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Noz-pecã: RS inicia colheita com expectativa de até 8 mil toneladas

A cadeia da noz-pecã no Rio Grande do Sul abriu oficialmente a colheita da safra 2026 nesta sexta-feira (8), em Nova Pádua, na Serra Gaúcha, com expectativa de produção de até 8 mil toneladas no estado. O ato simbólico foi realizado na propriedade do produtor Arlindo Marostica, após uma programação técnica voltada à produtividade, irrigação e mercado da cultura.
O evento reuniu produtores, pesquisadores, técnicos e autoridades ligadas à pecanicultura. Durante a programação, também foi lançado o livro Nogueira-pecã, da Embrapa, com participação de 82 autores. A versão digital já está disponível gratuitamente, enquanto a edição impressa será apresentada durante o Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan), em novembro, em Bento Gonçalves (RS).
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Irrigação ganha espaço nos pomares
Um dos principais temas debatidos foi o impacto da irrigação na estabilidade produtiva e na rentabilidade dos pomares. O professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ezequiel Saretta, destacou que o manejo hídrico deve ser tratado como investimento e apresentou comparativos entre áreas irrigadas e não irrigadas.
O produtor Arlindo Marostica relatou os resultados obtidos em produtividade após a adoção da irrigação no pomar da família. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Jaceguay Bastos, reforçou que o uso da tecnologia precisa considerar características específicas de cada propriedade, como tipo de solo e condições climáticas.
Segundo Bastos, o planejamento adequado do sistema de irrigação influencia diretamente a qualidade da fruta e o desempenho produtivo em diferentes ciclos da cultura, sejam precoces, médios ou tardios.
Custos e rentabilidade
O ex-presidente do IBPecan, Eduardo Basso, apresentou números relacionados aos custos de produção, produtividade e preços da noz-pecã. De acordo com ele, o aumento da produtividade, impulsionado por tecnologias como a irrigação, tende a melhorar a margem financeira da atividade.
O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, afirmou que o crescimento do interesse pela cultura demonstra um amadurecimento da cadeia produtiva no estado. Ele destacou ainda o papel da entidade na difusão de informações técnicas e no fortalecimento da pecanicultura no país.
RS concentra 90% da produção nacional
Durante o evento, o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, ressaltou que o estado responde por cerca de 90% da produção brasileira de noz-pecã e avaliou que a cultura tem potencial para ampliar espaço no mercado internacional.
Segundo ele, a inserção da noz-pecã em acordos comerciais pode fortalecer o setor nos próximos anos. O secretário também destacou o programa Irriga+RS, que oferece subvenção para implantação de sistemas de irrigação nas propriedades rurais.
Os produtores Arlindo e Vânia Marostica, que receberam o ato oficial da colheita, estão entre os beneficiados pelo programa estadual.
A Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi promovida pelo IBPecan, pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul e pelo programa Pró-Pecã, com apoio da Emater e da Embrapa.
*Com informações da assessoria de imprensa
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Escassez de vacina contra clostridioses gera alerta na pecuária de Mato Grosso

Pecuaristas de Mato Grosso enfrentam dificuldades para imunizar o rebanho devido ao desabastecimento de vacinas contra clostridioses. A escassez ocorre em um momento crítico para a produção: o período de desmama dos bezerros, o início do primeiro giro do confinamento e a chegada da estiagem. A falta do imunizante eleva o risco sanitário e pode causar prejuízos financeiros diretos às propriedades.
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) tem acompanhado as discussões junto ao Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e ao Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). O objetivo é acelerar a normalização do fornecimento, que ainda não tem um prazo definitivo para ser totalmente restabelecido.
O Ministério da Agricultura informou, em nota oficial no dia 7 de maio, que houve a liberação de 14,6 milhões de doses de vacinas entre os meses de março e abril, entre produtos de fabricação nacional e importados. No entanto, o setor produtivo avalia que o montante está longe de suprir a necessidade total do campo, mantendo o estado de alerta entre os criadores.
Risco ao status sanitário
A entidade que representa os produtores mato-grossenses manifestou preocupação com a imagem do setor no mercado externo. A clostridiose é uma doença bacteriana que pode levar a mortes súbitas no rebanho, comprometendo a produtividade de uma das regiões mais importantes para o mercado de proteína animal.
“É lamentável que o Brasil, maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, esteja exposto a uma situação como esta, que compromete a segurança sanitária do rebanho e gera insegurança ao setor”, afirmou a Acrimat em comunicado.
Até o momento, a orientação para os pecuaristas é manter o monitoramento rigoroso dos animais e aguardar a distribuição dos novos lotes liberados pelo governo federal. A associação reforçou que manterá a interlocução com os órgãos competentes para minimizar os impactos e garantir que o abastecimento retorne ao fluxo normal o mais rápido possível.
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Nova geração de cana-de-açúcar do CTC é aprovada pela CTNBio

A nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a VerdPRO2, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
A tecnologia foi desenvolvida para enfrentar a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas. A broca, presente em quase todos os canaviais do país, provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, afetando produtividade, peso da cana e teor de açúcar.
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Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas. Nesse aspecto, a VerdPRO2 promete simplificar o manejo de invasoras, como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária.
Segundo o CTC, a variedade reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos.
Chegada ao mercado
Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão de chegada da nova geração ao mercado é na safra 2026/27. “A introdução da tecnologia será realizada em proximidade com os clientes, com o intuito de demonstrar seus benefícios e valor no canavial”, informa o CTC.
De acordo com o Centro, essa etapa combina a experimentação com acompanhamento técnico próximo, capturando as necessidades de manejo dos clientes e gerando dados em condições reais de cultivo sobre os benefícios da tecnologia.
A primeira geração da variedade foi lançada pela companhia em 2017 e a atual é considerada fundamental para impulsionar a estratégia do CTC em desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040.
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Safra de morango avança no Rio Grande do Sul com boa sanidade, diz Emater

A cultura do morango apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com produção em andamento nas principais regiões produtoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (7), a predominância de dias ensolarados favoreceu a sanidade das lavouras.
A baixa temperatura e a geada observada no dia 28 de abril não causaram prejuízos à emissão de flores, ao pegamento nem ao amadurecimento dos frutos.
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Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita ainda ocorre em pequeno volume e se concentra em lavouras de um ano. Também começaram a ser retirados os primeiros frutos de plantas inseridas em fevereiro e março, oriundas da Espanha. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a menor oferta nesta época está relacionada à genética das plantas e ao período de renovação nos ambientes de cultivo.
Em Pelotas, os produtores estão na fase de implantação das primeiras mudas recebidas, que apresentam desenvolvimento considerado adequado. Além disso, seguem os trabalhos de limpeza de mudas de anos anteriores, reformas de estufas e preparação de novas estruturas. Em Santa Maria, o preparo de canteiros avança tanto para cultivo a campo quanto em bancada, com uso de mudas adquiridas no comércio local e também importadas do Chile.
Na região de Santa Rosa, a cultura está em fase de transplantio de mudas novas, em sua maioria importadas da Patagônia argentina e da Espanha. As plantas remanescentes da safra anterior têm baixa produtividade. Já em Soledade, chuvas e alta nebulosidade prejudicaram o crescimento de mudas recém-transplantadas e de plantas de segunda safra em fase vegetativa e reprodutiva.
O quadro indica que o desempenho da cultura varia conforme as condições regionais de luminosidade e umidade. Onde o tempo firme predominou, houve melhor sanidade e evolução do pomar. Nas áreas com excesso de nebulosidade e chuva, o desenvolvimento ficou mais lento, o que pode influenciar o ritmo de formação das novas áreas.
A tendência de curto prazo, conforme o boletim técnico da Emater/RS-Ascar, é de continuidade da implantação e renovação das lavouras nas principais regiões produtoras. Não há, no informativo, dados de área total cultivada ou de volume estadual de produção para o morango nesta atualização.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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