Agro Mato Grosso
Pivetta anuncia chegada de ‘gigante’ em MT e promete reduzir gargalo da armazenagem

O anúncio da instalação de uma unidade da norte-americana Sukup Manufacturing em Mato Grosso representa um dos movimentos mais relevantes dos últimos anos para a infraestrutura do agronegócio estadual. A confirmação foi feita pelo governador Otaviano Pivetta após reunião realizada no Palácio Paiaguás com representantes da empresa, consolidando um processo de negociações iniciado durante missão oficial do Governo do Estado aos Estados Unidos.
Reconhecida internacionalmente como uma das maiores fabricantes de silos, secadores e equipamentos para armazenagem de grãos, a Sukup escolheu Mato Grosso para expandir suas operações em um momento em que o Estado vive uma acelerada expansão da produção agrícola e enfrenta um dos maiores desafios do setor: a insuficiência da capacidade de armazenagem diante do crescimento recorde das safras.
Segundo Pivetta, o convite para que a companhia instalasse uma fábrica em território mato-grossense foi feito durante visita à sede da empresa, em Iowa, nos Estados Unidos. Agora, com a decisão confirmada, o projeto entra em uma nova fase e passa a integrar a estratégia estadual de atração de investimentos internacionais voltados à industrialização do agro.
Para o governador, a chegada da empresa simboliza mais do que um novo empreendimento industrial. Trata-se de um investimento capaz de gerar empregos, movimentar a economia regional e ampliar a competitividade do principal setor econômico de Mato Grosso.
O impacto da instalação da Sukup vai além da construção de uma fábrica. Especialistas do setor avaliam que o investimento poderá contribuir diretamente para diminuir um dos principais gargalos enfrentados pelos produtores rurais: a falta de estruturas de armazenagem compatíveis com o ritmo de crescimento da produção de soja, milho, algodão e outras commodities agrícolas.
Atualmente, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, mas ainda possui déficit na capacidade de estocar sua própria safra. Em muitos municípios, produtores são obrigados a comercializar parte da produção imediatamente após a colheita por falta de espaço para armazenamento, reduzindo o poder de negociação e aumentando a dependência da logística de transporte durante os períodos de maior demanda.
Com uma fabricante mundial instalada no Estado, a expectativa é de maior oferta de equipamentos, redução dos custos de aquisição de silos e sistemas de armazenagem, diminuição dos prazos de entrega e maior acesso dos produtores às tecnologias de pós-colheita. Esses fatores tendem a fortalecer toda a cadeia produtiva, reduzindo perdas, melhorando a conservação dos grãos e aumentando a eficiência operacional das propriedades rurais.
Outro reflexo esperado é o fortalecimento da industrialização. Além dos empregos gerados durante a implantação e operação da fábrica, o empreendimento deverá movimentar fornecedores, empresas de transporte, prestadores de serviços, indústrias metalúrgicas e diversos segmentos ligados à economia regional, criando um ambiente favorável para novos investimentos privados.
A chegada da multinacional também reforça a posição estratégica de Mato Grosso no cenário internacional do agronegócio. O Estado, que já responde pela maior produção agrícola do país, passa a atrair empresas globais interessadas em produzir próximo ao maior mercado consumidor de equipamentos de armazenagem do Brasil.
Durante o encontro com os representantes da companhia, Pivetta destacou que Mato Grosso continuará trabalhando para ampliar a atração de investimentos estrangeiros, aproveitando a segurança jurídica, o crescimento econômico e o protagonismo conquistado pelo Estado na produção mundial de alimentos.
A instalação da Sukup Manufacturing é vista pelo governo como um passo importante para reduzir um dos principais entraves logísticos da agropecuária mato-grossense. Em um cenário de expansão constante da área plantada e de aumento da produtividade no campo, ampliar a capacidade de armazenagem deixa de ser apenas uma necessidade operacional e passa a representar um diferencial estratégico para elevar a competitividade do agronegócio, agregar valor à produção e sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nas próximas décadas.
C/JB News/Por Nayara Cristina
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Agro Mato Grosso
Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

Propriedade em Primavera do Leste terá primeira disputa nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões.
Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.
O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.
A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.
Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.
Agro Mato Grosso
Cuiabá tem previsão de chuva e máxima de 34°C em fim de semana com alerta amarelo em MT

Inmet emitiu alerta amarelo para chuvas intensas em Mato Grosso, com previsão de até 50 mm de chuva por dia e ventos de até 60 km/h.
Cuiabá deve ter um fim de semana de calor e pancadas de chuva, enquanto Mato Grosso está sob alerta amarelo para chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso de perigo potencial vale para este sábado (31), até as 23h59, e prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.
Na capital, a previsão para sábado é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a manhã e a tarde. À noite, também pode chover. Os termômetros devem variar entre 23°C e 33°C.
No domingo (1º), o cenário deve ser semelhante, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima prevista é de 25°C e a máxima, de 34°C.
Alerta amarelo
O aviso do Inmet engloba 141 municípios de Mato Grosso e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.
Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
O que fazer em caso de tempestades
Durante o período de alerta, o Inmet recomenda:
- Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
- Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Agro Mato Grosso
Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.
“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.
A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.
Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.
O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.
De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.
DEBATE
Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.
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Business6 horas agoo que esperar do governo Lula para o agronegócio?

















