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15 de maio de 2026

Sustentabilidade

Erros comuns na aplicação de herbicidas pré-emergentes e como evitá-los – MAIS SOJA

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Os herbicidas pré-emergentes, também conhecidos como herbicidas residuais, desempenham um papel fundamental no manejo e controle de planta daninhas, reduzindo os fluxos de emergência das plantas infestantes e também, contribuindo para o aumento da uniformidade da emergência das plantas remanescentes, possibilitando um melhor posicionamento dos herbicidas pós-emergentes para o controle pós-semeadura.

Diversos estudos comprovam a eficiência e eficácia dos herbicidas pré-emergentes na supressão da emergência de plantas daninhas nos estádios iniciais do desenvolvimento da soja, possibilitando o estabelecimento da lavoura livre da matocompetição inicial. Conforme observado por Ikeda et al (2025), dependendo do herbicida pré-emergente utilizado e das populações infestantes, a supressão na emergência das plantas daninhas pode chegar a 100% (figura 1).

Figura 1. Controle de vassourinha-de-botão (Borreria spinosa) em pré-emergência com a aplicação de atrazine (2.500 g ha-1) (A), flumioxazin (75 g ha-1) (B), flumioxazin + S-metolachlor [63+1.260 g ha-1] (C), pyroxasulfone + flumioxazin [120+80 g ha-1] (D), S-metolachlor (1.680 g ha-1) (E) e terbutilazina (1.500 g ha-1) (F) aos 21 dias após a aplicação. Sinop, MT, 2024.
Fonte: Ikeda et al. (2025)

No entanto, por atuarem no banco de sementes do solo, para um controle eficiente das plantas daninhas seja observado em função do uso dos herbicidas pré-emergentes, algumas condições necessitam ser seguidas. No geral, alguns erros comuns na aplicação dos pré-emergentes tendem a reduzir drasticamente a eficácia desses produtos, e adotar medidas que reduzam esses erros, é determinante para o sucesso do manejo.

A eficiência dos herbicidas pré-emergentes é condicionada entre outros fatores, às condições físico e químicas do produto, às condições físico, químicas e biológicas do solo, bem como às condições climáticas e ambientais no momento da aplicação. Características do herbicida como a solubilidade, se ele é iônico ou não iônico, ácido fraco ou não e a sua lipofilicidade, podem variar de acordo com a molécula e interagir com o ambiente, exercendo influência sobre a eficiência do controle.

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O pH do solo por exemplo, é um fator determinante na eficiência dos herbicidas pré-emergentes, sobretudo daqueles que apresentam caráter ácido ou de base fraca. Em condições de maior alcalinidade, como ocorre em solos naturalmente básicos ou após aplicações sucessivas de calcário em doses elevadas, esses compostos tendem a se ionizar com maior intensidade. Esse processo aumenta sua mobilidade no perfil do solo, favorecendo a lixiviação e reduzindo o tempo de permanência na camada superficial, onde se localiza o banco de sementes, o que pode comprometer a eficácia do controle (Hartzler, s. d.).

Nesse sentido, além de conhecer as características do produto, é fundamental atentar para as condições do solo, especialmente no que diz respeito a suas condições químicas e físicas, adequando o controle químico às prática de manejo do sistema de produção. Além do pH do solo, a cobertura vegetal também exerce influência sobre a eficiência dos herbicidas pré-emergentes.

A palhada serve como uma barreira física, limitando a chegada do produto ao banco de sementes do solo (figura 2). A palhada, em especial se tratando de resíduos vegetais verdes (com alto teor de umidade), pode aumentar a adsorção dos herbicidas sobre esses resíduos, reduzindo consequentemente a concentração de ingrediente ativo no solo, limitando a eficiência do herbicida.

Figura 2. Representação gráfica do efeito da palhada da superfície do solo na aplicação de herbicidas pré-emergentes.

Nesse contexto, a aplicação de herbicidas residuais sobre resíduos vegetais ainda verdes constitui um equívoco que reduz a eficácia do controle e deve ser evitada. Da mesma forma, é fundamental considerar as práticas de correção do solo ao posicionar aplicações de herbicidas pré-emergentes, uma vez que o pH exerce influência direta sobre seu desempenho. Não menos importante, a umidade do solo representa um fator decisivo para a eficiência desses produtos.

