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ApexBrasil abre portas em Mato Grosso e fortalece a agenda de exportações do estado

A ApexBrasil inaugurou nesta segunda-feira (24), em Cuiabá, o escritório físico da Agência no estado, marcando uma nova fase de atuação junto ao maior exportador de alimentos, fibras e grãos do país. A abertura ocorreu durante uma agenda que reuniu mais de 50 adidos agrícolas, lideranças do agro e empresários interessados em ampliar a inserção internacional de produtos mato-grossenses.
A nova unidade funcionará na sede Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, e integra a estratégia da Agência de descentralizar o atendimento, aproximando serviços, inteligência de mercado e programas de qualificação das empresas locais. No mesmo evento, a Agência anunciou a assinatura de mais de R$ 42 milhões em convênios voltados ao fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que a presença em Mato Grosso era um passo necessário diante da representatividade do estado no comércio exterior. Ele explicou que a Agência pretende atuar mais diretamente junto aos produtores. “A Apex é uma agência criada em 2003 para promover os negócios, as exportações do Brasil no mundo e atrair investimento. Então, nós estamos com mais de 11 escritórios no mundo e também resolvemos melhorar nossa presença dentro do Brasil”.
Viana lembrou que Mato Grosso se tornou prioridade pela dimensão do agro local e pelo peso na balança comercial brasileira. “Não dá para melhorar a presença dentro do Brasil sem colocar no mapa Mato Grosso. Mato Grosso é um estado extraordinário, avançou muito, fez o seu dever de casa. Perto de 1/3 do saldo da balança comercial que o Brasil tem todos os anos, estou falando de mais de US$ 20 bilhões, sai daqui do Mato Grosso”, pontuou.
Ele reforçou que a unidade no estado começa a operar de imediato. “A partir de agora a gente tem um instrumento que é a presença da Apex para facilitar, aproximar a vida de quem quer exportar, de quem quer produzir e disputar o mercado internacional”.
Entre os anúncios, estavam convênios voltados a cadeias essenciais do estado. “Aqui eu estou trazendo um convênio de R$ 42 milhões de reais para ser assinado, dos quais R$ 34 milhões com a Abrapa, com o pessoal do algodão, mais um outro convênio com o pessoal do etanol do milho e um outro com os feijões”, acrescentou.
MT no centro do comércio global
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou o caráter estratégico da instalação da Agência em um estado que lidera as vendas externas do agro brasileiro. Ele observou que a escolha de Cuiabá representa uma correção histórica. “A Apex, se não me engano, tem 14 ou 15 escritórios de representação pelo mundo esparramados. (…) E Mato Grosso é o maior exportador de alimentos, fibras e grãos do Brasil. É uma justiça com o nosso estado trazer uma agência de promoção”.
Fávaro recordou que, mesmo em um ano desafiador com o tarifaço norte-americano, Mato Grosso ampliou sua presença em mercados relevantes. “Ainda assim, Mato Grosso aumentou 44% as exportações de carnes bovinas. Porque, veja bem, abrimos o mercado do México. Há 20 anos nós sonhávamos vender carne bovina para o México, suínos e aves. Abrimos, está vendendo”, destacou. Ele mencionou ainda avanços com Filipinas, Vietnã, Malásia e na ampliação do mercado chinês.
O ministro afirmou que a chegada da ApexBrasil tende a impulsionar ainda mais esse movimento. “Então a APEX vindo para cá é garantir o crescimento do comércio para os produtos da agroindústria brasileira aqui em Mato Grosso”, reforçou.

