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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Efeito de culturas de cobertura no manejo das plantas daninhas na entressafra da soja – MAIS SOJA

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Suprimir os fluxos de emergência das plantas daninhas é uma das principais estratégias de manejo para reduzir a matocompetição nas culturas agrícolas. Espécies consideradas fotoblásticas positivas necessitam de luz para germinar; dessa forma, a manutenção de boa cobertura do solo, por meio do cultivo de espécies de cobertura e/ou forrageiras durante a entressafra, contribui para reduzir a emergência de plantas daninhas. Isso ocorre porque a cobertura vegetal e a palhada atuam como barreiras físicas, limitando a incidência de luz sobre o banco de sementes presente no solo.

Nesse contexto, o uso de culturas de cobertura destaca-se como uma das estratégias mais relevantes para a supressão de plantas daninhas. Entretanto, a escolha das espécies, sejam comerciais ou destinadas exclusivamente à cobertura do solo, deve considerar fatores como aptidão edafoclimática da região, ciclo da cultura, exigências nutricionais e os objetivos do sistema de produção.

Visando o adequado posicionamento das culturas de cobertura, critérios como produção de biomassa e matéria seca, seletividade a herbicidas, capacidade de fixação biológica de nitrogênio, eficiência na cobertura do solo, potencial alelopático e possibilidade de hospedar pragas e patógenos devem ser considerados (Passos et al., 2013).

Quando o foco é o manejo e a supressão de plantas daninhas, especialmente de espécies de difícil controle, como buva (Conyza spp.) e caruru (Amaranthus spp.), a escolha das culturas de cobertura deve priorizar a capacidade dessas espécies em atuar no controle cultural das invasoras. Nesse sentido, características como rápido crescimento inicial, elevada produção de massa seca, uniformidade na cobertura do solo, potencial de produção de compostos alelopáticos e lenta decomposição dos resíduos culturais são atributos desejáveis em espécies de cobertura voltadas ao manejo de plantas daninhas (Custódio & Karam, 2026).

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Auxiliando na tomada de decisão, Custódio e Karam (2026) reuniram informações sobre o efeito de diferentes espécies de cobertura na supressão das principais plantas daninhas presentes nos sistemas de produção de grãos. Essas informações podem contribuir para o melhor posicionamento das culturas de cobertura, especialmente em áreas onde predominam espécies daninhas de difícil controle em pós-emergência. Essa estratégia possibilita potencializar o controle cultural das plantas daninhas, conciliando os benefícios agronômicos proporcionados pelas espécies de cobertura com as demandas do sistema produtivo.

Confira, a seguir, a tabela com o efeito de algumas das principais culturas de cobertura sobre espécies daninhas de difícil controle.



Tabela 1. Culturas de cobertura com efeito negativo sobre espécies de plantas daninhas.
Fonte: Custódio e Karam (2026)

Confira o conteúdo completo do Comunicado Técnico n. 264 da Embrapa Milho e Sorgo, desenvolvido por Custódio e Karam (2026) clicando aqui!

Referências:

CUSTÓDIO, I. G.; KARAM, D. ASSOCIAÇÃO DE PLANTAS DE COBERTURA E HERBICIDAS CONTRIBUI COM O MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA ENTRESSAFRA DA SOJA. Embrapa Milho e Sorgo, Comunicado Técnico, n. 264, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1186436/1/Associacao-de-plantas-de-cobertura-e-herbicidas.pdf >, acesso em: 08/05/2026.

PASSOS, A. M. A. et al. SISTEMA PLANTIO DIRETO: PLANTAS DE COBERTURA. Embrapa Rondônia. Porto Velho – RO, 2013. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/126122/1/folder-plantiodireto.pdf >, acesso em: 08/05/2026.

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Sustentabilidade

Safras reduz expectativa de produção de milho no Brasil em 2025/26 para 140,114 mi de t – MAIS SOJA

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A produção brasileira de milho em 2025/26 deverá atingir 140,114 milhões de toneladas, segundo nova estimativa divulgada hoje por Safras & Mercado. O volume fica abaixo das 141,706 milhões de toneladas previstas no levantamento anterior, divulgado em fevereiro, mas fica acima das 140,054 milhões de toneladas registradas na temporada 2024/25.

