Politica
Gestão economiza R$ 200 milhões em contratos na capital e é elogiada pelo TCE: “que sirva de exemplo”

Conteúdo/ODOC – Durante apresentação de resultados dos seis primeiros meses de gestão à frente da Prefeitura de Cuiabá, o prefeito Abílio Brunini (PL) recebeu elogios públicos do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, que o classificou como “gestor referência” para os demais prefeitos de Mato Grosso. O reconhecimento ocorreu na manhã desta quarta-feira (9), durante evento promovido na sede da Corte de Contas.
Ao final da exposição dos dados, que incluiu balanço financeiro, cortes de gastos, renegociações de contratos e medidas para retomada do equilíbrio fiscal da capital, Sérgio Ricardo afirmou que a atual gestão representa um exemplo positivo de compromisso com a responsabilidade administrativa.
“Falo aqui não apenas como conselheiro, mas como cidadão. O que buscamos é excelência, e o prefeito Abílio está mostrando que é possível. Em apenas seis meses, ele já está organizando a casa. Que isso sirva de exemplo para outros municípios. A gestão de Cuiabá será um divisor de águas para futuras administrações”, afirmou o presidente do TCE.
Ainda segundo Sérgio Ricardo, a iniciativa de apresentar, de forma transparente, os números do primeiro semestre de governo ao Tribunal é inédita. Ele destacou a importância da prestação de contas como sinal de maturidade institucional e responsabilidade com os recursos públicos.
Abílio Brunini aproveitou a oportunidade para anunciar o fim do Decreto de Calamidade Financeira, editado no início da gestão. Segundo ele, a decisão foi motivada pela necessidade de dar maior flexibilidade ao orçamento, embora a contenção de despesas continue como prioridade. “Estamos encerrando o decreto, mas não o esforço. A austeridade e o controle de gastos permanecem, pois a situação ainda exige cuidado”, afirmou o prefeito.
Durante a explanação, Abílio também apresentou números que, segundo ele, revelam o rombo herdado da administração anterior, como uma dívida consolidada de R$ 2,4 bilhões. Entre os principais problemas encontrados, estão valores não repassados à União e instituições financeiras, referentes a tributos e consignados de servidores, além de precatórios e pendências com o passe-livre estudantil.
Como ações para recuperar as finanças, a atual gestão já cancelou ou renegociou 321 contratos, gerando economia superior a R$ 200 milhões. Também foram anunciadas medidas como leilões de terrenos públicos, venda da administração da folha de pagamento e proposta de renegociação de precatórios com descontos.
Ao final do evento, o prefeito reforçou que a prioridade da sua gestão é devolver estabilidade à capital e qualidade de vida à população. “Queremos ver Cuiabá avançando. Ninguém vive bem devendo. Estamos colocando a casa em ordem”, declarou. Ele ainda revelou que perdeu cerca de 20 quilos desde o início do mandato, reflexo, segundo ele, da intensa dedicação à missão de reorganizar a Prefeitura.
A fala de Sérgio Ricardo selou o tom positivo do encontro: “A gestão de Cuiabá está no caminho certo. Que outros prefeitos sigam esse modelo”.
Agro Mato Grosso
Max Russi admite apoio da AL para criação de cidade: “Força do agro” MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que há ambiente político favorável para a criação de um novo município em Mato Grosso, a partir de uma área localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro.
A proposta, que ainda não foi formalizada, tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cuja família possui propriedades na região apontada para sediar a futura cidade.
Max Russi participou, no último domingo (22), de um encontro promovido pelo produtor rural Eraí Maggi, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir a viabilidade do projeto. Segundo o parlamentar, caso a proposta chegue oficialmente ao Legislativo, há condições políticas para que avance.
De acordo com o presidente da Assembleia, a história de Mato Grosso mostra que muitos municípios surgiram a partir do fortalecimento do agronegócio e do aumento da população atraída pelo desenvolvimento econômico. Para ele, o movimento articulado em torno do Eraí segue esse mesmo caminho e conta com diálogo junto ao Governo do Estado, à Assembleia e a outros poderes.
A área cogitada para a implantação do município deverá ser desmembrada de Diamantino e São José do Rio Claro e fica a cerca de 150 km ao norte da cidade natal do ministro Gilmar Mendes, em um ponto estratégico no entroncamento das rodovias MT-249 e MT-010, nas proximidades de uma usina e de um rio.
Segundo Eraí Maggi, a proposta tem como foco atender famílias de trabalhadores rurais que vivem nas propriedades do entorno, levando serviços básicos como educação, saúde, infraestrutura, habitação e opções de lazer. Apesar das articulações políticas já existentes, a ideia ainda não foi apresentada formalmente às câmaras municipais nem à Assembleia Legislativa e segue em fase inicial..
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Politica
PL de autoria de Max Russi reconhece Folia de Reis como patrimônio histórico de MT

