Sustentabilidade
Safras reduz expectativa de produção de milho no Brasil em 2025/26 para 140,114 mi de t – MAIS SOJA

A produção brasileira de milho em 2025/26 deverá atingir 140,114 milhões de toneladas, segundo nova estimativa divulgada hoje por Safras & Mercado. O volume fica abaixo das 141,706 milhões de toneladas previstas no levantamento anterior, divulgado em fevereiro, mas fica acima das 140,054 milhões de toneladas registradas na temporada 2024/25.
De acordo com o consultor e analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o ajuste nos números leva em conta os problemas climáticos verificados em alguns estados produtores da safrinha, como em Goiás, o que deve refletir em uma queda na estimativa da safrinha.
A área total cultivada com milho no Brasil em 2025/26 deverá atingir 21,893 milhões de hectares, um pouco acima dos 21,828 milhões de hectares indicados em fevereiro. Em relação aos 21,282 milhões de hectares cultivados em 2024/25, a área deve crescer 2,9%. O rendimento médio das lavouras para a temporada 2025/26 deverá ficar em 6.400 quilos por hectare, abaixo dos 6.532 quilos registrados na safra 2024/25. Em fevereiro, o potencial de rendimento previsto era de 6.492 quilos por hectare.
Estimativa de produção da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul sobe para 25,624 milhões de toneladas
A produção de milho da safra de verão 2025/26 deverá atingir 25,624 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil. O volume fica acima das 25,53 milhões de toneladas previstas no levantamento anterior, divulgado em fevereiro. Na safra 2024/25, a produção foi de 24,727 milhões de toneladas.
A área a ser cultivada no Centro-Sul do Brasil segue estimada em 3,608 milhões de hectares de milho na safra de verão 2025/26, com um incremento de 3,1% frente aos 3,498 milhões de hectares plantados na temporada 2023/24.
Molinari comenta que a produtividade média da safra de verão 2025/26 deve ficar em 7.101 quilos por hectare, acima dos 7.075 quilos por hectare indicados na estimativa anterior e dos 7.068 quilos por hectare obtidos na safra de verão 2024/25.
Safrinha brasileira de milho deve recuar para 99,091 milhões de toneladas em 2025/26
O consultor ressalta que a safrinha brasileira de milho 2025/26 deve registrar uma área cultivada de 15,739 milhões de hectares, acima dos 15,674 milhões de hectares projetados em fevereiro. Em relação aos 15,406 milhões de hectares registrados em 2025, a área deve crescer 2,2%.
Molinari aponta que a produtividade média deve ser menor que a apontada no levantamento anterior, de 6.417 quilos por hectare, sendo estimada agora em 6.296 quilos por hectare. Na safrinha 2025, o rendimento ficou em 6.543 quilos por hectare. “Houve problemas climáticos no estado de Goiás, por conta da falta de precipitações, o que deve fazer com que a produção atinja 12,592 milhões de toneladas, ante as 15,619 milhões previstas em fevereiro. Essa quebra na produção reflete diretamente na produtividade final da segunda safra”, explica.
Devido aos ajustes, o potencial de produção para a safrinha 2026 é estimado agora em 99,091 milhões de toneladas, menor que as 100,585 milhões de toneladas previstas em fevereiro. “Assim, o volume também deve ficar abaixo das 100,807 milhões de toneladas colhidas no ano anterior”, sinaliza Molinari.
Produção de milho nas regiões Norte e Nordeste deve atingir 15,399 milhões de toneladas
As regiões Norte e Nordeste devem cultivar 2,545 milhões de hectares de milho, sem mudanças frente ao levantamento anterior, mas com uma alta de 7,1% ante os 2,377 milhões de hectares plantados na safra 2024/25.
Molinari estima que as regiões Norte e Nordeste devem apresentar uma produtividade média de 6.049 quilos por hectare em 2025/26, abaixo dos 6.106 quilos por hectare colhidos na safra 2024/25 e dos 6.124 quilos projetados no levantamento anterior. “A produção nessas regiões poderá alcançar 15,399 milhões de toneladas, aquém das 15,59 milhões de toneladas previstas em fevereiro e das 14,520 milhões de toneladas colhidas no ano passado, finaliza.
Autor/Fonte: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
Como ficaram os preços da soja? Cotações variam entre queda e estabilidade em regiões do Brasil

