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22 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Veja as promessas de Mendes e Pivetta: cumpridas e não cumprida em MT

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Levantamento mostra quais compromissos da campanha de 2022 foram cumpridos em 3 anos e meio de mandato.

Após três anos e meio de mandato, o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União) e o atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), cumpriram 30 das 43 promessas assumidas durante a campanha à reeleição em 2022, conforme levantamento do g1.

O projeto Promessas dos Políticos, do g1, acompanha o cumprimento de compromissos assumidos pelos candidatos a prefeituras, governos estaduais e à Presidência da República.

Mauro Mendes, do União Brasil, renunciou em março para tentar uma vaga no Senado. Otaviano Pivetta assumiu o cargo e tem o apoio do ex-governador para buscar um novo mandato.

Nesta etapa, o levantamento considera um balanço do que foi entregue entre 1º de janeiro de 2023 e 30 de junho de 2026, período equivalente a três anos e meio de mandato.

Dos 43 compromissos assumidos pelo Mauro Mendes entre a campanha de 2022 e a sua renúncia:

  • 30 foram cumpridos integralmente
  • 8 foram cumpridos em parte, ainda com pendências
  • 5 não foram cumpridos até o momento

O monitoramento das promessas dos políticos é feito por jornalistas do g1 de todo o Brasil desde 2015. As equipes de checagem seguem uma metodologia própria para acompanhar os compromissos assumidos pelos governantes. Veja os critérios. Quando o mandato termina, em dezembro, o levantamento é atualizado.

Veja abaixo as promessas separadas por temas:

  • Saúde
  • Educação
  • Segurança Pública
  • Administração
  • Infraestrutura
  • Direitos humanos
  • Esporte
  • Meio Ambiente
  • Economia
  • Turismo

 

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Reformar e ampliar a Escola de Saúde Pública

O governo entregou em março de 2026 a nova estrutura da Escola de Saúde Pública, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). A promessa foi cumprida.

Ampliar o programa de cirurgias eletivas

O governo ampliou o programa de cirurgias eletivas por meio da segunda etapa do Programa Fila Zero na Cirurgia. Desde a implantação, em 2023, até 16 de junho de 2026, o programa Fila Zero realizou mais de 700 mil procedimentos eletivos totais. A promessa foi cumprida.

No primeiro semestre de 2025, o Fila Zero registrou a execução de 55.614 procedimentos. Já no mesmo período de 2026, até 30 de maio, foram realizados 226.421 procedimentos, um aumento de mais de 300%, com 170.807 atendimentos a mais em relação ao ano anterior.

Entregar sede do Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição

 

O novo Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (CLAD/MT) foi entregue em março de 2026, no bairro Carumbé, em Cuiabá.

Ampliar a oferta de leitos hospitalares públicos

A consulta no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde mostra que em junho de 2026 o estado tinha 2978 leitos no SUS . Em dezembro de 2022, esse número era de 2431.

O governo afirmou que de 2020 a 2026, o número de leitos passou de 1.238 para 2.449.

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Concluir obras do Cermac, Hemocentro e Lacen

A promessa foi cumprida em parte. Apenas as obras do Lacen foram concluídas, entregues em 2025, com a realização de exames de alta complexidade pelo SUS.

Já a previsão de entrega das do Cermac e do Hemocentro é setembro de 2026. As obras do Centro de Referência em Média e Alta Complexidade de Mato Grosso (Cermac) e do MT Hemocentro estão em andamento.

O que diz o governo: Destaca que as obras estão 93% concluídas.

Concluir obras e modernização de hospitais regionais

O Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, foi entregue em março de 2026. As demais obras foram iniciadas, mas não concluídas. A promessa foi cumprida em parte.

As obras dos Hospitais de Juína, Confresa e Tangará da Serra seguem em andamento, com 64%, 65% e 63% de conclusão, respectivamente. A previsão de conclusão da obra de Juína é para dezembro de 2026, enquanto Confresa e Tangará da Serra têm previsão de conclusão para fevereiro de 2027.

O que diz o governo: Outros hospitais passam por processo de modernização e adequação estrutural. Andamento aproximado das obras:

  • Hospital Regional de Rondonópolis – 30%
  • Hospital Regional de Cáceres – 58%
  • Hospital Regional de Colíder – 65%
  • Hospital Regional de Sorriso – 75%
  • Hospital Regional de Sinop – 80%

 

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Aumentar tecnologia nas escolas

Desde o início da gestão, o estado distribuiu mais de 142,7 mil chromebooks e 8,5 mil smart tvs, além de 27,2 mil notebooks para auxiliar os professores no planejamento e execução das aulas. A promessa foi cumprida.

