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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago fecha no positivo no trigo com recuperação técnica e atenção ao relatório de condições das lavouras – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (17) em alta, recuperando parte das perdas acentuadas registradas na última sexta-feira (14), quando o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao elevar de forma expressiva a produção e os estoques norte-americanos para 2025/26.

O movimento do dia foi guiado por ajustes técnicos, com investidores recompondo posições após a queda de 1,6% vista no último pregão. A alta também ganhou suporte do comportamento positivo observado em soja e milho, que ajudaram a reforçar o clima de recuperação entre os grãos.

Mesmo assim, o ambiente fundamental seguiu limitado pela percepção de ampla oferta global, reforçada pelo próprio USDA. A produção dos Estados Unidos para 2025/26 foi estimada em 1,985 bilhão de bushels, acima dos 1,927 bilhão projetados em setembro. Os estoques finais do país subiram para 901 milhões de bushels, bem acima dos 862 milhões esperados pelo mercado.

Ao mesmo tempo, traders esperam pela divulgação do relatório semanal de condições das lavouras dos EUA, que trará nova leitura sobre o avanço do trigo de inverno.

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Os contratos com entrega em março de 2026 fecharam cotados a US$ 5,58 1/2 por bushel, alta de  17,00 centavos de dólar, ou 3,13%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2026 encerraram a US$ 5,68 1/4 por bushel, alta de 16,25, ou 2,94%.

Fonte: Luciana Abdur – Safras News



 

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Sustentabilidade

Colheita do trigo supera 50% no RS favorecida pelo tempo seco, mas qualidade apresenta oscilações – MAIS SOJA

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A colheita do trigo avançou significativamente com a predominância de dias secos e maior disponibilidade de radiação solar, permitindo a redução da umidade dos grãos e melhores condições operacionais para as máquinas. A área colhida atinge 53% da área plantada, e a fase de maturação ocorre em 37% das lavouras.

Nas regiões mais adiantadas do Noroeste do Estado, a colheita está em fase de conclusão. Quanto às demais, ainda há lavouras em maturação e enchimento de grãos, sobretudo nas áreas de implantação mais tardia, como no Nordeste.

Em parte das áreas do Estado, os resultados produtivos são satisfatórios, mas os rendimentos obtidos apresentam diferenças expressivas entre as propriedades, refletindo o nível de investimento tecnológico e a intensidade das adversidades climáticas registradas durante o ciclo. Embora o tempo firme do período tenha favorecido a preservação da qualidade dos grãos e a execução da colheita, persistem os efeitos das chuvas ocorridas em semanas anteriores sobre o enchimento, o peso hectolitro e a classificação comercial.

São observados lotes com PH reduzido e variação de categoria entre os tipos comerciais, incluindo a classificação como triguilho nos de menor qualidade, decorrente da incidência de doenças foliares e de espiga, das geadas e do excesso de precipitações.

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Conforme a reestimativa da Safra 2026, realizada pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada de trigo no Estado totaliza 763.121 hectares. A produtividade projetada está estimada em 2.833 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco favoreceu a intensificação da colheita e a conservação da qualidade dos grãos. Em Maçambará, 35% da área foi colhida, com produtividades entre 2.100 e 3.200 kg/ha, refletindo diferenças de investimento e os efeitos das doenças foliares e de espiga. Em São Borja, onde foram cultivados 16.000 hectares, a colheita alcança 50%, e as perdas estão estimadas em 6% em relação à produtividade inicialmente projetada de 2.561 kg/ha. Em Manoel Viana, apesar das adversidades durante o ciclo, os produtores relatam rendimentos satisfatórios.

Na Campanha, em Caçapava do Sul, foram colhidos 30%, e as perdas estão estimadas em 12% ante a expectativa inicial de 2.728 kg/ha. Na de Caxias do Sul, as lavouras apresentam, em geral, bom estado fitossanitário. Nos municípios de menor altitude, em algumas áreas na fase de maturação, registram-se danos causados pelas intempéries ocorridas em fases críticas. Nos Campos de Cima da Serra, predominam as fases de florescimento e de enchimento de grãos, e a expectativa de rendimento se mantém em aproximadamente 3.600 kg/ha.

Na de Erechim, cerca de 80% das lavouras estão em enchimento de grãos, e 20% foram colhidos. Os primeiros resultados apresentam PH entre 72 e 75, e produtividade próxima de 2.700 kg/ha.

Na de Frederico Westphalen, a colheita alcança 80% da área, e 20% estão em maturação. A cultura foi severamente afetada pelo excesso de chuvas e pela ocorrência de giberela e brusone, o que deve reduzir a produtividade.

