Sustentabilidade
Análise mensal do mercado do arroz – MAIS SOJA

O cenário do mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul seguiu desfavorável em novembro, marcado pela reduzida atuação de agentes no spot e pela continuidade das quedas de preços. Com as cotações ainda abaixo dos custos de produção, muitos orizicultores adotaram postura cautelosa e concentraram esforços nas atividades de campo. Nesse contexto, a semeadura da safra 2025/26 avançou de forma expressiva, favorecida por condições climáticas mais adequadas ao longo do período. Ainda assim, produtores com maior necessidade de capitalização acabaram cedendo aos patamares vigentes.
Indústrias seguiram relatando dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, além de pressão vinda do atacado e varejo. Esse quadro continuou limitando os preços pagos pela matéria-prima. Assim, nem mesmo sinais positivos observados ao longo do mês, como bons volumes exportados e alguma demanda de outros estados, foram suficientes para conter o movimento de baixa no mercado interno.
Na reta final de novembro, a maior parte dos negócios acompanhados pelo Cepea foi pontual. De modo geral, agentes demonstram apreensão diante da combinação de fatores desfavoráveis: queda no consumo doméstico, elevada oferta do grão e nova retração da demanda internacional.
PREÇOS – Em novembro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) teve média de R$ 54,82/sc de 50 kg, recuo de 5,48% frente a outubro; as regiões da Depressão Central, Campanha e Planície Costeira Externa fecharam a média de novembro a R$ 50,77/sc, a R$ 52,76/sc e a R$ 54,07/sc, respectivamente, recuos de 6,16%, 6,74% e 7,17%, no mesmo comparativo. A região da Fronteira Oeste encerrou a R$ 54,33/sc, queda de 7,73% frente à de outubro. A Planície Costeira Interna e a Zona Sul encerraram novembro com médias de R$ 57,62/sc e de R$ 57,77/sc, retração de 2,33% e 3,31%, na mesma ordem.
OUTROS RENDIMENTOS – Em relação aos demais rendimentos acompanhados pelo Cepea, a média de preços do produto com 50% a 57% de grãos inteiros cedeu 4,09% entre outubro e novembro, a R$ 53,12/sc de 50 kg. Para os grãos com 59% a 62% de inteiros, a baixa foi de 5,45%, a R$ 54,61/sc. Quanto ao produto de 63% a 65% de grãos inteiros, houve desvalorização de 5,56% no mesmo comparativo, a R$ 55,75/sc.
VAREJO – O IPCA-15, divulgado pelo IBGE em 26 de novembro, teve alta de 0,2% em novembro. Já para o arroz, houve recuo de 3,1% na média nacional entre 14 de outubro e 13 de novembro, o que marca a 13ª queda consecutiva.
CAMPO – No campo, o cultivo da safra 2025/26 se aproxima do fim no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, sustentando a expectativa de maior produtividade nesta temporada. Segundo o Irga, até o dia 27 de novembro, a semeadura havia atingido 92% da área prevista. As regiões mais avançadas na semeadura do arroz eram a Zona Sul (97,85%), seguida por Planície Costeira Externa (97,36%), Planície Costeira Interna (95,02%), Campanha (93,46%), Fronteira Oeste (92,08%) e Depressão Central (77,05%).
Nos demais estados produtores, dados da Conab indicam que, até 29 de novembro, 77,9% da área estimada foi semeada, com destaque para Santa Catarina (99,2%), seguida por Goiás (76%), Tocantins (45%), Mato Grosso (10,4%) e Maranhão (5,1%). No total, 94% das lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo e 4,7%, em emergência.
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Fonte: CEPEA

Autor:AGROMENSAIS NOVEMBRO/2025
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.
O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.
* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.
* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.
* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.
* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.
* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).
AGENDA
09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).
11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.
—–Quarta-feira (05/08)
06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.
– Resultado financeiro da Brava Energia.
—–Quinta-feira (06/08)
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.
—–Sexta-feira (07/08)
09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).
03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).
08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– China: Balança Comercial (julho).
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.
Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.
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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.
De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.
Mercado acompanha safra dos Estados Unidos
No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.
Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.
Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.
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Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.
De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.
Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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