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16 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Duas cultivares da Embrapa são resistentes às doenças mais graves do mundo das bananeiras

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O Brasil é o único país das Américas preparado para enfrentar a forma mais grave da murcha de Fusarium, uma raça 4 tropical (R4T). A confirmação veio de pesquisa da Embrapa realizada na Colômbia que comprovou a resistência das cultivares BRS Princesa e BRS Platina a esse patógeno. A descoberta abre um caminho para o uso dessas variedades como barreiras naturais contra a propagação da doença em escala global. Endêmica em todas as regiões produtoras de banana, a murcha de Fusarium provoca prejuízos bilionários, ao contaminar colheitas e impor restrições às exportações.

O fungo causador da murcha de Fusarium – Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc), que também ocorre em 17 países da Ásia, África e Oceania, é disseminado por solo contaminado a partir de sapatos e ferramentas, mudas de bananeira (visualmente sadias, mas infectadas) e plantas ornamentais hospedeiras. Antes conhecida como mal-do-Panamá, a raça 4 Tropical ainda não chegou ao Brasil, mas está presente nos vizinhos Colômbia (identificada em 2019), Peru (2020) e Venezuela (2023). Todas essas nações fazem fronteira com o Brasil, o que deixa a bananicultura nacional em permanente estado de atenção e com risco iminente da entrada dessa raça em solo brasileiro.

A BRS Princesa e a BRS Platina e diploides melhorados (parentes ancestrais das variedades atuais e que são utilizados no melhoramento da espécie) passaram por testes na Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária (AgroSavia). Elas ficaram ao lado das bananeiras Williams, cultivares-testemunhas altamente suscetíveis do grupo Cavendish (Nanica), que é a variedade mais consumida globalmente. O experimento foi realizado em um lugar bastante representativo: a primeira fazenda em que foi identificada a raça 4 tropical em toda a Colômbia, em área cedida pelo proprietário para as pesquisas, com a vigilância do Instituto Agropecuário Colombiano ( ICA ).

Cultivares foram testadas em áreas infectadas na Colômbia

As primeiras mudanças in vitro chegaram ao País em janeiro de 2022 e foram para a estação quarentenária do ICA, onde especificamente por oito meses para confirmar a ausência de fungos, bactérias, vírus e nematoides exóticos. Depois da quarentena, foi feita a inoculação do patógeno nas plantas em casa de vegetação e, em seguida, as mudas seguiram para testes em tanques de água com solo contaminado com a doença. “Quando eram maiores, a BRS Princesa e a BRS Platina passaram para o campo, em área que já tinha a doença”, relata Mónica Betancourt, pesquisadora sênior da AgroSavia. Ela é a responsável da Corporação no convênio com a Embrapa e a Associação de Bananicultores da Colômbia ( Augura ) e líder da equipe de pesquisa. A Augura também apoia financeiramente o projeto, que se encontra na sua primeira fase (de 2021 a 2026).

Betancourt explica que, na Colômbia, foram instalados quatro ciclos de produção. O terceiro comprovou que menos de 1% da BRS Princesa e da BRS Platina foi afetado. De 5% a 8% significaria alto risco. “Por isso, consideramos que são resistentes”, destaca. Os testes de produtividade ainda não estão concluídos porque não é possível comparar com variedades dos mesmos tipos, uma vez que a Colômbia não planta as bananas Prata e a Maçã, que praticamente desapareceram por causa da murcha de Fusarium. Segundo um pesquisadora, também foram introduzidos diploides como base de um programa de melhoramento genético na Colômbia. “Seria uma réplica do programa da Embrapa, mas para Cavendish”, conta.

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De acordo com o pesquisador Edson Perito Amorim , líder do Programa de Melhoramento Genético de Banana e Plátano da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), dentro da estratégia de melhoramento preventivo, a parceria com a Colômbia foi extremamente importante porque o material genético brasileiro foi testado em outro país, onde a doença está presente. Com isso, foi possível fechar o ciclo do melhoramento. “Enviamos três híbridos comerciais desenvolvidos pelo programa e eles foram 100% eficientes, sendo que um vai ser lançado em 2026”, informa.

