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Mulher sequestrada em Amarok é resgatada após família rastrear celular e PM confrontar quadrilha

Vítima foi rendida no Centro de Rondonópolis. Um dos criminosos, que acumulava passagens por sequestro e roubo, morreu em troca de tiros com o grupo Raio
Policiais militares do 4º Comando Regional resgataram, na noite desta quinta-feira (17.9), uma mulher vítima de sequestro e recuperaram uma caminhonete roubada, em Rondonópolis. Na ação, um homem, de 25 anos, com diversas passagens criminais, morreu após confronto com as equipes.
De acordo com o boletim de ocorrência, três suspeitos teriam abordado a vítima, que estava em uma caminhonete VW Amarok parada em um semáforo, no Centro da cidade. Sob grave ameaça, os suspeitos entraram no veículo e fugiram levando a vítima.
Durante as buscas, a família da mulher conseguiu identificar a localização do celular dela, indicando uma região de mata. As equipes se deslocaram até o local e encontraram a caminhonete trafegando no sentido contrário ao da pista. O motorista fugiu em alta velocidade, no entanto, perdeu o controle da direção e bateu contra um barranco.
Após o acidente, os suspeitos fugiram a pé e a vítima foi localizada dentro do veículo. Em seguida, os policiais militares do motopatrulhamento (Raio) saíram em busca dos integrantes da quadrilha, momento em que foram recebidos a tiros por um dos suspeitos, sendo revidada a injusta agressão.
Um homem foi baleado e atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito. Os militares identificaram que ele possuía diversas passagens criminais por tráfico ilícito de drogas, estelionato, roubo, sequestro e cárcere privado.
A mulher também estava no veículo no momento em que ele bateu no barranco e foi socorrida.
Além do veículo recuperado, os policiais apreenderam uma pistola com carregador. As equipes mantêm buscas pelos demais suspeitos.
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Prazo de inscrição para 50 mil vagas remanescentes do Fies termina nesta terça-feira

Estudantes devem se inscrever pelo Portal Único de Acesso; resultado da chamada única será divulgado em 16 de novembro
O prazo de inscrição para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2026, termina nesta terça-feira (3). Os estudantes interessados podem se inscrever exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para isso, é preciso fazer login pela conta da plataforma Gov.br.
O programa oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em faculdades privadas bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). O Fies cobre as mensalidades do curso e permite que o estudante pague, com condições facilitadas, o valor financiado após a conclusão da graduação.
Nesta edição, as vagas remanescentes são destinadas exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.
Uma das etapas do processo seletivo vai verificar se os candidatos pré-selecionados têm condições de acompanhar as atividades acadêmicas e concluir o semestre com aproveitamento suficiente.
Quem pode participar
Para participar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas de conhecimentos e nota acima de zero na redação. O estudante não pode ter participado do exame como treineiro.
O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos, de acordo com o edital.
Na parte acadêmica, o candidato pré-selecionado deve ter condições de cumprir a frequência mínima exigida pela instituição privada de ensino superior neste segundo semestre letivo de 2026.
Vagas
Ao todo, são 50 mil vagas distribuídas pelo país. O edital reserva 50% dessas vagas remanescentes a candidatos com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Para essa verificação, serão consideradas as informações cadastrais atualizadas até 8 de outubro de 2026.
Os estudantes pré-selecionados nessa modalidade poderão solicitar financiamento de até 100% dos encargos educacionais, conforme as regras do programa.
O resultado da chamada única está previsto para 16 de novembro.
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Os Intelectuais do “Exército de Janones”