Ampliar escolas com ensino integral

Mato Grosso tornou 96 escolas em tempo integral em 53 municípios. Além disso, criou outras cinco unidades integrais vocacionadas ao ensino bilíngue, 13 vocacionadas ao esporte, e uma vocacionada à arte. A promessa foi cumprida.

Ampliar o número estudantes no ensino técnico profissionalizante

 

A promessa foi cumprida. Em 2024, o estado oferecia 17 cursos técnicos e profissionalizantes em escolas de 15 municípios. Já em 2026 a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) foi expandida para 275 escolas espalhadas em 108 cidades.

Ampliar o atendimento aos estudantes da educação inclusiva

 

Em 2024, houve a expansão do atendimento aos estudantes da educação inclusiva com a inauguração do Centro Estadual de Educação Inclusiva, em Cuiabá. O prédio é referência na educação para estudantes com deficiência, autismo, altas habilidades e superdotação. Compromisso foi cumprido.

Ampliar programa de alfabetização de jovens e adultos (EJA)

A promessa foi cumprida. Em 2025, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) ampliou de 36 para 76 o número de escolas que aplicam o Exame Certificador da Educação de Jovens e Adultos (EJA), em 62 municípios.

Criar o Observatório da Cultura de Mato Grosso

O Observatório da Cultura foi lançado em 28 de março de 2026. Ele acompanha indicadores da cultura, como investimentos, editais, mercado de trabalho e arrecadação do setor e realiza a divulgação por meio de boletins e informativos produzidos pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

O local também desenvolve pesquisas em parceria com instituições públicas e organizações da sociedade civil e promove a produção e a divulgação de estudos voltados para as áreas de cultura e esporte.

Capacitação e formação de gestores de cultura

 

A promessa foi cumprida. Em 2025, a Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer iniciou as aulas do Programa de Capacitação para o Fortalecimento do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de Mato Grosso, previsto no edital ‘Formação Técnica de Auxiliar de Bibliotecas’.

O Instituto Saberes foi selecionado para executar as atividades em 112 municípios. A qualificação é direcionada a gestores municipais de cultura, bibliotecários, técnicos e colaboradores de bibliotecas públicas e comunitárias cadastradas no Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.

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Implantar o ensino via metaverso e inovações de inteligência artificial

A promessa foi cumprida em parte. O ensino Metaverso não foi implementado. No entanto, atualmente o estado disponibiliza para estudantes e professores de 630 escolas do estado uma rede ferramentas digitais com recursos de IA.

O que diz o governo: Informa que está implementando tecnologias imersivas nas escolas estaduais, com foco em realidade virtual aplicada à aprendizagem. Atualmente, 42 escolas de tempo integral recebe laboratórios de realidade virtual e formação específica para professores.

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Implementar o projeto Águia de vídeo-monitoramento urbano e rural

O projeto foi implantado em 2023, com uma mudança de nome, passando de ‘Projeto Águia’ para ‘Vigia Mais MT’. O programa segue o mesmo escopo do Águia, no entanto, foi expandido com a modernização e unificação do antigo projeto. Ambos tem o mesmo objetivo: usar câmeras para prevenir crimes e auxiliar o trabalho policial.

Em 2023, foram implantadas 22 mil câmeras entregues a todos os municípios, das quais 19 mil estão integradas ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e 3 mil estão em fase de instalação.

O programa entrou, em 2026, na segunda fase, com previsão de instalação de mais 10 mil câmeras. Dentre as tecnologias entregues, há câmeras fixas com alcance de até 2,5 km e modo noturno, Speed Dome, que registra panoramas com 360 graus e OCR, com leitura de caracteres de veículo, reconhecimento facial, entre outros recursos.

Aumentar o efetivo das forças de segurança

Desde o início da gestão, o governo realizou sucessivas convocações de aprovados em concursos públicos para reforçar as forças de segurança. Apenas entre 2023 e julho de 2026, foram convocados 1.923 candidatos: 665 em 2023, 245 em 2024 e 1.013 em 2026, segundo levantamento do g1.

O governo informou que, entre 2019 e junho de 2026, nomeou mais de 4,6 mil servidores concursados para a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Politec, Ciopaer e a sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Além disso, afirmou que mais de mil concursados do Sistema Penitenciário também foram nomeados no período.

Modernizar a Politec

A Politec entregou novas sedes nos municípios de Lucas do Rio Verde, em 2024, e Nova Mutum, em 2025.

