Connect with us
4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do algodão – MAIS SOJA

Published

on


Depois de atingirem um pico em maio deste ano, os preços médios do algodão em pluma vêm, desde então, registrando quedas mensais consecutivas – já são seis meses seguidos de baixa, levando a média de novembro ao menor patamar desde setembro de 2009, em termos reais (IGP-DI de out/25).

Esse cenário é resultado da maior oferta nacional, da demanda interna retraída e do enfraquecimento também nos valores internacionais. Ainda que as exportações continuem apresentando excelente desempenho, os estoques de passagens devem permanecer elevados.

A média de novembro foi de R$ 3,4505/lp, com baixa de 1,91% em relação à de outubro/25, de 12,5% sobre novembro/24 e a menor desde setembro/09, quando esteve em R$ 3,4089/lp, em termos reais. Em dólar, a média mensal doméstica foi de US$ 0,6444/lp, valor 2% acima do primeiro vencimento da Bolsa de Nova York (ICE Futures, US$ 0,6321/lp), mas 14,3% inferior ao Índice Cotlook A (US$ 0,7523/lp). Ao longo de novembro (de 31 de outubro a 28 de novembro), o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) acumulou queda de 0,23%, fechando a R$ 3,4779/lp no dia 28. Ainda, a cotação ficou, em média, 1,2% abaixo da paridade de exportação no mês.

Em novembro, agentes já começavam a se programar para o recesso de final de ano e adquiriam a matéria-prima de forma pontual. Para os manufaturados, empresas continuaram apontando para demanda pontual. Vale considerar que o consumo global de têxtil também está desaquecido.

Entre vendedores, os que tinham maior necessidade de caixa e/ou que buscavam liquidar lotes aceitaram valores menores nas efetivações de negócios. Ainda assim, a dificuldade de acordo quanto ao preço e/ou à qualidade dos lotes disponibilizados também limitou a maior liquidez.

Vale considerar que diante dos grandes volumes contratados e das remunerações mais atrativas do que as vendas no mercado spot, além dos embarques dos contratos a termo, agentes buscaram realizar novas programações, tanto para o início de 2026 quanto envolvendo lotes da próxima temporada.

Já no campo, as atenções estiveram voltadas ao início do cultivo da nova temporada, com avaliação das perspectivas climáticas para o novo cultivo. Quanto ao beneficiamento do algodão, dados da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) mostram que, até 27 de novembro, já chegou em 81,73% da safra 2024/25 no País. Em Mato Grosso, o percentual era de 79%, e, na Bahia, de 92%.

A Conab (Companhia Nacional de Abasteciemento) mantém suas projeções de oferta para a nova temporada em linha com as registradas em 2025. Nos dados divulgados em novembro, a Companhia estimou a produção nacional de pluma em 4,03 milhões de toneladas na safra 2025/26, 1,2% inferior à de 2024/25.

Porém, como os estoques iniciais de janeiro/26 devem ser elevados, a disponibilidade interna deve ficar 6,5% acima da registrada em 2025, para 6,8 milhões de toneladas. Deste total, a Companhia estima que 730 mil toneladas sejam consumidas internamente e 3,06 milhões de toneladas, exportadas. Mesmo assim, em dezembro/26, os estoques finais devem superar 3 milhões de toneladas, um recorde. Vale destacar que as exportações seguem a todo vapor. Em novembro, os embarques somaram 402,5 mil toneladas, superando em 34,4% a quantidade escoada em todo mês de novembro do ano passado e 36,9% a de outubro/25, sendo este o maior volume embarcado em um mês de novembro e ficando apenas 3,2% inferior ao recorde exportado em janeiro/25 (415,6 mil toneladas), conforme apontam dados da Secex.

Já os preços médios de exportação ficaram em US$ 0,7214/lp no mês, retração de 2% sobre os de outubro/25 e 11,8% abaixo/acima dos de novembro/24 (US$ 0,8176/lp). Trata-se do menor valor desde janeiro/21 (US$ 0,7040/lp).

MERCADO INTERNACIONAL – A paridade de exportação (FAS) calculada pelo Cepea caiu 4,1% entre 31 de outubro e 28 de novembro, para R$ 3,4633/lp (US$ 0,6495/lp) no porto de Santos (SP) e para R$ 3,4738/lp (US$ 0,6515/lp) no de Paranaguá (PR). Isso porque o Índice Cotlook A teve baixa de 3,17% no mês, passando para US$ 0,7495/lp no dia 28, enquanto o dólar se desvalorizou 0,91% frente ao Real no mesmo período, cotado em R$ 5,332 também no dia 28. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), de 31 de outubro a 28 de novembro, o vencimento Dez/25 caiu 4,01%, para US$ 0,6291/lp; o Mar/26 recuou 3,03%, para US$ 0,6471/lp; Maio/26 registrou baixa de 2,92%, para US$ 0,6592/lp; e Jul/26, de 2,98%, para US$ 0,6696/lp.

RITMO INDUSTRIAL – Dados do IBGE mostram que, entre setembro e outubro de 2025, a produção industrial do setor de fabricação de produtos têxteis recuou apenas 0,8%, mas, na comparação anual (outubro/25 frente a outubro/24), avançou 5,9%. O segmento de confecção de artigos de vestuário e acessórios registrou elevação de 3,8% no mês, mas caiu 1,1% no ano. Entre os segmentos têxteis, o de tecelagem (exceto vestuário) segue crescente, com alta de 20,6% no comparativo anual, no entanto, esta foi a menor variação positiva do setor desde novembro/24. Para os demais, o setor de malharia e tricotagem recuou 6,3%, enquanto a fabricação de tecidos de malha e a preparação e fiação de fibras têxteis caíram 4,8% e 5,1%, respectivamente. Já a fabricação de artefatos têxteis (exceto vestuário) teve baixa de 0,6%; e a de vestuário e acessórios, 1,1%.

CAROÇO DE ALGODÃO – Na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do caroço de algodão recuaram em novembro, mas ainda estiveram acima dos praticados no ano anterior. O enfraquecimento nos valores está relacionado à menor demanda do período, especialmente com as precipitações da época. Dados do Cepea mostram que, em novembro, em Lucas do Rio Verde (MT), a média do caroço foi de R$ 850,03/t, retração de 4,1% frente à de outubro/25, porém, elevação de 4,2% em relação a novembro/24; em Primavera do Leste (MT), a média foi de R$ 957,24/t, baixa de 2,5% na comparação mensal, mas alta de 4,5% na anual; em Campo Novo do Parecis (MT), de R$ 902,78/t, retração mensal de 2,3% e avanço anual de 9,2%; em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.191,15/t, aumentos de 1,8% no mês e de 10% no ano; e em São Paulo (SP), de R$ 1.356,28/t, recuo de 5,1% e alta de 6,1%, nesta ordem.

Confira o Agromensal novembro/2025 do Algodão completo, clicando aqui!

Fonte: CEPEA



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS NOVEMBRO/2025

Site: CEPEA

Continue Reading

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

Published

on


 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.

* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.

* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.

* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.

* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.

* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).

AGENDA

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

Continue Reading

Sustentabilidade

Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

Published

on


Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.

Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.

De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.

Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.

Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.

O post Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

Published

on


As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT