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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Redução parcial de tarifas americanas é recebida com otimismo e cautela – MAIS SOJA

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Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário 

Setor agropecuário aposta em mais cortes conforme tratativas avancem

A longa crise comercial que vem desgastando a relação entre Brasil e Estados Unidos teve, na última sexta-feira (14 de novembro), seu primeiro sinal concreto de arrefecimento. O presidente Donald Trump assinou ordem executiva suspendendo as tarifas recíprocas sobre o país, o que inclui gêneros alimentícios como carne, café, açaí e manga. São commodities importantes da pauta de exportação. A princípio, houve dúvida quanto à abrangência da medida, mas logo ficou claro que o decreto presidencial se referia à alíquota de 10% anunciada em abril para vários países. O acréscimo de 40%, em vigor desde agosto somente para o Brasil, permanece.

A decisão do governo americano vem na sequência de dois encontros, na semana passada, entre os chanceleres Mauro Vieira e Marco Rubio, como mostrou o Portal SNA. Foram meses de tratativas diplomáticas que envolveram também empresários, produtores e entidades de representação. Lula e Trump se reuniram na Malásia em outubro, enquanto outras autoridades dialogavam continuamente nos bastidores. O mercado americano passou a pressionar por flexibilização das barreiras, já que a inflação subiu como reflexo do tarifaço, sobretudo em itens dos quais o Brasil era o maior fornecedor.

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As negociações prosseguem, para que novas isenções sejam obtidas. Embora alguns segmentos esperassem por tarifas zeradas desde já, a avaliação é que o corte de 10% foi o primeiro passo para futuras concessões. O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, classificou a notícia como boa, mas ressaltou que segue atento a itens que ainda não tiveram flexibilização e disse que se reunirá com sua equipe para avaliar melhor o teor da decisão americana. Ele saudou o trabalho diplomático para que houvesse a distensão da crise entre os países, cuja relação “voltou à normalidade”, em suas palavras.

Reações diferentes, mas com expectativa de melhora

Marcos Matos, diretor geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), manifestou preocupação. “O café brasileiro estava sendo taxado em 50% nos EUA. Com o anúncio de sexta, a tarifa caiu para 40%, mas grandes concorrentes, como a Colômbia e o Vietnã, tiveram a sua tarifa zerada. Muitos já tinham acordo bilateral formado, outros estavam com 10% como a Colômbia e a Etiópia”, disse ele.

Já o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, adotou tom mais otimista. “É uma boa sinalização, os Estados Unidos são o nosso segundo maior mercado para a exportação de carne bovina e estavam fazendo falta. É um motivo de comemoração comedida, mas com uma perspectiva muito positiva para que a gente possa ter a retirada total das tarifas”, concluiu Perosa.

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) viu a medida como um avanço relevante para o setor, mas disse que se preocupa com o fato de a uva, segunda fruta brasileira mais exportada para os EUA, ter ficado de fora da lista das exceções. “Mais de US$ 40 milhões foram enviados no ano passado só para os Estados Unidos. Então vai afetar”, disse o diretor-executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão.

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O Brasil exporta uva para os EUA a partir de setembro, quando a colheita começa. Segundo a associação, as exportações da fruta para o país caíram 73% em valor e quase 68% em quantidade, no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2024.

Indústria também se manifesta

Representantes da indústria também alertaram para a urgência de negociar a eliminação das tarifas restantes. “Países sem essa sobretaxa terão mais vantagens para vender aos americanos”, disse Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria. A CNI informou que a medida de Trump se aplica a 80 itens agrícolas vendidos pelo Brasil aos Estados Unidos. Porém, somente quatro – três tipos de suco de laranja e castanha-do-pará – ficam isentos de taxas. Os outros 76 produtos, incluindo carne bovina e café, continuam sujeitos à taxa de 40%.

Na ordem executiva de sexta-feira, Trump não se referiu especificamente a nenhum país, mas destacou que a decisão veio após ter recebido informações de autoridades que, sob sua orientação, monitoram os efeitos da ordem que estabeleceu o tarifaço.

Por fim, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação como “positiva”, representando “um passo na direção correta”. Ele, no entanto, destacou que a permanência da sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil, cria distorções e continua um obstáculo relevante para as exportações nacionais. “Vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com Trump foi importante no sentido da negociação e, também, do chanceler Mauro Vieira com o secretário Marco Rubio“, comentou.

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Fonte: SNA



 

FONTE

Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura

Site: SNA

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Sustentabilidade

Especialistas discutem o futuro do controle da ferrugem asiática da soja – MAIS SOJA

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A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por meio do seu Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), em parceria com a BASF realizam, no dia 10 de novembro, em Brasília (DF), um workshop dedicado aos desafios atuais e às perspectivas para o enfrentamento da ferrugem asiática da soja, doença que afeta lavouras e pode provocar perdas expressivas de produtividade.

O encontro reunirá especialistas, autoridades, pesquisadores e representantes de diferentes elos da cadeia produtiva para avaliar os avanços no manejo da doença, discutir gargalos e identificar oportunidades de inovação.

O debate retoma uma agenda iniciada há cerca de dez anos, com a publicação do estudo “O Futuro da Soja Nacional”, elaborado pela ABAG/IEAg, que analisou os impactos econômicos e sociais da ferrugem asiática sobre a cadeia produtiva e apresentou recomendações para seu enfrentamento.

Agora, a proposta é atualizar esse diagnóstico à luz das transformações ocorridas no setor, avaliar a evolução das recomendações apresentadas anteriormente e identificar os desafios que ainda exigem atenção. A iniciativa integra um programa de trabalho que prevê a elaboração de novo estudo técnico e a realização de um Dia de Campo, em abril de 2027.

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“Queremos avaliar o que avançou desde o estudo anterior, quais desafios ainda precisam ser enfrentados e quais tecnologias estão disponíveis hoje. Esse diálogo é fundamental para construir recomendações que contribuam para sustentabilidade e competitividade da soja brasileira”, afirma Giuliano Alves, diretor do IEAg.

Para Sérgio Abud, biólogo e vice-presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), o encontro representa uma oportunidade valiosa de aproximar a ciência da realidade do campo. “O enfrentamento da ferrugem asiática exige conhecimento técnico, manejo integrado e inovação constante. Reunir diferentes atores da cadeia é fundamental para ampliar a troca de experiências, alinhar estratégias e construir caminhos que protejam a produtividade e garantam uma produção cada vez mais sustentável”.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Semeadura do arroz irrigado alcança 75,70% da área prevista no Rio Grande do Sul. – MAIS SOJA

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A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul. Conforme levantamento atualizado em 5 de novembro, 652.207,5 hectares já foram semeados, o equivalente a 75,70% da intenção de semeadura prevista para o ciclo, de 861.778,96 hectares.

Entre as regiões produtoras, a Zona Sul soma 98,7% da área prevista semeada. Na sequência, a Fronteira Oeste registra 92,54% da área prevista.

Nas demais regiões, a Campanha contabiliza 65,51% da intenção regional, enquanto a Planície Costeira Externa registra 64,10%. A Planície Costeira Interna soma 63,02% da área prevista, e a Região Central registra 45,58% da intenção regional.

O acompanhamento da evolução da semeadura é realizado por meio de levantamentos periódicos das equipes regionais, com consolidação dos dados pela Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As informações permitem monitorar o andamento das operações de campo nas principais regiões produtoras do Estado ao longo da safra.

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Fonte: IRGA



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Sustentabilidade

Para 2026/27, Rabobank projeta estabilidade na área plantada de soja do Brasil – MAIS SOJA

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Embora 2026 tenha sido um ano de margens mais apertadas para os produtores de grãos no Brasil, a cadeia da soja deverá encerrar a temporada com volumes recordes. A combinação de uma safra excepcional com uma demanda global ainda robusta sustentou exportações e processamento doméstico em níveis historicamente elevados.

Na safra 2025/26, a área plantada com soja no Brasil avançou para aproximadamente 49 milhões de hectares, mesmo diante de juros elevados e condições de crédito mais restritivas. Somada a uma produtividade acima da tendência, essa expansão levou a produção a cerca de 182 milhões de toneladas, um novo recorde para o país. A produção acima das expectativas iniciais trouxe algum alívio à rentabilidade dos produtores, mas foi insuficiente para compensar integralmente a deterioração das margens em relação ao que se projetava no início da safra.

O desempenho excepcional não ficou restrito à produção. As exportações brasileiras de soja em grão caminham para atingir 114 milhões de toneladas, favorecidas principalmente pela menor presença dos Estados Unidos no mercado chinês. Com os embarques norte-americanos para a China limitados a aproximadamente 12 milhões de toneladas entre setembro de 2025 e agosto de 2026, os compradores chineses ampliaram sua dependência da oferta sul-americana. Esse movimento sustentou a demanda pelo produto brasileiro e contribuiu para a valorização dos prêmios de exportação ao longo dos meses.

No mercado doméstico, a indústria processadora também operou em ritmo recorde. O esmagamento deverá alcançar 63 milhões de toneladas, sustentado pelas margens robustas observadas sobretudo ao longo do primeiro semestre.

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A valorização do petróleo, em meio à persistência das tensões geopolíticas, estimulou a demanda por óleo vegetal e fortaleceu a rentabilidade do setor. Embora o adiamento da implementação da mistura obrigatória B16 tenha reduzido parte do otimismo inicial, as margens permaneceram historicamente atrativas durante boa parte do ano. Esse cenário começou a perder força na segunda metade da temporada, à medida que a recuperação dos prêmios de exportação intensificou a competição pela matéria-prima.

Apesar desse ambiente favorável do lado da demanda, a evolução dos preços foi bastante distinta quando observada em dólares e em reais. Entre janeiro e outubro de 2026, as cotações da soja na CBOT avançaram cerca de 15%, enquanto os preços em reais registraram alta de apenas 1%. A principal explicação para essa divergência foi a valorização do real frente ao dólar, que limitou a transmissão da recuperação das cotações internacionais para os preços domésticos. Esse movimento contribuiu para manter a rentabilidade do produtor brasileiro mais pressionada, mesmo em um contexto de melhora dos preços internacionais.

Para a safra 2026/27, o RaboResearch projeta estabilidade na área plantada de soja, em torno de 49 milhões de hectares. Após os resultados excepcionais da temporada anterior, a expectativa é de retorno da produtividade para níveis mais próximos da tendência, levando a produção brasileira a aproximadamente 178 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica. Embora os elevados custos financeiros continuem pressionando os produtores que ainda atravessam um processo de desalavancagem, a soja preserva sua atratividade relativa e deverá seguir como a principal opção de cultivo em grande parte das regiões agrícolas do país.

As informações são do Rabobank – RaboResearch Food and Agribusiness – Novembro 2026.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras

Site: Agência Safras

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