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23 de junho de 2026

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Você pagaria R$ 10 mil em 100g de café? Microlote de alta pontuação é leiloado no Brasil

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Foto: Freepik

Um microlote de 100 gramas de café arábica da variedade geisha foi comprado por R$ 10 mil, de forma conjunta pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína, em leilão de 24 horas realizado nas redes sociais e concluído nesta sexta-feira (8).

O produto foi selecionado manualmente, fermentado por sete dias a frio e processado pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas, sudoeste de Minas Gerais.

O café arrematado tem avaliação sensorial de 92 pontos, considerando a escala de zero a 100 de avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA).

A quantidade comprada permite o preparo de aproximadamente 1,4 litro da bebida, gerando até sete xícaras de 200 ml, ou seja, os R$ 10 mil pagos pelo produto equivalem a mais de R$ 1.400 por cada xícara.

“Certamente esse é um preço recorde pago por uma xícara de café no Brasil, quiçá globalmente, e ele alça o patamar dos cafés de luxo brasileiros a níveis similares de valores pagos pelos melhores vinhos do mundo”, celebra o cafeicultor.

A diretora comercial da Coffee Senses, Ana Flávia Fernandes, que adquiriu 50% do produto, considera que o trabalho de Luiz Paulo é exemplar por sempre estar em busca da ‘xícara perfeita’. “A dedicação, o trabalho e a vontade dele deveriam ser fonte de inspiração para todos nós.”

Já o sócio e cofundador da Tribo da Cafeína, Fábio Ruellas, que arrematou a outra metade do lote raro ressalta que o grão produzido pelo cafeicultor traz algo além do comum. “São raros, de altíssima pontuação, com identidade, complexidade e personalidade […].”

Vocação na produção de cafés especiais

Eleito a primeira lenda mundial do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação
Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE), Luiz Paulo se considera um incansável desbravador e garimpador de cafés, classificados por ele como “verdadeiros diamantes”.

“Mantenho minha ideia de ser um ‘coffee maker’, assim como existem os winemakers para o vinho. Para comprovar o potencial do Brasil na produção de cafés especialíssimos, pretendo cultivar, colher e processar micro e nanolotes de cafés cada vez mais raros, através do Projeto Rarus, para esse público de consumidores que se mostra crescente e também cada vez mais interessado por produtos com essas excelência, elegância e qualidade”, detalha.

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Embrapa inicia construção de nova sede no Maranhão com investimento de R$ 43,9 milhões

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Foto: Assessoria de Imprensa da Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, nesta segunda-feira (22), as obras da nova sede da Embrapa Maranhão, em São Luís. Com investimento de R$ 43,9 milhões, provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a estrutura será construída em uma área de aproximadamente 22 hectares no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).

A previsão é que a nova unidade seja concluída em até dois anos e amplie a capacidade de pesquisa, inovação e articulação institucional da Embrapa no estado, com atuação voltada aos biomas Amazônia e Cerrado, à região do Matopiba, à agricultura familiar e às comunidades tradicionais.

O projeto também conta com recursos do Governo do Maranhão, que destinou R$ 10 milhões, e da bancada federal maranhense, responsável por outros R$ 5 milhões para infraestrutura e aquisição de equipamentos.

Estrutura reforçará pesquisa e inovação

Durante a cerimônia de lançamento, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que a nova sede permitirá ampliar as pesquisas voltadas a diferentes perfis de produtores rurais e fortalecer uma agricultura mais sustentável.

Segundo ela, o Maranhão reúne realidades distintas, que vão desde a produção de grãos e a pecuária até sistemas agroflorestais, agricultura familiar e extrativismo, exigindo soluções adaptadas às características do estado.

Já o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, afirmou que a nova unidade representa um marco para a consolidação da pesquisa agropecuária no estado e será integrada a outras iniciativas estratégicas, como a contratação de 50 novos empregados aprovados no último concurso da Embrapa e a implantação do Hub Matopiba, na unidade experimental de Balsas.

Laboratórios de alta tecnologia

A nova sede contará com uma estrutura voltada ao desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio e para a agricultura familiar.

Entre os destaques está a implantação de uma central analítica multiusuário, equipada com instrumentos de alta complexidade para apoiar pesquisas em bioinsumos e compostos bioativos.

Também estão previstos:

  • laboratórios de análise de alimentos e processos agroindustriais;
  • uma planta-piloto para desenvolvimento de produtos da agricultura familiar, pesca artesanal e extrativismo;
  • um Laboratório de Inovação Social, voltado a negócios de impacto social;
  • o primeiro Laboratório de Bioeficiência e Sustentabilidade na Pecuária do bioma Amazônia e o único das regiões Norte e Nordeste, destinado a pesquisas sobre redução das emissões de metano e eficiência alimentar de bovinos.

