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Importação de trigo em 2025 deve registrar o maior volume da história

Os estados que mais produzem trigo no Brasil, Rio Grande do Sul e Paraná, devem reduzir a área plantada nesta safra, de acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicada nesta quinta-feira (11).
Em território gaúcho, a diminuição é de 13,7%, indo de 1.339,0 hectares em 2024 para 1.155,6 hectares. Já nas lavouras paranaenses, o decréscimo é ainda mais acentuado, de 28,2% (de 1.147,1 para 823,6 hectares).
Em todo o Brasil, a redução do terreno destinado à semeadura do cereal é apontada em 19,9%, ocupando, neste ano, 2.449,0 hectares. A produção é estimada em 7.536,1 toneladas, 4,5% a menos que no ano passado.
Assim, a expectativa é que as importações do cereal pelo país aumentem, com projeção para 5,17 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano. A marca vai contra a menor dependência que se observava nos últimos anos.
Isso porque, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de janeiro a setembro de 2021, foram compradas 4,88 milhões de toneladas; em 2022 essa quantidade diminuiu para 4,60 milhões de toneladas no mesmo período e em 2023 alcançou a menor média da série histórica, com 3,18 milhões de toneladas de trigo adquiridas.
Em 2024, ao longo de todo o ano, o Brasil importou 6,6 milhões de toneladas do cereal. Com isso, se as aquisições seguirem o ritmo dos últimos oito meses e da projeção para setembro até dezembro, as importações devem se aproximar das 7 milhões de toneladas.
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Senar MT abre mil cursos gratuitos em 127 municípios em fevereiro

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) inicia fevereiro com uma ampla mobilização de qualificação profissional em todo o estado. Em parceria com 95 sindicatos rurais, a entidade disponibiliza mais de mil cursos gratuitos em 127 municípios mato-grossenses. A programação atende desde trabalhadores e produtores rurais até jovens e famílias que buscam inserção no mercado agropecuário.
O cronograma de treinamentos é dividido entre Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS). Na prática, as aulas abrangem diversas cadeias produtivas, com foco direto na melhoria da produtividade e na adoção de práticas sustentáveis. De acordo com o Senar MT, as capacitações são planejadas conforme a demanda específica de cada região, respeitando as vocações econômicas locais.
Entre as prioridades deste mês estão os cursos voltados às Normas Regulamentadoras (NRs). O treinamento é um gargalo jurídico e de segurança para muitas propriedades, pois a adequação às exigências legais é obrigatória. Além de prevenir acidentes, essas formações auxiliam na organização administrativa das fazendas, reduzindo riscos de multas e promovendo melhores condições de saúde ocupacional.
Outro pilar estratégico da agenda é a inclusão digital e a gestão. O objetivo é reduzir o abismo tecnológico no campo, ensinando o uso de ferramentas digitais que otimizam o controle das atividades produtivas. A ideia é que o trabalhador rural deixe de ser apenas operacional e passe a utilizar a conectividade para melhorar o desempenho econômico da propriedade.
Demanda por operadores de máquinas
O setor de máquinas e implementos agrícolas também ganha destaque devido à rápida evolução tecnológica dos equipamentos. Mato Grosso, como expoente da agricultura mecanizada, registra uma busca crescente por profissionais que saibam manusear tecnologias de precisão, garantindo eficiência e evitando o desperdício de insumos.
Para o coordenador de regionais do Senar MT, Victor Fazinga, o investimento contínuo em capacitação é o que sustenta o crescimento do estado. “O agronegócio vive um processo constante de modernização, e a qualificação profissional é essencial para acompanhar esse avanço. Mato Grosso ainda enfrenta a escassez de mão de obra especializada, especialmente para operar máquinas e novas tecnologias”.
As capacitações são viabilizadas por meio do Sistema Famato. Os interessados em conferir a programação completa, datas e locais de realização devem procurar o sindicato rural de seu município. As unidades também estão abertas para receber sugestões de novos cursos que atendam a necessidades específicas de produtores locais.
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Preço do arroz segue estável no RS apesar do ritmo lento de negócios, aponta Cepea

