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23 de junho de 2026

Politica

Conselheiro do TCE propõe regulamentação dos consórcios de saúde para os municípios

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O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf recebeu a prestação de contas do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (CISVARC), que reúne 12 municípios da Baixada Cuiabana. Em reunião com prefeitos, nesta quinta-feira (26), foram debatidos temas como a regulamentação dos consórcios públicos e a permanência da Capital no grupo. 

Presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, Maluf garantiu que vai dialogar com o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, para tratar do assunto. “Cuiabá dentro do grupo traria uma economicidade muito grande para os outros municípios também. O prefeito pode somar e tenho certeza de que é muito bem-vindo.” 

Com aproximadamente 1,1 milhão de habitantes atendidos, o consórcio beneficia especialmente os municípios menores da Baixada Cuiabana. Nesse contexto, o conselheiro destacou a importância do modelo de compras compartilhadas e afirmou que o TCE-MT deve avançar na regulamentação dessa modalidade, ampliando a eficiência, a transparência e a economicidade dos recursos públicos. 

Maluf sugeriu ainda a padronização e regulamentação do funcionamento dos consórcios, para garantir uniformidade, controle e legalidade aos procedimentos. “Eles estão nos provocando com o ofício, eu vou levar isso ao colegiado dos conselheiros para que juntos possamos deliberar um termo de ajuste ou um manual que traga mais informações ao funcionamento desses consórcios”, pontuou. 

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, enfatizou que a adesão ao consórcio tem garantido economia significativa nas compras públicas. “Viemos para trazer as demandas do município via consórcio e para mostrar a solidez do grupo, que vem crescendo de forma técnica, transparente, com eficiência nos pregões para aquisição coletiva de medicamentos e insumos, com descontos de 30% a 40%.” 

Já o presidente do Consórcio e prefeito de Nobres, José Domingos, ressaltou que a participação de cidades como Cuiabá e Várzea Grande melhora os resultados para todos os integrantes. “Várzea Grande e Cuiabá são os maiores demandadores de insumos, medicamentos, equipamentos, viaturas e isso faz com que o nosso volume de aquisição seja muito maior”, explicou.  

Na ocasião, Maluf recebeu a prestação de contas do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá

De acordo com o secretário-executivo do bloco, Neurilan Fraga, cerca de R$ 300 milhões em compras já foram realizadas na atual gestão.  “Foram pregões voltados a diferentes áreas da saúde: compra de ambulâncias, medicamentos, material cirúrgico, odontológico, hospitalar, contratação de serviços, consultas, cirurgias, exames de imagem e laboratoriais”, acrescentou.

Na ocasião, também foi solicitado apoio do TCE-MT para ajustes técnicos na execução do programa Fila Zero, especialmente nos casos em que os repasses estaduais não cobrem integralmente os custos dos procedimentos realizados na rede privada. Além disso, os representantes do consórcio defenderam a implantação de um hospital regional em Várzea Grande para atender à crescente demanda da Baixada Cuiabana. 

“A ideia é nos movimentarmos por meio de audiências públicas com apoio da Assembleia Legislativa, do Governo do Estado e do Tribunal de Contas, visando ter um hospital com estrutura de porta aberta para atender a população não só dessa região metropolitana, mas de todo Mato Grosso”, concluiu o prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner.

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Agro Mato Grosso

Gasolina com 32% de etanol será aprovada na quarta-feira (24), diz Alckmin

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mistura de etanol na gasolina deve subir de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), com a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin em visita a Mato Grosso, neste sábado (20).

De acordo com Alckmin, o aumento da proporção de etanol no combustível deve ter impacto direto na redução do preço da gasolina, além de trazer benefícios ambientais e estimular o setor agroindustrial brasileiro.

“Tem muito etanol de milho. [O país] produz o etanol e produz o DDG (Grãos Secos de Destilaria). Então, quarta-feira passa a gasolina que tinha 27,5% de etanol e passou para 30%, agora passa para 32%. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer para ração animal”, disse.

Segundo o governo federal, a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. O volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.

Em abril deste ano, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que a medida terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.

A proposta, segundo o governo, deve melhorar a logística do setor, liberando infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina e aumentando a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.

A medida integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório voltado à ampliação do uso de energias renováveis e à redução das emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma política elevou o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.

Produção de etanol de milho

A produção de etanol de milho no Brasil é um dos pilares da expansão dos biocombustíveis no país. A perspectiva de produção é de aproximadamente 9 bilhões de litros, representando mais de 25% do total de etanol produzido no Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

O Centro-Oeste é o grande motor da produção, com destaque para Mato Grosso que é o maior produtor de etanol de milho do Brasil, concentrando sozinho cerca de 70% de toda a oferta nacional. Em seguida está Goiás e Mato Grosso do Sul.

Na safra mais recente, a produção estadual atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros de etanol, com projeções apontando para um salto superior a 16% em novos ciclos.