Além disso, a unidade contará com um campo experimental de 19 hectares para pesquisas em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas agroflorestais (SAFs), piscicultura, apicultura, meliponicultura e diferentes cultivos agrícolas.

Maranhão reúne potencial produtivo e desafios sociais

Segundo a Embrapa, a nova estrutura busca atender às demandas de um estado que reúne elevado potencial agrícola e grande diversidade ambiental.

O Maranhão está localizado na transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, integra a Amazônia Legal e possui cerca de um terço de seu território inserido no Matopiba, considerada a principal fronteira agrícola do país. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relacionados aos indicadores sociais e à pobreza rural.

A expectativa da Embrapa é que a nova sede fortaleça a geração de tecnologias voltadas tanto ao agronegócio quanto à agricultura familiar, promovendo inovação, sustentabilidade e agregação de valor às cadeias produtivas do estado.

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Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atinge 18% da safra prevista

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A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro chegou a 18% da produção prevista para a safra 2026 até o fim da terceira semana de junho, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Em nota divulgada nesta terça-feira (23), a cooperativa estimou produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos neste ciclo.

De acordo com boletim técnico da Expocacer, as chuvas registradas entre os dias 13 e 18 de junho somaram 32,8 milímetros e provocaram atrasos nas operações de colheita e pós-colheita em diversas propriedades da região.

Segundo a cooperativa, o excesso de umidade afetou os terreiros de secagem, interrompeu atividades de campo e retardou o beneficiamento dos grãos. O cenário atingiu etapas operacionais importantes da safra, especialmente nas áreas em que o café já havia sido retirado do campo e dependia de condições mais estáveis para secagem e manejo pós-colheita.

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A perspectiva para os próximos dias, no entanto, é de melhora nas condições de trabalho. A previsão informada pela cooperativa aponta acumulado de 4,1 milímetros de chuva entre 19 e 24 de junho, condição que, segundo a entidade, deve permitir a retomada da colheita e da secagem dos cafés.

Nas áreas monitoradas, 59% dos frutos estão atualmente no estágio "cereja", apontado pela Expocacer como ideal para a colheita. Nas áreas já colhidas, os produtores iniciaram os tratos de pós-colheita voltados à recuperação das lavouras e ao preparo para o próximo ciclo produtivo.

Apesar dos atrasos provocados pelas precipitações, técnicos da Expocacer avaliam que o cenário da safra no Cerrado Mineiro segue positivo, com avanço da colheita e continuidade dos manejos nas áreas já trabalhadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Programa Caminho Verde Brasil é apresentado em fórum internacional do agro

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O Programa Caminho Verde Brasil, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi apresentado na quinta-feira (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Campo Grande (MS). A iniciativa integrou o painel “A nova revolução do agro: mais produção e desmatamento zero”, voltado à expansão da produção agropecuária com sustentabilidade ambiental.

Segundo o material divulgado, o fórum reuniu autoridades, lideranças do setor produtivo, especialistas e representantes de 16 países e da União Europeia para discutir segurança alimentar, produção sustentável e oportunidades para a agropecuária brasileira diante da demanda mundial por alimentos e energia limpa.

No painel, o assessor especial do ministro e coordenador do programa, Pedro Cunto, apresentou as ações do Caminho Verde Brasil. De acordo com ele, a iniciativa atua na recuperação de áreas degradadas, no aumento da produtividade e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Em declaração divulgada pelo Mapa, Cunto afirmou que o programa contribui para restaurar áreas degradadas, reduzir a pressão por desmatamento em áreas de vegetação nativa e diminuir emissões de gases de efeito estufa.

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Ainda segundo o coordenador, o Governo Federal e o Banco do Brasil desenvolveram um modelo para viabilizar a participação de grandes investidores públicos e privados no financiamento da agropecuária sustentável. Ele citou o Fiagro Multimercado como um dos mecanismos para financiar o programa e informou que a meta é restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas, com necessidade de US$ 6 bilhões por ano. Também disse que novos leilões com o Tesouro Nacional devem buscar recursos externos.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, destacou a relevância do Brasil para a segurança alimentar global e afirmou que as mudanças climáticas estão entre os principais desafios para a agricultura, exigindo avanço em ações de mitigação de longo prazo.

Coordenado pelo Mapa, o Caminho Verde Brasil prevê a incorporação de áreas degradadas a sistemas produtivos sustentáveis. Os produtores que aderirem ao programa assumem compromissos relacionados a desmatamento zero, certificação trabalhista, monitoramento de carbono e adoção de práticas sustentáveis. Para a primeira fase, a iniciativa conta com aproximadamente US$ 6 bilhões para financiar produtores rurais por meio de dez instituições financeiras habilitadas.

A apresentação no FIAP colocou o programa no centro do debate sobre produção, sustentabilidade e financiamento no campo, com foco na recuperação de áreas degradadas e na ampliação de sistemas produtivos sustentáveis.

Fonte: gov.br

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