Agro Mato Grosso
Frente fria chega em MT e Cuiabá entra na lista das capitais com menor temperatura

Segunda-feira (11) deve ser o dia mais frio da semana em Cuiabá, chegando a 13°C.
Uma frente fria deve chegar em Mato Grosso a partir desta sábado (9). Segundo a Climatempo, Cuiabá deve registrar, no domingo (10), mínima de 15°C e, na segunda-feira (11), os termômetros podem chegar a 13°C.
Conforme o Climatempo, o munícipio ocupa a sexta posição no ranking das capitais com as menores temperaturas no país neste fim de semana.
Ainda de acordo com a instituição, a onda de frio deve se estender pelo menos até a próxima quarta-feira (13). Em Chapada dos Guimarães, a 65 km da capital, a temperatura mínima pode chegar a 12°C e a máxima não deve passar de 31°C, também na segunda-feira.
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Veja a previsão completa em Cuiabá
Previsão em Cuiabá
| Sexta-feira (8) | Sábado (9) | Domingo (10) | Segunda (11) | Terça (12) | Quarta (13) |
| Mínima: 22°C | Mínima: 23°C | Mínima: 15°C | Mínima: 13°C | Mínima: 15°C | Mínima: 18°C |
| Máxima: 33°C | Máxima: 33°C | Máxima: 21°C | Máxima: 23°C | Máxima: 26°C | Máxima: 31°C |
Previsão para o interior do estado
Na cidade de Rondonópolis, a 218 km da capital, a temperatura deve chegar com mínimas que variam entre 15°C e 32°C. O dia mais frio está previsto para ser registrado na segunda-feira, com mínima de 15°C e máxima de 25°C.
Em Juína, a 737 km de Cuiabá, a mínima prevista é na segunda, de 17°C, e máxima de 27°C.
No município de Tangará da Serra, segunda-feira também deve ser o dia mais frio desta semana, com mínima prevista de 13°C.
Agro Mato Grosso
Polícia prende 5 por furto de R$ 500 mil em cargas de soja em MT

A Polícia Civil deflagrou, entre terça e quinta-feira (5 e 7), a Operação “Rota do Grão”, com alvo em um grupo criminoso especializado na subtração fraudulenta de cargas de soja e outros grãos, posteriormente comercializados no mercado clandestino. Os investigados estariam envolvidos no furto de quatro carregamentos de soja, na cidade de Juína, avaliados em aproximadamente meio milhão de reais.
No âmbito da operação policial, foram cumpridos cinco mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Poder Judiciário, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Juína. Além medidas cautelares de busca e apreensão de três conjuntos de carretas utilizadas na prática criminosa investigada.
Os mandados foram cumpridos nos municípios de Nova Mutum, Pedra Preta e Rondonópolis, contando com o apoio operacional da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar de Nova Mutum e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
O valor estimado dos bens apreendidos em poder da organização criminosa é de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
As investigações apuraram que, entre os dias 11 e 12 de agosto de 2025, os investigados interceptaram negociações para envio dos grãos entre as empresas de transporte e armazenamento e induziram as duas empresas em erro, viabilizando o furto de quatro carregamentos de soja na cidade de Juína, com cargas avaliadas em mais de R$ 500 mil.
Para a ação criminosa, o grupo criminoso utilizou documentos falsificados e adulterados, dentre eles notas fiscais, Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH), guias de transporte e sinais identificadores de veículos automotores.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Jean Andrade Araújo, as circunstâncias podem configurar crimes de estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, além de outros crimes eventualmente constatados no decorrer das investigações.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar o destino das cargas subtraídas e apurar a existência de outros integrantes do grupo criminoso, bem como possíveis ramificações interestaduais do esquema.
Agro Mato Grosso
Agrishow 2026: ‘vivendo uma tempestade’, diz presidente da feira sobre queda de 22% nos negócios

Com R$ 11,4 bilhões em prospecções, maior feira de tecnologia agrícola registrou primeiro recuo nas vendas desde 2015. Mesmo com safra recorde, cenário econômico e falta de subsídios não favorecem investimentos no campo, dizem representantes do setor.
A queda de 22% no volume de negócios prospectados pela Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, reflete uma combinação de fatores que desafiam o produtor rural, sem condições de fazer novos investimentos em tecnologia, na avaliação do presidente do evento, João Carlos Marchesan.
“Nós estamos vivendo uma tempestade perfeita”, afirmou o representante, após o encerramento do evento em Ribeirão Preto (SP) esta semana.
A feira terminou com uma projeção de R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios firmadas para os próximos meses, R$ 3,2 bilhões a menos do que na edição de 2025. Este é o primeiro recuo nos números desde 2015, quando o evento anunciava uma retração de 30%.