Entre 2025 e 2026, também houve a modernização das atividades por meio do fortalecimento dos bancos de dados periciais, com ampliação da utilização dos sistemas Banco Nacional de Perfis Genéticos (CODIS), Sistema Nacional de Balística (SINAB) e Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (ABIS).

O que diz o governo: Afirma que investiu nas perícias cibernéticas, com aquisição de equipamentos e ferramentas especializadas para computação forense e análise de áudio e vídeo, além da ampliação das funcionalidades do Sistema Atena, transformação digital dos serviços de identificação civil e melhorias na infraestrutura das unidades periciais. E informa que estão previstas ampliações dos serviços nos municípios de Aripuanã, Campo Novo do Parecis, Comodoro e Querência, mas não há data prevista para entrega.

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Criar mais vagas no sistema prisional e socioeducativo

Promessa foi cumprida em parte. Os registros disponíveis mostram que, embora teve um aumento nas vagas no sistema prisional, houve uma diminuição nas vagas no sistema socioeducativo.

A consulta no Painel do Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional – SISDEPEN mostra que, no primeiro semestre de 2023, o sistema prisional do estado tinha 11751 vagas. Já no segundo semestre de 2025, dado mais recente disponível, o estado tinha 14.353 vagas.

Já de acordo com o Painel de Inspeções no Sistema Socioeducativo, do Conselho Nacional de Justiça, o estado tinha 196 vagas no 3º bimestre de 2024, dado mais antigo registrado na ferramenta. No 3º bimestre de 2026, dado mais recente disponível, o painel mostra 165 vagas no sistema socioeducativo – um decréscimo.

O que diz o governo: Destaca que foram criadas 6.516 novas vagas no sistema prisional, com a entrega de unidades e ampliações em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Peixoto de Azevedo e Barra do Garças. Estão em construção mais 1.728 vagas, distribuídas entre o Centro de Ressocialização de Várzea Grande (432) e três novos raios prisionais em Barra do Garças, Cuiabá e Várzea Grande (1.296). As obras têm previsão de conclusão em até 150 dias.

Já no Sistema Socioeducativo, a capacidade foi ampliada de 118 para 248 vagas. A Secretaria de Segurança informou que outras 53 vagas no socioeducativo serão entregues até o final de 2026, na unidade em Cuiabá, sendo 25 na unidade masculina e 28 na feminina.

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Expandir o programa de proteção às mulheres através da interiorização do ‘Botão do Pânico’

O Botão do Pânico foi lançado em 2021 por meio do aplicativo aplicativo ‘SOS Mulher MT’. Desde aquele ano, está disponível somente em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, municípios onde há Ciosp. A promessa não foi cumprida.

O que diz o governo: Afirma que o programa será implantado em Sinop, cuja unidade está em construção, com previsão de entrega até o final deste ano. No caso dos demais municípios, o atendimento às mulheres com medida protetiva é feito por meio do 190. As mulheres sob medida protetiva também podem solicitar o serviço de acompanhamento da Patrulha Maria da Penha.

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Criar política de gratificação por desempenho

A proposta de gratificação por desempenho foi aprovada no estado por meio da Lei Complementar nº 756/2023 para servidores da Educação e estendida à Segurança em 2025. A promessa foi cumprida.

A Gratificação Anual por Eficiência e Resultado é paga aos profissionais da educação com melhoria nos índices de aprendizagem da unidade escolar (ex: IDEB), redução da evasão escolar e diminuição do absenteísmo (ausências), além de participação em formações continuadas e assiduidade.

Já para os agentes da Segurança a premiação é baseada em dados como: apreensão de drogas, armas e veículos; combate ao crime organizado e redução de indicadores criminais.

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Entregar 2,6 mil quilômetros de asfalto novo

A promessa foi cumprida. Segundo levantamento do estado, 3.692 km de asfalto novo foram pavimentados entre 2023 e dezembro de 2025 — acima da meta de 2,6 mil km. A Secretaria Estadual de Infraestrutura informa que o número contempla todas as regiões do estado. Neste ano, o governo lançou outro pacote, com meta de chegar a 7 mil km de asfalto novo até o fim de 2026.

Em Cuiabá, as entregas recentes incluem pavimentação em quatro bairros: Planalto, Novo Horizonte, Novo Milênio e Osmar Cabral. Em Sinop, no norte do estado, há o asfaltamento da Estrada da Nanci e da Estrada Ângela, que ligam a zona rural ao Centro do município. Já em Rondonópolis, no sul, foram 123,1 km entregues só em 2025, conectando comunidades rurais e voltados ao escoamento da produção agrícola.

