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3 de agosto de 2026

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STF derruba restrição e garante isenção na compra de carros para autistas e PCDs de grau leve

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Decisão unânime anulou trecho da Reforma Tributária que limitava o imposto zero apenas para deficiências moderadas ou graves

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta segunda-feira (3), derrubar o trecho da Reforma Tributária (Lei Complementar 214 de 2025) que restringiu a isenção fiscal para compra de automóveis por pessoas com deficiência (PCDs) ou com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Por unanimidade, o plenário do STF julgou inconstitucional o trecho da lei que garantiu a redução a zero das alíquotas do IBS e da CBS incidentes sobre a venda de automóveis nacionais somente para pessoas com deficiência de grau moderado ou grave, excluindo pessoas com autismo de nível de suporte 1 ou com deficiência considerada leve, por exemplo. 

O entendimento foi firmado a partir de duas ações de inconstitucionalidade protocoladas pelo Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência Oceano Azul e a Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPCD).

O placar do julgamento foi obtido com voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

Para o ministro, a restrição é inconstitucional. “Eu entendo que essa definição de exclusão total, seja de pessoas com deficiência leve, seja pessoas com Transtorno do Espectro Autista nível 1, é inconstitucional”, disse o ministro.

O voto foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente, Edson Fachin. 

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Agro Mato Grosso

Disputa de herança é apontada como motivação de morte de jovem em MT

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A investigação sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, avançou nesta segunda-feira (3) com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra familiares da vítima. Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por conflitos familiares relacionados à disputa por herança e desentendimentos judiciais.

Durante o cumprimento dos mandados, dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de calibre permitido. Um deles também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

As investigações seguem em andamento para apurar a participação direta dos suspeitos no assassinato e confirmar a motivação para a execução de Bruno Alexandre.

A ação faz parte da Operação Philéos, coordenada pela Delegacia de Confresa, com apoio das equipes das Delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte. Os mandados foram cumpridos em endereços de membros da família da vítima, todos localizados no município.

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Entenda o caso

Bruno Alexandre foi morto com cerca de seis tiros em frente à casa onde morava, no bairro Babinsk, em Confresa. No momento do ataque, ele estava no banco do passageiro com a filha de um ano e dois meses no colo; a criança foi atingida de raspão e sobreviveu.

Segundo a investigação, Bruno retornava para casa com a companheira após buscar materiais agrícolas no local onde trabalhava quando um homem encapuzado se aproximou e efetuou os disparos. O suspeito fugiu a pé após o crime.

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Comunidade rural de Várzea Grande ganha biblioteca gratuita para incentivar a leitura

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Espaço no Formigueiro foi idealizado por coletivo de escritores locais. Acervo já está disponível para empréstimo aos moradores

A comunidade rural do Formigueiro passou a contar, desde o último sábado (1º), com um novo espaço dedicado à leitura, ao conhecimento e à valorização da cultura. A Biblioteca Comunitária do Formigueiro foi inaugurada às 9h e surge como um importante instrumento de incentivo à formação de leitores e de ampliação do acesso gratuito aos livros para os moradores da região.

Localizada a aproximadamente um quilômetro da Escola Municipal do Formigueiro, a biblioteca foi idealizada pelo Coletivo de Escritores de Várzea Grande, em parceria com a Superintendência de Cultura da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL). A iniciativa nasceu após os escritores identificarem a necessidade de um espaço de leitura que atendesse crianças, jovens e adultos da comunidade.

O acervo poderá ser consultado no próprio local ou emprestado aos moradores, seguindo o mesmo sistema adotado pelas bibliotecas tradicionais. Neste primeiro momento, o atendimento será realizado no período matutino, enquanto os horários definitivos de funcionamento estão sendo definidos.

Para o escritor e integrante do Coletivo de Escritores de Várzea Grande, Mauro Leite Pedroso, a biblioteca representa um importante avanço na democratização do acesso à leitura.

“Percebemos que a comunidade precisava de um espaço onde as pessoas pudessem ter contato com os livros de forma gratuita e acolhedora. A biblioteca comunitária nasce desse desejo coletivo de aproximar a literatura das pessoas e mostrar que o conhecimento pode transformar vidas. Esperamos que este espaço seja frequentado por crianças, jovens, adultos e idosos, tornando-se um verdadeiro ponto de encontro da cultura.”

A superintendente de Cultura de Várzea Grande, Luh Arruda, destacou que o projeto evidencia o protagonismo dos escritores locais e reforça o compromisso do Município com a promoção da leitura.

“Essa biblioteca é fruto da iniciativa dos nossos escritores, que enxergaram uma necessidade da comunidade e decidiram agir. A Superintendência de Cultura abraçou essa ideia porque acreditamos que incentivar a leitura é fortalecer a educação, a cultura e a cidadania. Projetos como este aproximam os livros das pessoas e mostram que a literatura pode chegar a todos os cantos de Várzea Grande.”

