Sustentabilidade
Soja/RS: Soja no RS entra na fase final com queda de produtividade e impacto do clima – MAIS SOJA

A cultura da soja apresentou avanço significativo de fases, aproximando do final do ciclo. Predominam as fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (37%), além da colheita (5%), que avançou e se estendeu para diferentes regiões administrativas.
As condições climáticas do período, caracterizadas por precipitações irregulares e mal distribuídas, associadas às temperaturas elevadas, continuam determinando forte variabilidade no desempenho das lavouras.
De forma geral, as lavouras implantadas no início da janela de semeadura se encontram em maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas semeadas mais tardiamente ainda estão em enchimento de grãos, dependendo de condições hídricas adequadas para definição do rendimento. O estresse térmico e hídrico durante o período reprodutivo acelerou a senescência foliar e antecipou o ciclo em parte das áreas, reduzindo o potencial produtivo. A heterogeneidade entre lavouras, mesmo em localidades próximas, permanece elevada, refletindo diferenças de época de semeadura, regime hídrico e condições de manejo.
Em relação à sanidade das lavouras, segue a intensificação dos manejos fitossanitários, com destaque para o controle de ferrugem-asiática e de pragas associadas à fase de enchimento de grãos.
A estimativa atual da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 2.871 kg/ha, o que representa redução de 9,7% em relação à estimativa realizada no início da safra, refletindo os efeitos da irregularidade hídrica. A área cultivada está estimada em de 6.624.988 hectares.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita teve início, especialmente em Manoel Viana, nas lavouras precoces semeadas em outubro. As produtividades iniciais variam entre 3.000 kg/ha nas áreas de sequeiro, em localidades beneficiadas pelas chuvas, e 3.600 kg/ha nas áreas irrigadas. Os produtores já realizam dessecação, visando uniformizar a maturação de áreas implantadas na mesma época.
Em Uruguaiana, aproximadamente 85% dos 3.000 hectares são irrigados, e a produtividade está estimada em 3.180 kg/ha, influenciada por altas temperaturas na fase reprodutiva e por limitações pontuais no uso de água. Em áreas de sequeiro, a estimativa é de cerca de 2.000 kg/ha, indicando forte impacto da restrição de umidade. Em Itacurubi, as perdas atingem até 50% do potencial produtivo, havendo registros de perda total em áreas semeadas em outubro.
Na Campanha, há lavouras em maturação em Dom Pedrito (15%), Caçapava do Sul (10%) e Hulha Negra (4%), e o início da colheita está previsto para a última semana de março. Em Dom Pedrito, cerca de 25% dos 165.000 hectares estão cultivados em áreas de várzea, mantendo potencial produtivo superior, o que contribui para elevar a média municipal.
Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as chuvas do período, apesar de irregulares, amenizaram parcialmente as perdas nas lavouras tardias. Em Muitos Capões, áreas precoces estão sendo colhidas com rendimentos entre 1.800 e 2.400 kg/ha. As condições das lavouras tardias estão melhores, e a produtividade estimada está próxima de 3.000 kg/ha, ainda inferior à expectativa inicial de 4.200 kg/ha.
Na de Erechim, as lavouras estão em fase de formação de legumes, enchimento de grãos e início de maturação. O abortamento de flores, associado ao excesso de calor, tem levado produtores a reavaliar o potencial produtivo. Segue a intensificação do monitoramento e controle da ferrugem-asiática com base em sistemas de detecção regional. A colheita deverá iniciar nos próximos dias nas áreas mais precoces.
Na de Frederico Westphalen, 5% estão em desenvolvimento vegetativo, 5% em floração, 45% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 5% colhidos. As produtividades obtidas apresentam redução de 15% em relação às projetadas.
Na de Ijuí, a cultura evolui rapidamente para a maturação, e mais de 30% da área alcançou essa fase; cerca de 3% foram colhidos. A má distribuição de chuvas e o calor têm antecipado o ciclo, reduzindo o potencial produtivo. Em Santa Bárbara do Sul, onde houve manutenção da umidade do solo, as lavouras apresentam elevado potencial produtivo. As lavouras em maturação apresentam folhas com coloração verde-amarelada, indicando boa sanidade. O desenvolvimento das áreas de segundo cultivo está apropriado, mas o porte está inferior ao ideal. Nas lavouras tardias, os manejos foram direcionados ao controle de tripes, ácaros, percevejos e doenças.
Na de Passo Fundo, 35% estão em fase de formação de vagens, 40% em maturação fisiológica, 10% maduros para colheita e 5% já colhidos. As lavouras precoces apresentam redução de produtividade em torno de 30% em função do estresse hídrico. Observou-se aumento da necessidade hídrica, e diversas áreas estão entrando em déficit.
Na de Pelotas, o desenvolvimento das lavouras está normal e em recuperação, que foi favorecida pela continuidade das chuvas. A distribuição das fases indica 1% em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 74% em enchimento de grãos e 6% em maturação. Embora muitas lavouras já tenham definido seu potencial produtivo, parte das perdas não será revertida. O avanço da maturação permitirá o encaminhamento gradual das áreas para a colheita nas próximas semanas.
