também do tempo de duração do período seco e da fase de desenvolvimento em que a planta se encontra.

“Não se trata apenas de ter ou não chuva. É preciso saber quanto tempo dura o intervalo sem precipitação e em que fase a planta está naquele momento”, diz.

Para ele, antecipar a atenção ao estresse é importante porque a retomada das chuvas não necessariamente recupera todo o potencial produtivo perdido pela planta. “Chuva depois do estresse pode recuperar a planta, mas não necessariamente recupera o potencial produtivo que ela perdeu”, afirma.

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Primavera começa com El Niño forte e exige atenção à distribuição das chuvas nas regiões produtoras – MAIS SOJA

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A primavera começa no Brasil no dia 22 de setembro, às 21h05, sob a influência de um El Niño forte, que deve ganhar intensidade nos próximos meses. Para o agronegócio, o ponto de atenção não está apenas no volume acumulado de chuva, mas também em como as precipitações serão distribuídas durante a estação em diferentes regiões produtoras.

“A primavera é um período de grande importância para o agronegócio. Em grande parte das regiões produtoras do país, tem início a semeadura da safra de grãos de verão. Além disso, as chuvas retornam às pastagens em diversas áreas produtoras de carne e leite e ocorre a florada do café, entre outras atividades”, diz Desirée Brandt, sócia-executiva e meteorologista da Nottus.

Segundo a Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios, o cenário traz condições favoráveis para o início da primeira safra em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, exige acompanhamento da regularidade das chuvas e do comportamento do clima ao longo do ciclo agrícola.

A força do El Niño na primavera – O El Niño já está forte no Pacífico equatorial, com temperaturas superiores a 2°C acima da média, e a previsão indica aquecimento adicional nos próximos meses. O último relatório do NOAA aponta que há 98% de probabilidade de o fenômeno atingir nível muito forte ainda em 2026. A Nottus projeta a permanência do El Niño até o outono de 2027.

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A intensidade do fenômeno no Pacífico, porém, não determina de forma uniforme o comportamento da chuva no Brasil. No país, os efeitos variam conforme a região e podem incluir excesso de precipitação no Sul, além de maior irregularidade das chuvas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

Início de safra favorável, com atenção para a safrinha – No Sudeste e no Centro-Oeste, a expectativa é de chuvas que podem superar a média em determinados períodos da primavera. O comportamento favorece o início da primeira safra, com condições de precipitação para culturas como soja e algodão. Porém, caso a estação chuvosa termine mais cedo, o milho de segunda safra pode enfrentar condições menos favoráveis. Por isso, além do volume acumulado, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo será determinante para o planejamento das lavouras.

Excesso de chuva no Sul – A previsão indica chuva acima da média e volumes expressivos durante a primavera no Sul. Os maiores acumulados tendem a se concentrar em Santa Catarina e Paraná, que já registram elevados volumes de precipitação. O excesso de chuva pode chegar a localidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul, aumentando a atenção nas áreas agrícolas mais ao sul do Sudeste e do Centro-Oeste.

O Rio Grande do Sul também permanece no radar, diante da possibilidade de eventos extremos. A previsão, no entanto, aponta que as chuvas mais intensas devem se concentrar em Santa Catarina e Paraná.

Maior irregularidade no Matopiba e em áreas do Norte – No sentido oposto, o Matopiba, formado por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e o centro-leste do Pará estão entre as regiões que exigem mais atenção. A previsão é de chuva abaixo da média no Nordeste, no norte de Minas Gerais e em parte do Norte durante novembro. Em áreas do norte de Minas Gerais e de Goiás e no nordeste de Mato Grosso, especialmente no Vale do Araguaia, o cenário não é de ausência de chuva, mas de maior irregularidade em comparação com outras áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

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Chuva e calor exigem acompanhamento durante a estação – A primavera será marcada por temperaturas elevadas. As ondas de calor mais intensas e duradouras devem se concentrar no Norte e Nordeste, enquanto Sudeste e Centro-Oeste tendem a registrar médias acima do normal, com períodos de calor intenso menos prolongados.

Em novembro, a previsão indica chuva forte e risco de eventos extremos entre o Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto as precipitações se espalham pelo Sudeste, Centro-Oeste, Acre, Rondônia e Amazonas. Em dezembro, o El Niño permanece atuante, mantendo as condições para chuvas e ventos fortes no Sul e nas áreas mais ao sul do Sudeste e do Centro-Oeste.

Para o agronegócio, o cenário reforça a necessidade de acompanhar a distribuição das chuvas durante toda a estação, considerando as características de cada região e o estágio das culturas. A evolução das condições meteorológicas pode interferir nas diferentes etapas das próximas safras, desde o início do plantio até o desenvolvimento das lavouras.

Sobre a Nottus

A Nottus é uma empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. Com equipe altamente qualificada, traduz o grande volume de dados sobre fenômenos climáticos em boletins analíticos claros e objetivos, com informações direcionadas aos interesses de seus clientes. A Nottus avalia e consolida referências dos principais modelos de previsão meteorológica, como os americanos Global Ensemble Forecast System (GEFS), Global Forecast System (GFS) e Climate Forecast System (CFS) e o modelo europeu European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF), e também dados detalhados de monitoramento climático do Brasil para entregar soluções confiáveis e acessíveis ao público, valendo-se de tecnologia de ponta, análise de dados, machine learning e outras técnicas de inteligência artificial, e também do olhar experiente e acurado de seus especialistas.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Plantio de soja terá menor avanço de área em 20 anos, aponta Pátria Agronegócios

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O plantio de soja da safra 2026/27 começou no Brasil e já alcança 0,73% da área total, segundo levantamento da Pátria Agronegócios divulgado em 18 de setembro. O ritmo está acima do registrado no mesmo período de 2025, quando 0,64% da área havia sido semeada, e também supera os 0,70% observados em 2024.

Apesar do avanço, o plantio ainda está em estágio inicial. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 0,36% para este mesmo período, o percentual atual representa um ritmo mais acelerado.

Segundo a Pátria, os trabalhos de campo começaram principalmente no Paraná e em Mato Grosso, dois dos principais estados produtores de soja do país.

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Crescimento de área

A Pátria Agronegócios destaca que a nova safra começa com a expectativa de um dos menores crescimentos de área dos últimos 20 anos.

O levantamento inicial da consultoria aponta incremento de apenas 370 mil hectares na área cultivada com soja nesta temporada. A estimativa reforça a perspectiva de uma expansão mais limitada da área plantada no ciclo 2026/27.

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