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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Tributação do IOF vai impactar o Plano Safra 2025/26?

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A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/25, do líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), que suspende o decreto do governo que amenizou o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O requerimento foi aprovado. Agora, Proposta poderá ser votada nas próximas sessões do Plenário sem precisar passar antes pelas comissões da Casa.

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Para Marcelo Winter, especialista em direito do agronegócio no escritório VBSO Advogados e professor do Insper, a medida é urgente diante da desorganização que a nova tributação pode causar ao setor produtivo. “Falta diálogo entre o governo e o agronegócio. Quem planta e comercializa precisa se planejar com muita atenção. Os custos de produção, os custos financeiros, o volume de investimentos. Tudo isso exige previsibilidade. Mudanças repentinas como essa impactam o risco e desorganizam todo o planejamento do setor”, afirmou.

Winter explica que o aumento do IOF sobre instrumentos financeiros eleva o custo do capital e pode restringir o acesso ao crédito, especialmente para pequenos e médios produtores. “O custo financeiro mais alto leva os produtores a reduzirem ou abandonarem suas captações. Isso significa menos recursos disponíveis para compra de insumos, o que pode comprometer a produtividade e até provocar queda de safra”, avaliou. Segundo ele, o impacto atinge diretamente a margem de lucro, que já é apertada, e pode afetar a adoção de tecnologia e investimentos em infraestrutura.

Embora a proposta do governo vise recompor o caixa por meio do aumento de tributos, Winter avalia que a estratégia é equivocada. “Essa nova tributação não é para aumentar os investimentos públicos, mas sim para cobrir despesas e cumprir metas fiscais. Isso penaliza o setor produtivo e ameaça a competitividade global do agronegócio brasileiro”, disse.

O especialista destaca ainda que a medida não afeta o Plano Safra, cujos recursos são originados de fontes constitucionais próprias. “A não aprovação da nova tributação pode representar um desafio fiscal para o governo, mas não compromete a execução do Plano Safra. O IOF não financia diretamente a agricultura e o país sempre operou sem esse imposto. É fundamental que ele seja revogado.”

A crítica ao imposto também é compartilhada pelo presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, que considera a aprovação da urgência um avanço importante para o setor. Segundo ele, os CRAs são uma das principais fontes de financiamento do Plano Safra e a tentativa de tributar essa captação em 5% teria impacto direto sobre os juros pagos pelos produtores.

“Estamos lutando para que os juros do Plano Safra não aumentem nem 1% ou 2%, e agora o governo quer tributar em 5% os recursos que sustentam o financiamento da atividade agrícola. Já estamos operando com taxas livres entre 15% e 20% ao ano. Isso é insustentável”, declarou Buffon.

Ele ressaltou que o IOF não tem relação direta com o financiamento da agricultura. “O Brasil sempre funcionou sem esse imposto. Agora inventaram essa tributação e dizem que, sem ela, o país terá déficit. Isso não corresponde à realidade. O que precisa ser feito é a redução da máquina pública e o controle das contas, não o aumento da carga tributária sobre quem produz”, disse.

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Sustentabilidade

Custos de produção estabilizam, mas preços recebidos por produtores voltam a cair – MAIS SOJA

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O setor agropecuário do Rio Grande do Sul viveu um cenário de disparidade em maio de 2026. Enquanto o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) apresentou estabilidade, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos Pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou queda, interrompendo uma trajetória de alta observada nos meses anteriores.

O IICP fechou o mês de maio com uma variação praticamente nula, alta de apenas 0,04%. Segundo a Assessoria Econômica do Sistema Farsul, responsável pelos indicadores, o alívio nos custos foi impulsionado pela queda na taxa de câmbio, que barateou insumos importados como fertilizantes e defensivos, além da redução nos preços do diesel, o que diminuiu a pressão sobre fretes e operações mecânicas.

Apesar do alívio pontual, a tendência de longo prazo mostra uma retomada na pressão de custos. No acumulado de 12 meses, o IICP avançou para 3,11%, sinalizando que os custos voltaram a subir após o período de deflação verificado em 2025. No acumulado do ano, a alta chega a 5,94%, concentrada principalmente nos meses de março e abril.

Preços recebidos em retração

Em contrapartida, o cenário para o produtor foi de desvalorização em maio. O IIPR registrou uma queda mensal de 1,98%, movimento impulsionado principalmente pela desvalorização de produtos como soja, arroz e suínos.

