Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja fechou em leve baixa por realização de lucros, mesmo após bons relatórios no dia – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 15/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 15/09
O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,36% ou $ -3,50 cents/bushel, a $1.042,75. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 0,35% ou $ -3,50 cents/bushel, a $1.061,75. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,83% ou $ -2,40/ton curta, a $ 285,20. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 0,17% ou $ 0,09/libra-peso, a $ 51,76.
ANÁLISE DA BAIXA
A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta segunda-feira. As cotações da oleaginosa quase conseguiram eliminar as perdas do dia, após o bom relatório de esmagamento de soja nos EUA, mas ainda sim, fecharam o dia e leve baixa pela realização de lucros por parte dos Fundos de Investimentos.
A falta de compras da nova safra de soja dos EUA pela China continua a ser um fator de preocupação. Mesmo com a reunião entre diplomatas dos dois países, não houve menção sobre possíveis progressos no comércio agrícola. A queda no dia não foi maior pelo bom relatório de inspeções de exportação do USDA, com embarques acima do esperado e 72% acima da semana anterior. O relatório da NOPA mostrou um esmagamento de soja em agosto acima das expectativas, indicando uma forte demanda doméstica.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
CONCLUSÕES DA REUNIÃO DE MADRI (baixista)
Foram concluídas as reuniões realizadas ontem e hoje em Madri entre o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Segundo Bessent, um acordo-quadro foi alcançado para que o aplicativo de vídeos curtos TikTok se torne propriedade dos EUA, embora ele tenha se recusado a revelar quaisquer termos comerciais do acordo. O funcionário confirmou que haverá uma reunião na sexta-feira entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. “A importante reunião comercial na Europa entre os Estados Unidos e a China ocorreu maravilhosamente”, escreveu Trump no Truth Social.
Ele acrescentou que “foi alcançado um acordo sobre uma empresa que os jovens do nosso país queriam salvar. Eles ficarão encantados! Falarei com o Presidente Xi na sexta-feira. O relacionamento continua muito forte!” Vale ressaltar que nem Trump nem Bassent mencionaram possíveis acordos em questões agrícolas.
EUA/CHINA-MAIS RUSGAS (baixista)
Fora da reunião diplomática, Pequim anunciou hoje que uma investigação preliminar sobre a Nvidia concluiu que a gigante americana de chips violou sua lei antitruste. Questionado pela imprensa sobre isso, Bassent afirmou que o anúncio sobre a Nvidia veio em um momento inoportuno.
EUA-EXPORTAÇÕES MAIORES (altista)
O relatório semanal do USDA sobre a inspeção de embarques dos EUA, referente ao período de 5 a 11 de setembro, foi positivo. A agência registrou embarques de soja totalizando 804.352 toneladas, acima das 467.624 toneladas do relatório anterior e da faixa prevista por produtores do setor privado, entre 200.000 e 730.000 toneladas.
BRASIL-PLANTIO DE SOJA 0,12% CONCLUÍDO (baixista)
No Brasil, a consultoria AgRural informou que o plantio de soja em 2025/2026 está 0,12% concluído, ante 0,02% na semana anterior e 0,06% no mesmo período em 2024. “O ritmo é ditado pelo Paraná, mas o plantio também está ocorrendo em Mato Grosso e São Paulo. Embora ainda não seja possível falar em atraso, o ritmo em Mato Grosso continua lento devido à baixa umidade”, indicou a empresa.
EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE SOJA
O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado e 100% com vagens formadas para a temporada 25/26. As plantas desfolhando estão em 41%, ante 21% da semana passada, 41% do ano anterior e 40% da média histórica. A colheita está em 5% da área apta, ante 6% no ano anterior e 3% da média histórica.
EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE SOJA
O USDA informou uma leve piora na qualidade das lavouras americanas. 63% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 64% da semana passada e 64% do ano anterior. 26% em condições regulares, ante 26% da semana anterior e 25% do ano passado. 11% classificados como pobres/muito pobres, ante 10% da semana passada e 11% do ano anterior.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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