Entregar 1,5 mil quilômetros de asfalto restaurado

Segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura, o estado recuperou mais de 3,7 mil km de rodovias e estradas até o início deste ano, também acima da meta. Em Primavera do Leste, a prefeitura cita como destaque a recuperação completa da MT-486, uma das principais rotas de escoamento agrícola do município. A promessa foi cumprida.

Entregar 120 unidades de pontes de concreto

 

De acordo com a Secretaria Estadual de Infraestrutura, 261 pontes de madeira foram substituídas por pontes de concreto desde o início do mandato. O governo afirma que outras 108 estruturas estão em construção. Compromisso foi cumprido.

Iniciar a pavimentação da rodovia Juína-Colniza

A promessa foi cumprida. O estado asfaltou 140 quilômetros das MTs-170/208/418, trecho que corresponde à antiga BR-174, entre os municípios de Castanheira e Colniza, que também corta Juína. A distância que recebeu o asfaltamento é de um pouco mais da metade da extensão total da rodovia, que tem 271,9 km.

Iniciar a construção do Complexo do Rio Juruena

Cerca de 68% da obra do Complexo foi executada e, portanto, a promessa foi cumprida. A obra inclui a construção da maior ponte de concreto de Mato Grosso sobre o rio Juruena, com 1.360 metros de extensão. A obra recebe um investimento de R$ 252,8 milhões, o que inclui o asfaltamento de 59 km da MT-208 e a construção de mais três pontes de concreto no trajeto. O estado informou que a previsão é concluir a obra até dezembro deste ano.

Implantar um Sistema Integrado de Gestão de Obras Públicas

 

O Sistema Integrado de Gestão de Obras Públicas, ligado à Secretaria de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, teve seu painel de monitoramento de obras lançado oficialmente em maio de 2026. Desde então, a população pode acompanhar dados financeiros, mapas interativos e a execução de obras públicas em tempo real. Compromisso cumprido.

Concluir as obras do Parque Tecnológico em Várzea Grande

A inauguração do Parque Tecnológico de Mato Grosso, localizado na região do bairro Chapéu do Sol em Várzea Grande, foi entregue no dia 25 de junho deste ano. A promessa foi concluída

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Substituir todas as pontes de madeira da Transpantaneira

 

A Transpantaneira (MT-060) possui 98 pontes ao longo dos seus 147 km. Dessas, 22 já haviam sido substituídas entre 2019 e 2022. A partir de 2023, foram substituídas outras 25 estruturas de madeira da rodovia. A promessa foi cumprida em parte.

O que diz o governo: Afirma que estão em construção outras sete pontes de concreto, e que também foi contratada a substituição de 14 pontes por aduelas de concreto e a construção de outras nove pontes. Além disso, mais 11 estruturas estão em processo de licitação.

Substituir mil pontes de madeira por bueiros metálicos ou aduelas de concreto

O governo substituiu 911 pontes de madeira por aduelas de concreto ou bueiros metálicos em rodovias estaduais. Atualmente, outros 237 pontos estão em execução. A promessa foi cumprida em parte.

O que diz o governo: Informa que o estado apenas fornece os materiais e que as obras são realizadas em parceria com municípios, consórcios intermunicipais e associações, cabendo a esses parceiros a execução dos serviços.

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Iniciar a duplicação da MT-251

A duplicação da MT-251 fora do Parque Nacional prevê cerca de 29 km divididos entre o Rio Mutuca e o Trevo do Manso, e entre as proximidades do Rio Coxipózinho e a área urbana de Chapada. A promessa não foi cumprida. O projeto precisa de licenciamento no ICMBio e envolve desapropriações às margens da rodovia.

O que diz o governo: Destaca que projeto estava em fase de licitação, mas foi paralisado e, no momento, encontra-se suspenso em razão de decisão judicial.

Implantar o BRT

À época da campanha, construir e colocar o modal em funcionamento foi amplamente discutido por Mauro Mendes em debates e entrevistas. No entanto, o BRT ainda está em processo de implantação em Cuiabá e Várzea Grande. Não há uma data definida para o funcionamento do modal. A promessa não foi cumprida.

O que diz o governo: Afirma que a previsão é concluir, até dezembro deste ano, o corredor estrutural do BRT entre o Aeroporto Marechal Rondon e o Comando Geral da Polícia Militar, incluindo a construção de terminais e estações.

