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22 de junho de 2026

Sustentabilidade

Colheita da soja avança para 85% no RS, mas chuvas causam interrupções e perdas pontuais – MAIS SOJA

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A cultura está em fase final de colheita, alcançando 85%. Houve celeridade nas operações nos últimos dias de abril, favorecida pelas janelas de tempo seco e pela baixa umidade relativa do ar, o que ampliou a capacidade operacional diária, inclusive com extensão das jornadas. A partir de 01/05, a ocorrência de chuvas provocou interrupções temporárias nos trabalhos, com posterior retomada em áreas de melhor drenagem.

No Sudoeste do Estado, onde os volumes precipitados alcançaram até 300 mm, registraram-se alagamentos pontuais, acamamento de plantas e processos erosivos, especialmente em lavouras com baixa cobertura e maior vulnerabilidade estrutural localizadas em terras baixas e proximidades de cursos d’água.

Restam por colher parcelas tardias e cultivos de safrinha, que ainda estão em maturação (14%) ou final de enchimento de grãos (1%). As produtividades médias regionais se situam em patamar moderado, e a variabilidade produtiva ainda é uma característica marcante da safra como reflexo da distribuição irregular de chuvas ao longo do ciclo, de períodos de estiagem em fases críticas e, posteriormente, de boas precipitações, que favoreceram o enchimento de grãos em lavouras tardias.

Esse comportamento resultou em amplitudes expressivas de rendimento tanto entre regiões quanto entre lavouras próximas. Em termos operacionais, observam-se impactos logísticos decorrentes da colheita sob condições de maior umidade, o que afetou a qualidade de grãos e o fluxo de recebimento.

A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectare. Emater/RS-Ascar. Gerência de Planejamento. Núcleo de Informações e Análises. *Média safras 2021-2025.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas intensas no início de maio causaram transtornos em lavouras de Rosário do Sul, São Gabriel, Santa Margarida do Sul e Alegrete, como alagamentos, acamamento e erosão hídrica em áreas mais vulneráveis. A colheita apresenta avanços diferenciados, alcançando cerca de 90% em Manoel Viana e Itacurubi, enquanto em São Gabriel atinge 60% dos 125.000 hectares. Na Campanha, em Dom Pedrito, o progresso chega a 57% dos 165.000 hectares cultivados.

Observa-se elevada variabilidade de produtividade, entre 1.200 e 4.800 kg/ha, sendo os maiores rendimentos concentrados em áreas de várzea. Há relatos pontuais de grãos avariados em função da umidade no momento da colheita. Na de Caxias do Sul, a colheita foi interrompida pelas chuvas intensas, que impossibilitaram a retomada imediata das atividades. A produtividade média regional está estimada em cerca de 3.000 kg/ha, ficando abaixo das expectativas iniciais.

Na de Erechim, a colheita atinge 97% da área, e restam 3% em maturação. A produtividade média regional está estimada em 3.690 kg/ha. Entretanto, há heterogeneidade entre os municípios de Getúlio Vargas, São Valentim e Campinas do Sul, onde os rendimentos variam de 2.200 a 4.200 kg/ha. As cultivares de ciclo intermediário apresentaram melhor desempenho produtivo.

Na de Frederico Westphalen, 98% foram colhidos, e 2% estão em maturação. A produtividade média estimada está próxima de 3.000 kg/ha, consolidando um desempenho
intermediário na safra e boa uniformidade na fase final. Na de Ijuí, a colheita atinge 94% da área cultivada. Restam áreas de safrinha, implantadas em sucessão ao milho, que se encontra em enchimento de grãos e maturação. Os cultivos implantados em início de janeiro apresentam potencial entre 3.000 e 3.600 kg/ha, ao passo que os de final de janeiro registram redução, variando de 1.800 a 2.100 kg/ha, em função de condições térmicas menos favoráveis durante o período reprodutivo.

Na de Passo Fundo, a colheita está praticamente concluída, atingindo 99% da área. A produtividade média está em torno de 3.500 kg/ha, mas há variações pontuais entre talhões como resultado de diferenças locais de manejo e condições climáticas.

Na de Pelotas, 58% da área cultivada foi colhida. As chuvas em início de maio interromperam as operações. As áreas remanescentes se encontram majoritariamente em maturação (41%) e pequena fração em enchimento de grãos (1%). A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.800 kg/ha.

Na de Santa Maria, a colheita supera 85%, mas houve interrupções pontuais devido às chuvas, sendo retomada em áreas menos afetadas. A produtividade média está estimada em aproximadamente 2.900 kg/ha, inferior à previsão inicial de 3.059 kg/ha. As precipitações em abril contribuíram para o enchimento de grãos em lavouras tardias, atenuando parcialmente os efeitos de restrições hídricas anteriores.

