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30 de junho de 2026

Sustentabilidade

Alta na cotação de fertilizantes deve seguir nos próximos anos – MAIS SOJA

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Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário

Demanda global aquecida e oferta limitada explicam preços maiores

O Portal SNA aborda com frequência a dependência do agronegócio brasileiro de fertilizantes importados, o que eleva os custos de produção e torna o país vulnerável em cenários de sobressalto geopolítico ou econômico. Atualmente, a guerra tarifária agrava o panorama, pois os Estados Unidos, além do tarifaço, já ameaçou e impôs sanções formais a quem mantiver negócios com a Rússia, numa tentativa de pressionar pelo fim do conflito com a Ucrânia. Ocorre que o Brasil tem sólida relação comercial com o país de Vladimir Putin, incluindo importantes itens da cadeia produtiva agropecuária, como os fertilizantes.

A isso se soma a tendência de alta nos preços desses produtos, em virtude da restrição na oferta, especialmente no mercado de fosfatados, afetado pela redução nas exportações da China, o que diminuiu em mais de 5% a oferta global. Em declaração ao jornal Valor, a Associação Brasileira de Difusão de Adubos (ANDA) disse que não há previsão de outros países suprirem essa lacuna deixada pelos chineses, pelo menos em curto prazo.

No mercado de potássio, inicialmente havia expectativa de oferta ampla em 2025, mas cortes inesperados na produção da China e a necessidade de manutenções na Rússia e Bielorússia, após as sanções dos últimos anos, restringiram a oferta. Ainda assim, o mercado se mostra mais equilibrado em comparação ao de fosfatados, segundo a ANDA, e não deve haver grandes variações de preço.

A guerra tarifária também contribui para um rearranjo no fluxo de fertilizantes, mantendo a cotação alta. No caso do fosfato, essas tarifas elevaram os custos para os agricultores americanos, que estão pagando o preço mais alto do mundo pelo fosfato, resultado direto das tarifas de importação. Já os brasileiros precisam lidar com juros elevados e crédito limitado para adquirir esses produtos. Com o avanço do plantio de soja, alguns agricultores podem enfrentar dificuldades logísticas para receber os insumos a tempo, o que pode levar a atrasos ou à aquisição parcial dos volumes planejados.

Uma dependência antiga e que afeta a competitividade

Com o avanço da produção agrícola nacional pelo Cerrado, na segunda metade do século passado, foi necessário preparar o solo originalmente ácido e pouco fértil do bioma para as plantações que hoje alavancam o setor. De acordo com o Governo Federal, os fertilizantes mais aplicados no país são os macronutrientes primários: fertilizantes nitrogenados (N), fosfatados (P) e potássicos (K) que podem ser aplicados separadamente ou em Complexo NPK.

O Brasil não possui jazidas consideráveis desses componentes. Ademais, a extração e preparo industrial desses elementos, caso do nitrogênio, é cara e depende de uma logística de distribuição que o país não possui, além de ensejar elevada carga tributária sobre sua cadeia produtiva. Assim, o mercado nacional importa em média 85% dos fertilizantes provenientes de outros mercados, com destaque para os já citados China e Rússia, além do Canadá.

Esse dispêndio financeiro pesa no bolso dos produtores, que destinam praticamente um terço do custo de produção com adubos e fertilizantes, proporção que chega a ser maior quando se fala em soja e milho.  Por isso, mesmo com a continuidade das importações, é necessário estipular metas concretas e factíveis de setor próprio de fertilizantes e adubos. Ademais, é necessário prospectar novos mercados que possam servir como fonte alternativa em momentos como o atual, em que os fornecedores habituais encontram-se envolvidos em atribulações geopolíticas, econômicas e tarifárias.

Cabe lembrar que em 2022 foi lançado o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), que visa reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de fertilizantes, promovendo a autossuficiência e a sustentabilidade na produção agrícola até 2050.

Com informações complementares do Insper, Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento e Embrapa.

 Fonte: SNA



 

FONTE

Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura

Site: SNA

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Sustentabilidade

Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de junho

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou um dia de forte volatilidade nesta terça-feira (30). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão começou com pressão intensa sobre os preços, mas o cenário mudou ao longo da tarde, resultando em cotações mistas entre as principais praças do país.

Pela manhã, o mercado foi pressionado principalmente pela queda de cerca de 3% no óleo de soja. Além disso, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma área plantada acima da intenção inicial para a safra 2026/27, elevando o potencial produtivo norte-americano, fator considerado baixista para os preços.

Ao longo da tarde, no entanto, o mercado reagiu diante das expectativas de maior demanda no segundo semestre. Segundo Silveira, os prêmios seguem fortalecidos e o dólar apresentou comportamento mais favorável, sustentando as cotações.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Apesar da recuperação, os preços encerraram o dia sem direção única. Conforme o analista, algumas regiões registraram altas, enquanto outras permaneceram estáveis ou refletiram particularidades locais.