A presença de umidade no solo é indispensável para que o herbicida alcance a solução do solo e possa agir sobre as sementes de plantas daninhas presentes no banco de sementes. No entanto, embora o efeito residual seja desejável até certo ponto para garantir o controle, é necessária cautela na utilização de herbicidas pré-emergentes, pois a persistência excessiva de alguns produtos pode gerar efeitos residuais indesejados, prejudicando o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas subsequentes.

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Dependendo do herbicida utilizado, a aplicação deve ser realizada pelo menos 30 dias antes da semeadura da soja, como ocorre com produtos a base da associação entre imazapic + imazapyr. Além disso, nesse caso, são necessários ao menos 100mm de chuva para evitar o residual indesejado sobre a cultura.

Logo, aplicar herbicidas residuais com baixa umidade do solo ou elevada umidade, é um erro comum que pode prejudicar a performance do produto, além de reduzir a residualidade do herbicida e também causar efeitos fitotóxicos à cultura sucessora, dependendo do herbicida utilizado.

Além dos fatores supracitados, temperatura e umidade do ar influenciam na eficácia dos herbicidas pré-emergentes e na qualidade da aplicação desses herbicidas. Visando aplicações eficientes, não se recomenda a pulverização de herbicidas com temperaturas acima de 32°C ou abaixo de 15°C, bem como umidade relativa do ar inferior a 50% e velocidade do vento inferior a 2 km/h ou superior a 10 km/h, sendo o ideal, entre 3,2 a 6,5 km/h (Azevedo & Freire, 2006).



A condução de pulverizações sob condições ambientais consideradas inadequadas, é mais um dos erros que compromete a eficiência do controle de plantas daninhas pelos herbicidas pré-emergentes, e deve ser evitada. Além das condições climáticas e ambientais, é necessário atentar para a tecnologia de aplicação utilizada. De acordo com Santos (2006), diâmetro de gotas, e densidade de gotas (gotas/cm²) são fatores a se considerar na aplicação de pré-emergentes, e o erro no posicionamento desses parâmetros pode reduzir a eficiência da pulverização.

Se tratando da pulverização de herbicidas pré-emergentes no sistema plantio direto, o ideal é que se trabalhe com gotas de diâmetro mediano volumétrico variando entre 450 a 550, enquanto que no sistema de plantio convencional, esse valor deva variar entre 420 a 480. Já com relação ao número de gotas por centímetro quadrado, recomenda-se trabalhar com o mínimo de 20 gotas/cm² independentemente do sistema de cultivo (Santos et al., 2006). Logo, a calibração do pulverizador é crucial para reduzir erros na aplicação.

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Outro erro comum na utilização de herbicidas pré-emergentes, que compromete a qualidade e a eficiência do controle, é o preparo inadequado da calda de pulverização. Como esses produtos precisam apresentar boa solubilidade em água para garantir uma distribuição uniforme e adequada adsorção no solo, problemas de incompatibilidade na calda podem prejudicar a pulverização e, consequentemente, reduzir a eficácia dos herbicidas.

Além de seguir as orientações técnicas presentes na bula, como volume de calda, uso de óleos e adjuvantes, é necessário atentar para a ordem de adição dos produtos durante o preparo da calda de pulverização. Tendo em vista que dificilmente pulverização agrícolas sejam realizadas para a aplicação de um produto isolado e não da associação entre produtos, a ordem de diluição dos defensivos deve ser seguida com rigor para evitar problemas de diluição na calda.

Figura 3. Ordem de adição de produtos no tanque de pulverização.

De modo geral, a maior parte dos erros associados à aplicação de herbicidas pré-emergentes pode ser evitada com o cumprimento das recomendações técnicas da cultura, das orientações específicas de cada produto e da devida atenção às condições climáticas e ambientais no momento da pulverização. Nesse contexto, aspectos como as propriedades físico-químicas do solo e do herbicida, a umidade do solo e do ar, a temperatura e os parâmetros relacionados à tecnologia de aplicação constituem fatores determinantes para o sucesso do manejo. Assim, o cuidado com esses elementos é essencial para evitar falhas na aplicação, que comprometam a eficácia do controle das plantas daninhas.