Entre o material enviado, estavam também compostos da cultivar Cavendish Grande Naine que apresentou resistência à murcha de Fusarium raça subtropical 4 no Brasil e tem potencial para também possuir resistência à raça 4 tropical, indica Janay Almeida dos Santos-Serejo , pesquisadora da Embrapa. “Esperamos identificar ao menos um somaclone com resistência à raça 4 tropical”, revela Santos-Serejo ao dizer que os resultados devem sair no próximo ano. Somaclones são lesões naturais causadas in vitro.

“O grande desafio não é desenvolver a resistência, mas agradar ao produtor e ao consumidor, aliando qualidade, produtividade e sabor”, afirma Amorim. Ele conta que após 40 anos, foram obtidos materiais melhorados muito superiores ao passado e lembra que o trabalho envolveu inoculação para selecionar material, uso de biotecnologia, os estudos moleculares e o conhecimento de genética de Fusarium que foi obtido pela própria Embrapa.

Testes de laboratório já indicaram que as variedades poderiam ser resistentes. “Alguns marcadores moleculares para a resistência à raça 4 também apareciam nos nossos genótipos, mas só se conseguem comprovar fazer uma inoculação artificial com o patógeno”, relata o fitopatologista da Embrapa Fernando Haddad , que lidera as pesquisas com Fusarium. De acordo com ele, não foi um acaso: “Nosso programa de melhoramento sempre focou na resistência ao Fusarium, desde que foi liderado por Sebastião Silva com o apoio de Zilton Cordeiro [pesquisadores aposentados], mas só tivemos oportunidade de testar para a raça 4 agora”.

Vigilância total

“Há alguns anos, o Ministério da Agricultura priorizou essa praga no sistema de vigilância oficial [o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes] para evitar a sua chegada nacional e, caso ela chegue, atuar com a maior agilidade possível para minimizar seus impactos. Esse trabalho é realizado para dar tempo para a pesquisa produzir resultados. E eles chegaram”, comemora o auditor fiscal federal Agropecuário Ricardo Hilman, gestor da Coordenação de Controle de Pragas do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa.

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Planta infectada com mancha de Fusarium R4T. Foto : Fernando Haddad

Apesar da resistência, o representante do Mapa alerta sobre os cuidados para evitar a doença. “O produtor não pode baixar a guarda, assim como a vigilância fitossanitária vai manter as atividades e ações preventivas. Queremos que a praga demore o máximo de tempo possível para chegar porque sempre causa algum impacto. É importante que o produtor faça a sua parte, preservando os cuidados com material de propagação, pessoas que entram na propriedade e ferramentas, equipamentos, tratores usados ​​etc.”

As ações de vigilância são realizadas pelo Ministério, Superintendências Federais de Agricultura e órgãos estaduais de defesa sanitária. São ações individuais, às vezes conjuntas e às vezes complementares, que vão de normas internacionais de importação de material de propagação até a vigilância em portos, aeroportos e fronteiras, treinamentos de equipes e simulados e suporte de laboratório para detecção precoce.

“Um exemplo é o sistema de levantamento fitossanitário nas possíveis áreas de entrada do fungo, desenvolvido em conjunto com a Embrapa Territorial (SP), que reúne informações sobre possíveis rotas de chegada em função da presença nos países vizinhos, rotas de trânsito e fluxo de pessoas e de inteligência”, conta Hilman. Ministério e Embrapa estão em fase de reestruturação do plano de contingência: “Antes havia um protocolo de erradicação que segue normas internacionais. Podemos sugerir que os novos plantios sejam de material resistente”, completa Haddad.

Alívio para os produtores

Para Augusto Aranha, presidente da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira ( Abavar ) e responsável pela produção de bananas da empresa Trop Sabor , a notícia vem como um comentário para os agricultores do maior polo nacional de cultivo da fruta. “No caso de uma possível chegada da R4T, talvez o Vale seja a região mais vulnerável do País, por conta da BR [116] que cruza toda a área e porque cursos d’água poderiam se tornar veículos de distribuição. Ter variedades resistentes nos dá tranquilidade de saber que, plantando a BRS Princesa e a BRS Platina, nós podemos produzir, já que por enquanto ainda não temos oficialmente nada confirmado em relação à resistência de Cavendish [o tipo mais plantado no Vale]”, afirma.