Além de oferecer acesso ao acervo literário, a expectativa é de que o espaço passe a receber, futuramente, rodas de leitura, contação de histórias, encontros com escritores e outras atividades culturais voltadas à comunidade.

A implantação da Biblioteca Comunitária do Formigueiro reforça o compromisso com a descentralização das ações culturais, levando oportunidades de acesso ao conhecimento para além da área urbana e valorizando iniciativas construídas de forma colaborativa entre o poder público e a sociedade civil.

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TCE entra na briga e exige que prefeituras de MT paguem piso de professores a educadores infantis

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Mais de 3 mil profissionais serão beneficiados com nova lei federal. Deputado Wilson Santos propôs PEC para reprovar as contas dos gestores que não cumprirem a regra

A mobilização em defesa da aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 teve um importante avanço. O deputado estadual Wilson Santos (PSD) intermediou encontro entre o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, que recebeu, na manhã desta segunda-feira (3), representantes de sindicatos municipais e profissionais da educação infantil de Tangará da Serra, para discutir o cumprimento da legislação que reconhece os trabalhadores da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.

A reunião, transmitida ao vivo pelas redes sociais do presidente do órgão de controle externo, apontou a participação e interação dos profissionais de diversos municípios mato-grossenses, que relataram a resistência de prefeituras em promover o enquadramento funcional previsto na nova legislação. Atualmente, conforme informado durante o encontro, apenas Cuiabá já adotou as medidas necessárias para cumprir a norma federal.

De acordo com Sérgio Ricardo, cerca de três mil profissionais da educação infantil aguardam esse reconhecimento em Mato Grosso. “Eu gosto muito de ajudar os prefeitos e orientá-los. Lei é lei. Lei tem que cumprir. Inclusive, eu sei que o deputado Wilson Santos apresentou na Assembleia Legislativa uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que permitirá ao Tribunal de Contas reprovar as contas de prefeito que não cumprir a lei”, disse.

O conselheiro apresentou um comunicado expedido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) aos prefeitos paulistas sobre a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 e informou que o TCE de Mato Grosso adotará procedimento semelhante. Dessa forma, as administrações municipais que ainda não implementaram o enquadramento deverão apresentar um plano de ação ao órgão de controle externo, indicando as providências que serão adotadas para garantir o cumprimento da legislação. “É exatamente isso que o Tribunal de Contas de Mato Grosso vai fazer: comunicar todos os prefeitos para que enquadrem esses profissionais”, comunicou.

A lei beneficia profissionais que exercem funções de docentes ou de suporte pedagógico, mas ainda ocupam cargos com denominações como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras nomenclaturas equivalentes. Na prática, esses trabalhadores passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias asseguradas aos profissionais da educação básica.

Representando a Federação dos Sindicatos dos Servidores e Funcionários Públicos das Câmaras de Vereadores, Fundações, Autarquias e Prefeituras Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT), o tesoureiro Daniel Ferreira, destacou que milhares de servidores que atuam com crianças de zero a cinco anos aguardam há anos a efetivação dos direitos garantidos pela nova lei.

“Todos os gestores municipais alegam que não existe sustentação jurídica para aplicar a Lei nº 15.326/2026. Os sindicatos têm cobrado em cada município e recebem sempre respostas negativas. Procuramos a Assembleia Legislativa, fomos recebidos pelo deputado Wilson Santos e solicitamos essa audiência. Só temos a agradecer pelo apoio e pela intermediação desse encontro no Tribunal de Contas. Precisávamos dessa força para garantir o cumprimento da lei federal”, posicionou o sindicalista.

Proposta – A reunião no TCE é resultado de uma série de iniciativas conduzidas por Wilson Santos em defesa da categoria. Tanto que no dia 24 de junho, após realizar audiência pública para discutir a implementação da Lei Federal nº 15.326/2026, o parlamentar apresentou, em plenário, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026, que estabelece mecanismos para assegurar a aplicação da legislação pelos municípios mato-grossenses.

A proposta determina que as prefeituras promovam o enquadramento dos profissionais da educação infantil na carreira do magistério e prevê que, após sua entrada em vigor, o descumprimento da norma poderá resultar na reprovação das contas anuais dos prefeitos pelo Tribunal de Contas do Estado. “É uma luta de décadas. Precisamos reconhecer todos os profissionais, independentemente da nomenclatura do cargo, mas que atuam como professores na educação infantil. Eles devem ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não cumprir a lei poderá ter as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas”, explicou o deputado.

Lei – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Salarial Nacional do Magistério, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), reconhecendo como integrantes do magistério público da educação básica os profissionais da educação infantil que exercem funções docentes ou de suporte pedagógico, ainda que ocupem cargos com diferentes nomenclaturas, garantindo-lhes os mesmos direitos assegurados aos demais profissionais do magistério.

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