Na de Santa Maria, a área cultivada está estimada em 1.035.576 hectares e a produtividade média em 2.843 kg/ha, representando redução de 7,1% em relação à expectativa inicial de 3.059 kg/ha. A colheita avançou para 5% da área. Em lavouras em floração e enchimento de grãos, seguem as aplicações de fungicidas e inseticidas, com atenção à incidência de ferrugem-asiática.
Na de Santa Rosa, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 57% em enchimento de grãos e 25% em maturação. Cerca de 1% foi colhido com produtividade entre 1.500 e 3.000 kg/ha. As condições climáticas continuam limitando o enchimento de grãos, e as perdas de produtividade podem alcançar 40%. Áreas implantadas após o milho, no final de janeiro, iniciaram a floração, mas o potencial produtivo está reduzido devido ao estresse inicial.
Em Garruchos, as lavouras implantadas no início de novembro apresentam sinais de final de ciclo. Já as áreas de dezembro ainda estão em enchimento de grãos, e houve formação de legumes no terço superior do dossel após chuvas recentes, o que pode resultar tanto em aumento de rendimento em cultivares de ciclo longo quanto em desuniformidade de maturação em materiais de ciclo curto.
Na de Soledade, o regime de chuvas esparsas manteve os níveis de umidade do solo adequados para parte das lavouras, que avançam seu ciclo. A distribuição das fases indica 2% em desenvolvimento vegetativo, 5% em floração, 43% em enchimento de grãos, 40% em maturação fisiológica, 7% em maturação de colheita e 3% colhidos. As áreas colhidas apresentam produtividades variadas, inferiores à média projetada, em muitos casos, devido às limitações de manejo de solo, que intensificaram os efeitos da estiagem. Seguem intensos os manejos fitossanitários, com aplicações de fungicidas para ferrugem-asiática e doenças de final de ciclo, frequentemente realizadas em horários de menor temperatura. Também são realizadas aplicações de inseticidas para controle de tripes, ácaros, lagartas (em baixa incidência) e percevejos direcionados as lavouras em formação de grãos.
Comercialização (saca de 60 quilos)
A cotação média da soja passou de R$ 119,69 para R$ 119,57, reduzindo 0,10% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Fonte: Emater
Sustentabilidade
Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.
Matopiba
Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sumitomo Chemical apresenta tecnologias para o manejo de plantas daninhas em diferentes sistemas de produção – MAIS SOJA

A Sumitomo Chemical marca participação no 34o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD) com as suas principais soluções de proteção de lavouras e pastagens. Maior encontro do setor no país, o evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A companhia apresentará seu portfólio focado no manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas para o agro.
Entre os principais destaques do evento está o Rapidicil®, nova geração de herbicida da Sumitomo Chemical para agricultores que buscam controle rápido, seguro e flexível de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, e que confere maior velocidade de dessecação do mercado. Pertencente ao grupo dos inibidores da enzima PPO (Protoporfirinogênio Oxidase), o novo herbicida é voltado para as culturas de soja, milho e algodão, posicionando-se como uma ferramenta estratégica contra espécies de difícil controle. O produto, em fase de registro, não está disponível para comercialização.
A empresa, que é patrocinadora Diamante do evento, também leva ao congresso o ZethaMaxx® Evo, herbicida pré-emergente que combina três mecanismos de ação distintos para ampliar a eficiência do manejo, garantindo mais flexibilidade, controle residual prolongado e facilidade operacional ao produtor. No segmento de pastagens, o destaque será Tempest® E, que chega com um posicionamento ainda mais completo: além da eficiência em plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle, passa a contemplar também os segmentos de fácil e médio controle, contribuindo para pastagens mais produtivas e maior rentabilidade na pecuária.
De acordo com Luciano Teixeira, gerente de Herbicidas da Sumitomo Chemical, o CBCPD é um ambiente fundamental para a inovação no campo. “O congresso é uma plataforma essencial para trocarmos conhecimentos e apresentarmos tecnologias que combinam inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no manejo de plantas daninhas”, destaca. “A Sumitomo Chemical está à disposição do produtor para proteger o potencial produtivo das áreas e auxiliar no aumento da rentabilidade no campo”.
Além do estande, alguns trabalhos foram selecionados para apresentação oral pela comissão do congresso e a Sumitomo Chemical preparou um ambiente exclusivo para a disseminação de conhecimento técnico. Nos dias 4 e 5 de agosto, das 15h às 17h, uma sala será dedicada para receber pesquisadores e profissionais do setor para a apresentação de trabalhos científicos e resultados de pesquisas de campo conduzidas pela companhia.
Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro
Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Em 2025, a companhia completou 50 anos de história no Brasil como precursora e referência em produtos para aumentar a produtividade e controlar doenças e pragas da agropecuária nacional.
A Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade.
Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Por que investir em sementes com tecnologia é o primeiro passo para colher mais soja – MAIS SOJA

Produzir mais gastando melhor. Esse é o desafio do agricultor brasileiro em um cenário de custos elevados, clima imprevisível e redução das margens de lucro. E se existe uma decisão capaz de influenciar toda a safra antes mesmo da primeira máquina entrar na lavoura, é a escolha da semente.
Segundo Guilherme Parreiras, gerente de Operações da Boa Safra, uma das maiores sementeiras do Brasil, embora represente uma parcela relativamente pequena do custo total da produção, a semente é um dos insumos de maior impacto sobre o desempenho da lavoura. Seu potencial influencia diretamente a formação e uniformidade das plantas, a eficiência do manejo e, consequentemente, a produtividade final. “Em outras palavras, investir em sementes de alta qualidade significa reduzir riscos e aumentar a probabilidade de alcançar um maior rendimento”, completa.
O momento para repensar a escolha não poderia ser mais estratégico: o Brasil deve produzir cerca de 180,1 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo dados da Embrapa. Hoje, o país responde por cerca de 42% da produção mundial de soja, de acordo com dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), ultrapassando os Estados Unidos e se consolidando como o maior produtor global. Com a expansão da produção nacional e uma demanda crescente por eficiência, a tendência é que a escolha da semente assuma um papel cada vez mais estratégico.
Genética de ponta aliada à qualidade industrial
Mas como escolher em meio a tantas opções? O primeiro passo é olhar além do preço e buscar combinação entre cultivares e biotecnologias específicas para as suas necessidades para suas necessidades, tratamento industrial de alta precisão e outros benefícios.
Entre as principais tecnologias no mercado, estão a Conkesta E3, que oferece proteção contra várias espécies de lagartas e tolerância a herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D; Intacta RR2 PRO, que combina tolerância ao glifosato com proteção contra diversas lagartas, reduzindo a necessidade de aplicações de inseticidas; e a Intacta 2 Xtend, evolução da Intacta RR2 PRO que possui proteção ampliada contra lagartas, maior potencial produtivo e tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba.
A maioria delas pode ser encontrada em diferentes cultivares oferecidos no portfólio das principais sementeiras. “Na Boa Safra, trabalhamos com cultivares das principais obtentoras do mercado, permitindo ao produtor acesso às tecnologias mais modernas em genética. Além disso, investimos continuamente em estrutura industrial, equipamentos de beneficiamento e tratamento de sementes de alta tecnologia, laboratório de qualidade, rastreabilidade dos lotes e armazenamento em condições controladas até a entrega ao produtor. Tudo para garantir que cada lote entregue ao agricultor apresente elevado padrão de desempenho”, explica Parreiras.
O resultado é uma semente de soja com índices de vigor e germinação acima de 90%, mais do que a média do mercado. “Quando uma semente apresenta essas qualidades, o produtor obtém uma emergência rápida e homogênea, melhor estabelecimento do estande, maior uniformidade de desenvolvimento, melhor aproveitamento de água, luz e nutrientes e maior capacidade de enfrentar estresses iniciais. O tratamento industrial também garante distribuição uniforme dos produtos aplicados, proporcionando proteção eficiente contra pragas e doenças nas fases iniciais da cultura”, acrescenta.
Com custos de produção elevados e maior pressão sobre as margens do produtor, reduzir riscos tornou-se prioridade. Nesse cenário, esse investimento em sementes de alta qualidade significa aumentar as chances de expressar todo o potencial produtivo do cultivar escolhido, reduzindo perdas e elevando a rentabilidade.
Por isso, para o especialista, a mensagem ao produtor é clara: a produtividade começa no primeiro dia da safra. “A semente é o ponto de partida e influencia diretamente o desempenho da lavoura. Você não só adquire um insumo, mas tecnologia, segurança, uniformidade e maior retorno econômico. Na agricultura, muitas decisões podem ser ajustadas ao longo do tempo, mas a escolha da semente acontece apenas uma vez. Por isso, começar apostando em sementes de alta qualidade é a melhor estratégia para colher grandes resultados”, finaliza.
Sobre a Boa Safra
Fundada em 2009, a Boa Safra (SOJA3) é líder na produção de sementes de soja – mercado que domina com um market share de 10%. Com sede em Formosa (GO) e 17 unidades entre Centros de Distribuição e Unidades de Beneficiamento, a companhia ampliou sua atuação após o IPO realizado em 2021, consolidando sua presença no mercado nacional com um portfólio diversificado que inclui sementes de milho, sorgo, trigo, feijão, arroz e mix de cobertura.
Comprometida com eficiência, qualidade e excelência operacional, a Boa Safra investe continuamente em tecnologia avançada e infraestrutura inovadora, assegurando sementes de alto valor agregado, com índices de vigor e germinação acima da média do mercado, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade do produtor rural. Presente em todas as regiões e produção nos melhores polos agrícolas do país, a empresa vem expandindo sua estrutura e capacidade produtiva, atualmente em 280 mil big bags de sementes de soja e 2,5 mm sacas de sementes de milho.
Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
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