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Transferir renda para o cidadão em situação de vulnerabilidade

Em 2023, o estado passou a entregar auxílios de R$ 150 às famílias em vulnerabilidade social por meio do programa SER Família. A promessa foi cumprida.

Conforme dados públicos disponibilizados pelo programa, o benefício é destinado às famílias com cadastro único atualizado e a renda per capita familiar de até R$ 218. O governo informou que mais de 50 mil famílias são atendidas a cada ano.

Implantar unidades de Centro de Convivência do Idoso

A promessa foi cumprida. Em parceria com os municípios, foram implantados mais de 10 Centros de Convivência do Idoso – destaque para Cuiabá, que possui quatro unidades, e Várzea Grande, que conta com o Centro de Convivência Vovô Zeid.

Outros municípios que contam com os centros: Paranaíba (Lar Benedito Alberto), Pedra Preta (Casa Lar Esperança), Peixoto de Azevedo (Lar São Vicente), Poconé (Lar Amor e Fraternidade), e instituições de longa permanência (ILPI) em Jaciara e Juara.

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Implantar 10 Vilas do Idoso em parceria com os municípios

A promessa foi cumprida em parte. Em 2026, foi entregue em Jaciara o Condomínio Residencial Vila Aconchego, com 54 casas destinadas exclusivamente à população idosa. O empreendimento foi construído por meio de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura de Jaciara. O Estado investiu R$ 10,2 milhões na obra, enquanto o município foi responsável pela entrega das unidades aos moradores.

O que diz o governo: Informa que o modelo não integra a tipificação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Segundo o Estado, cabe aos municípios decidir pela implantação desse tipo de empreendimento.

Implantar 10 unidades do Ser Criança

Até agora o estado implantou apenas duas unidades do Ser Criança, sendo a primeira em Poconé (MT), em 2023, e a segunda em Barra do Garças, neste ano. Também está em construção a 3ª unidade, em Campo Verde (MT). A promessa foi cumprida em parte.

O que diz o governo: Afirma que mantém tratativas para a implantação de novas unidades nos municípios de Água Boa, Jaciara, Pedra Preta, Sorriso e Primavera do Leste.

Ofertar 80 mil vagas de qualificação profissional social

A promessa foi cumprida em parte. Em abril de 2023, por meio de parceria com o Senai, o governo criou o programa Ser Família Capacita para atender capacitar pessoas em vulnerabilidade social nos 142 municípios. No entanto, o projeto ofereceu 50 mil vagas, não as 80 mil indicadas na promessa.

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Manter o Bolsa Atleta

 

A promessa foi cumprida. Desde 2022, o Bolsa Atleta segue funcionando no estado. Ao longo de 2026, o investimento previsto é de R$ 1,2 milhão em bolsas para 73 técnicos de atletas de rendimento.

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Ampliar a cobertura do Cadastro Ambiental Rural

Em 2026, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente lançou um pacote de iniciativas para ampliar a regularização ambiental e fundiária no campo. O pacote conta com novas diretrizes do Simcar Assentamento e programas como o Regulariza Rural e o MT Produtivo. Compromisso cumprido.

Implementar o Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar

O Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar foi criado com base na Lei Complementar n° 746, de 25 de agosto de 2022, que estabeleceu normas relativas ao cálculo dos Índices de Participação dos Municípios (IPM) para a distribuição dos recursos arrecadados com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Durante o atual mandato, os termos de adesão foram homologados pelos municípios, assinados e publicados no Diário Oficial do Estado, entre 2023 e 2024 e estão em funcionamento. Também foram feitas capacitações com representantes dos municípios durante 2025 para o uso do sistema.

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Concluir a ZPE de Cáceres

A promessa foi cumprida. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres foi entregue e iniciou as atividades em outubro de 2025. A ZPE é uma área industrial de livre comércio voltada para a instalação de empresas exportadoras.

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Fazer cursos de capacitação de pequenos empreendedores

 

Por meio da Lei 12.521/2024, foi criado o Programa Estadual de Qualificação Profissional. Em 2025, foi publicado o Edital nº 08/2025, com estruturação dos cursos e formação do banco de instrutores. Apesar da previsão de capacitação profissional, não houve oferta regular de cursos pelo PEQ em 2025. Nesse período, foram realizadas apenas oficinas pontuais, conduzidas por bolsistas do programa, para atender demandas específicas apresentadas pelas regiões. A promessa foi cumprida em parte.

O que diz o governo: Informa que está previsto a oferta de 2.925 vagas, distribuídas em 117 cursos em todo o estado.