Referências:

HARTZLER, B. ABSORPTION OF SOIL-APPLIED HERBICIDES. Iowa State University: Extension and Outreach, s. d. Disponível em: < https://crops.extension.iastate.edu/encyclopedia/absorption-soil-applied-herbicides?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 20/08/2025.

IKEDA, F. S. et al. MANEJO DE VARROURINHA-DE-BOTÃO (Borreria spinosa) NA SUCESSÃO SOJA-MILHO. Embrapa Agrossilvipastoril, Documentos, n. 11, 2025. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1174732/1/2025-cpamt-doc-11-fsi-manejo-vassourinha-de-botao-sucessao-soja-milho.pdf >, acesso em: 20/08/2025.

SANTOS, J. M. F. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS. Visão Agrícolas, n. 6, 2006. Disponível em: < https://www.esalq.usp.br/visaoagricola/sites/default/files/va06-fitossanidade08.pdf >, acesso em: 20/08/2025.

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ZEVEDO, F. R.; FREIRE, F. C. O. TECNOLOGIA DE APLCIAÇÃO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS. Embrapa, Documentos, n. 102, 2006. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/426350/1/Dc102.pdf >, acesso em: 20/08/2025.

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Fundamentos internacionais começam a mostrar viés mais construtivo ao mercado de arroz – MAIS SOJA

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A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul, associada ao avanço praticamente final da colheita no Brasil, mantém o mercado físico abastecido e limita movimentos mais consistentes de recuperação nas cotações. “Ao mesmo tempo, parte dos agentes passa a monitorar com maior atenção fatores internacionais que podem alterar gradualmente o equilíbrio global ao longo do segundo semestre”, destaca o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

No Brasil, a colheita nacional já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos, consolidando uma produção estadual próxima de 7,9 milhões de toneladas (base casca) e uma safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, ressalta Oliveira.

Nesse ambiente, as cotações seguem trabalhando com viés pressionado, embora ainda relativamente sustentadas pela postura defensiva dos produtores mais capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências orbitam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos, enquanto Campanha e Depressão Central operam entre R$ 56 e R$ 58. Nas regiões de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios permanecem entre R$ 62 e R$ 65.

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O início da temporada já apresenta déficit na balança comercial do arroz, com importações superiores às exportações, reforçando a necessidade de retomada mais consistente do fluxo exportador para equilíbrio do mercado doméstico.

Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar elementos potencialmente mais construtivos. “Chicago já opera perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos globais”, exemplifica.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou redução de área e produção mundial para 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores frente à temporada anterior. “Além disso, os riscos climáticos voltam a ganhar relevância”, acrescenta o consultor.

O retorno das discussões envolvendo El Niño, aliado às ondas de calor na Índia, excesso de chuvas em Bangladesh, custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, amplia o monitoramento sobre a capacidade produtiva global nas próximas temporadas, avalia o analista.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24, queda de 2,29% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo era de 4,40%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 21,16%.

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Autor/Fonte:  Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

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Sustentabilidade

Colheita do milho deve começar com atenção voltada às condições climáticas no Estado – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 deve começar no final de maio, em meio a um cenário de atenção para às condições climáticas no Estado. A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), órgão ligado à Semadesc, indica temperaturas acima da média e distribuição irregular das chuvas entre os meses de junho a agosto de 2026, fatores que podem influenciar diretamente o andamento das operações no campo; a umidade dos grãos, e a logística de escoamento da produção.

Com a aproximação da entrada das máquinas nas lavouras, produtores rurais acompanham as condições meteorológicas para definir estratégias de colheita e transporte da produção. Em períodos de maior calor e baixa umidade, o ritmo das operações tende a acelerar, favorecendo a secagem natural dos grãos. Por outro lado, a ocorrência de chuvas isoladas pode provocar paralisações pontuais e impactar o fluxo logístico.