Na de Ijuí, a colheita alcança 30% da área. Os rendimentos variam entre 1.800 e 2.400 kg/ha. O PH varia de 72 a 80, e há elevada proporção de cargas abaixo de 78, além de registros de lotes com qualidade inferior aos padrões comerciais. A expectativa é de melhora na qualidade das lavouras não colhidas, que foram menos afetadas nas fases críticas do ciclo.

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Na de Passo Fundo, as lavouras estão distribuídas entre as fases de enchimento de grãos (10%), maturação fisiológica (80%) e colheita (10%). As chuvas ocorridas durante o ciclo comprometeram principalmente a qualidade das espigas, e há possibilidade de perdas expressivas de produtividade.

Na de Pelotas, 25% das lavouras estão em enchimento de grãos, 70% em maturação e 5% já foram colhidos em Canguçu e Piratini. Na de Santa Maria, a insolação e a menor nebulosidade favoreceram a conclusão do ciclo e o avanço da colheita, que supera 60% da área regional. Em Santiago, a operação está em fase final, com produtividade próxima de 2.300 kg/ha e PH 76, refletindo os efeitos das chuvas anteriores durante o enchimento dos grãos.

Na de Santa Rosa, a colheita alcança 82% da área, e 18% estão em maturação. As produtividades variam, em geral, entre 1.500 e 1.800 kg/ha, abaixo do potencial inicialmente projetado. A qualidade comercial apresenta variação entre os tipos 1 e 3, além de volume expressivo de triguilho.

Na de Soledade, a colheita alcança 65% da área, e 35% estão em maturação. As lavouras conduzidas com padrão tecnológico intermediário apresentam rendimentos próximos de 3.000 kg/ha e PH em torno de 78. Há também áreas com produtividade inferior a 2.400 kg/ha e PH abaixo de 78. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.700 kg/ha, com qualidade geral considerada satisfatória.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,52%, passando de R$ 72,56 para R$ 72,18 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Especialistas discutem o futuro do controle da ferrugem asiática da soja – MAIS SOJA

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A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por meio do seu Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), em parceria com a BASF realizam, no dia 10 de novembro, em Brasília (DF), um workshop dedicado aos desafios atuais e às perspectivas para o enfrentamento da ferrugem asiática da soja, doença que afeta lavouras e pode provocar perdas expressivas de produtividade.

O encontro reunirá especialistas, autoridades, pesquisadores e representantes de diferentes elos da cadeia produtiva para avaliar os avanços no manejo da doença, discutir gargalos e identificar oportunidades de inovação.

O debate retoma uma agenda iniciada há cerca de dez anos, com a publicação do estudo “O Futuro da Soja Nacional”, elaborado pela ABAG/IEAg, que analisou os impactos econômicos e sociais da ferrugem asiática sobre a cadeia produtiva e apresentou recomendações para seu enfrentamento.

Agora, a proposta é atualizar esse diagnóstico à luz das transformações ocorridas no setor, avaliar a evolução das recomendações apresentadas anteriormente e identificar os desafios que ainda exigem atenção. A iniciativa integra um programa de trabalho que prevê a elaboração de novo estudo técnico e a realização de um Dia de Campo, em abril de 2027.

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“Queremos avaliar o que avançou desde o estudo anterior, quais desafios ainda precisam ser enfrentados e quais tecnologias estão disponíveis hoje. Esse diálogo é fundamental para construir recomendações que contribuam para sustentabilidade e competitividade da soja brasileira”, afirma Giuliano Alves, diretor do IEAg.

Para Sérgio Abud, biólogo e vice-presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), o encontro representa uma oportunidade valiosa de aproximar a ciência da realidade do campo. “O enfrentamento da ferrugem asiática exige conhecimento técnico, manejo integrado e inovação constante. Reunir diferentes atores da cadeia é fundamental para ampliar a troca de experiências, alinhar estratégias e construir caminhos que protejam a produtividade e garantam uma produção cada vez mais sustentável”.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Semeadura do arroz irrigado alcança 75,70% da área prevista no Rio Grande do Sul. – MAIS SOJA

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A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul. Conforme levantamento atualizado em 5 de novembro, 652.207,5 hectares já foram semeados, o equivalente a 75,70% da intenção de semeadura prevista para o ciclo, de 861.778,96 hectares.

Entre as regiões produtoras, a Zona Sul soma 98,7% da área prevista semeada. Na sequência, a Fronteira Oeste registra 92,54% da área prevista.

Nas demais regiões, a Campanha contabiliza 65,51% da intenção regional, enquanto a Planície Costeira Externa registra 64,10%. A Planície Costeira Interna soma 63,02% da área prevista, e a Região Central registra 45,58% da intenção regional.

O acompanhamento da evolução da semeadura é realizado por meio de levantamentos periódicos das equipes regionais, com consolidação dos dados pela Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As informações permitem monitorar o andamento das operações de campo nas principais regiões produtoras do Estado ao longo da safra.

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Fonte: IRGA



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