O texto ainda reconhece a cidade de Dom Aquino como a capital mato-grossense das Folias de Reis
Em sessão ordinária desta quinta-feira (19) foi aprovado em segunda votação o Projeto de Lei 1875/2025, de autoria do deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que declara a tradicional Folia de Reis como integrante do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso. O projeto também reconhece o município de Dom Aquino como a “Capital Mato-grossense das Folias de Reis”.
“Nós precisamos valorizar e incentivar iniciativas que fortaleçam a Folia de Reis, uma tradição cultural presente em diversos municípios de Mato Grosso. É uma manifestação que faz parte da cultura brasileira, e o nosso estado não é diferente. O objetivo é fortalecer, preservar e dar ainda mais reconhecimento a essa festa”, ressaltou Max Russi.
A tradicional festa ocorre em diversos municípios do estado e é uma das mais emblemáticas do país, trazendo à vida a passagem bíblica da visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus.
A cidade de Dom Aquino preserva práticas, cantos, trajes, instrumentos e saberes que se mantêm vivos graças à atuação diligente de mestres e brincantes, como são chamados os festeiros.
Com a aprovação da lei, os municípios poderão adotar medidas de incentivo, como a prioridade em programas estaduais de apoio à cultura tradicional e popular, promoção de eventos, festivais e mostras anuais em parceria com o poder executivo municipal, universidades, centros culturais e entidades civis; apoio a ações que incentivem a participação de jovens e a transmissão do saber tradicional.
O projeto segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes.
Agro Mato Grosso
Governo de MT nega que liminar isenta empresa de Blairo Maggi de imposto

O governador Mauro Mendes negou que o produtor rural e ex-governador Blairo Maggi tenha privilégio de isenção fiscal por decisão judicial. Segundo ele, nenhuma lei estadual ampara o benefício fiscal a exportadores por meio de liminar.
“Não existe [liminar]. A lei é muito clara com relação a isso [regras para isenção ou redução de imposto]. As pessoas desconhecem a legislação. Mato Grosso tem um regime tributário que para você exportar é preciso pagar ICMS”, disse.
A informação sobre a liminar (decisão judicial provisória) a favor da empresa de Blairo Maggi foi divulgada há alguns dias pelo senador Jayme Campos (União Brasil). Conforme ele, a tal liminar retirava a obrigação da Amaggi de pagar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
O Fethab é uma taxa cobrada exclusivamente de produtores rurais em Mato Grosso. Nasceu com o objetivo de gerar fonte de investimento para a infraestrutura, mas passou por várias modificações ao longo dos anos.
Conforme o governador, existem as opções para as empresas exportadores em Mato Grosso de pagar ou o Fethab ou o ICMS. Alguns optam pelo fundo, outras criam um conta corrente fiscal para permanecer a contribuir pelo ICMS.
“Não é preciso nenhuma liminar para isso. O ICMS que é pago tem que ser devolvido pela Lei Kandir. Algumas empresas optaram por pagar o ICMS, fazer conta corrente para exportação e se ficar algum saldo, pleitear a exportação”, disse.
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