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e sem registro de grandes volumes negociados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta segunda-feira (22), as melhores ofertas apareceram no porto de Santos, mas o ritmo dos negócios permaneceu lento.
As cotações oscilaram entre estáveis e mais fracas ao longo do dia, refletindo o comportamento do dólar e da Bolsa de Chicago. Os prêmios apresentaram alguma alta, fator que ajudou a conter quedas mais acentuadas nos preços.
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Segundo o analista, a semana começou com poucos movimentos e sem negociações de maior relevância, mantendo o mercado em espera.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 116,00 para R$ 115,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
- Rio Grande (RS): desceu de R$ 134,00 para R$ 133,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, diante dos avanços das conversas entre Irã e Estados Unidos em busca de um acordo para o encerramento do conflito no Oriente Médio.
O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas reforçou o cenário baixista para os preços na abertura da semana. Ainda nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu relatório mensal com os dados sobre o avanço da soja americana.
As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 241.045 toneladas na semana encerrada em 18 de junho, segundo relatório semanal do USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 533.438 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total inspecionado alcançou 202.391 toneladas.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,22 1/2 por bushel, com recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%.
Nos subprodutos, o farelo para julho fechou com queda de US$ 1,50, ou 0,49%, a US$ 299,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho terminou a sessão em 71,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,46 centavo, ou 2,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,61%, negociado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.
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Sustentabilidade
Vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

O vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul desde o dia 15 de junho e segue até 15 de setembro de 2026. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento, incluindo plantas voluntárias (guaxas) que possam surgir após a colheita. A medida é uma das principais estratégias para o controle da ferrugem asiática.
De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026, após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja para a safra 2026/2027 estará autorizada entre 16 de setembro e 31 de dezembro de 2026.
A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode provocar perdas expressivas na produtividade quando não controlada adequadamente. Como o fungo necessita de plantas vivas para sobreviver e se multiplicar, a eliminação da soja durante a entressafra reduz significativamente a quantidade de inóculo presente no ambiente e contribui para retardar o aparecimento da doença na safra seguinte.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cumprimento do vazio sanitário é uma responsabilidade coletiva que beneficia toda a cadeia produtiva.
“O vazio sanitário é uma ferramenta fundamental para reduzir a pressão da ferrugem asiática nas lavouras. Quando cada produtor faz sua parte e elimina as plantas vivas de soja durante esse período, contribuímos para diminuir a sobrevivência do fungo e aumentar a eficiência das estratégias de controle na próxima safra”, destaca Balta.
Além de contribuir para a sanidade das lavouras, o respeito ao calendário fitossanitário ajuda a reduzir a necessidade de aplicações de fungicidas ao longo do ciclo produtivo, favorecendo a sustentabilidade da produção e reduzindo os riscos de desenvolvimento de resistência dos patógenos aos produtos utilizados no manejo.
Datas importantes para a safra 2026/2027 em MS
- Vazio sanitário da soja: 15 de junho a 15 de setembro de 2026;
- Semeadura: 16 de setembro a 31 de dezembro de 2026.
A Aprosoja/MS orienta os produtores a seguirem rigorosamente as determinações fitossanitárias, contribuindo para a manutenção da produtividade, competitividade e sustentabilidade da soja sul-mato-grossense.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
El Niño e a produtividade do trigo no Sul: histórico aponta probabilidade de até 80% de rendimentos abaixo da média – MAIS SOJA