O chamado “exército de Janones” foi uma grande mobilização digital que reuniu cerca de dez milhões de pessoas em um canal do WhatsApp, organizado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG). Durante o segundo turno das eleições presidenciais, esse grupo ganhou a adesão voluntária de vários artistas e intelectuais.
O objetivo principal era espalhar informações em massa — muitas delas falsas — para rebater a propaganda do candidato opositor, Flávio Bolsonaro. “Bolsonaro vai reduzir o valor das aposentadorias dos velhinhos” foi uma das fake news identificadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época.
Diante disso, fica a pergunta: como podemos entender o envolvimento de cientistas, professores de universidades federais e artistas consagrados na distribuição deliberada de notícias falsas? Isso não seria o oposto do que esperamos de um intelectual? Infelizmente, a ciência mostra que não.
O mito do intelectual neutro
Para entender esse fenômeno, precisamos quebrar a imagem romântica que temos dos intelectuais. Muitas vezes, eles são vistos como pessoas iluminadas que pensam apenas no bem comum, acima das brigas políticas do dia a dia. Lembro-me de um estudante universitário que, ao saber que seu professor defendia um candidato, disparou: “Se ele apoia, é porque sabe o que é melhor para todos”.
Mas o sociobiólogo Richard Alexander desconstrói totalmente essa ideia. Para ele, a classe intelectual — o que inclui acadêmicos, filósofos e criadores de ideologias — não produz conhecimento por puro altruísmo. Na verdade, eles frequentemente criam ferramentas de manipulação social e justificativas morais que servem aos interesses de seus próprios grupos políticos.
Para que um grupo político ou uma nação dispute com seus rivais, ele precisa de mitos, regras morais rígidas e ideologias que unam seus membros internamente. Os intelectuais são os arquitetos desses sistemas.
Ideologias como armas
Alexander argumenta que as ideologias criadas por intelectuais funcionam como “armas abstratas”. Assim como um exército desenvolve tecnologia militar física, os grupos políticos usam seus pensadores para criar narrativas morais. Essas histórias servem para justificar ataques, defesas ou a exploração do lado adversário.
O papel do intelectual, muitas vezes, é disfarçar o interesse do seu próprio grupo sob o manto do “bem universal” ou da “verdade absoluta”. Isso torna a manipulação muito mais aceitável e eficaz. Longe de estarem isentos das pressões da sobrevivência e da disputa, eles são operadores-chave para que seus grupos vençam a guerra pelo poder.
O perigo para a democracia
Em um artigo anterior, analisei o livro O que os Americanos Sabem Sobre Política e Por Que Isso Importa, de Michael Delli Carpini e Scott Keeter. Os autores mostram que a informação factual — o fato, sem distorções — é um requisito obrigatório para a democracia funcionar. Quando o conhecimento é distribuído de forma desigual, a igualdade política morre.
Conhecer os fatos não é um luxo. É o instrumento que permite ao cidadão entender seus próprios direitos, votar consciente e não ser passado para trás. Pessoas desinformadas tornam-se alvos fáceis de manipulação.
Delli Carpini e Keeter apontam que as parcelas mais pobres e vulneráveis da população são justamente as que têm menos recursos para verificar informações. Provavelmente, foi essa a fatia do povo mais atingida pelo “exército de Janones” e, consequentemente, a mais prejudicada na hora de defender seus próprios interesses.
Como bem alertou Alexander, o papel dosintelectuais frequentemente envolve mascarar o interesse do seu grupo sob o manto da “verdade”. E você aí, achando que eles estavam acima dessas disputas, não é?
André L. Ribeiro-Lacerda, psicólogo social, professor da UFMT, campus Várzea Grande.
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Assembleia Legislativa nega supostos pagamentos paralelos ao TCE-MT via emendas

ALMT disse em nota que informação citada pela Polícia Federal no inquérito da Operação Tomada de Contas foi para corrigir a estimativa de arrecadação
A presidência da Assembleia Legislativa negou pagamentos paralelos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A Assembleia informou que a emenda citada pela Polícia Federal no inquérito da Operação Tomada de Contas está prevista em lei e foi usada de acordo com as regras constitucionais.
“A emenda mencionada no inquérito envolvendo o Tribunal de Contas é, na verdade, uma emenda legislativa, instrumento utilizado durante a tramitação de matérias na Assembleia Legislativa, como projetos de lei e propostas e emendas à Constituição e à Lei Orçamentária Anual (LOA)”, diz em nota.
Ainda de acordo com a instituição, no caso da emenda citada, ela foi aplicada à LOA “com objetivo de corrigir diferenças entre a previsão de arrecadação do governo do Estado e a receita efetivamente arrecadada”.
Segundo a Polícia Federal, a Assembleia enviou R$ 112,3 milhões via emendas de lideranças partidárias para o TCE-MT em 2025 e 2026. Cerca de R$ 72,2 milhões teriam sido direcionados para despesas.
Os dados são citados no âmbito da Operação Tomada de Contas deflagrada na quinta-feira (29) e atingiu a cúpula do TCE-MT por suspeita de desvio de dinheiro público em suposto esquema de pagamento a agências de publicidade.
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