De acordo com o consultor e analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o ajuste nos números leva em conta os problemas climáticos verificados em alguns estados produtores da safrinha, como em Goiás, o que deve refletir em uma queda na estimativa da safrinha.

A área total cultivada com milho no Brasil em 2025/26 deverá atingir 21,893 milhões de hectares, um pouco acima dos 21,828 milhões de hectares indicados em fevereiro. Em relação aos 21,282 milhões de hectares cultivados em 2024/25, a área deve crescer 2,9%. O rendimento médio das lavouras para a temporada 2025/26 deverá ficar em 6.400 quilos por hectare, abaixo dos 6.532 quilos registrados na safra 2024/25. Em fevereiro, o potencial de rendimento previsto era de 6.492 quilos por hectare.

Estimativa de produção da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul sobe para 25,624 milhões de toneladas

A produção de milho da safra de verão 2025/26 deverá atingir 25,624 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil. O volume fica acima das 25,53 milhões de toneladas previstas no levantamento anterior, divulgado em fevereiro. Na safra 2024/25, a produção foi de 24,727 milhões de toneladas.

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A área a ser cultivada no Centro-Sul do Brasil segue estimada em 3,608 milhões de hectares de milho na safra de verão 2025/26, com um incremento de 3,1% frente aos 3,498 milhões de hectares plantados na temporada 2023/24.

Molinari comenta que a produtividade média da safra de verão 2025/26 deve ficar em 7.101 quilos por hectare, acima dos 7.075 quilos por hectare indicados na estimativa anterior e dos 7.068 quilos por hectare obtidos na safra de verão 2024/25.

Safrinha brasileira de milho deve recuar para 99,091 milhões de toneladas em 2025/26

O consultor ressalta que a safrinha brasileira de milho 2025/26 deve registrar uma área cultivada de 15,739 milhões de hectares, acima dos 15,674 milhões de hectares projetados em fevereiro. Em relação aos 15,406 milhões de hectares registrados em 2025, a área deve crescer 2,2%.

Molinari aponta que a produtividade média deve ser menor que a apontada no levantamento anterior, de 6.417 quilos por hectare, sendo estimada agora em 6.296 quilos por hectare. Na safrinha 2025, o rendimento ficou em 6.543 quilos por hectare. “Houve problemas climáticos no estado de Goiás, por conta da falta de precipitações, o que deve fazer com que a produção atinja 12,592 milhões de toneladas, ante as 15,619 milhões previstas em fevereiro. Essa quebra na produção reflete diretamente na produtividade final da segunda safra”, explica.

Devido aos ajustes, o potencial de produção para a safrinha 2026 é estimado agora em 99,091 milhões de toneladas, menor que as 100,585 milhões de toneladas previstas em fevereiro. “Assim, o volume também deve ficar abaixo das 100,807 milhões de toneladas colhidas no ano anterior”, sinaliza Molinari.

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Produção de milho nas regiões Norte e Nordeste deve atingir 15,399 milhões de toneladas

As regiões Norte e Nordeste devem cultivar 2,545 milhões de hectares de milho, sem mudanças frente ao levantamento anterior, mas com uma alta de 7,1% ante os 2,377 milhões de hectares plantados na safra 2024/25.

Molinari estima que as regiões Norte e Nordeste devem apresentar uma produtividade média de 6.049 quilos por hectare em 2025/26, abaixo dos 6.106 quilos por hectare colhidos na safra 2024/25 e dos 6.124 quilos projetados no levantamento anterior. “A produção nessas regiões poderá alcançar 15,399 milhões de toneladas, aquém das 15,59 milhões de toneladas previstas em fevereiro e das 14,520 milhões de toneladas colhidas no ano passado, finaliza.

Autor/Fonte: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

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Sustentabilidade

CEEMA/Unijuí: Trigo recua em Chicago com alívio geopolítico, mas mercado brasileiro segue firme e travado – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado, igualmente caiu bastante no final da presente semana. Para se ter uma ideia do recuo, lembramos que, em Chicago, a cotação do trigo, após atingir a US$ 6,49/bushel no dia 28/04, na esteira da continuidade da guerra no Oriente Médio, veio a US$ 6,06/bushel no dia 06/05, após o anúncio de Donald Trump de não mais monitorar o Estreito de Ormuz, acenando com a intenção de fechar um acordo com o Irã para o fim da guerra.