As adversidades climáticas estão entre os principais fatores responsáveis por limitar o potencial produtivo das culturas agrícolas e comprometer a qualidade da produção obtida. Além da variabilidade climática natural observada nas diferentes regiões de cultivo, a ocorrência de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña, integrantes do fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), pode intensificar essas condições adversas, alterando principalmente os padrões de precipitação e a distribuição das chuvas ao longo do ciclo das culturas. Esses efeitos podem influenciar diretamente o desenvolvimento das plantas, a definição dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final das lavouras.
Como consequência, perdas de produtividade em função do clima, especialmente em lavouras de sequeiro são ainda maiores em anos com a ocorrência do fenômeno ENOS, principalmente quando esses fenômenos apresentem maior intensidade. No Brasil, o El Niño provoca efeitos opostos entre o norte e o sul do Brasil. Normalmente, o fenômeno aumenta o risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, enquanto favorece grandes volumes de chuva no Sul do país (INMET, 2026).
Já o La Niña é caracterizado pela redução das chuvas na região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações, enquanto nas faixas norte das regiões Norte e Nordeste do país, ocorre o inverso, resultando no excesso de chuvas (INMET, 2025).
No caso no El Niño, o qual foi confirmado para 2026, as perdas de produtividade agrícola associadas a eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas no Centro-Oeste e Nordeste ou excesso de chuvas no Sul, comprometem a disponibilidade de matéria-prima para a indústria agroalimentar, afetando a cadeia produtiva como um todo. Esse cenário pode resultar em aumento dos custos logísticos, maior ociosidade industrial e redução das margens operacionais das empresas processadoras (Sobrinho, 2026).
De acordo com Sobrinho (2026), além dos impactos internos, fenômenos como o El Niño também influenciam os mercados globais de commodities, uma vez que suas consequências sobre a produção em importantes países concorrentes do Brasil, como Estados Unidos e Argentina, podem alterar a oferta mundial, pressionar preços internacionais e modificar as condições de competitividade no comércio externo.
Dentre as culturas mais afetadas pelo El Niño no Sul do Brasil, destacam-se cereais de inverno como trigo e aveia, cujo desenvolvimento é prejudicado por condições de excesso hídrico, principalmente em anos cuja maior intensidade do El Niño exerce maior influência sobre o regime de chuvas. Além de prejudicar o desenvolvimento vegetativo das culturas, o excesso de umidade no solo favorece a ocorrência de doença fungicidas, afetando não só a produtividade da lavoura, como também a qualidade dos grãos produzidos.
Com base em dados de produtividade média do trigo e aveia, pertencentes a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), no período de 1996 a 2025, é possível observar uma redução do potencial produtivo da Região Sul, sob condições de El Niño, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentam uma elevada probabilidade de produtividades abaixo da média, com valores em torno de 80% para o trigo e 60% para a aveia. No Paraná, a probabilidade de produtividade do trigo foi de 40%, tanto para valores próximos quanto abaixo da média (INMET, s. d.).
Tabela 1. Impacto do fenômeno ENOS na cultura de trigo na Região Sul do Brasil.
Além do impacto na produtividade dos cereais de inverno, é amplamente reconhecido que o fenômeno El Niño também pode influenciar o desempenho das culturas de verão. Entretanto, especialmente na região Sul do Brasil, os efeitos tendem a ser mais expressivos sobre as culturas de inverno, visto que os estádios mais sensíveis dessas culturas às adversidades climáticas frequentemente coincidem com períodos de maior precipitação, principalmente entre setembro e outubro, durante anos sob influência do El Niño.
Esse cenário reforça a importância do planejamento estratégico da lavoura, considerando fatores como o posicionamento de cultivares, a definição da época de semeadura e a adoção de práticas de manejo adequadas. A implementação de estratégias que reduzam os impactos do excesso hídrico nas culturas de inverno é fundamental para favorecer a estabilidade produtiva e preservar o potencial de rendimento das lavouras.
Referências:
INMET. El NIÑO EM 2026? Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/noticias/el-ni%25C3%25B1o-em-2026 >, acesso em: 22/06/2026.
INMET. IMPACTOS DO ‘LA NIÑA’ NO CLIMA BRASILEIRO: O QUE ESPERAR EM 2025? Instituto Nacional de Meteorologia, 2025. Disponível: https://portal.inmet.gov.br/noticias/impactos-do-la-ni%C3%B1a-no-clima-brasileiro-o-que-esperar-em-2025 >, acesso em: 22/06/2026.
INMET. NOTA TÉCNICA: PREVISÃO DE EL NIÑO EM 2026 E POSSÍVEIS IMPACTOS NA AGRICULTURA. Instituto Nacional de Meteorologia, s.d. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/Nota-T%C3%A9cnica.pdf >, acesso em: 22/06/2026.
SOBRINHO, C. A. B. EFEITOS DO FENÔMENO EL NIÑO SOBRE O DESEMPENHO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO: ANÁLISE COM BASE NO ÍNDICE IBOAGRO. Universidade Federal do Ceará, Dissertação de Mestrado, 2026. Disponível em: < https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/85905/5/2026_dis_cabsobrinho.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

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