Sustentabilidade
Profundidade de semeadura e o estabelecimento da soja – MAIS SOJA

A profundidade de semeadura da soja é um dos principais fatores que influenciam no adequado estabelecimento da cultura no campo. Quando a semeadura é realizada de forma desuniforme, aumenta-se a variabilidade na emergência das plântulas, o que compromete componentes de produtividade essenciais, como o número de plantas por área. Além disso, semeaduras mais profundas tendem a reduzir a porcentagem de emergência, impactando diretamente o estande final da lavoura.
Isso ocorre porque o maior volume de solo sobre as sementes eleva a barreira física que as plântulas precisam transpor, prolongando também o período em que permanecem suscetíveis à ação de patógenos. Como consequência, o tempo até a emergência é ampliado (Figura 1a e 1b), independentemente do nível de vigor das sementes, aumentando o risco de falhas no estabelecimento inicial da cultura (Conceição; Reges; Santos, 2023).
Figura 1. Dias decorridos entre a semeadura e a emergência de plantas de soja em razão da profundidade de semeadura (a) com diferentes níveis de Vigor das sementes (b). Retângulos pontilhados indicam intervalo de confiança individual com 95% de cobertura para as médias ajustadas.
Em solos propensos ao selamento superficial ou alagamento eventual, semeaduras em profundidades maiores tendem a dificultar a emergência das plântulas. De forma oposta, semeaduras muito rasas aumentam as chances de desidratação das sementes ou das radículas e dos caulículos, principalmente em regiões quentes e sujeitas a veranicos. Estima-se que a semente de soja necessite absorver no mínimo 50% do seu peso em água para uma germinação adequada (Balbinot Junior et al., 2020).
Quando não ocorre chuva após a semeadura, profundidades muito rasas podem impedir que as sementes encontrem umidade suficiente para realizar a embebição, etapa essencial à germinação. Nessas condições, o processo germinativo pode ser significativamente prejudicado ou até mesmo comprometido. Além da escolha adequada da profundidade, é indispensável assegurar um bom contato semente/solo, o que exige o ajuste correto da semeadora para fornecer a carga vertical ideal sobre as sementes.
Apesar de muitas vezes receber menos atenção do que a distribuição de sementes (falhas, duplas e aceitáveis), a profundidade de semeadura exerce efeito direto sobre o estabelecimento inicial da lavoura e sobre a população final de plantas. Por isso, constitui um parâmetro central na avaliação da plantabilidade da cultura. Além disso, pode ser utilizada estrategicamente como ferramenta de manejo, sendo ajustada conforme as condições hídricas e a temperatura do solo para favorecer uma emergência mais uniforme e eficiente.
Em termos práticos, pesquisas demonstram que o ideal é que a semeadura da soja ocorra em profundidades variando entre 3 a 5 cm. (Balbinot Junior et al., 2020).
Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas
Referências:
BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTAÇÃO DA LAVOURA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 4, Embrapa Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 26/11/2025.
CONCEIÇÃO, A. E. D.; REGES, N. P. R.; SANTOS, M .P. INFLUÊNCIA DO VIGOR, DIÂMETRO DA SEMENTE E PROFUNDIDADE DE SEMEADURA NO ESTABELECIMENTO INICIAL DA SOJA. Research, Society and Development, 2023. Disponível em: < https://rsdjournal.org/rsd/article/view/40260/32953 >, acesso em: 26/11/2025.

Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Preços apresentam movimentos distintos dentre os estados – MAIS SOJA

Em janeiro, os preços do trigo apresentaram movimentos distintos dentre os estados acompanhados pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, os preços foram influenciados pelas diferentes condições de oferta e demanda. Enquanto em Santa Catarina e no Paraná as cotações cederam, pressionadas por liquidação de estoques, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, os valores estiveram mais firmes. No estado sulista, o bom fluxo das exportações deu suporte aos preços.
Em São Paulo, o movimento de avanço foi verificado pelo terceiro mês consecutivo e foi influenciado pela restrição vendedora. Levantamento do Cepea indica que, em Santa Catarina, o preço médio foi de R$ 1.158,92/tonelada em janeiro, recuos de 1,6% em relação a dezembro e de 18,3% em relação a janeiro/25 e o menor patamar real desde março/18 (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de dezembro/25).
No Paraná, a média mensal foi de R$ 1.178,66/t, baixa de 0,4% na comparação mensal e de 15,2% na anual e também a menor desde outubro/23, em termos reais. Já no Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.050,89/t em janeiro, a mais elevada em três meses, com avanço mensal de 1,4%, mas queda anual de 16,1%. Em São Paulo, o preço médio atingiu R$ 1.257,25/t em janeiro, avanço de 0,4% frente ao de dezembro, porém, recuo de 19,9% em relação a janeiro/25.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Algodão/MT: Semeadura alcança 67,75% da área estimada para este ciclo – MAIS SOJA