Na de Santa Rosa, a colheita dos plantios do cedo ou intermediários está concluída (86%), e restam áreas de safrinha em diferentes estádios fenológicos: 4% em enchimento de grãos e 9% maduros. A produtividade apresenta elevada variabilidade, com registros entre 2.100 e 4.200 kg/ha, refletindo a irregularidade no suprimento hídrico das lavouras.

Na de Soledade, a colheita atinge 96% da área; o restante corresponde a cultivos tardios e de ciclo longo. No Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, ainda há pequenas áreas por colher. No Baixo Vale do Rio Pardo, em Encruzilhada do Sul, Pantano Grande e Rio Pardo, os índices alcançam 90%. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.950 kg/ha, mas há relatos de cultivos atingindo cerca de 3.600 kg/ha.

Em Campos Borges, Alto Alegre e Espumoso, as médias estão em 3.000 kg/ha, mas as perdas por déficit hídrico causaram redução de até 30% nos rendimentos de parte das lavouras, que chegaram a cerca de 2.100 kg/ha. As chuvas do período causaram interrupções e dificuldades operacionais, especialmente em áreas planas e mal drenadas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 115,25 para R$ 115,92, aumentando 0,58% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS


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Sustentabilidade

Como ficaram os preços da soja? Cotações variam entre queda e estabilidade em regiões do Brasil

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e sem registro de grandes volumes negociados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta segunda-feira (22), as melhores ofertas apareceram no porto de Santos, mas o ritmo dos negócios permaneceu lento.

As cotações oscilaram entre estáveis e mais fracas ao longo do dia, refletindo o comportamento do dólar e da Bolsa de Chicago. Os prêmios apresentaram alguma alta, fator que ajudou a conter quedas mais acentuadas nos preços.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Segundo o analista, a semana começou com poucos movimentos e sem negociações de maior relevância, mantendo o mercado em espera.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 134,00 para R$ 133,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, diante dos avanços das conversas entre Irã e Estados Unidos em busca de um acordo para o encerramento do conflito no Oriente Médio.

O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas reforçou o cenário baixista para os preços na abertura da semana. Ainda nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu relatório mensal com os dados sobre o avanço da soja americana.

As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 241.045 toneladas na semana encerrada em 18 de junho, segundo relatório semanal do USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 533.438 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total inspecionado alcançou 202.391 toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,22 1/2 por bushel, com recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%.

Nos subprodutos, o farelo para julho fechou com queda de US$ 1,50, ou 0,49%, a US$ 299,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho terminou a sessão em 71,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,46 centavo, ou 2,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,61%, negociado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.

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Sustentabilidade

Vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul desde o dia 15 de junho e segue até 15 de setembro de 2026. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento, incluindo plantas voluntárias (guaxas) que possam surgir após a colheita. A medida é uma das principais estratégias para o controle da ferrugem asiática.

De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026, após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja para a safra 2026/2027 estará autorizada entre 16 de setembro e 31 de dezembro de 2026.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode provocar perdas expressivas na produtividade quando não controlada adequadamente. Como o fungo necessita de plantas vivas para sobreviver e se multiplicar, a eliminação da soja durante a entressafra reduz significativamente a quantidade de inóculo presente no ambiente e contribui para retardar o aparecimento da doença na safra seguinte.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cumprimento do vazio sanitário é uma responsabilidade coletiva que beneficia toda a cadeia produtiva.

“O vazio sanitário é uma ferramenta fundamental para reduzir a pressão da ferrugem asiática nas lavouras. Quando cada produtor faz sua parte e elimina as plantas vivas de soja durante esse período, contribuímos para diminuir a sobrevivência do fungo e aumentar a eficiência das estratégias de controle na próxima safra”, destaca Balta.

Além de contribuir para a sanidade das lavouras, o respeito ao calendário fitossanitário ajuda a reduzir a necessidade de aplicações de fungicidas ao longo do ciclo produtivo, favorecendo a sustentabilidade da produção e reduzindo os riscos de desenvolvimento de resistência dos patógenos aos produtos utilizados no manejo.

Datas importantes para a safra 2026/2027 em MS
  • Vazio sanitário da soja: 15 de junho a 15 de setembro de 2026;
  • Semeadura: 16 de setembro a 31 de dezembro de 2026.

A Aprosoja/MS orienta os produtores a seguirem rigorosamente as determinações fitossanitárias, contribuindo para a manutenção da produtividade, competitividade e sustentabilidade da soja sul-mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

El Niño e a produtividade do trigo no Sul: histórico aponta probabilidade de até 80% de rendimentos abaixo da média – MAIS SOJA

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As adversidades climáticas estão entre os principais fatores responsáveis por limitar o potencial produtivo das culturas agrícolas e comprometer a qualidade da produção obtida. Além da variabilidade climática natural observada nas diferentes regiões de cultivo, a ocorrência de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña, integrantes do fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), pode intensificar essas condições adversas, alterando principalmente os padrões de precipitação e a distribuição das chuvas ao longo do ciclo das culturas. Esses efeitos podem influenciar diretamente o desenvolvimento das plantas, a definição dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final das lavouras.

