Agro Mato Grosso
Área de preservação é incendiada duas vezes em menos de 24h em MT

Mais de oito hectares de vegetação foram destruídos. Os bombeiros informaram que não encontraram causas naturais que justificassem os dois incêndios em sequência, o que levanta a suspeita de ação criminosa.
Uma área de preservação ambiental localizada no bairro Vertente das Águas, em Primavera do Leste, a 240 km de Cuiabá, foi atingida por dois incêndios consecutivos em menos de 24 horas. A suspeita é de que as ocorrências tenham sido causadas de forma criminosa, segundo o Corpo de Bombeiros.
O primeiro chamado ocorreu por volta das 19h30 de quinta-feira (17). De acordo com os bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente e consumiu cerca de cinco hectares de mata. Foi necessário o uso de cinco mil litros de água, além de equipamentos como soprador e mangotinho para conter as chamas.
Mesmo após o combate, a equipe realizou rondas e rescaldo em toda a área. No entanto, menos de 24 horas depois, na noite de sexta-feira (18), os militares foram novamente acionados, dessa vez para outra parte da mesma área verde. No segundo incêndio, mais três hectares foram destruídos.
Os bombeiros usaram o canhão da viatura de combate e, novamente, mais cinco mil litros de água para conter as chamas. O local voltou a ser monitorado após o combate, e a ocorrência foi encerrada sem novos focos.
As duas ocorrências aconteceram em uma área de preservação permanente da cidade. Os bombeiros informaram que não encontraram causas naturais que justificassem os dois incêndios em sequência, o que reforça a suspeita de ação criminosa. O caso deve ser encaminhado para investigação.
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Bombeiros foram acionados para combater o incêndio em Primavera do Leste (MT) — Foto: Corpo de Bombeiros
Agro Mato Grosso
Valtra; Além do etanol, a Valtra aposta nos motores biometano no agro

Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.
A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.
“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.
A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.
“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”
Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.
“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”
“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”
Biometano

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural
Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.
Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.
“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.
Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.
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