Ligação direta entre empresas e mercados externos
Conforme Luiz Renato de Alcântara Rua, secretário de Comércio e Relações Institucionais do Mapa, o escritório em Mato Grosso materializa um esforço conjunto para facilitar a vida de quem quer exportar. Ele destacou que o movimento representa um marco para o estado.
O secretário disse que a presença física da ApexBrasil no estado aproxima produtores e exportadores dos mercados internacionais. “A partir de então a gente vai poder receber as pessoas. (…) Poderá receber os empresários para que possam juntos pensar em alternativas de como acessar os mercados internacionais, a própria ApexBrasil apresentar oportunidades”, explicou.
Ele também destacou a rede de adidos que atua integrada à Agência. “Nós também temos uma rede de 40 adidos agrícolas que trabalham conectados com os escritórios internacionais da ApexBrasil e, a partir daí, então, a gente vai gerar essas oportunidades”.
O secretário observou ainda que pequenos produtores passam a ter mais acesso ao processo de internacionalização. “A vinda de um escritório da ApexBrasil para Mato Grosso naturalmente fortalece e aproxima esses pequenos produtores, essas pessoas que estão querendo começar o processo de exportação”, enfatizou.

Ganho direto para quem produz
Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, a presença da ApexBrasil dentro da sede da entidade amplia o alcance das ferramentas de promoção comercial para o produtor mato-grossense.
“O escritório da ApexBrasil que está sendo sediado dentro da Famato é um ganho para nós. Agora, o ganho maior é para quem produz, para quem trabalha, para quem está hoje dentro do cenário econômico do estado do Mato Grosso, onde dá à ele a oportunidade de preparar sua empresa, preparar seu produto para ser exportado”, avaliou.
Tomain comentou ainda que exportar exige apoio técnico e conhecimento — papel que a ApexBrasil passa a desempenhar de forma mais próxima. “Vender não é fácil, nós sabemos disso. E a Apex nada mais é que uma agência que vai nos ensinar como fazer”, observou.
Ele destacou ainda que o encontro com os adidos ampliou a compreensão internacional sobre a realidade local. “Hoje 51 adidos do Brasil estão aqui para conhecer mais e saber mais do que é a realidade da nossa produção”.
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Turquia abre mercado para a castanha-do-Brasil, informa Mapa

A Turquia passará a importar castanha-do-Brasil com e sem casca, informou nesta terça-feira (3) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A pasta destaca que o produto é internacionalmente reconhecido por seu valor nutricional e extraído de forma sustentável por comunidades tradicionais.
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“A exportação desse produto para o mercado turco promoverá geração de renda e desenvolvimento regional, contribuindo para a conservação da floresta em pé”, diz o Ministério.
Em 2025, a Turquia, país de aproximadamente 87 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos do complexo soja, café, fibras e produtos têxteis.
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Empresas brasileiras que participaram da Gulfood 2026 esperam US$ 1,4 bi em negócios

As empresas brasileiras que participaram da Gulfood 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, esperam que os contatos e acordos realizados durante o evento deverão gerar US$ 1,4 bilhão em negócios ao longo dos próximos 12 meses.
A projeção foi divulgada em nota pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) que, juntamente com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levou 21 agroindústrias nacionais à feira, encerrada na última sexta-feira (30 de janeiro).
Segundo a entidade, apenas durante os cinco dias de Gulfood, os negócios efetivamente realizados somaram US$ 131,4 milhões, números que, para a ABPA, reforçam o papel da feira como a principal vitrine global para o mercado halal e para destinos estratégicos do Oriente Médio, Ásia e África.
De acordo com a ABPA, as empresas brasileiras que foram ao evento contaram com um espaço exclusivo de mais de 430 metros quadrados dedicado à realização de negócios, relacionamento institucional e promoção da proteína animal brasileira.
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A ação também contou com uma área central de degustação, onde foram servidos shawarma de carne de frango e de pato, além de omeletes, com o objetivo de reforçar junto aos visitantes a qualidade, a versatilidade e o sabor diferenciado dos produtos brasileiros. A entidade destaca que ao longo dos dias de feira, foram servidos cerca de 6.500 shawarmas e de 1.000 omeletes.
Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango produzida segundo os preceitos islâmicos e mantém posição de destaque como fornecedor confiável para países muçulmanos, atendendo exigências sanitárias, religiosas e de rastreabilidade.
“Os resultados alcançados na Gulfood 2026 refletem a confiança do mercado internacional na proteína animal brasileira. A feira é um espaço estratégico para consolidar parcerias, ampliar o diálogo com importadores e reforçar a imagem do Brasil como fornecedor seguro, previsível e alinhado às exigências dos mercados halal”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
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Nova portaria do Mapa consolida regras sobre fiscalização agropecuária de bagagens