Como consequência, perdas de produtividade em função do clima, especialmente em lavouras de sequeiro são ainda maiores em anos com a ocorrência do fenômeno ENOS, principalmente quando esses fenômenos apresentem maior intensidade. No Brasil, o El Niño provoca efeitos opostos entre o norte e o sul do Brasil. Normalmente, o fenômeno aumenta o risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, enquanto favorece grandes volumes de chuva no Sul do país (INMET, 2026).

Já o La Niña é caracterizado pela redução das chuvas na região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações, enquanto nas faixas norte das regiões Norte e Nordeste do país, ocorre o inverso, resultando no excesso de chuvas (INMET, 2025).

No caso no El Niño, o qual foi confirmado para 2026, as perdas de produtividade agrícola associadas a eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas no Centro-Oeste e Nordeste ou excesso de chuvas no Sul, comprometem a disponibilidade de matéria-prima para a indústria agroalimentar, afetando a cadeia produtiva como um todo. Esse cenário pode resultar em aumento dos custos logísticos, maior ociosidade industrial e redução das margens operacionais das empresas processadoras (Sobrinho, 2026).

De acordo com Sobrinho (2026), além dos impactos internos, fenômenos como o El Niño também influenciam os mercados globais de commodities, uma vez que suas consequências sobre a produção em importantes países concorrentes do Brasil, como Estados Unidos e Argentina, podem alterar a oferta mundial, pressionar preços internacionais e modificar as condições de competitividade no comércio externo.

Dentre as culturas mais afetadas pelo El Niño no Sul do Brasil, destacam-se cereais de inverno como trigo e aveia, cujo desenvolvimento é prejudicado por condições de excesso hídrico, principalmente em anos cuja maior intensidade do El Niño exerce maior influência sobre o regime de chuvas. Além de prejudicar o desenvolvimento vegetativo das culturas, o excesso de umidade no solo favorece a ocorrência de doença fungicidas, afetando não só a produtividade da lavoura, como também a qualidade dos grãos produzidos.

Com base em dados de produtividade média do trigo e aveia, pertencentes a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), no período de 1996 a 2025, é possível observar uma redução do potencial produtivo da Região Sul, sob condições de El Niño, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentam uma elevada probabilidade de produtividades abaixo da média, com valores em torno de 80% para o trigo e 60% para a aveia. No Paraná, a probabilidade de produtividade do trigo foi de 40%, tanto para valores próximos quanto abaixo da média (INMET, s. d.).

Tabela 1. Impacto do fenômeno ENOS na cultura de trigo na Região Sul do Brasil.
Fonte: INMET (s.d.).

Além do impacto na produtividade dos cereais de inverno, é amplamente reconhecido que o fenômeno El Niño também pode influenciar o desempenho das culturas de verão. Entretanto, especialmente na região Sul do Brasil, os efeitos tendem a ser mais expressivos sobre as culturas de inverno, visto que os estádios mais sensíveis dessas culturas às adversidades climáticas frequentemente coincidem com períodos de maior precipitação, principalmente entre setembro e outubro, durante anos sob influência do El Niño.

Esse cenário reforça a importância do planejamento estratégico da lavoura, considerando fatores como o posicionamento de cultivares, a definição da época de semeadura e a adoção de práticas de manejo adequadas. A implementação de estratégias que reduzam os impactos do excesso hídrico nas culturas de inverno é fundamental para favorecer a estabilidade produtiva e preservar o potencial de rendimento das lavouras.



Referências:

INMET. El NIÑO EM 2026? Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/noticias/el-ni%25C3%25B1o-em-2026 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. IMPACTOS DO ‘LA NIÑA’ NO CLIMA BRASILEIRO: O QUE ESPERAR EM 2025? Instituto Nacional de Meteorologia, 2025. Disponível: https://portal.inmet.gov.br/noticias/impactos-do-la-ni%C3%B1a-no-clima-brasileiro-o-que-esperar-em-2025 >, acesso em: 22/06/2026.

INMET. NOTA TÉCNICA: PREVISÃO DE EL NIÑO EM 2026 E POSSÍVEIS IMPACTOS NA AGRICULTURA. Instituto Nacional de Meteorologia, s.d. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/Nota-T%C3%A9cnica.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

SOBRINHO, C. A. B. EFEITOS DO FENÔMENO EL NIÑO SOBRE O DESEMPENHO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO: ANÁLISE COM BASE NO ÍNDICE IBOAGRO. Universidade Federal do Ceará, Dissertação de Mestrado, 2026. Disponível em: < https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/85905/5/2026_dis_cabsobrinho.pdf >, acesso em: 22/06/2026.

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