O ritmo de negociações permaneceu bastante fraco. De acordo com Silveira, compradores e vendedores reduziram as ofertas ao longo do dia, resultando em poucos negócios no mercado físico.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 124,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira, acompanhando principalmente o avanço do milho após a divulgação dos relatórios do USDA. Para a soja, os números de área plantada e estoques ficaram dentro das expectativas do mercado e tiveram efeito considerado neutro sobre as cotações. Já milho e trigo encerraram o dia em alta. No acumulado de junho e do trimestre, o contrato julho da soja acumula queda de aproximadamente 5,8%. No semestre, porém, registra valorização de 4%.

USDA

O USDA informou que a área plantada com soja nos Estados Unidos deverá alcançar 85,4 milhões de acres na safra 2026/27. Se confirmada, a área será 5% superior aos 81,215 milhões de acres cultivados na safra anterior.

O número ficou exatamente em linha com a expectativa do mercado, de 85,4 milhões de acres, e superou a estimativa de intenção de plantio divulgada em março, de 84,7 milhões de acres. Em relação ao ano passado, a área aumentou ou permaneceu estável em 23 dos 29 estados produtores.

O relatório também mostrou que os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, na posição de 1º de junho, totalizaram 1,06 bilhão de bushels, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que era de 1,05 bilhão de bushels. Do total estocado, 367 milhões de bushels estão armazenados nas propriedades rurais, queda de 11% na comparação anual. Já os estoques fora das fazendas somam 694 milhões de bushels, avanço de 16%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para julho fecharam com alta de 8,00 centavos de dólar, ou 0,72%, a US$ 11,16 3/4 por bushel. O vencimento agosto encerrou cotado a US$ 11,24 1/4 por bushel, alta de 5,00 centavos, equivalente a 0,44%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho permaneceu estável em US$ 304,70 por tonelada. Já o óleo de soja para julho fechou a 66,74 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 2,33 centavos, ou 3,37%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,17%, cotado a R$ 5,1632 para venda e R$ 5,1602 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1632 e R$ 5,2012. Em junho, o dólar acumulou alta de 2,3%. No trimestre, recuou 0,32% e, no acumulado do semestre, registra queda de 5,9%.

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Sustentabilidade

Trigo: Semeadura atinge 87,3% no Brasil com realidades distintas entre regiões – MAIS SOJA

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Trigo BR: 87,3% semeado.

No RS, a semeadura avançou rapidamente, favorecida pelas condições meteorológicas, com
conclusão dos trabalhos em algumas regiões. As lavouras apresentam emergência regular, bom desenvolvimento vegetativo e boa sanidade.

No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo, com áreas em emergência e início de floração. As baixas temperaturas seguem favorecendo o perfilhamento e o bom desenvolvimento da cultura. Em SC, a semeadura avança na maior parte das regiões produtoras. As lavouras apresentam boa germinação, emergência uniforme e bom início de desenvolvimento vegetativo, favorecidas pela adequada umidade do solo e temperaturas típicas do inverno.

Em SP, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com início da fase de alongamento na região de Itaberá. As baixas temperaturas e as precipitações favorecem o desempenho da cultura.

Em MG, a colheita do trigo de sequeiro teve início em algumas localidades. As produtividades estão abaixo do esperado nas regiões Noroeste e Triângulo em razão das temperaturas mais elevadas durante o ciclo. Em GO, a colheita do trigo de sequeiro avançou lentamente devido às chuvas, com produtividades abaixo do esperado em decorrência do deficit hídrico ao longo do ciclo.

As lavouras irrigadas mantêm bom desenvolvimento, com grande parte das áreas em préflorescimento. Em MS, a entrada de uma frente fria favoreceu a sanidade das lavouras e contribuiu para a manutenção do potencial produtivo.

Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Picão-preto contribui para a manutenção das populações do percevejo barriga-verde – MAIS SOJA

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A persistência de populações de picão-preto (Bidens pilosa e Bidens subalternans), especialmente ao final do ciclo de culturas como soja e milho, tem sido um dos principais desafios no manejo de plantas daninhas em sistemas de produção de grãos. Essa característica, associada à elevada capacidade competitiva dessas espécies, favorece sua permanência e disseminação nas áreas agrícolas, contribuindo para que o picão-preto ocupe posição de destaque entre as principais plantas daninhas que interferem na produtividade das culturas.

Além da elevada competitividade, a evolução da resistência aos herbicidas tem ampliado a complexidade do manejo dessas espécies. Em B. pilosa, há relatos de resistência simples aos herbicidas inibidores da ALS desde 1993 e de resistência múltipla envolvendo inibidores da ALS e inibidores da fotossíntese no fotossistema II desde 2016. Já em B. subalternans, foram identificados casos de resistência simples aos herbicidas inibidores da ALS (1996) e aos inibidores da EPSPs (2023), além de resistência múltipla aos inibidores da ALS e aos herbicidas que atuam no fotossistema II (2006). Essas ocorrências evidenciam a necessidade de estratégias integradas de manejo, visando reduzir a seleção de biótipos resistentes e preservar a eficiência das ferramentas químicas disponíveis (Heap, 2026).