Com este resultado, o IIPR acumula uma queda de 7,64% em 12 meses, indicando que os preços pagos ao produtor continuam abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior.

relatório da Farsul destaca ainda o “descasamento” entre o que o produtor recebe e o que o consumidor final paga nas prateleiras, medido pelo IPCA Alimentos. Enquanto o IIPR acumula retração em 12 meses, o IPCA Alimentos segue pressionado, com alta de 3,87% no mesmo período. Para os analistas, essa diferença evidencia que a inflação de alimentos não tem sua origem no campo, mas sim ao longo das demais etapas da cadeia produtiva e por fatores da dinâmica macroeconômica.
Os dados deste relatório fazem parte da série histórica monitorada pelo Sistema Farsul e estão disponíveis para consulta no Farsul Big Data.

Confira o relatório na íntegra.

Fonte: Farsul



 

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Sustentabilidade

VBP Agropecuário do Paraná cresce 13% e alcança R$ 212,6 bilhões em 2025 – MAIS SOJA

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 212,6 bilhões em 2025, de acordo com a análise preliminar da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os números representam um crescimento nominal de 13% em relação ao VBP de 2024 (R$ 188,3 bilhões). Ao considerar a inflação do período, o resultado foi 9% superior.

Os dados são levantados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, ao longo do ano, com pesquisas de preços e das condições das lavouras nos municípios. O VBP contempla aproximadamente 350 itens diversificados, incluindo grãos, proteínas animais, fruticultura, floricultura, silvicultura e uma ampla gama de produtos da agropecuária paranaense.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, a variação positiva em relação ao ano anterior demonstra a competitividade da agricultura paranaense. “O VBP traduz em números a força do campo no Estado. São os nossos agricultores, com o seu trabalho no dia a dia, que fazem toda a diferença. O Paraná segue entre as melhores agriculturas do País hoje e isso é motivo do orgulho. Nosso setor é pilar essencial da economia e carrega todo o valor das nossas entidades”, disse.

A coordenadora da Divisão de Estatísticas Básicas do Deral, economista Larissa Nahirny, explica que, pela quarta vez consecutiva, a pecuária liderou a geração de renda da agropecuária paranaense, respondendo por 53% do VBP estadual. O setor movimentou R$ 111,7 bilhões em 2025, com crescimento nominal de 14% em relação ao ano anterior, e expansão real de 10%. “As principais cadeias registraram expansão, tanto pelo aumento do abate de animais quanto pela maior produção de derivados”, afirmou Larissa Nahirny.

Outro ponto relevante da análise é que a safra 2024/25 apresentou recuperação da produção das principais culturas de verão e de inverno do Estado. Soja, milho e trigo registraram aumento de produtividade, contribuindo para a recomposição do valor gerado pela agropecuária paranaense. Entre as principais lavouras, apenas o feijão 2.ª safra teve retração na produção.

“Depois de adversidades climáticas da safra anterior, em 2025, vale ressaltar que a agricultura respondeu por 43% do VBP estadual, movimentando R$ 91,2 bilhões. O principal impulso veio dos grãos e grandes culturas, que alcançaram R$ 81,4 bilhões e avançaram 12% em termos reais”, diz a economista do Deral.

Já o setor florestal teve participação próxima de 5% no VBP estadual, movimentando R$ 9,7 bilhões em 2025, registrando retração de 1% em termos nominais e de 5% em termos reais.

PECUÁRIA – Entre os destaques do setor, a avicultura manteve três atividades entre os dez principais produtos do VBP paranaense em 2025. O frango de corte permaneceu como a segunda atividade de maior importância econômica do Estado, respondendo por 17% do faturamento agropecuário. O VBP da atividade alcançou R$ 35,5 bilhões, com expansão real de 8%.

O segmento de recria para engorda apresentou um dos maiores avanços da avicultura em 2025. Foram comercializados cerca de 2,4 bilhões de pintinhos, enquanto os preços dos principais animais destinados à reprodução e ao corte registraram elevações expressivas. Como resultado, o VBP da atividade alcançou R$ 7,1 bilhões, com crescimento real de 37%.

Na bovinocultura leiteira houve crescimento em 2025. A produção superou 4,7 bilhões de litros, aumento de 3% em relação ao ano anterior, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 2,61 para R$ 2,67 por litro.  Na bovinocultura de corte, o aumento do VBP em 2025 foi sustentado principalmente pela valorização dos animais comercializados. Como resultado, o VBP da atividade atingiu R$ 8,7 bilhões, com expansão real de 21%.