“A previsão climática exige atenção principalmente para o planejamento das operações no campo. Durante a colheita, o produtor também precisa redobrar os cuidados com a prevenção de incêndios, principalmente em áreas com grande volume de palhada seca. Temperaturas elevadas e baixa umidade favorecem a propagação do fogo”, destaca o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

A expectativa é de avanço gradual da colheita durante junho e julho, período considerado estratégico para armazenagem, transporte e comercialização da safra sul-mato-grossense.

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O monitoramento climático ganhou ainda mais relevância após os impactos registrados nas últimas safras em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS,  executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o milho segunda safra 2023/2024 sofreu perdas provocadas pelo estresse hídrico em diversas regiões do Estado. Mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses registraram impactos relacionados à falta de chuva, resultando em redução no potencial produtivo das lavouras.

“Nos últimos anos, o produtor rural enfrentou períodos prolongados de estiagem e irregularidade climática que afetaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornou uma ferramenta importante para o planejamento das operações no campo”, pontua Gabriel.

Outro ponto acompanhado pelo setor produtivo é a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Os modelos climáticos indicam 92% de chance de formação do fenômeno no trimestre junho-julho-agosto, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026.

A presença do El Niño pode provocar mudanças no padrão climático do Estado, como temperaturas acima da média, períodos mais secos e aumento da variabilidade das chuvas, impactando diretamente as operações no campo e o planejamento agrícola.

Milho

Segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa para o milho segunda safra 2025/2026 é de área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare e produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas.

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Até o momento, o milho segunda safra apresenta predominância de lavouras em boas condições no Estado, cenário que mantém expectativa positiva para a safra sul-mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado finalizou a semana

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta sexta-feira (15). Mesmo com a forte valorização do dólar ao longo do dia, as cotações registraram poucas alterações, pressionadas pelas novas perdas em Chicago.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a combinação entre a queda na Bolsa e a postura retraída do produtor voltou a limitar a comercialização.

“Chicago teve novamente uma tela vermelha, o produtor ficou afastado do mercado e houve pouco movimento nas negociações”, afirma.

O analista destaca que o ritmo perdeu força na reta final da semana, após momentos mais positivos nos dias anteriores. “Na semana houveram bons negócios, mas de quinta até hoje o mercado ficou travado”, resume.

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Cotações médias da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 124
  • Santa Rosa (RS): R$ 125
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 108
  • Dourados (MS): R$ 111
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 129
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A frustração do tão aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping colocou o mercado nos menores níveis em duas semanas. Assim, a perda semanal ficou em 2,57% na posição março.

“O encontro finalmente ocorreu, mas com efeito negativo para os contratos. Na quinta, os contratos caíram acentuadamente, movimento que se estendeu na sexta. Tudo por conta da falta de informações precisas sobre possíveis novas compras de soja norte-americana por parte dos chineses. Essa expectativa vinha sustentando as cotações ao longo do ano”, detalha o analista.

Trump se limitou a dizer que os agricultores estudunidenses ficarão satisfeitos com os acordos comerciais firmados com a China durante sua visita oficial a Pequim. Segundo ele, a China comprará bilhões de dólares em soja de seu país.

Contudo, ele não apresentou detalhes sobre novos contratos, volumes ou prazos relacionados às compras anunciadas.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Silveira ressalta que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, manteve o mesmo tom evasivo. Greer disse que Washington espera acordos envolvendo “dezenas de bilhões de dólares” em compras agrícolas chinesas ao longo dos próximos três anos.

De acordo com Greer, os entendimentos não envolvem apenas soja, mas um conjunto mais amplo de produtos agropecuários americanos. Ele ainda ressaltou que a China continua cumprindo o acordo firmado em outubro do ano passado para a importação de 25 milhões de toneladas anuais de soja dos Estados Unidos.

O representante comercial afirmou que a maior parte das novas compras deverá ocorrer mais adiante ao longo do ano.

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Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 11,77 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,76 1/2 por bushel, com retração de 13,25 centavos de dólar ou 1,11%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,54% a US$ 334,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,88 centavos de dólar, com ganho de 0,22 centavo ou 0,29%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,58%, sendo negociado a R$ 5,0663 para venda e a R$ 5,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0176 e a máxima de R$ 5,0816. Na semana, a valorização ficou em 3,5%.

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