Além das perdas de produtividade diretamente associadas à matocompetição, a permanência do picão-preto nas áreas agrícolas apresenta outro impacto relevante: sua capacidade de atuar como hospedeiro alternativo para pragas de importância econômica, favorecendo a sobrevivência e a manutenção de populações que podem infestar culturas sucessoras. Esse efeito torna-se ainda mais relevante em situações nas quais há falhas no manejo ou controle ineficiente do picão-preto durante o período de entressafra.



Entre as pragas associadas a essa planta daninha, destacam-se os percevejos, especialmente o percevejo barriga-verde (Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus), importantes insetos-praga do sistema de produção soja-milho. Embora apresentem preferência por plantas cultivadas, essas espécies também podem utilizar plantas não cultivadas como hospedeiras alternativas, principalmente durante períodos de ausência ou menor disponibilidade de culturas comerciais.

De acordo com Smaniotto (2015), o picão-preto está entre as principais plantas daninhas capazes de atuar como ponte verde para a sobrevivência do percevejo barriga-verde durante a entressafra. Resultados obtidos pela autora demonstraram que, entre diferentes espécies daninhas avaliadas, como buva, leiteiro e picão-preto, adultos de D. furcatus apresentaram maior preferência por plântulas de picão-preto em comparação à buva, evidenciando a maior atratividade dessa espécie daninha e seu potencial papel na manutenção das populações da praga no sistema agrícola.

Figura 1. Percentagem média de escolha dos percevejos barriga-verde, Diceraeus furcatus (DF) e Diceraeus melacanthus (DM) por plântulas de plantas não-cultivadas, em olfatômetro tipo “Y”.
Asterisco indica diferença significativa entre os tratamentos pelo teste de Qui-quadrado (x2), onde * p≤0,05 e ns: não significativo.
Fonte: Smaniotto (2015)

Embora o percevejo barriga-verde apresente preferência alimentar por sementes de plantas cultivadas, como soja, milho e trigo, sementes de plantas daninhas, incluindo o picão-preto, também podem contribuir para a manutenção das populações desses insetos em períodos de menor disponibilidade de alimento. Essa capacidade de utilização de hospedeiros alternativos, observada também para outras espécies de percevejos, amplia o papel das plantas daninhas na sobrevivência e permanência das pragas no sistema agrícola. Dessa forma, áreas com elevada infestação de plantas daninhas podem favorecer a manutenção das populações de percevejos e dificultar o controle efetivo da praga nas culturas sucessoras.

Figura 2. Percevejo barriga-verde em planta de picão-preto.
Foto: _bioclicks

Nesse contexto, o controle eficiente das plantas daninhas desempenha papel fundamental não apenas na redução da matocompetição e dos impactos sobre a produtividade das culturas, mas também na diminuição da disponibilidade de hospedeiros alternativos para pragas durante a entressafra, como ocorre com o percevejo barriga-verde. Entretanto, o manejo dessas espécies exige uma abordagem integrada, considerando não somente a eliminação de plantas daninhas como o picão-preto, mas também estratégias voltadas à prevenção e ao manejo da resistência aos herbicidas. A adoção de práticas que reduzam falhas de controle e a permanência de populações remanescentes nas áreas agrícolas é essencial para limitar a sobrevivência de pragas e preservar a sustentabilidade do sistema de produção.

Referências:

_BIOCLICKS. COM ESTES REGISTROS, PARTICIPO DO CONCURSO DE FOTOGRAFIA PROMOVIDO PELO HRAC-BR NO TEMA “MEU OLHAR SOBRE A RESISTÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS”. Instagram, [2026]. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DaGDiiREQSr/. Acesso em: 30/06/2026.

HEAP, I. BANCO DE DADOS INTERNACIONAL DE ERVAS DANINHAS RESISTENTES A HERBICIDAS. Online, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 30/06/2026.

SMANIOTTO, L. F. BIOLOGIA E INTERAÇÃO COM PLANTAS ASSOCIADAS DOS PERCEVEJOS BARRIGA-VERDE, Dichelops furcatus (F., 1775) e Dichelops melacanthus (Dallas, 1851) (Hemiptera: Heteroptera: Pentatomidae). Universidade Federal do Paraná, Tese de Doutorado, 2015. Disponível em: < https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/bitstream/handle/1884/38055/R%20-%20T%20-%20LISONEIA%20FIORENTINI%20SMANIOTTO.pdf?sequence=1&isAllowed=y >, acesso em: 30/06/2026.

 



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