Os preços do arroz em casca permanecem firmes no Rio Grande do Sul, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (4) por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações são sustentadas pela demanda pontual para recomposição de estoques e pela oferta ajustada no estado.
Apesar da sustentação dos preços, o ritmo de negócios segue lento. O cenário reflete o desacordo entre compradores e vendedores, em um ambiente marcado pela cautela ao longo de toda a cadeia produtiva do arroz.
Produtores adotam estratégias diferentes
Do lado da oferta, o Cepea aponta um comportamento heterogêneo entre os produtores. Aqueles com maior capitalização optaram por postergar as vendas, à espera de condições mais favoráveis de comercialização.
Outros produtores, por sua vez, direcionaram o cereal para armazenamento, especialmente diante da proximidade da safra 2025/26, estratégia que contribui para manter a oferta mais ajustada no mercado disponível.
Compradores buscam garantir abastecimento
Pelo lado da demanda, compradores consultados pelo Cepea ajustaram suas estratégias para assegurar o abastecimento, principalmente em regiões onde a oferta de arroz está mais limitada.
Segundo os pesquisadores, esse movimento ajuda a sustentar os preços, mesmo em um cenário de baixo volume de negócios.
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Feira do Cerrado começa nesta quarta-feira em Monte Carmelo

Começa nesta quarta-feira (4), em Monte Carmelo (MG), a Feira do Cerrado, promovida pela Cooxupé. O evento segue até quinta-feira (5), das 8h às 18h, no Núcleo da Cooxupé de Monte Carmelo (às margens da Rodovia MG-190, Km 3), e antecipa os preparativos para o período de colheita do café, reunindo soluções que impactam diretamente a produtividade, a gestão e a sustentabilidade das propriedades rurais da região.
Com o tema “Tradição e Inovação: Gestão Responsável, Cooperativismo Forte, Futuro de Oportunidades”, a feira conecta produtores, tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios em uma das principais regiões da cafeicultura nacional.
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A abertura oficial está marcada para as 10h desta quarta-feira, com a presença da diretoria executiva da cooperativa, autoridades e convidados. A expectativa é receber cerca de 5 mil visitantes ao longo dos dois dias. Ao todo, são mais de 70 expositores distribuídos em uma área de 50 mil metros quadrados, com 85 estandes e mais de 14 mil produtos cadastrados.
“A Feira do Cerrado é uma ferramenta estratégica para o cooperado. Pensamos o evento para apoiar o produtor de forma prática, reunindo soluções que ajudam a melhorar a gestão da propriedade, aumentar a eficiência e preparar o negócio para o futuro”, afirma Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé.
Soluções para o dia a dia da propriedade
Em sua 11ª edição, a feira amplia o portfólio de serviços. Um dos destaques é o lançamento do Estande Peças Cooxupé, criado para fortalecer o suporte ao produtor na manutenção das propriedades. O espaço reúne mais de dois mil itens cadastrados, com foco em peças para máquinas e implementos, além de um canal direto para sugestões dos cooperados.
Os visitantes também têm acesso a soluções da cooperativa nas áreas de Geoprocessamento, Laboratório de Solo e Folha, Núcleo de Educação Ambiental (NEA), Vectag (crédito rural) e ao Protocolo Gerações, voltado à disseminação de boas práticas agrícolas e ações sustentáveis.
A feira conta ainda com a participação da SMC Specialty Coffees, empresa da cooperativa voltada aos cafés especiais, e da Corretora de Seguros da Cooxupé, ampliando o suporte à gestão e à proteção das propriedades.
Outro espaço em evidência é o Novas Culturas, reformulado para apresentar tecnologias e manejo voltados a grãos e à pecuária. A iniciativa busca apoiar a diversificação de renda e integrar o café a outros sistemas produtivos.
Além do conteúdo técnico e de negócios, o evento oferece infraestrutura com praça de alimentação, ilhas de café, espaços de convivência, área kids, espaço de beleza e acesso à internet.
Região estratégica da cafeicultura
A Feira do Cerrado ocorre em uma região reconhecida pela qualidade do café, rastreabilidade e práticas sustentáveis. Segundo a Organização da Região do Cerrado Mineiro, o território responde por cerca de 12,7% da produção nacional, com média anual de 6 milhões de sacas.
“Ao reunir soluções tecnológicas, condições comerciais diferenciadas e serviços especializados, o evento contribui para a tomada de decisão dos produtores em um cenário cada vez mais desafiador para a cafeicultura”, afirma Osvaldo Bachião Filho, vice-presidente da cooperativa.
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