Concluir obras de infraestrutura turística em orlas de 5 municípios

A promessa foi cumprida em parte. Duas orlas foram entregues: Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço. As obras em Cáceres, São Félix do Araguaia e Luciara seguem em andamento, com 61,5%, 85% e 68,69% de execução, respectivamente.

O que diz o governo: A previsão é de entrega da orla de São Félix do Araguaia no terceiro trimestre de 2026, enquanto Cáceres e Luciara têm previsão de finalização até o fim do ano.

Créditos

Apuração: Kessillen Lopes e Victória Oliveira

Edição: Bianca Muniz e Felipe Turioni
Design: Kayan Albertin
Coordenação: Felipe Turioni, José Lopes e Megui Donadoni

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Agro Mato Grosso

FS e AMAGGI concluem acordo estratégico em MT na produção de etanol no Brasil

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A FS e a AMAGGI  concluíram o acordo que une uma das líderes na produção de etanol no Brasil e a maior empresa brasileira de grãos e fibras, após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de todas as condições precedentes.

A transação, por meio da qual a AMAGGI adquire uma participação de 40% do capital social da FS, contempla um aporte de US$ 100 milhões na companhia, por meio de uma emissão primária de ações. Além disso, prevê a aquisição de participações detidas por acionistas da FS.

Com raízes no estado de Mato Grosso, tanto a FS quanto a AMAGGI compartilham uma trajetória marcada por inovação, crescimento sustentável e protagonismo na cadeia agrícola. Fundada com foco na produção de biocombustíveis e nutrição animal a partir do milho, a FS foi pioneira na produção de etanol de milho no Brasil e protagonista no desenvolvimento do setor, consolidando-se como referência em eficiência, inovação e sustentabilidade.

A AMAGGI, que completa 50 anos no próximo ano, tornou-se a maior empresa de capital integralmente brasileiro na cadeia da soja, do milho e do algodão. Atua na produção, exportação, industrialização, logística, geração e comercialização de energia, produtos e serviços financeiros, insumos, produção de biodiesel, entre diversas outras atividades do agronegócio. A companhia também é referência em sustentabilidade, com diversos reconhecimentos internacionais e posição de liderança em rankings globais sobre o tema.

A parceria tem como foco apoiar o crescimento da FS e capturar conhecimentos e sinergias relevantes em áreas estratégicas, incluindo originação de milho, otimização logística e exportações, fortalecendo ainda mais a competitividade das duas organizações. Para a AMAGGI, trata-se de mais um passo em sua estratégia de industrialização e verticalização das operações, contribuindo para a crescente diversificação de seu portfólio de negócios.

A FS deve inaugurar sua quarta unidade produtiva ao fim de 2026, em Campo Novo do Parecis, e a quinta, em Querência, em julho de 2027. Ao fim desse ciclo de expansão, a empresa terá capacidade produtiva estimada de 3,9 bilhões de litros de etanol e de aproximadamente 3,0 milhões de toneladas de DDG.

Sobre a FS – A FS foi a primeira empresa a produzir etanol exclusivamente a partir de milho no Brasil, e sua visão de negócio é ser a maior companhia de combustível carbono negativo do mundo. Desde o início das atividades, em 2017, o negócio cresceu mais de 10 vezes e vive um novo ciclo de expansão. A receita líquida da companhia alcançou R$ 13 bilhões ao fim do ano-safra 2025/2026, com lucro líquido de R$ 1,6 bilhão.

A companhia processa atualmente mais de 6 milhões de toneladas de milho por ano-safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol e 2,2 milhões de toneladas de DDG (proteína de milho para nutrição animal). O etanol de milho produzido pela FS possui a menor pegada de carbono do mundo.

Sobre a AMAGGI – Fundada em 1977, a AMAGGI é a maior empresa brasileira de grãos e fibras. Presente em diversas etapas da cadeia do agronegócio, a companhia atua na produção agrícola de grãos, fibras e sementes; na originação, processamento e comercialização de grãos e insumos; além de transporte fluvial e rodoviário, operações portuárias e geração e comercialização de energia elétrica renovável.

Com sede em Cuiabá (MT), a AMAGGI está presente em todas as regiões do Brasil, com fazendas, armazéns, escritórios, fábricas, frota fluvial e rodoviária, terminais portuários e centrais hidrelétricas. No exterior, possui unidades e escritórios na Argentina, China, Holanda, Noruega, Suíça, Singapura e Panamá.

