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Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com cautela pré-WASDE – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 10/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 10/09

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,66% ou $ -2,75 cents/bushel, a $417,00. A cotação para março fechou em baixa de 0,69% ou $ -3,00 cents/bushel, a $434,50.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. As cotações do cereal caíram em linha com os demais grãos. Perto do relatório WASDE, o mercado ainda tem diversas dúvidas. A expectativa da maioria é uma redução nos rendimentos nas lavouras de milho, o que pode mitigar o grande salto que o USDA deu no relatório anterior. A demanda pode colaborar, mas o afastamento da China pode pôr em xeque os robustos números de vendas necessários.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho fechou praticamente estável no meio da semana

Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quarta-feira. As cotações da B3 fecharam novamente altas pontuais, mas em baixa na grande maioria dos contratos. O milho foi pressionado pela queda do dólar e de Chicago. No entanto as quedas foram mínimas. O mercado físico está lento, com o produtor capitalizado esperando melhores oportunidades, com isso os preços se mantêm firmes na maioria das praças.

OS FECHAMENTOS DO DIA 10/09

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,37, apresentando baixa de R$ 0,10 no dia e alta de R$ 0,06 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 68,10, com baixa de R$ 0,08 no dia e baixa de R$ 0,89 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 71,24, com baixa de R$ 0,04 no dia e baixa de R$ 0,63 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA/ETANOL-PRODUÇÃO MAIOR (altista)

Em seu relatório semanal, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) elevou hoje a produção diária de etanol de 1.075.000 para 1.105.000 barris, superando os 1.080.000 barris registrados no mesmo período em 2024. Também aumentou os estoques de biocombustíveis de 22.564.000 para 22.837.000 barris, nível que permaneceu abaixo dos 23.714.000 barris registrados há um ano.

BRASIL-EXPORTAÇÕES MAIORES (altista para o Brasil, baixista para CBOT)

Já para o Brasil, com a safrinha praticamente colhida em sua totalidade, a ANEC elevou, em sua revisão semanal de estimativas, a estimativa de exportação de milho para setembro de 6,37 para 6,96 milhões de toneladas, abaixo dos 7,31 milhões de agosto, mas acima dos 6,56 milhões do mesmo mês de 2024.

LICITAÇÃO DA CORÉIA DO SUL (altista)

Um importador sul-coreano lançou uma licitação para 140.000 toneladas de milho com prazo final para 11 de setembro.

USDA PRÉ-WASDE (altista)

O USDA divulgará seu relatório mensal de produção agrícola na sexta-feira, com uma pesquisa da Reuters com analistas prevendo uma redução de 174,85kg/hectare na produção deste mês, para 12.522,15 kg/hectare. A produção é estimada em 419.51 MT, o que representa uma queda de 5,74 MT em relação à estimativa de agosto. O relatório WASDE também será divulgado, com os traders prevendo estoques finais de milho da safra antiga nos EUA em 33,30 MT, um aumento 152,4 mil tons em relação a agosto, enquanto a safra nova deve cair 2,69 MT, para 51,08 MT.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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