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8 de agosto de 2026

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Soja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana marcada por lentidão nas negociações e recuo nos preços, refletindo um ambiente de baixa liquidez e ausência dos principais agentes. Houve apenas movimentos pontuais, sem volumes expressivos, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.

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De forma geral, o comportamento foi de preços mistos e sem uma direção definida. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings se mantiveram afastados, o que limitou os negócios ao longo da semana. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Preços de soja

Nos principais polos de comercialização, os preços apresentaram leve queda. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), houve baixa mais acentuada, de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Soja em Chicago

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago pressionou as cotações. Os contratos com vencimento em maio acumulam queda de 4,55% na semana, encerrando a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir o maior nível em dois anos na semana anterior, o mercado iniciou o período no limite diário de baixa, movimento que determinou o desempenho semanal negativo.

A desvalorização foi influenciada por fatores geopolíticos. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, aumentou a incerteza no mercado. A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, deve ocorrer apenas dentro de 30 a 45 dias.

O adiamento também posterga expectativas de um possível acordo comercial entre os países, incluindo compras de soja americana pela China, fator que vinha sendo monitorado de perto pelos investidores.

Câmbio

No câmbio, o dólar também contribuiu para o enfraquecimento dos preços no Brasil. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,47% na semana, sendo cotada a R$ 5,2387 na manhã de sexta-feira. O movimento reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e reforça o ritmo lento dos negócios.

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Moro ficou mais pobre na política: patrimônio cai 34% desde 2022

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Sergio Moro (PL) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,03 milhão ao registrar sua candidatura ao governo do Paraná. O valor é 34,78% menor que os R$ 1,58 milhão informados em 2022, quando foi eleito senador pelo estado.

A diferença entre as duas declarações chega a R$ 552,7 mil. Entre os bens informados neste ano estão imóveis, veículo, aplicações financeiras, recursos no exterior e participação societária.

Em 2026, Moro declarou R$ 185,9 mil em uma conta no exterior e R$ 239,7 mil em fundos de investimento vinculados ao Itaú. Também aparecem um apartamento em Curitiba, avaliado em R$ 238,4 mil, e um Volkswagen Tiguan declarado por R$ 155 mil.

Em 2022, o senador havia informado R$ 392,7 mil em recursos no exterior e R$ 389,7 mil em investimentos no Itaú, além de dois apartamentos em Curitiba. Naquele ano, o patrimônio total declarado somava R$ 1,58 milhão.

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Ucrânia: brasileiros se alistam pela internet

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Um rapaz que morava em Primavera do Leste foi morto na guerra da Ucrânia após pisar em uma mina terrestre, e isso me causou grande inquietude. Como assim? Como alguém pode sair do conforto de sua casa para enfrentar uma luta em outro país? Enquanto muitos fogem da guerra, outros vão ao encontro dela?

Eu fiquei sabendo da morte por meio de um rapaz que conheci e que estava prestando serviços na minha casa. Nós tínhamos combinado um trabalho, e ele o remarcou por conta da morte do cunhado, o que, por si só, já era uma fatalidade.

Quando ele foi realizar o trabalho, eu, mais do que depressa, fui prestar meus sentimentos e perguntei o motivo da morte. Quase caí dura no chão quando ele disse que o rapaz havia morrido na guerra.

Confesso que, em um primeiro momento, pensei que ele estivesse tirando onda com a minha cara, por conta da situação inusitada e para lá de irreal, já que moramos no Brasil e não estamos em guerra com ninguém.

Como jornalismo e curiosidade caminham juntos, fui tentar entender o que estava acontecendo, e ele relatou algo assustador e preocupante. Algo que beira a ficção quando olhamos pela perspectiva de uma pessoa comum.

Segundo ele, o rapaz sempre teve o sonho de ser militar e de lutar em uma guerra. Então, foi seduzido por postagens nas redes sociais e se alistou no exército pela internet, com a promessa de pagamento mensal de R$ 25 mil, livre de qualquer custo.

E essa adesão de brasileiros não é novidade, tanto que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu alertas severos sobre o risco de morte, desaparecimento ou ferimentos graves nos combates. Tudo para tentar evitar que jovens brasileiros caiam nessa teia de aliciamento e assinem contratos para se juntar às trincheiras internacionais.

O nome do jovem morto, caso alguém queira procurar informações, como eu fiz depois da conversa, é Patrick Steffan Cavalcante. Segundo meu conhecido, ele tinha pouco mais de 20 anos, morava em Primavera do Leste e trabalhava com maquinários agrícolas. Eu procurei informações sobre ele na internet e encontrei também uma conta no LinkedIn, na qual ele figura como operador de máquina em Sapezal.

Agora, o que restou foram parentes brasileiros desolados, que não sabem se um dia poderão velar o corpo do parente, uma vida jovem perdida e nenhuma restituição financeira ou pagamento.

Caroline Rodrigues é jornalista há mais de 20 anos, mestre em Comunicação, escreve sobre temas diversos, fala de tudo e se especializou em muitos nadas. Veja mais artigos em: https://seguindoforadalinha.substack.com_

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Moraes barra visita de filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais após violação de regras

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Defesa do ex-presidente pediu autorização “excepcional”, mas ministro manteve suspensão após Flávio Bolsonaro publicar carta do pai nas redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou neste sábado (8) um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba os filhos no Dia dos Pais em sua casa, onde ele cumpre a pena de 27 anos e três de reclusão a qual foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

O ministro citou decisão anterior, em que suspendeu todas as visitas a Bolsonaro, com a exceção da equipe médica e de advogados. A medida foi tomada diante do descumprimento das condições para a prisão domiciliar, afirmou ministro.

A proibição das visitas ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições deste ano, ter publicado nas redes sociais uma carta manuscrita assinada pelo pai.

Moraes entendeu o ato como uma violação da proibição de acesso às redes sociais por Bolsonaro, seja diretamente ou por meio de terceiros, uma das condições para a concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente.

Moraes declarou “prejudicado” o pedido para que os filhos visitassem Bolsonaro no Dia dos Pais, já que qualquer visita se encontra suspensa.

Os advogados de Bolsonaro haviam pedido autorização “em caráter excepcional” para que ele recebesse seus filhos Carlos, Flávio e Jair Renan no período da tarde do próximo domingo (9). A defesa afirmou que a medida permitiria “preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”.

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