A Portaria nº 872/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entra em vigor nesta quarta-feira (4) e consolida em um único regulamento as regras já existentes para a fiscalização agropecuária de bagagens de viajantes que chegam ao país com alimentos, sementes e outros produtos agropecuários.
Na avaliação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a medida amplia a transparência para a sociedade e fortalece a previsibilidade das ações do Estado, ao mesmo tempo em que reforça o papel estratégico da fiscalização na proteção do patrimônio agropecuário, ambiental e da saúde pública.
Para o presidente do órgão, Janus Pablo Macedo, o principal desafio está na percepção equivocada de que pequenas quantidades não representam risco.
“Quando um viajante traz alimentos de origem animal ou vegetal sem autorização, mesmo em volumes reduzidos, ele pode introduzir no Brasil pragas e doenças inexistentes no país ou atualmente sob controle, com impactos diretos sobre a produção agropecuária, o meio ambiente e a saúde pública”, alerta.
Um dos exemplos mais sensíveis é o da carne suína, cuja entrada é rigidamente controlada devido ao risco da peste suína africana, doença altamente letal para os animais, sem vacina disponível e ausente no Brasil, mas presente em vários outros países.
“A fiscalização na bagagem do viajante é uma barreira sanitária estratégica. Sem esse controle, o prejuízo potencial ao agro brasileiro pode ser incalculável”, reforça Janus.
Já o coordenador da Unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Cleverson Freitas, acredita que a consolidação das regras traz ganhos operacionais relevantes.
“A Portaria reduz a subjetividade nas análises, promove a harmonização dos procedimentos em âmbito nacional e confere maior segurança técnica e jurídica para a tomada de decisão quanto à autorização ou não do ingresso de produtos agropecuários no país”, afirma.
‘Produtos inofensivos’
A chefe do Serviço de Fiscalização de Viajantes do Mapa, Maria Joana Brito, conta que os passageiros são surpreendidos com o bloqueio de produtos de uso cotidiano, já que não associam esses itens a riscos sanitários.
“São produtos considerados simples, mas que apresentam risco relevante para o Brasil, como queijos artesanais, embutidos, produtos suínos em geral, frutas frescas, sementes, mudas e até mel”, enumera.
Ela destaca ainda que o fato de o produto estar lacrado ou na embalagem original não elimina o risco, mesmo que seja para consumo próprio ou para presente a um familiar. “O risco sanitário não é avaliado pela apresentação comercial. Mesmo embalados a vácuo ou industrializados, alimentos de origem animal ou vegetal podem veicular vírus, bactérias e pragas exóticas”, ressalta.
Assim, conforme a fiscalização, a maioria das apreensões ocorre por falta de informação e não por tentativa deliberada de burlar as regras. “Na maior parte dos casos, o viajante traz alimentos típicos para consumo próprio, sem conhecer as exigências. As tentativas intencionais existem, mas representam uma minoria e recebem tratamento específico”, acrescenta Joana.
Lista oficial de produtos
A Portaria nº 872/2025 consolida as regras em uma lista oficial de produtos, que pode ser atualizada sempre que necessário, de acordo com eventos sanitários e novos estudos de risco.
A orientação é que, antes de cada viagem, o passageiro consulte a lista, declare corretamente os produtos na chegada ao Brasil e procure a Vigilância Agropecuária em caso de dúvida.
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