Em fev/26, o Imea divulgou o relatório de Oferta e Demanda do algodão de Mato Grosso para o ciclo 2025/26. Com as estimativas mantidas para o consumo interno do estado em 46,22 mil toneladas e para o fluxo interestadual em 606,43 mil toneladas, a demanda total foi projetada em 2,69 milhões de toneladas, representando aumento de 1,02% em relação à safra 2024/25.
Dentro desse volume, a projeção de exportações ficou estimada em 2,04 milhões de toneladas, retração de 1,67% frente à estimativa anterior. Ao mesmo tempo, com o ajuste
negativo na produção do ciclo, os estoques finais foram projetados em 815,21 mil toneladas, o que corresponde a uma redução de 13,94% no comparativo anual. Desse volume total, 701,42 mil toneladas devem estar comercializadas, porém deverão ser escoadas apenas para o ciclo seguinte.
Confira os principais destaques do boletim:
- PROGRESSO: a semeadura do algodão da safra 2025/26 em Mato Grosso avançou 19,94 p.p. na última semana, atingindo 67,75% até a última sexta-feira (30/01).
- QUEDA: o preço do óleo de algodão recuou 11,54% em relação à semana passada, influenciado pela menor demanda no mercado, o que reduziu o ritmo das negociações.
- REDUÇÃO: a paridade dez/26 registrou retração de 2,58% no comparativo semanal, ocasionada pela queda do dólar, em meio à incerteza gerada por movimentos geopolíticos.
O Imea divulgou a nova estimativa para a safra do algodão mato-grossense do ciclo 2025/26.
De acordo com o relatório, a área total de cultivo para a cotonicultura foi estimada em 1,42 milhão de hectares, redução de 0,83 % em relação à estimativa anterior e 8,06% no comparativo com a safra 2024/25.
Conforme apontado desde as primeiras projeções, parte dessa redução está ligada aos elevados custos de produção observados para a safra, o que tem pressionado a margem de rentabilidade do produtor. Considerando a produtividade média para o estado em 290,88 @/ha, a produção de algodão em caroço ficou em 6,21 milhões de toneladas, queda de 0,79% em relação à projeção anterior e redução de 15,13% no comparativo com o consolidado da safra 2024/25. Já a produção de pluma ficou prevista em 2,56 milhões de toneladas, redução de 0,79% ante a projeção anterior e 15,16% ante o estimado da safra passada.
Nesse contexto, o ritmo de semeadura e o comportamento climático ao longo do ciclo da cultura serão determinantes na definição da real produção da temporada.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade
Milho/MT: Imea mantém area projetada em 7,39 mi de ha, 1,83% superior à temporada passada – MAIS SOJA

Em fev/26, o Imea manteve as estimativas para a safra de milho 25/26 em MT frente à divulgação anterior. A área permaneceu projetada em 7,39 mi de ha, 1,83% superior à temporada passada, sustentada pela maior demanda interna pelo cereal, e os avanços nas exportações do estado. Quanto à produtividade, o cenário é de incerteza, uma vez que as condições climáticas ao longo do ciclo serão determinantes para o desempenho final, motivo pelo qual o Instituto manteve como referência a média das últimas três safras, estimada em 116,61 sc/ha, 8,38% inferior ao observado no ciclo anterior, marcado por rendimento recorde.
Ademais, andamento da colheita da soja tem favorecido o progresso na semeadura do milho, que segue acima do registrado na safra passada, contudo a produtividade ainda apresenta incertezas, em função das variáveis ao longo do ciclo. Diante da manutenção da área e do rendimento, a produção de milho para a safra 25/26 em MT ficou estimada em 51,72 mi de t, queda de 6,70% ante a safra 24/25.
Confira os principais destaques do boletim:
- AUMENTO: com oscilações negativas no dólar norte-americano, a cotação em Chicago subiu 0,89% ante a última semana, e fechou na média de US$ 4,29/bu.
- REDUÇÃO: com a elevação no nível de oferta regional, em especial no sul do país, a precificação do milho na B3 retraiu 1,76% no comparativo semanal, e ficou na média de R$ 68,71/sc.
- RECUO: pautado pela manutenção das taxas de juros nos EUA e no Brasil, mantendo o diferencial de juros em favor do real, o dólar Ptax caiu 2,08% em relação à última semana.
Na última semana, o preço médio do milho disponível no estado fechou em R$ 46,66/sc, com recuo de 1,30% ante a semana anterior.
O movimento foi influenciado pela maior oferta no estado e por um mercado mais lento nas últimas semanas. A queda do dólar também reduziu a atratividade das exportações, limitando o suporte das vendas externas aos preços no mercado doméstico. No mercado interno, embora o setor de etanol de milho siga como um importante demandante, as indústrias operam, em sua maioria, com estoques mais confortáveis, o que reduz a necessidade de aquisições mais intensas no curto prazo.
Dessa forma, o ambiente de negócios seguiu menos aquecido, com menor volume de negociações. Para as próximas semanas, o mercado deve seguir atento aos desdobramentos do câmbio, à evolução da demanda industrial e ao avanço da semeadura do milho, que tende a reforçar as expectativas de oferta, fatores que podem influenciar pontualmente a formação dos preços no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade6 horas agoMilho/BR: Colheita avança e chega à 8,6% da área total – MAIS SOJA
Business20 horas agoBrasil já registra 144 casos de ferrugem asiática na safra 25/26
Sustentabilidade7 horas agoChicago fecha em baixa no trigo sob influência da ampla oferta global – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoCNA, Embrapa e Epagri estimam perdas de US$ 25,8 bilhões provocadas pela cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA
Business11 horas agoEmbrapa usa satélites para mapear banana e pupunha e fortalecer a agricultura familiar
Sustentabilidade22 horas agoCasos de ferrugem-asiática em lavouras comerciais chegam a 260 na safra 2025/2026 – MAIS SOJA
Sustentabilidade19 horas agoChicago fecha em baixa no milho seguindo queda do petróleo e dólar forte – MAIS SOJA
Featured20 horas agoPrimeira segunda-feira de fevereiro: preços de soja subiram ou caíram? Confira os números
