A preocupação da Abavar é proporcional à força da bananicultura na região, pois a fruta representa mais de 70% da economia local, com 30 mil hectares plantados. “A R4T é uma doença que poderia dizimar a bananicultura e causar um enorme impacto no Vale. O que se iria produzir? Além disso, áreas poderiam ser interditadas, entrar em quarentena e nem ser agricultáveis ​​a curto prazo. Seria terrível. Apesar das variedades, não podemos abandonar a biossegurança nem a questão fitossanitária. Se a doença entrar de forma severa, que não é possível mais a produção, até que se tenha banana das novas variedades, deve-se levar de três a cinco anos. Como existem outras Produtos regionais e se podem importar, essa janela de tempo pode afetar a economia do Vale e fazer com que perca a vocação para a fruta”, considera Aranha.

Em setembro de 2020, os supermercados da capital paulista receberam frutos da BRS Princesa da TropSabor para liquidação. “Fizemos um trabalho de marketing em conjunto com a Embrapa para o consumidor conhecer uma variedade, que ficou muito bem posicionada. Poucos percebemos diferenças entre ela e o original. Além disso, se consegue vir a partir de um determinado estágio de maturação enquanto um original não na mesma localização”, explica. Hoje, o TropSabor tem 200 hectares de banana, sendo 25 de BRS Princesa e 20 de BRS Platina.

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Parcerias latino-americanas para salvar as bananas

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Banana BRS Princesa, da Embrapa, resistente à parede de Fusarium R4T. Foto: Edson Amorim

Além da AgroSavia, a Embrapa conduz trabalhos com a Corporação Bananeira Nacional ( Corbana ), da Costa Rica, que investe recursos nas pesquisas com Cavendish. Amorim informa que, pela dificuldade de desenvolver sementes de Cavendish para classificações, o custo é alto. “Enquanto, em média, se produz uma semente para um cacho inteiro de Prata, para Nanica é uma semente para cada 500 cachos. Fazemos melhoramento de banana Prata hoje com 400 plantas na Embrapa”, detalha.

Na Corbana, a empresa brasileira mantém cinco hectares de Cavendish com duas mil plantas por hectare, o que totaliza dez mil plantas. Amorim informa que a parceria com a Corbana acabou em 25 novos híbridos. Todos serão avaliados no campo quanto à qualidade dos cachos e dos frutos. Com a AgroSavia, a Embrapa desenvolveu outros três híbridos.

O pesquisador conta que os materiais usados ​​para a obtenção dos híbridos são resistentes à raça 4 tropical da murcha de Fusarium. “Com isso, é possível que alguns desses híbridos desenvolvidos de Cavendish também possuíssem resistência a essa doença terrível. Esperamos ter essa resposta em breve”, conta o cientista.

No Brasil, a avaliação agronômica da nova variedade do tipo Prata a ser lançada em 2026 acontece no norte de Minas Gerais, outra grande região produtora, e é vencida por Haddad, com participação de Leandro Rocha e Alberto Vilarinhos , respectivamente analista e pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura. O trabalho é realizado em parceria com os grupos Brasnica, Borborema, Loschi e Marcos Ribeiro, o que otimiza os ajustes pós-colheita, em especial a climatização de uma nova variedade, e acelera a validação comercial.

BRS Princesa na Ceagesp

“Apesar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ) não classifica a produção brasileira de banana por variedade, estima-se que 55% seja de banana Prata e 10% do tipo Maçã”, comenta Amorim. Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo ( Ceagesp ), a maior rede de entrepostos brasileiros, poucos distribuidores especificam a variedade nas notas fiscais. “Ela aparece como banana Maçã, mas praticamente é tudo BRS Princesa”, afirma Gabriel Bitencourt, chefe da seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira da Ceagesp.

