Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja fechou de forma mista com soja americana longe dos portos chineses – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 18/08/2025
FECHAMENTOS DO DIA 18/08
O contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -0,15% ou $ -1,50 cents/bushel, a $ 1.020,75. A cotação de novembro encerrou em baixa de -0,02% ou $ -1,25 cents/bushel, a $ 1.042,25. O contrato de farelo de soja para setembro fechou em baixa de -1,06% ou $ -3,00/ton curta, a $ 280,40; o contrato de óleo de soja para setembro fechou em alta de 0,17% ou $ 0,09/libra-peso, a $ 53,27.
ANÁLISE DO MIX
A soja negociada em Chicago fechou de forma mista nesta segunda-feira. As cotações fecharam praticamente estáveis sem grandes notícias para sustentar a alta vista na semana anterior. Os embarques para exportação caíram -12,98% no comparativo semanal, com Egito como principal destino, sendo México, Itália, Taiwan e Alemanha os cinco primeiros.
Marcando mais uma semana da China ausente do mercado americano. Vale destacar que a alta na segunda-feira passada veio de uma fala do presidente Trump pedindo para “quadruplicar” as compras de soja americana. Volume os EUA não teriam capacidade de atender. Ao invés disso, as negociações tarifárias entre EUA e China foram prorrogadas por mais 90 dias.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
CHUVAS PREDISPÕEM FUNDOS A REALIZAR LUCROS (baixista)
A soja está sendo negociada em leve alta no pregão diário de Chicago, após acumular alta de mais de 5,5% na semana anterior, mas as chuvas de hoje no Norte, Oeste e parte do cinturão de soja/milho da região central dos EUA limitam as perspectivas de alta e predispõem os investidores a realizar lucros (voltar a vender).
PROFARMER EM OHIO E DAKOTA (neutro)
O ProFarmer Tour começou hoje, com visitas a campos em Ohio e Dakota do Sul, onde as safras de soja e milho serão avaliadas. Além dos relatórios diários com suas avaliações, esta agência divulgará suas projeções de colheita para ambas as safras na sexta-feira.
EUA-EXPORTAÇÕES DENTRO DAS EXPECTATIVAS (altista)
Em seu relatório semanal sobre inspeções de embarques nos EUA, referente ao período de 8 a 14 de agosto, o USDA relatou hoje embarques de soja totalizando 473.605 toneladas, abaixo das 544.246 toneladas registradas no relatório anterior, mas dentro das expectativas dos operadores.
CHINA COMPRA CANOLA AUSTRALIANA (baixista)
Globalmente, a estatal chinesa Cofco registrou um embarque de 50.000 toneladas de canola australiana da nova safra, após a China ter imposto, na semana passada, uma tarifa de 75,8% sobre o produto do Canadá, seu principal fornecedor. Esta operação é a primeira desde 2020, quando a Austrália, o segundo maior exportador de canola do mundo, foi excluída do mercado chinês por questões fitossanitárias.
EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE SOJA
O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado e 100% emergido para a temporada 25/26. As plantas em floração representam 95% da área semeada, ante 91% da semana passada, 94% do ano anterior e 95% da média histórica.
As plantas criando vagem está em 82%, ante 71% da semana passada, 80% do ano passado e 82% da média histórica.
EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE SOJA
O USDA informou uma manutenção na qualidade das lavouras americanas. 68% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 68% da semana passada e 68% do ano anterior. 24% em condições regulares, ante 25% da semana anterior e 24% do ano passado. 8% classificados como pobres/muito pobres, ante 7% da semana passada e 8% do ano anterior.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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