A empresa comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras em todo o mundo, das quais 1,7 milhão de toneladas é proveniente de suas próprias fazendas. Além disso, mantém relacionamento comercial com aproximadamente 5,6 mil produtores rurais.

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Agro Mato Grosso

Wilson Heidemann: pioneiro relembra a história que ajudou a construir Campo Novo do Parecis

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Produtor rural acompanhou o nascimento do município, participou dos primeiros anos da agricultura na região e acredita que a honestidade foi seu principal legado

A história do agronegócio mato-grossense é formada por milhares de produtores que deixaram suas cidades de origem em busca de novas oportunidades. Entre eles está Wilson Walter Heidemann, um dos pioneiros de Campo Novo do Parecis, que, aos 95 anos, carrega lembranças de uma época em que o município ainda não existia, as estradas eram precárias e a agricultura dava seus primeiros passos na região.

Nascido no Rio Grande do Sul e criado no Paraná, Wilson chegou ao então norte de Mato Grosso na década de 1970, após receber o convite de um sobrinho para conhecer uma área que começava a ser ocupada por agricultores vindos do Sul do país. Na época, ele trabalhava com uma pequena serraria e vivia em Santa Helena (PR), mas a perspectiva de conquistar uma área maior para produzir despertou sua curiosidade.

“Meu sobrinho me chamou para conhecer uma área aqui. Lá onde a gente morava cada um tinha só um pedacinho de terra e não tinha mais para onde crescer. Quando cheguei e vi aquela imensidão, pensei que era terra para nunca mais acabar”, relembra.

A viagem até a região foi muito diferente da realidade encontrada hoje. Segundo Wilson, praticamente não existiam estradas e boa parte do trajeto era feita por caminhos abertos anos antes por seringueiros. Foi durante essa expedição que um topógrafo realizou a medição das primeiras áreas destinadas aos produtores.

“Ele mediu cinco quilômetros para cada um dos produtores que estavam ali e meu sobrinho resolveu me ceder uma parte da área dele. Foi assim que consegui minha primeira terra em Campo Novo.”

Mesmo tendo conquistado sua propriedade, Wilson conta que o início não foi fácil. Sem máquinas e sem recursos para investir na produção, precisou trabalhar para outros agricultores enquanto preservava a área que havia recebido.

“Eu não tinha trator, não tinha colheitadeira, não tinha dinheiro. Tinha vontade de vencer. Então fui trabalhar para os outros, construindo casas e ajudando onde precisava, enquanto cuidava da minha terra.”

Naquele período, a cooperação entre os produtores era essencial para que a agricultura pudesse se desenvolver. Quem possuía plantadeira ajudava quem tinha colheitadeira e todos compartilhavam equipamentos e mão de obra para viabilizar as primeiras lavouras. “Foi um ajudando o outro. Um plantava, o outro colhia e assim a gente foi começando. Se não fosse essa união, talvez Campo Novo não tivesse crescido da forma como cresceu.”

Segundo Wilson, a soja ainda não fazia parte da realidade da região. Nos primeiros anos, o arroz era a principal cultura cultivada e somente depois começaram a surgir informações sobre a adaptação da soja ao Cerrado brasileiro.

“Ninguém sabia que dava soja aqui. Primeiro nós plantamos arroz. Depois vieram as notícias de Brasília dizendo que a soja podia ser cultivada na região e começamos também a investir nessa cultura.”

Décadas depois, Campo Novo do Parecis se consolidou como um dos principais polos produtores de grãos do Brasil, realidade que Wilson afirma nunca ter imaginado quando chegou à região.

“Ninguém pensava que isso aqui ia virar um município. A gente queria produzir, construir uma vida melhor para a família. Depois foram chegando mais pessoas, surgiu comércio, vieram as estradas e Campo Novo foi crescendo.”

Ao longo da vida, o produtor ampliou sua área de produção e formou o patrimônio que mais tarde seria repassado aos filhos. Atualmente, eles administram o Grupo Heidemann, criado para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo pai.

Apesar das conquistas, Wilson acredita que seu maior patrimônio nunca foi a quantidade de terras ou os bens adquiridos, mas a confiança conquistada ao longo dos anos. Ele lembra de um episódio que considera decisivo para sua trajetória. Depois de administrar uma fazenda para outro produtor e cuidar do gado da propriedade, recebeu a proposta de comprar a área, mesmo sem ter dinheiro para isso.

“Eu disse que não tinha condições de comprar. Mesmo assim ele respondeu que venderia para mim. Primeiro eu pagaria o gado, depois teria alguns anos para pagar a terra. Ele confiava que eu cumpriria a palavra.”