Alinhamento ao ODS

O Programa de Melhoramento Genético de Banana e Plátano da Embrapa está alinhado ao compromisso da Embrapa com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda mundial imposta durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2015, com a missão de construir e implementar políticas públicas que visam guiar a humanidade até 2030 (Agenda 2030). Atende, inicialmente, ao Objetivo número 2 “Fome zero e agricultura sustentável”, que consiste em erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta em tecnologia para elevar a rentabilidade na safra de cana 2026/27

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Com safra estimada em 635 milhões de toneladas, marca destaca máquinas que unem tecnologia, economia de combustível e sustentabilidade

Com a safra de cana-de-açúcar 2026/27 projetada em 635 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil, segundo a Datagro, o setor sucroenergético entra em um novo ciclo marcado por alta demanda operacional e pressão por eficiência. Diante desse cenário, a Valtra reforça seu posicionamento com soluções voltadas à produtividade, economia de combustível e sustentabilidade.

O portfólio da marca foi um dos maiores destaques da Agrishow 2026, que aconteceu, em Ribeirão Preto (SP), reunindo as principais inovações do agronegócio.

Tecnologia aplicada do campo à usina

Com forte presença no setor sucroenergético, a Valtra oferece soluções completas que acompanham todas as etapas da produção, do preparo do solo ao transporte da cana até a usina. A proposta é clara: aumentar a produtividade sem abrir mão da simplicidade operacional e do conforto ao operador.

“Desenvolvemos máquinas pensadas para quem precisa produzir mais, com eficiência e economia, sem complicação”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Desempenho e agilidade no campo

Entre os destaques está a Série BH HiTech, reconhecida pelo alto desempenho e eficiência nas operações. O modelo conta com modos automáticos que ajustam o funcionamento conforme a demanda e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, oferecendo alta vazão e reduzindo o tempo de descarregamento – fator decisivo para operações de transbordo mais ágeis.

Outro diferencial é o conjunto estrutural, com eixo traseiro passante e opção de eixo dianteiro de até 3 metros, que se adapta ao espaçamento do canavial e evita danos às plantas.

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Força e robustez para operações pesadas

Para o preparo de solo em condições mais severas, a Série S6 se destaca como a mais potente da marca. Produzida na Finlândia, a linha entrega até 425 cv de potência e torque de 1.750 Nm, aliando força extrema a eficiência energética.

Equipada com transmissão CVT e motor AGCO Power de 8,4 litros, a Série S6 garante redução de até 15% no consumo de combustível, além de proporcionar maior controle e conforto operacional.

Plantação de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro representando a projeção da safra 2026/27 de 635 milhões de toneladas.

Outras opções robustas incluem as Séries Q5 e T CVT, que combinam potência elevada e tecnologia de tração avançada. A Série T, por exemplo, permite movimentação contínua e precisa apenas com o pedal do acelerador, mesmo em terrenos inclinados, além de gerar economia média de até 25% de combustível.

Eficiência também nos tratos culturais

A tradicional Linha BM, agora em sua quarta geração, segue como uma das mais consolidadas no setor, com histórico de mais de duas décadas no campo e ganhos de até 15% em economia operacional.

Já na fase de tratos culturais, os pulverizadores da Série R garantem aplicação precisa de insumos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência agronômica.

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Sustentabilidade e energia limpa no campo

De olho no futuro, a Valtra também investe em soluções voltadas à descarbonização, com o desenvolvimento de motores compatíveis com combustíveis alternativos, como etanol e biometano.

A proposta é permitir que usinas utilizem seus próprios subprodutos como fonte de energia, criando um ciclo sustentável e reduzindo custos operacionais.

“Queremos que o produtor tenha autonomia energética, utilizando a própria cana e seus resíduos para abastecer máquinas de alta performance. É a união entre eficiência e economia circular”.
Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra

Sobre a Valtra

Presente no Brasil desde 1960, a Valtra foi pioneira ao se instalar no país e hoje oferece uma linha completa de máquinas agrícolas, com tratores que variam de 57 a 425 cavalos, além de colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores.

