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Sustentabilidade

Eficiência de fungicidas para o controle doenças de final de ciclo da soja – MAIS SOJA

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Em meio a diversidade de pragas e patógenos que acometem a soja, um complexo de doenças é conhecido por expressar sintomas e ocasionar danos durante o período final do desenvolvimento da cultura. O complexo de doenças de final de ciclo da soja, popularmente conhecidas como DFC, inclui doenças como a Septoriose em soja (Septoria glycines), oídio (Microsphaera diffusa), mancha-olho-de-rã (Cercospora sojina),  crestamento foliar e mancha púrpura (Cercospora kikuchii), mancha-alvo (Corynespora cassiicola), antracnose (Colletotrichum truncatum) e a ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), entre outras.

Figura 1. Principais DFCs da soja. A – Septoriose em soja (Septoria glycines), B – oídio (Microsphaera diffusa), C – mancha-olho-de-rã (Cercospora sojina), D – mancha-alvo (Corynespora cassiicola), E – antracnose (Colletotrichum truncatum) e F – ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi).
Fotos: A – Daren Mueller; C – Rafael Moreira Soares; D- Maurício Stefanelo

Embora a ferrugem-asiática seja uma das doenças mais devastadoras da soja e também considerada uma DFC por ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da planta, outras DFC também possuem potencial em reduzir atributos quantitativos e qualitativos da soja, reduzindo o potencial produtivo da cultura.

A exemplo, tem-se o crestamento foliar de cercospora (figura 1), cujas as perdas de produtividade em decorrência da doença em soja variam entre 15% a 30%, podendo chegar a 50% caso as condições ambientais favoreçam o desenvolvimento da doença (Araujo Junior, 2021).

Figura 2. Sintomas avançados de crestamento foliar de cercospora (Cercospora kikuchii) em soja.
Fonte: Godoy et al., (2023)

Considerando o impacto das doenças de final de ciclo da soja, estratégias de manejo que permitam mitigar os efeitos das DFC devem ser adotadas a fim de minimizar as perdas de produtividade na cultura. Uma das principais e mais difundidas estratégias para isso é o controle químico com o emprego de fungicidas. No entanto, visando um manejo eficiente e um controle eficaz, posicionar os fungicidas de forma adequada, dando preferência para produtos de maior eficiência é fundamental para o sucesso no manejo das DFC.

Visando elucidar essa questão e auxiliar técnicos e produtores no posicionamento de fungicidas, ensaios para comparar da eficiência de fungicidas no controle das DFC vêm sendo conduzidos na rede de experimentos cooperativos desde a safra 2020/2021. Embora não constituam recomendações de manejo, os resultados obtidos nesses ensaios contribuem para um melhor posicionamento de fungicidas no manejo fitossanitário da soja, visando um controle eficiente das doenças e o manejo da resistência dos fungos aos fungicidas (Godoy et al., 2025).

No ensaio realizado na safra 2024/2025, foram instalados 19 experimentos por 18 instituições, contemplando os estados de Goiás, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins. De acordo com Godoy et al. (2025), o protocolo utilizado nos experimentos consistiu no estabelecimento de aplicações sequenciais de fungicidas iniciando aos 35 dias após a emergência (35 DAE) e repetidas a cada 14-18 dias, sendo a última aplicação fixada em R5.3 – R5.4, para residual dos produtos até o final do ciclo.

Os fungicidas avaliados estão apresentados na tabela 1. Os tratamentos foram compostos por ingredientes ativos que pertencem aos grupos: inibidores da desmetilação – IDM (tebuconazol, difenoconazol e protioconazol), inibidores de quinona externa – IQe (metiltetraprole, metominostrobina, trifloxistrobina, azoxistrobina e picoxistrobina), inibidor da succinato desidrogenase – ISDH (impirfluxam), isoftalonitrila (clorotalonil), ditiocarbamato (mancozebe) e inorgânico (oxicloreto de cobre). Foram avaliados fungicidas com isoftalonitrila isolada (T2), ditiocarbamato isolado (T6), em misturas de isoftalonitrila + IDM (T3), isoftalonitrila + ISDH + IQe (T5), IQe + IDM sem (T7) e com ditiocarbamato em mistura em tanque (T8), IQe + IDM + ditiocarbamato (T9 e T10) e inorgânico + IDM + IQe (T11) (Godoy et al., 2025).

Tabela 1. Produto comercial (p.c.), ingrediente ativo (i.a.) e dose dos fungicidas nos tratamentos para controle das doenças de final de ciclo. Safra 2024/2025.
Fonte: Godoy et al. (2025)
Resultados

De acordo com os resultados obtidos nos ensaios realizados na safra 2024/2025 e apresentados por Godoy e colaboradores 2025, todos os tratamentos apresentaram severidade de DFC inferior à testemunha sem fungicida (Tabela 2). Entre os fungicidas multissítios isolados, o tratamento com clorotalonil (T2 – Previnil Max) apresentou menor severidade e maior porcentagem de controle (57%) quando comparado ao tratamento com mancozebe (T6 – Tróia, 48%). As menores severidades e maiores porcentagens de controle ocorreram nos tratamentos com fungicidas metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T8 – 75% de controle) e metiltetraprole + difenoconazol (T7 – 75%), seguido de Curatis (T10 – 68%), do programa FRAC (T12 – 66%), Evolution (T9 – 66%) e Sugoy (T5 – 66%).