Na quinta-feira (07) houve novo recuo, com o bushel fechando o dia em US$ 6,01, contra US$ 6,23 uma semana antes. A média de abril também ficou em US$ 6,01/bushel, ganhando 1% sobre os US$ 5,95 de março.

Dito isso, nos EUA, no dia 03/05, as condições das lavouras do trigo de inverno se apresentavam com 37% entre ruins a muito ruins, 32% regulares e 31% entre boas a muito boas. Já o trigo de primavera estava com 32% de sua área semeada, contra a média de 35% para aquela data. Do total semeado, 10% estava germinado, contra 9% na média.

E aqui no Brasil, os preços se mantiveram firmes e com viés de alta, especialmente pela falta de produto de qualidade e pelo indicativo de forte redução de área a ser semeada na atual safra. Pesa igualmente a tendência da Argentina reduzir sua área com o cereal, diante dos altos custos de produção. Neste momento, os preços internos estão entre R$ 63,00 e R$ 64,00/saco no Rio Grande do Sul e entre R$ 66,00 e R$ 67,00/saco no Paraná.

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Por outro lado, o recuo em Chicago pressiona o mercado interno, principalmente pelo efeito de redução no custo de importação. Ainda assim, a formação dos preços internos continua dependente da disponibilidade interna e do ritmo de comercialização, especialmente em período de entressafra (cf. Cepea).

Portanto, além da guerra no Oriente Médio, existem expectativas ligadas ao clima nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, fator que pode influenciar o desenvolvimento das lavouras e reduzir prêmios de risco no curto prazo, enquanto no Brasil, além do recuo em Chicago, o mercado interno é pressionado pela forte valorização do real (em R$ 4,91 nesta semana).

Lembrando que o recuo dos preços do trigo ocorre em meio a um cenário de pressão externa sobre as commodities agrícolas, após a intenção demonstrada pelos EUA de encerrar a guerra. Por outro lado, o mercado internacional segue sensível ao fluxo financeiro global, com variações no dólar e em outras commodities impactando diretamente as cotações. Esse ambiente contribui para movimentos mais técnicos, com investidores ajustando posições.

Enfim, segundo a TF Agronômica, as negociações seguem lentas no Sul do país, em meio ao descompasso entre preços pedidos pelos vendedores e os valores aceitos pelos moinhos. O cenário reflete justamente as dificuldades na comercialização de farinha, custos elevados e cautela por parte da indústria, que mantém parte das necessidades de compra já cobertas para os próximos meses. Assim, no Rio Grande do Sul o mercado de lotes ficou praticamente paralisado ao longo da semana.

Produtores e vendedores pedem cerca de R$ 1.350,00 por tonelada no interior, enquanto os moinhos afirmam que os preços atuais inviabilizam a conta operacional. Com estoques de maio garantidos e parte de junho já negociada, compradores reduziram a atuação para evitar pressão maior sobre os preços.

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A avaliação do setor moageiro é de que a farinha encontra dificuldade de venda, sem espaço para reajustes, enquanto custos com trigo, frete e embalagens seguem elevados. Na safra nova, foram registrados negócios pontuais ao redor de R$ 1.250,00 CIF porto e CIF moinhos. O volume já negociado antecipadamente soma cerca de 40.000 toneladas entre moinhos e exportação. Já em Santa Catarina, o mercado segue lento e condicionado ao ritmo das vendas de farinha.

As ofertas de trigo do Paraná e do Rio Grande do Sul avançaram para R$ 1.400,00 por tonelada FOB, enquanto o trigo catarinense gira em torno de R$ 1.300,00 FOB. E no Paraná, o mercado também registra poucos negócios. Os moinhos trabalham com ofertas entre R$ 1.370,00 e R$ 1.430,00/tonelada CIF para entrega em junho, enquanto vendedores seguem pedindo valores maiores. Para a safra nova, compradores indicam preços entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 FOB para setembro (cf. Agrolink).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE
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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

IHARA lança FUSÃO FIX para proteger a soja no momento mais decisivo do ciclo: o fechamento da lavoura – MAIS SOJA

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O avanço da pressão de doenças na cultura da soja, aliado à maior exigência por eficiência no manejo fitossanitário, tem elevado a importância das aplicações no final do ciclo produtivo. Para atender a esse cenário, a IHARA anuncia o lançamento do FUSÃO FIX, fungicida desenvolvido para atuar estrategicamente no fechamento da lavoura, fase decisiva para a preservação da sanidade foliar, enchimento de grãos e máximo potencial produtivo.