AGRICULTURA – Segundo a análise do Deral, a soja permaneceu como a principal cultura do Paraná em 2025, respondendo por R$ 42,3 bilhões do VBP estadual. A produção alcançou 21,4 milhões de toneladas, aumento de 14% em relação ao ano anterior. Com isso, o VBP da cultura apresentou expansão real de 10%, impulsionada principalmente pela recuperação do volume produzido.

Já o milho teve um dos melhores desempenhos entre as principais culturas do Estado em 2025. A produção conjunta das duas safras atingiu 21 milhões de toneladas, crescimento de 34% frente ao ano anterior. O preço médio do milho 2.ª safra se manteve próximo ao observado em 2024, oscilou de R$ 54,90 para R$ 53,89 por saca, de modo que a expansão real de 30% do VBP, que totalizou R$ 19,1 bilhões, decorreu do aumento da oferta do cereal.

E a cana-de-açúcar passou a integrar o grupo das dez principais atividades do VBP paranaense em 2025, ocupando a décima posição no ranking estadual. A cultura movimentou R$ 4,8 bilhões, com expansão real de 4% em relação ao ano anterior. A produção alcançou 36,7 milhões de toneladas, crescimento de 5%, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 127,60 para R$ 131,79 por tonelada, contribuindo para o aumento do valor gerado pela atividade.

MUNICÍPIOS – A partir da publicação das informações preliminares no Diário Oficial, os técnicos e gestores municipais podem analisar os números e, caso desejem, entrar com recurso fundamentado para questionar dados do desempenho agropecuário. “O prazo é de 30 dias a contar da publicidade oficial. Depois desse período, o Deral divulga o resultado final do VBP de 2025”, explicou o chefe do Departamento de Economia Rural, Marcelo Garrido.

Fonte: AEN-PR



 

FONTE

Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná

Site: AEN-PR

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Sustentabilidade

Clima favorece lavouras e Conab eleva estimativa de produção de algodão para 3,98 Mi de T – MAIS SOJA

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No mês de jun/26, a Conab divulgou o 9º Boletim de Safra, estimando a área nacional de algodão para a safra 25/26 em 2,02 mi de ha, queda de 0,96% ante o relatório de mai/26. Essa redução decorre de ajustes na área de Mato Grosso, realizados com base nas informações coletadas em campo.

Por outro lado, a produtividade do algodão em caroço para o Brasil, foi revisada para cima, alcançando 317,49 @/ha, alta de 1,08% ante mai/26. Consequentemente, a estimativa de produtividade do algodão em pluma avançou para 131,27 @/ha. A revisão positiva da produtividade está associada à adequada disponibilidade hídrica observada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras, especialmente em MT, BA e PI. Aliado a esse cenário, o rendimento de pluma ficou em 41,40%, alcançando um dos maiores patamares da série histórica da Conab. Com isso, a projeção da produção nacional de algodão em pluma foi elevada para 3,98 mi de t na safra 25/26, alta de 0,11% ante mai/26.

Confira os principais destaques do boletim:

  • ALTA: no comparativo entre semanas, o contrato jul/26 na ICE registrou o aumento de 4,31% na semana, encerrando o período sendo cotado a US$ 75,35/lp.
  • NEGATIVO: diante da expectativa do mercado com o início da colheita do algodão, o preço da pluma disponível em MT caiu 0,73% na última semana, e ficou na média de R$ 128,98/@.
  • INCREMENTO: a paridade para dez/26 registrou alta de 2,09% na semana, alcançando R$133,16/@, sustentada pela valorização dos contratos futuros na ICE NY.
Segundo o USDA, a semeadura do algodão da safra 26/27 nos EUA atingiu 91,00% até 21/06.

O avanço foi de 6,00 p.p. em relação à semana anterior e de 1,00 p.p. frente ao mesmo período de 2025. Entre os principais estados produtores, o plantio alcançou 90,00% no Texas, 99,00% no Mississippi, 100,00% no Arkansas e 97,00% na Geórgia. Em relação às condições das lavouras, 53,00% da área americana encontra-se classificadas entre boas e excelentes. No Texas, principal estado produtor do país, apenas 44,00% das lavouras apresentam essa classificação.

Apesar desse percentual ser 9,00 p.p. superior ao mesmo período da safra passada, o estado enfrentou condições menos favoráveis ao desenvolvimento da cultura, reflexo do baixo volume de chuvas observado no mês de maio. Diante disso, o NOAA projeta acumulados entre 50 e 100 mm de chuva nas principais regiões produtoras nas próximas semanas, favorecendo a manutenção da umidade do solo e reduzindo o estresse hídrico.

Fonte: IMEA


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