Tabela 2. Severidade das doenças de final de ciclo (SEV DFC), porcentagem de controle em relação ao tratamento testemunha (T1) (%C), fitotoxicidade dos fungicidas (FITO), produtividade (PROD) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade. Safra 2024/2025.
Fonte: Godoy et al. (2025)

Com relação as repostas produtivas, Godoy et al. (2025) destacam que as maiores produtividades foram observadas para os tratamentos com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T8 – 4.419 kg/ha), metiltetraprole + difenoconazol (T7 – 4.412 kg/ ha), com o Programa FRAC (T12 – 4.332 kg/ha), Curatis (T10 – 4.306 kg/ha), metominostrobina + tebuconazol + clorotalonil (T4 – 4.286 kg/ha), Evolution (T9 – 4.259 kg/ha), Nativo Plus/ Patriota (T11 – 4.244 kg/ha) e tebuconazol + clorotalonil (T3 – 4.225 kg/ha), resultando em uma redução da produtividade da testemunha (sem fungicidas) em comparação ao tratamento mais produtivo (T8) de 22%.

Confira a Circular Técnica completa com os resultados dos ensaios realizados na safra 2024/2025 para avaliar a eficiência de fungicidas no controle de doenças de final de ciclo da soja clicando aqui!

Referências:

ARAÚJO JÚNIOR, I. P. CONTROLE QUÍMICO DE MANCHAS FOLIARES EM DIFERENTES CULTIVARES DE SOJA. Universidade Federal de Uberlândia, Dissertação de Mestrado, 2021. Disponível em: < https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/33377/4/ControleQuimicoManchasSoja.pdf >, acesso em: 05/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DAS DOENÇAS DE FINAL DE CICLO DA SOJA, NA SAFRA 2022/2023: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 193, 2023. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1154333/1/Cir-Tec-193.pdf >, acesso em: 05/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DAS DOENÇAS DE FINAL DE CICLO DA SOJA, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 215, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1176900/1/Circ-Tec-215.pdf >, acesso em: 05/08/2025.

SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃ DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, ed. 6, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1158639 >, acesso em: 05/08/2025.

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Quase lá! Plantio de soja chega a 99,6% no Brasil, aponta Conab

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Foto: Pedro Silvestre/ Canal Rural

O plantio de soja chegou a 99,6% da área no Brasil, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura atingia 99,1%, o que representa um avanço de 0,5 ponto porcentual.

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Em 2025, no mesmo período, os trabalhos de plantio representavam 99,4% da área. Já a média dos últimos cinco anos é de 99,3%.

Plantio de soja por região

Segundo a companhia, a semeadura da oleaginosa alcançou 100% da área prevista em Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. No Piauí e no Rio Grande do Sul, os trabalhos atingiram 99%, enquanto no Maranhão o índice está em 92%.

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Arroz/BR: Semeadura entra na reta final e chega a 99,1 % da área estimada – MAIS SOJA

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Arroz: No RS, as lavouras seguem com bom desenvolvimento nas áreas em florescimento e enchimento de grãos, favorecidas pelo predomínio de dias com boa incidência de radiação solar.

Em SC, com predominância de áreas em enchimento de grãos e maturação, principalmente no Litoral Norte, e em floração no Litoral Sul, a disponibilidade hídrica mantem-se adequada ao desenvolvimento da cultura. Destaque para a ocorrência de brusone e a mancha parda em algumas áreas.

Em GO, as lavouras seguem com boas condições sanitárias dentro dos diferentes estádios fenológicos, enquanto a colheita segue conforme a maturação das áreas. No MA, nas áreas de sequeiro, com a ocorrência mais regular das chuvas, o plantio está em andamento em todas as regiões produtoras.

No TO, as chuvas vêm contribuindo para a realização dos tratos culturais e melhorando as condições de desenvolvimento de áreas mais novas. Boa parte das lavouras se encontram em enchimento de grãos e iniciam a maturação.

Em MT, a colheita tem sido restrita às áreas assistidas por pivô central e alguns talhões de sequeiro. As demais áreas são favorecidas pelas condições edafoclimáticas. No PR, a colheita avança e as demais áreas se desenvolvem satisfatoriamente.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Milho/BR: Colheita avança e chega à 8,6% da área total – MAIS SOJA

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Milho/Colheita:Em MG, a maioria das lavouras se encontra nos estádios reprodutivos e apresentam boas condições. No RS, o tempo seco do início da semana favoreceu o avanço da colheita. Na BA, as condições climáticas continuam a favorecer as lavouras.

No PI, a irregularidade das chuvas compromete o potencial produtivo de algumas áreas do centro-norte do estado. No PR, o tempo mais seco e as altas temperaturas têm acelerado a maturação do cereal.

Em SC, a colheita avança timidamente e está muito atrasada em relação à média das últimas safras. Em SP, as precipitações frequentes têm favorecido, principalmente, as áreas
em enchimento de grãos.

No MA, o plantio continua nas regiões Nordeste e Leste, e é favorecido pela maior regularidade das precipitações. Em GO, tem aumentado a pressão de pragas no leste do estado, mas ainda sem comprometer o potencial produtivo da cultura. As chuvas frequentes têm favorecido o desenvolvimento do cereal em todo o estado. No PA, a regularização das chuvas favorece a cultura em todas as regiões do estado.

Fonte: CONAB



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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