A marca integra o grupo AGCO e conta com mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, sendo 156 apenas no Brasil.

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Agro Mato Grosso

Agro impulsiona MT à liderança da balança comercial brasileira

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O resultado do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica do Estado na economia brasileira

Mato Grosso registrou saldo comercial positivo de US$ 11,05 bilhões, entre janeiro e abril de 2026,

Com isso, mantém o maior resultado superavitário entre os estados brasileiros, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu Boletim Mensal de Conjuntura Econômica — edição de maio.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo agronegócio.

O resultado do balanço do quadrimestre consolida, mais uma vez, a posição estratégica de Mato Grosso na economia brasileira.

Isso porque, em 2025, o superávit comercial do Estado alcançou US$ 27,57 bilhões, o que representa 40,50% de todo o saldo comercial do período no país.

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O agronegócio respondeu por 43,16% do saldo comercial brasileiro, com destaque para as exportações de soja, milho e carne bovina.

De acordo com a análise do Imea, esse resultado reforça a importância e a centralidade de Mato Grosso para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia nacional.

A coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, explicou que esse cenário demonstra a força do setor no contexto nacional.

Segundo ela, o resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.

“O desempenho do agronegócio mato-grossense foi determinante para esse cenário, impulsionado principalmente pelas exportações de soja, milho e carne bovina”, destacou.

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EMPREGOS – O boletim do Imea, publicado no dia 11 passao, também aponta a participação do agronegócio na geração de empregos em Mato Grosso.

Dados do boletim de Conjuntura Econômica mostram que o setor mantém ritmo de crescimento no número de trabalhadores formais.

Ao final de 2025, o agronegócio mato-grossense contabilizava 437.174 empregos formais.

Em março de 2026, o total avançou para 444.218 postos de trabalho, incremento de 1,61%, equivalente à geração de 7.044 novas vagas.

No mesmo período, o estoque total de empregos formais em Mato Grosso alcançou 1.183.553 vínculos, com o agronegócio representando 37,53% do total de empregos do estado.

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Agro Mato Grosso

Defensivos para milho verão avançam 21% no ciclo 2025/26

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Levantamento da Kynetec Brasil destaca aumento na área plantada e impulso na intensidade dos tratamentos

O mercado de defensivos para o milho verão teve recuperação de 21% na safra 2025/26, frente ao ciclo anterior. O valor passou de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,9 bilhões. As informações são do relatório FarmTrak, divulgado nesta quarta-feira (13/5) pela Kynetec Brasil.

De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o resultado decorreu, principalmente, do aumento da área plantada, de 3,9 milhões de hectares (+9%) e da variação, de 17 para 18, no número de tratamentos realizados, em média, nas propriedades, um crescimento de 6%.

O FarmTrak Milho Verão da Kynetec apontou ainda que os herbicidas seguem na posição de principal categoria de produtos, com 31% do mercado total ou R$ 900 milhões. Inseticidas movimentaram R$ 826 milhões, equivalentes a 28% e fungicidas, R$ 580 milhões, 20%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros insumos representaram 14%, 3% e 4%, respectivamente, R$ 594 milhões no total.

Conforme Lucas Alves, o estudo FarmTrak trouxe à luz o registro de alta na utilização de fungicidas em geral. “São dados relevantes. A adoção saiu de 67% em 2019-20 para 75% no último ciclo”, esclarece o executivo. “Mesmo em áreas destinadas à silagem, essa relação foi de 24% para 52% no período”, complementa.

“Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas ‘stroby mix’, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos ‘premium’”, revela.

Na safra 2019-20, enfatiza Alves, os ‘stroby mix’ correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os ‘premium’ já responderam por 38% na safra 2025-26”, avalia.

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Segundo a Kynetec Brasil, o levantamento FarmTrak Milho Verão resultou de quase 2 mil entrevistas feitas, pessoalmente, com produtores das principais áreas de milho do Brasil: Goiás, Mapiba – Maranhão, Piauí e Bahia -, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

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