Para Wilson, foi justamente essa confiança que abriu muitas portas ao longo da vida. “Eu acho que a minha honestidade foi o que mais me ajudou a crescer aqui. As pessoas confiavam em mim, faziam negócio comigo porque sabiam que eu cumpria o que prometia.”

Hoje, aos 95 anos, ele acompanha o trabalho desenvolvido pelos filhos e netos e sente orgulho ao ver que o esforço de uma vida continua produzindo resultados. “Graças a Deus consegui construir alguma coisa e deixar para eles. Isso me deixa muito feliz.”

Ao relembrar sua trajetória, Wilson também deixa uma mensagem para as novas gerações de produtores rurais que continuam escrevendo a história da agricultura mato-grossense.

“O começo foi difícil para todo mundo. Nada veio fácil. Mas, com trabalho, união e honestidade, a gente conseguiu construir uma vida e ajudar a construir uma cidade inteira. É isso que espero que nunca se perca.”

A história de Wilson Walter Heidemann se mistura à própria história de Campo Novo do Parecis. Mais do que testemunhar o desenvolvimento da região, ele participou ativamente da construção de um município que hoje é referência na produção agrícola nacional, deixando como legado valores que seguem tão importantes quanto a terra que ajudou a cultivar: trabalho, cooperação e honestidade.

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Agro Mato Grosso

MT queimou mais que qualquer outro estado do Brasil nos últimos 40 anos, aponta levantamento

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Dados divulgados pelo MapBiomas no Relatório Anual do Fogo no Brasil mostram que Mato Grosso acumulou 45,1 milhões de hectares queimados entre 1985 e 2025, a maior área registrada entre todos os estados brasileiros ao longo dos últimos 41 anos.

O volume coloca Mato Grosso à frente do Pará, com 31,6 milhões de hectares, e do Maranhão, com 20,7 milhões. Juntos, os três estados concentram cerca de 47% de toda a área atingida pelo fogo no país durante o período analisado.

O levantamento reúne mais de quatro décadas de monitoramento por satélite e permite observar como o avanço da ocupação territorial, a expansão agropecuária e as condições climáticas moldaram a dinâmica das queimadas em diferentes regiões brasileiras.

Embora os dados históricos sejam expressivos, 2025 apresentou um cenário diferente. O Brasil registrou 12,7 milhões de hectares queimados no ano passado, praticamente metade da área observada em 2024 e 31% abaixo da média histórica nacional, estimada em 18,4 milhões de hectares anuais.

Apesar dessa redução, o Cerrado permaneceu como o bioma mais afetado pelo fogo. Foram 8,7 milhões de hectares queimados apenas em 2025, mantendo uma média histórica de 9,6 milhões de hectares por ano, a maior entre todos os biomas brasileiros.

A importância do Cerrado para Mato Grosso torna esse dado ainda mais relevante. Grande parte do território mato-grossense está inserida no bioma, que continua registrando ocorrências frequentes de incêndios mesmo em anos de menor intensidade.

Outro indicador que chama a atenção dos pesquisadores é a recorrência do fogo. Segundo o MapBiomas, 64% de toda a área queimada no Brasil entre 1985 e 2025 pegou fogo mais de uma vez.

No Cerrado, esse percentual é ainda maior. Cerca de 66% das áreas atingidas já registraram múltiplos episódios de queimadas ao longo da série histórica.

A pesquisadora Vera Laísa Arruda, integrante da equipe do MapBiomas, explica que o fogo faz parte da dinâmica natural do Cerrado. No entanto, a frequência crescente dos eventos pode comprometer a capacidade de regeneração da vegetação e aumentar os riscos para a biodiversidade.

O relatório também aponta que a maior parte das queimadas registradas no Brasil ocorreu sobre vegetação nativa. Entre 1985 e 2025, aproximadamente 71,5% das áreas queimadas estavam em ambientes naturais, enquanto 28,5% correspondiam a áreas de uso humano, como pastagens e lavouras.

Enquanto isso, o Pantanal apresentou um dos resultados mais positivos da série recente. Em 2025, o bioma registrou apenas 121 mil hectares queimados, uma redução de 85,6% em relação à sua média histórica e o menor índice já registrado desde o início do monitoramento.

Mesmo com a queda observada no último ano, os dados mostram que Mato Grosso continua no centro da discussão nacional sobre queimadas, reunindo o maior histórico de áreas atingidas pelo fogo e parte significativa dos desafios relacionados à preservação ambiental e ao uso sustentável do território.

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