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Agro Mato Grosso

ALMT derruba veto e garante programa MT Trifásico com investimento de R$ 1,4 bilhão

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, por unanimidade, o veto do Poder Executivo ao projeto de lei que institui o programa MT Trifásico, iniciativa voltada à ampliação da rede elétrica trifásica em áreas rurais e assentamentos do estado. A medida consolida juridicamente um dos maiores projetos de infraestrutura energética já planejados para o setor produtivo mato-grossense.

De autoria do deputado estadual Diego Guimarães, o projeto foi apresentado em novembro de 2024 após demandas apresentadas por produtores rurais, agricultores familiares e representantes do agronegócio preocupados com os problemas provocados pelas redes monofásicas, que frequentemente registram oscilações e interrupções no fornecimento de energia.

Com a decisão dos parlamentares, o programa passa a contar com respaldo legal e fiscalização permanente da Assembleia Legislativa.

Programa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos

O MT Trifásico foi estruturado por meio de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a concessionária Energisa.

O planejamento prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão entre 2026 e 2030, sendo:

  • R$ 700 milhões aportados pelo Governo de Mato Grosso;
  • R$ 700 milhões investidos pela Energisa.

Os recursos serão destinados à implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas em diversas regiões do estado.

Energia mais estável para o campo

O principal objetivo do programa é substituir gradativamente as antigas redes monofásicas por estruturas mais modernas e eficientes.

A energia trifásica oferece maior capacidade de carga e estabilidade, permitindo a utilização de equipamentos de alta potência utilizados na produção rural.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução das quedas de energia;
  • Menor oscilação no fornecimento;
  • Maior eficiência para sistemas de irrigação;
  • Operação de secadores de grãos e equipamentos agrícolas;
  • Ampliação da agroindustrialização nas propriedades rurais.

Segundo estimativas apresentadas durante o lançamento do programa, cerca de 1,7 milhão de consumidores atendidos pela Energisa poderão ser beneficiados direta ou indiretamente pelos investimentos.

Agricultura familiar também será beneficiada

Além das grandes propriedades rurais, o programa prevê impactos positivos para a agricultura familiar.

Com energia mais estável, pequenos produtores poderão ampliar processos de automação e investir em agroindústrias de pequeno porte, agregando valor à produção local.

A expectativa é que a melhoria da infraestrutura energética estimule novos negócios, gere empregos e fortaleça a economia de diversos municípios mato-grossenses.

Turismo no Pantanal entra no planejamento

Um dos pontos incorporados ao programa é a ampliação da rede trifásica para a região da Transpantaneira, em Poconé.

A medida busca fortalecer a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do turismo sustentável no Pantanal.

Empresários do setor avaliam que a melhoria do fornecimento de energia poderá favorecer hotéis, pousadas, restaurantes e empreendimentos turísticos instalados na região.

Assembleia terá papel na fiscalização

Com a aprovação definitiva da proposta, a Assembleia Legislativa passa a integrar o Conselho Gestor do programa.

O colegiado será responsável por acompanhar a execução dos investimentos e contará também com representantes da:

  • Casa Civil;
  • Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz);
  • Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf);
  • Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

A participação do Legislativo tem como objetivo ampliar a transparência e o monitoramento da aplicação dos recursos.

Infraestrutura energética é vista como estratégica

A modernização da rede elétrica é considerada uma das prioridades para sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nos próximos anos.

Maior produtor de grãos do país e líder nacional em diversas cadeias do agronegócio, o estado depende de infraestrutura adequada para ampliar a competitividade do setor produtivo.

A expansão da rede trifásica também é vista como fator importante para atrair novos empreendimentos industriais, estimular investimentos privados e fortalecer a interiorização do desenvolvimento econômico.

Com previsão de execução até 2030, o MT Trifásico deverá se tornar um dos maiores programas de infraestrutura energética rural já implantados em Mato Grosso.

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Vereadora Dra. Mara convoca Assistência Social para esclarecer políticas voltadas à população em situação de rua na Capital

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A vereadora Dra. Mara protocolou na Câmara Municipal de Cuiabá um requerimento de convocação da secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre as políticas públicas destinadas à população em situação de rua no município.

O requerimento, protocolado sob o Processo nº 21601/2026, solicita que a secretária compareça ao plenário da Câmara para apresentar dados oficiais, relatórios e informações atualizadas sobre as ações desenvolvidas pela pasta. Entre os pontos cobrados estão a quantidade estimada de pessoas em situação de rua em Cuiabá, programas de acolhimento, assistência social, reinserção social, estrutura de atendimento e aplicação de recursos públicos.

Segundo a parlamentar, a convocação busca ampliar a transparência e fortalecer o acompanhamento das ações do Poder Executivo diante do aumento da demanda social relacionada à população em vulnerabilidade.

“O Poder Legislativo tem o dever de fiscalizar e acompanhar de perto as políticas públicas executadas pelo município, especialmente em temas sensíveis como a assistência às pessoas em situação de rua”, destaca o documento apresentado pela vereadora.

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