Agrishow 2026 tem queda de 22% nas intenções de negócios
Plano Safra, juros e aumento de custos
Os problemas apontados 11 anos atrás, inclusive, estão entre os que agora incomodam o setor: incertezas sobre o anúncio do Plano Safra e altas taxas de juros, que encarecem o acesso ao crédito. Atualmente, mesmo com o recente anúncio de baixa do Banco Central, a Selic, que é a taxa básica básica da economia brasileira, está em 14,5% ao ano.
Enquanto isso, embora a União tenha prometido um novo recorde nos valores concedidos e linhas com taxas abaixo dos 10%, o Plano Safra só deve ser anunciado no fim do primeiro semestre e com condições ainda incertas.
Além disso, também ainda não estão disponíveis os R$ 10 bilhões anunciados na própria Agrishow pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para compra de máquinas e equipamentos agrícolas pelo programa Move Agrícola. Segundo Marchesan, a espera pelos recursos também desmotivou visitantes a fazer negócios na feira.
“Nós já estávamos pedindo uma linha especial para a Agrishow, mais de 90 dias insistindo para que houvesse essa linha. Só que ele anunciou esse linha aqui e a linha não está operacionalizando.”
A instabilidade internacional e o aumento nos custos causada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã também entram nas contas do setor, principalmente para quem planta soja e milho.
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Representantes do agro questionam problemas para ter acesso a crédito e investir no campo. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
“Estamos vivendo um momento difícil com essa situação dessa conflito que existe ali no Oriente Médio. Isso leva ao encarecimento, principalmente dos insumos, dos fertilizantes, e isso também reflete no preço do diesel. É um insumo básico para o agricultor que está acabando de colher”, afirma Marchesan.
Para Maurilio Biagi, presidente de honra da Agrishow, o agronegócio é apenas um dos setores afetados pelas questões econômicas.
“Não existe um brasileiro, não existe um jornalista, um encanador, um portador de cana, uma pessoa no Brasil que não ache absolutamente abusivos os juros. (…) O endividamento das pessoas e das famílias é uma coisa enlouquecedora, os números e as estatísticas que nós temos são muito sérios. Essa questão dos juros no Brasil é uma questão muito séria que atinge a toda a população brasileira. O agro está inserido nisso.”
Para a Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Faesp), as medidas de apoio ao setor precisam ser tomadas logo pelas autoridades, pois os benefícios demoram a ser sentidos por quem trabalha no campo.
“O produtor precisa de medidas sólidas para que continue conseguindo investir. Faltou por parte do governo federal o anúncio de soluções concretas em relação a juros, plano safra, planejamento, segurança jurídica e econômica. Os investimentos no campo demoram mais de cinco anos para retornar. Então o produtor está esperando medidas para conseguir voltar a investir”, disse Tirso Meireles, presidente da Faesp.
Agro Mato Grosso
Mães da pecuária: mulheres conciliam gestão de fazendas e criação dos filhos

Muito antes do agro virar potência econômica em Mato Grosso, mulheres já ajudavam a construir o setor nos bastidores das fazendas, escritórios e propriedades rurais do estado. Entre planilhas, manejo de gado, lavoura e a criação dos filhos, muitas delas participaram diretamente da transformação da pecuária mato-grossense em uma das maiores do mundo.
É o caso da produtora rural Leane Altmann, de Nova Mutum, que chegou a Mato Grosso no fim da década de 1980 ao lado do marido em busca de oportunidades no interior do estado. Recém-formada e casada há pouco tempo, ela trocou o Sul do país por uma região que ainda começava a se desenvolver economicamente.
Inicialmente atuando apenas na agricultura, o casal passou a investir também na pecuária após adquirir uma propriedade rural com aptidão para criação de gado. Desde então, a atividade passou a fazer parte da rotina da família.
Hoje, além das áreas agrícolas em Nova Mutum, a família também mantém uma propriedade voltada exclusivamente à pecuária em Santa Rita do Trivelato. Ao longo da trajetória, Leane conciliou maternidade, administração rural e participação ativa em entidades do setor.
Com o crescimento dos filhos, a produtora passou a assumir também a gestão de propriedades agrícolas, enquanto o casal dividia a administração dos negócios da família.
Apesar da forte ligação com o agro, Leane afirma que nunca pressionou os filhos a seguirem o mesmo caminho. Ainda assim, dois deles já atuam diretamente nas atividades da família e o caçula avalia permanecer no setor. “Eu não imaginava que teria os três meninos na sucessão. Hoje vejo meus filhos com orgulho da atividade e isso me deixa muito satisfeita como mãe”.
Para ela, uma das principais mudanças das últimas décadas foi justamente a valorização da atividade agropecuária e da figura do produtor rural. “Hoje a agropecuária tem muita tecnologia. O produtor se valorizou e a família também passou a valorizar essa atividade. Isso ajuda a manter as novas gerações no campo”.
A diretora executiva do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Paula Sodré Queiroz, destaca que a presença feminina tem ganhado cada vez mais força na pecuária mato-grossense, tanto na gestão das propriedades quanto na adoção de práticas sustentáveis e modernas.
“A mulher pecuarista de Mato Grosso hoje não é apenas coadjuvante, ela planeja, ela decide, ela sustenta famílias e negócios, sendo uma das grandes forças do nosso agro”, afirma Paula.
Ela ressalta ainda que histórias como a de Leane representam uma geração de mulheres que ajudou a consolidar Mato Grosso como referência nacional na produção de alimentos. “Neste Dia das Mães, é importante reconhecer essas mulheres que não apenas ajudaram a construir famílias, mas também participaram da construção da pecuária do estado”.
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