A novidade chega ao mercado em um contexto desafiador para o agricultor. A ferrugem-asiática, causada pela Phakopsora pachyrhizi, segue como uma das principais ameaças à cultura, com potencial de perdas de até 90%, dependendo das condições de manejo e da suscetibilidade da cultivar. Já a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), em casos mais severos, pode causar danos de até 40% da produtividade e também avança em diversas regiões produtoras, aumentando a complexidade do controle fitossanitário.

Dados de mercado apontam que a adoção de fungicidas voltados a esses alvos tem crescido nos últimos anos. O Brasil registrou mais de 200 milhões de hectares tratados com fungicidas na safra 2025/26, com média superior a três aplicações por hectare, reflexo da maior complexidade no manejo de doenças. Na ferrugem-asiática, por exemplo, a adoção de fungicidas atingiu mais de 90% na última safra, enquanto no controle da mancha-alvo foi superior a 70%.

O manejo fitossanitário evoluiu significativamente nos últimos anos, mas o fechamento da lavoura, período que concentra a última aplicação, exige atenção estratégica por seu impacto direto na preservação da área foliar e sustentação do enchimento de grãos. “Quando falamos em fechamento de lavoura, estamos tratando de uma fase diretamente relacionada à sustentação do enchimento de grãos e à definição do rendimento final da soja. Nesse momento, o agricultor precisa de uma solução confiável com controle consistente e capacidade de manter a sanidade foliar no período de maior demanda fisiológica da cultura. O FUSÃO FIX foi desenvolvido exatamente para atender a essa demanda, reunindo máxima eficácia no controle das principais doenças da soja”, afirma o engenheiro agrônomo e gerente de produtos Fungicidas da IHARA, Archimedes Nishida.

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Tecnologia ganha protagonismo no momento decisivo da lavoura

O produto reúne três princípios ativos, formando uma combinação com baixo risco de desenvolvimento de resistência e alto desempenho agronômico. “O FUSÃO FIX associa ação multissítio, com atuação preventiva e protetora, aliada à alta sistemicidade e fixação, promovendo máxima eficiência de absorção, distribuição e permanência na folha. A solução, além de elevado controle da ferrugem e das doenças da soja, possui outro diferencial importante: seletividade superior, que respeita a cultura, preserva a área foliar ativa e contribui para a manutenção do potencial produtivo da lavoura, inclusive com efeito fisiológico positivo sobre os novos crescimentos”, complementa Nishida.

A tecnologia se insere ainda em programas de manejo mais robustos, contribuindo para a rotação de ativos e para a construção de estratégias mais sustentáveis, especialmente diante do avanço da resistência e da necessidade de maior eficiência no uso de fungicidas.

Ensaios conduzidos na safra 2024/25, em diferentes regiões do País, indicam alto e consistente desempenho no controle da ferrugem-asiática, mesmo sob alta pressão da doença. Em áreas onde a severidade na testemunha atingiu níveis elevados, o FUSÃO FIX manteve eficiência agronômica e contribuiu para ganhos de produtividade em comparação aos manejos convencionais. Os resultados também apontam boa seletividade para o desenvolvimento da cultura.

“O compilado de testes realizados em nove locais com presença de ferrugem-asiática indicou eficiência de 76% no controle da doença. Os ensaios de pesquisa foram conduzidos em área sob elevada pressão doença, condição fundamental para maximizar a expressão dos patógenos e avaliar a real performance das tecnologias fungicidas. Os resultados reforçam a consistência e a robustez do FUSÃO FIX no manejo das principais doenças de soja”, explica o engenheiro agrônomo e gerente de produtos da IHARA.

Com o lançamento do FUSÃO FIX, a IHARA amplia seu portfólio para a cultura da soja e reforça seu compromisso com a inovação no campo, oferecendo soluções alinhadas às demandas atuais do agricultor e que contribuem para a competitividade da soja brasileira no mercado global.

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FUSÃO FIX
testemunha
Sobre a IHARA

A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que, há mais de 60 anos, leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa, sendo uma marca que possui a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais, somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA. 

Fonte: Assessoria de imprensa


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