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23 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Polícia prende 5 por furto de R$ 500 mil em cargas de soja em MT

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A Polícia Civil deflagrou, entre terça e quinta-feira (5 e 7), a Operação “Rota do Grão”, com alvo em um grupo criminoso especializado na subtração fraudulenta de cargas de soja e outros grãos, posteriormente comercializados no mercado clandestino. Os investigados estariam envolvidos no furto de quatro carregamentos de soja, na cidade de Juína, avaliados em aproximadamente meio milhão de reais.

No âmbito da operação policial, foram cumpridos cinco mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Poder Judiciário, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Juína. Além medidas cautelares de busca e apreensão de três conjuntos de carretas utilizadas na prática criminosa investigada.

Os mandados foram cumpridos nos municípios de Nova Mutum, Pedra Preta e Rondonópolis, contando com o apoio operacional da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar de Nova Mutum e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

O valor estimado dos bens apreendidos em poder da organização criminosa é de aproximadamente R$ 1,8 milhão.

As investigações apuraram que, entre os dias 11 e 12 de agosto de 2025, os investigados interceptaram negociações para envio dos grãos entre as empresas de transporte e armazenamento e induziram as duas empresas em erro, viabilizando o furto de quatro carregamentos de soja na cidade de Juína, com cargas avaliadas em mais de R$ 500 mil.

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Para a ação criminosa, o grupo criminoso utilizou documentos falsificados e adulterados, dentre eles notas fiscais, Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH), guias de transporte e sinais identificadores de veículos automotores.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Jean Andrade Araújo, as circunstâncias podem configurar crimes de estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, além de outros crimes eventualmente constatados no decorrer das investigações.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar o destino das cargas subtraídas e apurar a existência de outros integrantes do grupo criminoso, bem como possíveis ramificações interestaduais do esquema.

 

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Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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